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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sinopse:
Seguir as regras.
Lembrar-me do que aconteceu.
Nunca me apaixonar.
O mundo de onde vim está em ruínas.
Estamos aqui para evitar a destruição da humanidade.
Mas se não seguirmos As Regras, tudo o que é importante desaparecerá:
Amigos. Famílias. Sonhos. Amor.
O Ethan não pode nunca descobrir o meu segredo.
Que não vim de outro lugar.
Que vim de um outro tempo.

Efectivamente direccionada para os mais novos, a mais recente narrativa de Ann Brashares em terras lusas equilibra na perfeição romance, mistério e aventura, com um toque ficção científica que colocará os jovens leitores a reflectir sobre o futuro do nosso planeta.

Como elucida e sinopse, Aqui e Agora conta-nos a história de Prenna James, uma estranha na nossa contemporaneidade vinda do futuro e que vive de forma condicionada no nosso presente, sufocada pelas Regras que lhe permitem sobreviver na nossa realidade. Prenna irá acabar por se envolver numa amizade proibitiva com Ethan e, paralelamente aos laços que se estreitam entre ambos, descobrirá que são muitos os segredos guardados pela sua comunidade emigrante e que as pistas para os desvendar poderão estar onde menos espera.

Provavelmente graças ao seu público-alvo, é relativamente fácil falar sobre esta história dada a clareza da mensagem passada pela autora e devido à simplicidade das suas personagens comuns, protótipos deste tipo de texto e com caminhos definidos desde o início. Assim, esta é uma leitura bastante interessante para os menos experientes neste género literário e que, quanto a mim, prima principalmente pelos seus contornos e surpresas reveladas no desenlace.

Relativamente a intervenientes, Prenna e Ethan são quem mais se destaca, com todos os atributos necessários aos seus papéis; ela um pouco mais perdida, tímida e inocente e ele muito curioso, astuto e corajoso, perseguindo as suas convicções.
As personagens secundárias são igualmente apelativas e primam pela sua diversidade. Tanto os “vilões” como os “heróis” contribuem activamente para o enredo, pontuando-o com momentos intensos, o que dá ainda ênfase a Prenna e Ethan.


As mais-valias do livro acabam, a meu ver, por estar relacionadas com as temáticas abordadas, com as alterações climáticas a serem exploradas e a merecerem um enorme destaque ao longo da obra, bem como as consequências associadas a esta catástrofe – por exemplo fome e doenças variadas. Esta questão em particular e especialmente bem conseguida, graças à capacidade que a autora teve de estabelecer uma ponte entre a realidade e a ficção, entre o presente e o futuro, para nos oferecer uma nova visão deste tema tão pertinente.

Para terminar, a narrativa tem alguns pormenores originais, como as Regras ou a estrutura e base da comunidade, alguns objectos futuristas engraçados e gostei, igualmente, da forma como foram facultadas as informações que conduzem ao final do livro  consegui surpreender-me. Só lamentei que todo o desenlace fosse tão rápido, quase forçado, devido ao caminho afectivo escolhido.

Em suma, este é um bom livro de entretenimento para os mais jovens mas que não trará nada de novo para o leitor mais experiente neste género de ficção. Um livro que se lê de um sopro, devido ao seu carácter ligeiro e à sua escrita muito acessível.

Esta é uma aposta Editorial Presença, inserida na sua colecção Noites Claras, histórias primorosas que tentem a aflorar questões muito pertinentes.


Título: Aqui e Agora
Autora: Ann Brashares
Género: Romance; Fantasia; Juvenil
Editora: Editorial Presença

Para comprar o livro Aqui e Agora, clique aqui.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sinopse:
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa.
Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos?
Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

Naquele que é o meu livro favorito da série Maximum Ride até ao momento, o enredo ganha novo ênfase,  as personagens amadurecem e tudo o que já era mau torna-se ainda pior. Novos pesadelos desenvolvem-se, medos antigos reavivam-se e o inimigo finalmente adquire a sua assustadora forma – tudo pode acontecer!
Maximum Ride 3: Salvar o Mundo é um livro crucial para o destino dos heróis a que os leitores já se habituaram, levando-os ao passado para lidarem com o presente e abrindo-lhe uma janela para um futuro que se adivinha ainda mais complexo e inimaginável que o previsto.

Tiquetaque... o tempo escoa, as armadilhas multiplicam-se e a fuga continua a ser a única salvação para a singular família de Max, um grupo de seis crianças voadoras e um cão que fala, um grupo que se sustém com sentimentos fortes e que sobrevive graças à forte ligação que torna o bando uma só entidade. Mas como sobreviverão de forem afastados?
A separação do grupo é, desta feita, um dos muitos destaques deste terceiro livro, pleno em reviravoltas, que espelha bem a criatividade de James Patterson que resolveu destruir algo fundamental para esta equipa levando-a a passar por novas adversidades nunca antes equacionadas pelos seus jovens. Um livro em que as dificuldades superam tudo aquilo com que se confrontaram até ao momento e, igualmente, um livro em que os laços, os de agora e os de antigamente, voltam a surgir para preencher cada interveniente de emoção enquanto tentam, acima de tudo, manter-se sãos, manter-se vivos.  

Na busca pela impossível normalidade, muitos são os riscos que cada um destes jovens indivíduos está disposto a correr e alguns, infelizmente, podem adivinhar-se fatais. Todavia há algo com que o inimigo não conta, a maturidade, a coragem e a nobreza que cada um dos pequenos adquiriu longe da prisão que lhes foi imposta à nascença, algo que os levará, ainda que por vezes por caminhos apostos, a um rumo comum, a salvar o mundo por tudo aquilo em que acreditam e para evitar um planeta povoado pelos horrores que fizeram parte dos seus dias. Por tudo isto, e no que respeita a personagens, é fantástico observar tanto as fragilidades como a evolução de alguns membros do bando, Max, Fang e Nudge em particular, que se evidenciam em momentos chave, em momentos em que tudo parece perdido.

As questões familiares voltam novamente a ser um tema relevante, pois todas as crianças – Max, Fang, Iggy, Nudge, Gazzy e Angel – desejam saber mais sobre o seu passado. Neste sentido, o inimigo acaba por jogar muito bem com esta fraqueza das personagens principais, torturando-as psicologicamente e levando-as a duvidar de tudo o que as rodeia, confundindo-as e ao próprio leitor com a linha ténue que separa a verdade e a mentira na ficção.
Em relação à face do mal que eu tanto ambicionava descobrir, é agora destapada a ponta do véu e é dada a conhecer uma parte da sua extensão que, para lá do Quartel-General da Itex, da Escola e do Instituto, ganha vários nomes, caras e contornos de inocência cruel, ao mesmo tempo que tende a ilibar personagens que os heróis julgavam monstros. Como citei anteriormente, a história ganha realmente novo ênfase a uma escala que ultrapassa os pequenos que já não temem mostrar-se ao mundo pois, como é descrito na sinopse, está em marcha um plano de genocídio à escala mundial.

No que a novos seres diz respeito, devido a todas as alterações e aberrações científicas que os batas-brancas efectuam, esta narrativa torna-se quase chocante. Novas mutações genéticas são dadas a conhecer transformando híbridos como os humano-lupinos Erasers, lobisomens, em verdadeiros anjinhos e os maravilhosos miúdos pássaros, com todos os seus poderes fantásticos, em criações fracas aos olhos de quem se julga Deus. São formas de vida combinadas aterradoras a quem apagaram as almas que, felizmente, é coisa que não falta aos protagonistas.

Num campo afectivo, tenho obrigatoriamente que destacar a controversa e ao mesmo tempo enternecedora ligação entre Max e Fang, uma relação inexplicável como eles próprios e que me deixa com uma única certeza, eles nasceram para estar juntos, como irmãos, como companheiros e, se for o meu lado romântico falar, com tudo aquilo que o autor lhes puder oferecer.
Distante desta questão, mas igualmente pertinente, é a postura de Angel neste livro. Esta menina de seis anos é responsável por muitas transformações e viragens na história tornando-a ainda mais emocionante e gosto, cada vez mais, das características particulares que lhe foram atribuídas e que a transformam em algo assustadoramente especial entre o grupo – é uma verdadeira caixinha de surpresas.

No que respeita ao ambiente exposto, para lá da esterilidade dos laboratórios ou dos momentos selvagens em que se aplicam máximas de sobrevivência, existe uma abordagem interessante à sociedade actual e ao nosso universo contemporâneo, ainda mais evidente do que nos títulos anteriores. Em parte, isto acontece através do blogue do Fang, das várias interacções e temas que este alcança no diálogo com os seus leitores – onde promove a abertura de uma consciência crítica e alerta para questões cruciais dos nossos dias –, mas também devido ao longo percurso que as personagens percorrem pelo globo.

Em suma, este terceiro livro não só mantém a acção e tensão habitual como a intensifica, primando por novas surpresas em cada novo capítulo e destacando-se pelas muitas informações que proporciona para o enredo central, em relação ao mistério que envolve estas crianças e as experiências a que foram sujeitas, bem como pelas muitas novidades de carácter emocional que tocarão o leitor.

Quanto à escrita de James Patterson é perfeita para um público juvenil, com a utilização de uma linguagem simples, muitos diálogos e recorrendo à ironia fácil com que os mais novos se identificaram.
A própria formatação do texto, com capítulos muito breves que nos impulsionam a virar sempre mais uma página, é uma mais-valia, e o mesmo se passa com o tipo de discurso utilizado em que o protagonista a fala directamente para o leitor, que desta forma se sente entrosado com a narrativa, se sente a fazer parte da história independentemente da voz que chega até si,  seja ela Max, Fang e, em determinado momento, até de Nudge.

Pessoalmente, sei que não vos contei muito sobre o que realmente aconteceu neste texto, mas a verdade é que sinto que qualquer informação que disponibilize pode ser um spoiler para quem ainda não conhece Maximum Ride.
Enfim, certo é que este foi para mim o melhor livro até à data, conseguindo prender-me totalmente à história e começando a fazer-me sentir uma verdadeira ligação com várias personagens, pelo que espero que o próximo livro, The Final Warning no original, seja publicado em breve.

Esta é uma aposta em grande da Topseller para o público juvenil mas que consegue, igualmente, captar adeptos mais graúdos interessados em ficção científica e que apreciem uma boa história de acção.

Maximum Ride 1: O Resgate de Angel (Opinião)
Maximum Ride 2: Adeus à Escola (Opinião)

Título: Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
Autor: James Patterson
Género: Ficção Científica; Juvenil
Editora: Topseller




sábado, 2 de novembro de 2013

Sinopse:
Passaram 24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os seis amigos com poderes extraordinários são 98% humanos e 2% pássaros continuam a emocionante procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são.
Embora perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus poderes
Mas para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda mais grave ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?

Atendendo ao facto de que li este livro há vários meses, pelo menos há cinco, esta não é uma opinião muito fácil para mim, mas um breve folhear, para recordar alguns dos acontecimentos marcantes, foi o suficiente para me lembrar da grande evolução que esta série sofreu neste segundo livro, com muitas reviravoltas marcantes e a evolução de uma protagonista que tenderá a tornar-se uma grande heroína, Max, dentro o deste género literário em Portugal, ficção científica juvenil.

Quem leu o primeiro livro da série Maximum Ride, Maximum Ride: O Resgate de Angel, certamente recordará os horrores passados vividos pelas seis personagens principais desta história, seis jovens emocionalmente mutilados e, geneticamente, cientificamente alterados.
Em parte humanos e em parte pássaros, não há muita coisa que estes intervenientes, alguns ainda crianças, mais desejem do que a normalidade, uma réstia da infância que nunca tiveram durante o seu crescimento sem inocência. Desta feita, como o próprio título indica, um dos pontos altos de Maximum Ride: Adeus à Escola tem que ver com a oferta de esperança, com a oferta de uma vida banal que logo em seguida lhes é retirada – uma jogada tão baixa quanto inteligente levada a cabo pelos seus inimigos. 

Para lá do informação que já vos facultei e sem querer, como é habitual, cometer qualquer tipo de spoiler, todo este livro se desenvolve seguindo a mesma linha de acção que o seu antecedente, tendo a fuga e a perseguição, novamente, um lugar de destaque que proporciona tensão constante. Novos factos e esclarecimentos pertinentes são adicionados ao enredo ao longo de toda a narrativa, bem como novas personagens atractivas a ambas as facções conhecidas até o momento – miúdos versus laboratório. Mas não se iludam, esta história está apenas no seu início e apesar de ter alguns pontos em comum com o livro anterior, as novidades são consecutivas e permitem que seja possível começar a ser antever-se o propósito de tudo o que foi aberrantemente feito e, embora nada desculpabilize os anteriores carcereiros de Max e o seu bando, o desconhecido, um provável novo inimigo, adivinha-se realmente assustador.

Em relação a personagens, as principais em particular, o meu afecto por Max aumentou consideravelmente. Esta protagonista sofre imenso durante todo o livro, a um nível quase mais psicológico do que físico, e a sua preocupação pelos que estima é algo absoluto e incontestável que enternece quem lê. Ao contrário de todos os outros, ela não pode ceder pois sente que tem de liderar, que foi “programada” para tal e a voz que ouve na sua mente, sempre a indicar-lhe um caminho no qual ela não pode confiar, é uma perturbadora prova disso mesmo.
Continuam a fazer parte dos meus eleitos tanto Fang como de Angel, ainda que ambos, em determinados momentos, tenham tido atitudes menos apelativas. Fang porque, ao ser introduzido no mundo real, cede a alguns sentimentos mais comuns de adolescente e eu espero mesmo muito de si – confesso que também tenho ideia romântica de que ele e Max se entendam para lá da amizade –, e Angel porque começa a revelar um poder de persuasão, para lá das asas que lhe permitem voar, que por vezes me deixa receosa quando ao seu papel no grupo, tenho suspeitas em relação a esta criança.
No geral, ainda quanto ao bando, todos mantiveram os perfis traçados anteriormente, foram-nos dados alguns pormenores quando aos seus passados e as suas atitudes continuam a espelhar um lado de maturidade forçada mesclada com os desejos de meninice. É importante ainda acrescentar que o bando tem um novo membro, Total, que é bastante curioso.

A maior parte dos novos dados conseguidos, para ir preenchendo lacunas em relação às muitas perguntas sem resposta, e que levantaram novamente muitas questões, estão relacionadas com o laboratório que alterou a maior parte das personagens do enredo, onde estão incluídos os seus soldados, na maioria Erasers. Os Erasers são criaturas terríveis, em parte lobos e, agora, também com asas, o que torna a vida dos nossos voadores bastante complicada. Entre esta espécie de vilões, sem que realmente o sejam, Ari merece destaque pelo sofrimento individual que o impulsiona, juntamente com as suas missões, a estar numa facção contrária aos miúdos que inveja, no entanto o seu protagonismo e evidente e tem realmente um papel importante a desempenhar. Existem outros que também merecem destaque, mas nomeá-los seria contar-vos mais do que devo.


De um modo geral, entre batalhas, emoções fortes e cenas esgotantes, tudo está em aberto e pode acontecer. No fim, ficou no ar dúvida sobre qual será a verdadeira causa da experiencias efectuadas entre humanos e animais. E, mais uma vez, tudo o que é relacionado com laboratórios e ensaios é criticado, o tema da família, em particular a ausência parental, é discutido, assim como é evidenciado pelos vários comportamentos dos intervenientes. Certo é que nada é o que parece e o que fica por revelar neste texto é certamente tão importante como o que nos é contado, deixando o leitor curioso quanto ao que poderá vir a acontecer.

Somatizando, este é o típico livro de aventura que proporciona, aos leitores mais inexperientes o contexto de ficção científica, a possibilidade de usufruir de uma realidade, neste caso de personagens, com poderes sobrenaturais alterados pela ciência, num ambiente urbano e actual onde existem muitos segredos por revelar.

James Patterson mantém um estilo de escrita acessível e assertivo, sempre esclarecedor, para que tudo o que é exposto seja interiorizado, prevalecendo o desejo contante de saber mais.
O discurso directo dos intervenientes, Max e Ari, contribui para que seja criada uma ligação com quem lê, através de duas perspectivas diferentes da realidade em que estão inseridos o que, mais uma vez, é bastante inteligente como atractivo ao público jovem e pouco interessado por narrativas mais descritivas.

Quando a mim, continuo a gostar desta história sem a idolatrar, e confesso que estou cada vez mais curiosa para saber o que o destino revelou para Max e o seu bando – algo que poderei descobrir dentro em breve com a novidade Maximum Ride: Salvar o Mundo, já disponível.
Como nota final, permitam-me ainda pedir desculpa por qualquer lacuna na opinião, mas como vos disse no início, já li este livro há muitos meses. 

Esta é uma boa aposta da Topseller a pensar num público generalizado e, ao mesmo tempo, nos mais jovens, que eu sugiro sem qualquer restrição a quem procura uma ficção repleta de acção e pormenores científicos e emocionais interessantes.






Maximum Ride: O Resgate de Angel (Opinião)




Titulo: Maximum Ride: Adeus à Escola
Autor: James Patterson
Género: Ficção Científica
Editora: Topseller


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sinopse:
Retirados dos seus pais à nascença, os seis estavam presos num laboratório secreto, onde foram alterados geneticamente para se tornarem 98% humanos e 2% pássaros. Agora eles conseguem voar e escaparam da sua prisão. Mas desconhecem as razões para tudo o que lhes foi feito, e não sabem quanto tempo de vida lhes resta. No seu encalce estão os Erasers, seres diabólicos criados no mesmo laboratório, que apanham Angel, a miúda mais nova e especial do grupo de Max.
Conseguirá Max resgatar Angel e descobrir a verdade sobre si e os seus amigos?

Com um conceito diferente, uma premissa interessante e um ritmo de leitura veloz, Maximum Ride - O Resgate de Angel é o típico livro de aventura e ficção que fará as delícias de jovens adultos que se iniciam no género da ficção científica e gostaram de autores como, por exemplo, Scott Westerfeld.

Como acontece com muitas outras histórias, esta narrativa começa simples, repleta de pontas soltas e vai-se adensando com o folhear deixando, no final, a vontade de ler mais e saber tudo o que ainda está para vir através desta criação com imenso potencial de James Patterson.
Max, a figura de destaque entre seis protagonistas geneticamente alterados que nos são apresentados, vê a sua parca estabilidade ruir quando Angel, a mais nova do grupo, é raptada e levada para o laboratório de onde a sua disfuncional família conseguiu, milagrosamente, fugir poucos anos antes. Com os pesadelos vividos neste local esterilizado bem presentes na memória, a única opção possível é reaver a inocente Angel ou morrer a tentar e Max, como chefe deste grupo peculiar, dá início a uma jornada destinada ao fracasso em que arriscará a vida de todos os que ama, vidas que só se completam quando os seis voltarem a estar reunidos no ar.

Com diversificados pontos de interesse para o público em geral mas também para o seu público-alvo – como uma ligeira introdução ao bullying –, neste livro um, de oito que compõem a série Maximum Ride, é dada particular atenção a todas as questões que se desenvolvem em laboratórios, um tema que eu considero particularmente susceptível. Os maus-tratos e a perspectiva de desumanidade que envolve muitas destas experiências, sem a certeza de sucesso e um mínimo de dignidade para as cobaias, ficam latentes e são dinamizadas perante ensaios realizados entre humanos e animais.  

No que respeita ao maravilhoso, jovens com capacidades extraordinárias, em particular a capacidade de voar e a sensação de liberdade por este feito transmitida, são sempre motivo de fascínio para a imaginação fértil e, tenho de citar, no que respeita a esta questão denota-se um esmero irrepreensível. É credível e, acima de tudo interessante, ver como o autor adaptou, a partir de espécies de aves reiais, os hábitos e os instintos de sobrevivência das suas personagens fortes, rápidas e resistentes.

O ponto franco, sem o ser, são os intervenientes que ficamos a conhecer apenas superficialmente mas, tratando-se de uma série, fica no ar a sensação de que o melhor ainda está para vir e que mais adiante haverá a oportunidade de conhecer cada uma destas crianças, adultas à força, e com passados que prometem a continuidade de uma aventura que, para já, proporciona dois novos enigmas por cada resposta alcançada.

Em suma, este é um livro que proporciona boas horas de entretenimento na companhia de Max, Iggy, Nudge, Gazzy e, os meus favoritos, Angel e Fang. Todos diferentes, todos extraordinários e com uma ingenuidade infantil versus força de vontade que deixará quem lê preso aos dramas e aventuras do seu singular crescimento.

James Patterson tem uma linguagem simples e fluida o que, aliado aos capítulos curtos e à acção constante, proporciona uma leitura voraz.
O facto de o autor, através da sua protagonista, falar directamente ao leitor pode proporcionar um acréscimo de empatia e é, sem dúvida, um atractivo para o público juvenil.
As descrições são breves, sendo que muito pouco do ambiente vivenciado é desenvolvido, e é dado especial destaque à acção e à tensão permanente que acompanha o grupo de intervenientes.

Pessoalmente não foi uma leitura excepcional mas gostei e faço parte do grupo de leitores que quer muito saber o que se seguirá.
Devem ter reparado que não desenvolvi muito a opinião mas a verdade é que os pormenores mais interessantes estão ligados a acontecimentos chave e, como já sabem, eu não gosto muito de spoilers.

Uma aposta assertiva Topsellerpara miúdos e graúdos, que certamente ainda dará muito que falar e que eu sugiro em quem quiser entrar numa aventura repleta de acção e que promete muitas horas de entretenimento.

Título: Maximum Ride - O Resgate de Angel
Autor:  James Patterson
Género: Ficção, Juvenil
Editora: Topseller – Grupo Editorial 20|20
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Sinopse:
Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa.
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde.
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.


Para quem segue o blogue com relativa regularidade e vai espreitando este e aquele comentário, já ficou claro o quanto eu gosto de livros e o quanto eu atento a pormenores porque estes fazem, na minha singela opinião, a verdadeira diferença. Claro que o enredo é fundamental, é o mais importante, mas as singularidades e o cuidado na elaboração de uma obra podem, definitivamente, tornar uma narrativa excepcional mediana e uma narrativa mediana num livro de grande valor. Em Predestinado estamos perante o segundo caso.
Esta é uma história de entretenimento perfeita para introduzir o público jovem adulto em romances históricos, que nem sempre são a primeira opção mas que quando bem elaborados são sem dúvida uma fonte satisfação plena para o leitor que aprende enquanto se diverte.

A série Ordem das Trevas apresenta-nos um enredo de ficção e aventura ainda na época medieval, onde conhecemos a jovem e nobre dama Isolde, que remeterá os leitores leigos, com eu, para um drama típico de um conto de fadas, e o inquisidor Luca que, tal e qual cavaleiro, esta destinado a desbravar os males que apoquentam a Cristandade.
Muito sucintamente, em relação à história propriamente dita, numa região perto de Roma, Lucretilo, Isolde é obrigada, após a morte do seu pai, a passar o resto do seu fado num convento a mando do seu irmão e, consecutivamente, seu dono. Nesta desgraça faz-se acompanhar pela sua dama de companhia, Ishraq, que não sendo cristã é encarada por terceiros como sua escrava. Enquanto isto, em Roma, o jovem Luca que estuda para padre acaba preso pela sua astucia e curiosidade mas, misteriosa e repentinamente, é destacado como inquisidor, tendo como missão desmitificar as anormalidades que ameaçam a igreja. Na sua demanda faz-se acompanhar por um trabalhador do seu convento, Freize, e por um escrivão encarregue de anotar todos os pormenores da viagem, Peter.
O destino acabará por juntar estes cinco jovens no início de uma jornada que levará, prazenteiramente, o leitor conhecer os temores e superstições destes tempos em que a fé era soberana.

Extraordinariamente rico em pormenores este é o característico livro sobre o qual eu poderia escrever sem cessar. Cada uma das suas personagens representa um estereótipo da época e, como se tal não fosse suficiente, existe ainda um primor excepcional em retratar todo o ambiente que os envolve.
Luca, a par com Peter, representa a fuga dos pobres, muitos deles órfãos, para uma vida mais cómoda através do clero que lhes permite ascender socialmente.
Isolde, embora contradita, permite-nos igualmente antever as possibilidades da vida eclesiástica para as mulheres, que nada detinham nesta época, através do seu relacionamento com as freiras com as quais se cruza no convento erguido pela sua família. É o caso da irmã ecónoma, ambiciosa, que faz carreira neste meio.
Freize é quase um escravo nestes tempos, espelha a miséria e as opções, quase nulas, daqueles que não dedicando a vida a Deus nasceram na miséria. Esta é ainda uma personagem com um forte sentido de humor e com um dom muito especial para com os animais, o que o torna fundamental para este texto.
Ishraq é a minha personagem favorita. Ela simboliza todos os estrageiros que arriscaram entrar e prevalecer no mundo dos cristãos, independente do que os levou a esse fim. Originária do Médio Oriente, muito inteligente e forte, é a melhor amiga de Isolde e regularmente encarada como sua escrava. É uma herege dentro e fora da sociedade.

Embora haja uma ligação ténue ao maravilhoso, esta obra é uma fantasia sem o ser, atendendo ao facto da incumbência de Luca ser desmitificar todas as ilusões que possam surgir das crenças do povo. Os credos entre plebeus iletrados eram uma arma de dois cumes para a própria igreja que os fomentava para aumentar a fé numa só salvação.
Fica claro através dos diversos intervenientes a forma como a sociedade da época era gerida, bem como o cenário envolvente, descrito eximiamente por uma autora que, embora aqui nos proporcione algo leve, permite antever os seus estudos nesta área.

Ao longo da história são abordados dois fenómenos – heresias, pecados – em particular, que nos fazem prever como será desenvolvida a restante série e que género de aventuras, mitos e situações de época poderemos esperar, assim como o quão interessante pode ser descobrir os pensamentos a respeito de bruxas e feiticeiros num século, século XV, em que as atitudes era tão drásticas e não havia justificações para a mais ínfima, estranha, ocorrência devido à ausência de conhecimentos científicos.

Sem ser brilhante esta é, isso sim, uma leitura bastante agradável e excelente a nível de pormenores, que eu recomendo a quem tem curiosidade por este género literário e, em particular, a leitores mais inexperientes.

Philippa Gregory tem uma escrita bonita, fluida e simplificada para chegar a qualquer tipo de público.
Gostei das suas personagens mas foram as suas descrições que me conquistaram e, consequentemente, o nível de entrosamento que me permitiram durante a narrativa. O que, convenhamos, não é nada fácil no que respeita à época medieval que tende a ser embelezada.
Não sei se é comum, porque é a primeira vez que leio esta autora, mas adorei a sua nota final que não só influenciou, como me facilitou bastante a escrita desta opinião. Desta feita, Philippa Gregory desenvolve, em poucas páginas, tudo o que aborda na história, enquadrando-nos com enredo e, como tal, creio que qualquer leitor fica totalmente esclarecido.

Quanto a mim gostei bastante da qualidade e empenho que se denota na elaboração do livro. Dá outro prazer ler uma história assim.
Gostei igualmente das imagens que a autora escolheu para ilustrar o livro, muito fiéis ao tempo em que se desenvolve a história. Era um tempo em que só havia obras manuscritas e em que as ilustrações eram verdadeiras obras de arte mas, no entanto, existiam já os primeiros carimbos – técnica denominada de xilografia, elaborada através de entalhes na madeira – sendo, inclusivamente, a imagem adoptada para ilustrar a nota final da autora baseada no bloco xilográfico que representa a primeira autora da História do Livro a viver da escrita, Christine de Pizan. (Philippa refere C. Pizan e a origem da imagem, o que eu achei fabuloso).

Isto não interessa nada para a opinião mas como eu sei estas pequenas coisas e gosto de partilhar o pouco que sei, Christine Pizan foi publicada pela primeira vez em Portugal em 1518, com título adoptado Espelho de Cristine, a mando de D. Leonor e pelo impressor Hermão de Campos. Foi fundamental para o feminismo da época e teve um peso social relevante.

Este livro é uma maravilhosa aposta da Civilização, uma vez mais no formato idêntico ao paperback e com um preço muito apetecível que, reafirmo, recomendo a quem se quer iniciar neste género com uma leitura de qualidade histórica que é ao mesmo tempo uma excelente fonte de entretenimento.

Título: Predestinado
Autora: Philippa Gregory
Género: Fantasia, Romance Histórico
Editora: Civilização 
domingo, 11 de dezembro de 2011

Sinopse:
“Callum Ormond já só tem 153 dias.
A contagem decrescente continua…
Enterrado vivo num caixão, as hipóteses de sobrevivência de Cal estão a esgotar-se tal como o ar que respira. Graças ao ataque inesperado, ele perdeu a Jóia e o Enigma, e agora a sua vida está presa por um fio… sete palmos abaixo da terra.
Boges e Winter tentam desesperadamente encontrá-lo antes que seja tarde demais. Entretanto, Gabbi – a irmã de Cal em estado de coma – foi raptada, e ele é o principal suspeito! Vai ser preciso tomar medidas drásticas e perigosas para a salvar desta vez.”

O relógio não pára. Cada segundo pode ser o último.
Uma aventura de cortar a respiração!

Adrenalina, acção e emoções fortes são as palavras de ordem nesta aventura que dura à 212 dias e que parece não ter fim.
Agosto traz-nos vitórias e perdas, como o retracto de qualquer vida, mas neste caso particular trata-se de uma vida que Callum nunca desejou para si. Com a angústia do rapto da sua irmã em coma e encontrando-se o nosso jovem no cimo da lista como principal suspeito, nunca foi tão difícil estar na pele de um Ormond.
Gabrielle Lord está imparável e, uma vez mais, as coisas complicam-se. Entre fugas, mortes e feridos tudo se complica uma vez mais, mas os aliados voltam a surgir e a esperança terá de ser a última a desaparecer.

Algo fundamental no destino conturbado de Cal tem sido os amigos e é por isso que não posso continuar a opinar esta história sem reflectir um pouco sobre eles.
Boges é o amigo de sempre, o companheiro de escola e de aventuras, e neste momento é também aquele que muitas vezes mantém o nosso jovem livre das ruas e da fome. Um engenhoca, com uma inteligência fora do normal, este nosso amigo tem sido fundamental e crucial na pesquisa de novas informações sobre o Enigma de Ormond. Apesar de não ser forte, ou um excelente fugitivo, ele ajuda Callum a partir de casa e funciona, muitas vezes, como a sua consciência. Não raras as vezes Boges foi essencial e se o nosso amigo conseguiu pequenos e espaçados momentos de descanso na sua fuga sem fim este personagem é um dos responsáveis.

Winter é outro dos pilares da nossa história e, agora podemos finalmente começar a considera-la amiga do nosso protagonista. Intermitente, e nem sempre a melhor das opções, ela surge como afilhada de um dos nossos vilões, Sligo. Se existem momentos em que esta jovem nos derrete coração muitas são as pistas que nos são fornecidas para que desconfiemos da sua postura e interesse a respeito de Cal. Mas não se mede o que se sente, e neste momento o nosso protagonista começa a nutrir sentimentos por esta personagem secundária. Em opinião pessoal, espero que ela ainda nos surpreenda muita quer pela positiva, quer pela negativa pois para mim é um dos elementos na nossa história que tem mais potencial.

Mas personagens e enigmas à parte, existe nesta história uma peça do puzzle que de livro para livro começa a evidenciar-se. A questão de os Gémeos Ormond. A verdade é que com as recentes descobertas a respeito da família Ormond, aparentemente todas as suas gerações um par de gémeos, como se comprova pelo pai e tio de Cal. Neste livro Cal terá uma vez mais a certeza de que poderá estar perante um seu sósia, mas a ser isto verdade, porque é que a sua mãe nunca lhe contou nada?
Estas e outras questões amontoam-se, mas agora é hora de salvar Gabbi, a irmãzinha de Cal, e tentar escapar com vida a este regate, conseguirá o nosso jovem continuar a sobreviver?

Ficaram a faltar 123 dias da vida de Callum Ormond e motivos não faltam para seguir de perto este jovem herói que já é um sucesso internacional e em breve estará no pequeno ecrã.

Uma aposta da editora marca pela diferença, Contraponto, e que com toda a certeza será idolatrada por uma faixa etária mais juvenil... Recomendo.

 


Título: Conspiração 365: Agosto
Autora: Gabrielle Lord
Género: Policia Juvenil
Editora: Contraponto

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