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A Elphaba...
Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Sinopse:
Alerta!
Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é
Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser
considerada perigosa.
Max
e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e
não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os
céus não passam despercebidos?
Nesta
aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por
cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor
entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto
enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será
que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas
revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente
possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem
a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.
Naquele que é o meu livro favorito da série Maximum Ride até
ao momento, o enredo ganha novo ênfase, as personagens amadurecem e
tudo o que já era mau torna-se ainda pior. Novos pesadelos desenvolvem-se,
medos antigos reavivam-se e o inimigo finalmente adquire a sua assustadora
forma – tudo pode acontecer!
Maximum
Ride 3: Salvar o Mundo é um livro crucial para o destino dos heróis a que os
leitores já se habituaram, levando-os ao passado para lidarem com o presente e
abrindo-lhe uma janela para um futuro que se adivinha ainda mais complexo e
inimaginável que o previsto.
Tiquetaque... o tempo escoa, as armadilhas multiplicam-se e a fuga continua a ser a única
salvação para a singular família de Max, um grupo de seis crianças
voadoras e um cão que fala, um grupo que se sustém com sentimentos fortes e que
sobrevive graças à forte ligação que torna o bando uma só entidade. Mas como sobreviverão
de forem afastados?
A
separação do grupo é, desta feita, um dos muitos destaques deste terceiro livro,
pleno em reviravoltas, que espelha bem a criatividade de James Patterson que
resolveu destruir algo fundamental para esta equipa levando-a a passar por novas
adversidades nunca antes equacionadas pelos seus jovens. Um livro em que as
dificuldades superam tudo aquilo com que se confrontaram até ao momento e,
igualmente, um livro em que os laços, os de agora e os de antigamente, voltam a
surgir para preencher cada interveniente de emoção enquanto tentam, acima de
tudo, manter-se sãos, manter-se vivos.
Na
busca pela impossível normalidade, muitos são os riscos que cada um destes
jovens indivíduos está disposto a correr e alguns, infelizmente, podem
adivinhar-se fatais. Todavia há algo com que o inimigo não conta, a maturidade,
a coragem e a nobreza que cada um dos pequenos adquiriu longe da prisão que
lhes foi imposta à nascença, algo que os levará, ainda que por vezes por
caminhos apostos, a um rumo comum, a salvar o mundo por tudo aquilo em que
acreditam e para evitar um planeta povoado pelos horrores que fizeram parte dos
seus dias. Por tudo isto, e no que respeita a personagens, é fantástico
observar tanto as fragilidades como a evolução de alguns membros do bando, Max,
Fang e Nudge em particular, que se evidenciam em momentos chave, em momentos em
que tudo parece perdido.
As
questões familiares voltam novamente a ser um tema relevante, pois todas as
crianças – Max, Fang, Iggy, Nudge, Gazzy e Angel – desejam saber mais sobre o
seu passado. Neste sentido, o inimigo acaba por jogar muito bem com esta
fraqueza das personagens principais, torturando-as psicologicamente e
levando-as a duvidar de tudo o que as rodeia, confundindo-as e ao próprio
leitor com a linha ténue que separa a verdade e a mentira na ficção.
Em relação à face do mal que eu tanto
ambicionava descobrir, é agora destapada a ponta do véu e é dada a conhecer uma
parte da sua extensão que, para lá do Quartel-General da Itex, da Escola e do Instituto, ganha vários nomes, caras e contornos de
inocência cruel, ao mesmo tempo que tende a ilibar personagens que os heróis
julgavam monstros. Como citei anteriormente, a história ganha realmente novo ênfase a uma escala que ultrapassa os pequenos
que já não temem mostrar-se ao mundo pois, como é descrito na sinopse, está em
marcha um plano de genocídio à escala mundial.
No
que a novos seres diz respeito, devido a todas as alterações e aberrações
científicas que os batas-brancas efectuam, esta narrativa torna-se quase
chocante. Novas mutações genéticas são dadas a conhecer transformando híbridos como
os humano-lupinos Erasers, lobisomens, em verdadeiros anjinhos e os
maravilhosos miúdos pássaros, com todos os seus poderes fantásticos, em criações
fracas aos olhos de quem se julga Deus. São formas de vida combinadas
aterradoras a quem apagaram as almas que, felizmente, é coisa que não falta aos
protagonistas.
Num
campo afectivo, tenho obrigatoriamente que destacar a controversa e ao mesmo
tempo enternecedora ligação entre Max e Fang, uma relação inexplicável como eles próprios
e que me deixa com uma única certeza, eles nasceram para estar juntos, como irmãos, como
companheiros e, se for o meu lado romântico falar, com tudo aquilo que o
autor lhes puder oferecer.
Distante
desta questão, mas igualmente pertinente, é a postura de Angel neste livro.
Esta menina de seis anos é responsável por muitas transformações e viragens na
história tornando-a ainda mais emocionante e gosto, cada vez mais, das
características particulares que lhe foram atribuídas e que a transformam em algo assustadoramente especial entre o grupo – é uma verdadeira caixinha de
surpresas.
No
que respeita ao ambiente exposto, para lá da esterilidade dos laboratórios ou
dos momentos selvagens em que se aplicam máximas de sobrevivência, existe uma
abordagem interessante à sociedade actual e ao nosso universo contemporâneo, ainda mais evidente do que nos títulos anteriores. Em parte, isto acontece através do
blogue do Fang, das várias interacções e temas que este alcança no diálogo com
os seus leitores – onde promove a abertura de uma consciência crítica e alerta
para questões cruciais dos nossos dias –, mas também devido ao longo percurso
que as personagens percorrem pelo globo.
Em
suma, este terceiro livro não só mantém a acção e tensão habitual como a
intensifica, primando por novas surpresas em cada novo capítulo e destacando-se
pelas muitas informações que proporciona para o enredo central, em relação ao
mistério que envolve estas crianças e as experiências a que foram sujeitas,
bem como pelas muitas novidades de carácter emocional que tocarão o leitor.
Quanto
à escrita de James Patterson é perfeita para um público juvenil, com a
utilização de uma linguagem simples, muitos diálogos e recorrendo à ironia
fácil com que os mais novos se identificaram.
A
própria formatação do texto, com capítulos muito breves que nos impulsionam a
virar sempre mais uma página, é uma mais-valia, e o mesmo se passa com o tipo
de discurso utilizado em que o protagonista a fala directamente para o leitor, que desta forma se sente entrosado com a narrativa, se sente a fazer parte da história
independentemente da voz que chega até si, seja ela Max, Fang e, em determinado momento, até de Nudge.
Pessoalmente,
sei que não vos contei muito sobre o que realmente aconteceu neste texto, mas a
verdade é que sinto que qualquer informação que disponibilize pode ser um
spoiler para quem ainda não conhece Maximum Ride.
Enfim,
certo é que este foi para mim o melhor livro até à data, conseguindo prender-me
totalmente à história e começando a fazer-me sentir uma verdadeira ligação com várias
personagens, pelo que espero que o próximo livro, The Final Warning no
original, seja publicado em breve.
Esta
é uma aposta em grande da Topseller para o público juvenil mas que consegue,
igualmente, captar adeptos mais graúdos interessados em ficção científica e que
apreciem uma boa história de acção.
Maximum
Ride 2: Adeus à Escola (Opinião)
Título:
Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
Autor:
James Patterson
Género:
Ficção Científica; Juvenil
Editora:
Topseller
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Já conhecem a Max e o seu bando? Eles são
extraordinários e no terceiro livro estão melhores do que nunca!
sábado, 2 de novembro de 2013
Sinopse:
Passaram
24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os
seis amigos com poderes extraordinários são 98% humanos e 2% pássaros continuam a emocionante
procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são.
Embora
perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida
normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que
Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus
poderes
Mas
para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser
alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda
mais grave ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?
Atendendo
ao facto de que li este livro há vários meses, pelo menos há cinco, esta não é
uma opinião muito fácil para mim, mas um breve folhear, para recordar alguns
dos acontecimentos marcantes, foi o suficiente para me lembrar da grande
evolução que esta série sofreu neste segundo livro, com muitas reviravoltas
marcantes e a evolução de uma protagonista que tenderá a tornar-se uma grande
heroína, Max, dentro o deste género literário em Portugal, ficção científica
juvenil.
Quem
leu o primeiro livro da série Maximum Ride, Maximum Ride: O Resgate de Angel,
certamente recordará os horrores passados vividos pelas seis personagens
principais desta história, seis jovens emocionalmente mutilados e,
geneticamente, cientificamente alterados.
Em
parte humanos e em parte pássaros, não há muita coisa que estes intervenientes,
alguns ainda crianças, mais desejem do que a normalidade, uma réstia da infância
que nunca tiveram durante o seu crescimento sem inocência. Desta feita, como o
próprio título indica, um dos pontos altos de Maximum Ride: Adeus à Escola tem
que ver com a oferta de esperança, com a oferta de uma vida banal que logo em
seguida lhes é retirada – uma jogada tão baixa quanto inteligente levada a cabo
pelos seus inimigos.
Para
lá do informação que já vos facultei e sem querer, como é habitual, cometer qualquer tipo
de spoiler, todo este livro se desenvolve seguindo a mesma linha de acção que o
seu antecedente, tendo a fuga e a perseguição, novamente, um lugar de destaque
que proporciona tensão constante. Novos factos e esclarecimentos pertinentes são
adicionados ao enredo ao longo de toda a narrativa, bem como novas personagens
atractivas a ambas as facções conhecidas até o momento – miúdos versus
laboratório. Mas não se iludam, esta história está apenas no seu início e
apesar de ter alguns pontos em comum com o livro anterior, as novidades são
consecutivas e permitem que seja possível começar a ser antever-se o propósito
de tudo o que foi aberrantemente feito e, embora nada desculpabilize os
anteriores carcereiros de Max e o seu bando, o desconhecido, um provável novo
inimigo, adivinha-se realmente assustador.
Em
relação a personagens, as principais em particular, o meu afecto por Max aumentou
consideravelmente. Esta protagonista sofre imenso durante todo o livro, a um
nível quase mais psicológico do que físico, e a sua preocupação pelos que
estima é algo absoluto e incontestável que enternece quem lê. Ao contrário de
todos os outros, ela não pode ceder pois sente que tem de liderar, que foi
“programada” para tal e a voz que ouve na sua mente, sempre a indicar-lhe um
caminho no qual ela não pode confiar, é uma perturbadora prova disso mesmo.
Continuam
a fazer parte dos meus eleitos tanto Fang como de Angel, ainda que ambos, em
determinados momentos, tenham tido atitudes menos apelativas. Fang porque, ao
ser introduzido no mundo real, cede a alguns sentimentos mais comuns de
adolescente e eu espero mesmo muito de si – confesso que também tenho ideia
romântica de que ele e Max se entendam para lá da amizade –, e Angel porque
começa a revelar um poder de persuasão, para lá das asas que lhe permitem voar,
que por vezes me deixa receosa quando ao seu papel no grupo, tenho suspeitas
em relação a esta criança.
No
geral, ainda quanto ao bando, todos mantiveram os perfis traçados
anteriormente, foram-nos dados alguns pormenores quando aos seus passados e as
suas atitudes continuam a espelhar um lado de maturidade forçada mesclada com
os desejos de meninice. É importante ainda acrescentar que o bando tem um novo
membro, Total, que é bastante curioso.
A
maior parte dos novos dados conseguidos, para ir preenchendo lacunas em relação
às muitas perguntas sem resposta, e que levantaram novamente muitas questões,
estão relacionadas com o laboratório que alterou a maior parte das personagens
do enredo, onde estão incluídos os seus soldados, na maioria Erasers. Os
Erasers são criaturas terríveis, em parte lobos e, agora, também com asas, o
que torna a vida dos nossos voadores bastante complicada. Entre esta espécie de
vilões, sem que realmente o sejam, Ari merece destaque pelo sofrimento
individual que o impulsiona, juntamente com as suas missões, a estar numa
facção contrária aos miúdos que inveja, no entanto o seu protagonismo e
evidente e tem realmente um papel importante a desempenhar. Existem outros que
também merecem destaque, mas nomeá-los seria contar-vos mais do que devo.
De
um modo geral, entre batalhas, emoções fortes e cenas esgotantes, tudo está em
aberto e pode acontecer. No fim, ficou no ar dúvida sobre qual será a
verdadeira causa da experiencias efectuadas entre humanos e animais. E, mais uma
vez, tudo o que é relacionado com laboratórios e ensaios é criticado, o tema da
família, em particular a ausência parental, é discutido, assim como é
evidenciado pelos vários comportamentos dos intervenientes. Certo é que nada é
o que parece e o que fica por revelar neste texto é certamente tão importante
como o que nos é contado, deixando o leitor curioso quanto ao que poderá vir a acontecer.
Somatizando, este é o típico livro de aventura que proporciona, aos
leitores mais inexperientes o contexto de ficção científica, a possibilidade de usufruir de
uma realidade, neste caso de personagens, com poderes sobrenaturais alterados
pela ciência, num ambiente urbano e actual onde existem muitos segredos por revelar.
James
Patterson mantém um estilo de escrita acessível e assertivo, sempre
esclarecedor, para que tudo o que é exposto seja interiorizado, prevalecendo o
desejo contante de saber mais.
O
discurso directo dos intervenientes, Max e Ari, contribui para que seja criada
uma ligação com quem lê, através de duas perspectivas diferentes da realidade
em que estão inseridos o que, mais uma vez, é bastante inteligente como
atractivo ao público jovem e pouco interessado por narrativas mais descritivas.
Quando
a mim, continuo a gostar desta história sem a idolatrar, e confesso que estou
cada vez mais curiosa para saber o que o destino revelou para Max e o seu bando
– algo que poderei descobrir dentro em breve com a novidade Maximum Ride: Salvar
o Mundo, já disponível.
Como nota final, permitam-me ainda pedir desculpa por qualquer lacuna na opinião, mas como vos disse no início, já li este livro há muitos meses.
Esta
é uma boa aposta da Topseller a pensar num público generalizado e, ao mesmo
tempo, nos mais jovens, que eu sugiro sem qualquer restrição a quem procura uma
ficção repleta de acção e pormenores científicos e emocionais interessantes.
Maximum
Ride: O Resgate de Angel (Opinião)
Titulo:
Maximum Ride: Adeus à Escola
Autor:
James Patterson
Género:
Ficção Científica
Editora:
Topseller
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Sinopse:
Retirados dos seus pais à nascença, os seis estavam
presos num laboratório secreto, onde foram alterados geneticamente para se
tornarem 98% humanos e 2% pássaros. Agora eles conseguem voar e escaparam da
sua prisão. Mas desconhecem as razões para tudo o que lhes foi feito, e não
sabem quanto tempo de vida lhes resta. No seu encalce estão os Erasers, seres
diabólicos criados no mesmo laboratório, que apanham Angel, a miúda mais nova e
especial do grupo de Max.
Conseguirá Max resgatar Angel e descobrir a verdade
sobre si e os seus amigos?
Com um conceito diferente, uma premissa interessante
e um ritmo de leitura veloz, Maximum Ride - O Resgate de Angel é o típico livro
de aventura e ficção que fará as delícias de jovens adultos que se iniciam no
género da ficção científica e gostaram de autores como, por exemplo, Scott
Westerfeld.
Como acontece com muitas outras histórias, esta
narrativa começa simples, repleta de pontas soltas e vai-se adensando com o folhear
deixando, no final, a vontade de ler mais e saber tudo o que ainda está
para vir através desta criação com imenso potencial de James Patterson.
Max, a figura de destaque entre seis protagonistas
geneticamente alterados que nos são apresentados, vê a sua parca estabilidade
ruir quando Angel, a mais nova do grupo, é raptada e levada para o laboratório
de onde a sua disfuncional família conseguiu, milagrosamente, fugir poucos anos
antes. Com os pesadelos vividos neste local esterilizado bem presentes na
memória, a única opção possível é reaver a inocente Angel ou morrer a tentar e
Max, como chefe deste grupo peculiar, dá início a uma jornada destinada ao
fracasso em que arriscará a vida de todos os que ama, vidas que só se completam
quando os seis voltarem a estar reunidos no ar.
Com diversificados pontos de interesse para o público
em geral mas também para o seu público-alvo – como uma ligeira introdução ao bullying
–, neste livro um, de oito que compõem a série Maximum Ride, é dada particular
atenção a todas as questões que se desenvolvem em laboratórios, um tema que eu
considero particularmente susceptível. Os maus-tratos e a perspectiva de desumanidade
que envolve muitas destas experiências, sem a certeza de sucesso e um mínimo de
dignidade para as cobaias, ficam latentes e são dinamizadas perante ensaios
realizados entre humanos e animais.
No que respeita ao maravilhoso, jovens com capacidades extraordinárias, em particular
a capacidade de voar e a sensação de liberdade por este feito transmitida, são
sempre motivo de fascínio para a imaginação fértil e, tenho de citar, no que
respeita a esta questão denota-se um esmero irrepreensível. É credível e, acima
de tudo interessante, ver como o autor adaptou, a partir de espécies de aves reiais, os hábitos e os instintos de sobrevivência das suas
personagens fortes, rápidas e resistentes.
O ponto franco, sem o ser, são os intervenientes que
ficamos a conhecer apenas superficialmente mas, tratando-se de uma série, fica
no ar a sensação de que o melhor ainda está para vir e que mais adiante haverá
a oportunidade de conhecer cada uma destas crianças, adultas à força, e com
passados que prometem a continuidade de uma aventura que, para já, proporciona
dois novos enigmas por cada resposta alcançada.
Em suma, este é um livro que proporciona boas horas
de entretenimento na companhia de Max, Iggy, Nudge, Gazzy e, os meus favoritos,
Angel e Fang. Todos diferentes, todos extraordinários e com uma ingenuidade infantil
versus força de vontade que deixará quem lê preso aos dramas e aventuras do seu singular crescimento.
James Patterson tem uma linguagem simples e fluida o
que, aliado aos capítulos curtos e à acção constante, proporciona uma leitura
voraz.
O facto de o autor, através da sua protagonista,
falar directamente ao leitor pode proporcionar um acréscimo de empatia e é, sem dúvida, um atractivo para o público juvenil.
As descrições são breves, sendo que muito pouco do
ambiente vivenciado é desenvolvido, e é dado especial destaque à acção e à tensão permanente que
acompanha o grupo de intervenientes.
Pessoalmente não foi uma leitura excepcional mas
gostei e faço parte do grupo de leitores que quer muito saber o que se seguirá.
Devem ter reparado que não desenvolvi muito a opinião
mas a verdade é que os pormenores mais interessantes estão ligados a acontecimentos
chave e, como já sabem, eu não gosto muito de spoilers.
Uma aposta assertiva Topseller, para miúdos e graúdos, que certamente ainda dará muito que falar e que eu sugiro em quem quiser entrar numa aventura repleta de acção e que promete muitas horas de entretenimento.
Título: Maximum Ride - O Resgate de Angel
Autor: James
Patterson
Género: Ficção, Juvenil
Editora: Topseller – Grupo Editorial 20|20
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