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A Elphaba...

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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quando éramos pirosos mas achávamos que tínhamos pinta.

Título: Portugal Kitsch
Autor: Francisco Salgueiro
N.º Páginas: 208
PVP: 14.90 €
ISBN: 9789897412769
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
Este não é um livro qualquer de crónicas. Se fosse, não recomendava que o lessem. Mas devem ler... e várias vezes.
No final dos anos 1990 éramos pirosos. Entre outras coisas. Eu devia ter pouco com que me entreter porque fui escrevendo sobre o que via à minha volta: os secadores dos quartos de hotel que não secavam, a impossibilidade de levar para casa os restos dos doces dos casamentos num tupperware, ou as pessoas dizerem clichés como «quando se fecha uma porta, abre-se uma janela».
Os artigos foram publicados no Diário de Notícias - «Notícias Magazine» e tiveram êxito em todo o mundo. Ok, não ao nível dos Transformers, mas mesmo assim correram mundo.
Depois de milhares de pedidos para juntá-los num livro, aqui estão eles.
Todos juntinhos. Garanto que vão rir. E muito. Se no final não tiverem dado, pelo menos, cinco gargalhadas, provavelmente foi porque injectaram botox nos maxilares.

Leia um excertoAQUI

Da mesmo autoa, no blogue:
O Anjo Que Queria Pecar Opinião
O Fim da Inocência II – Opinião
Estou Nua, E AgoraOpinião

Sobre o autor:
Francisco Salgueiro é sócio da primeira empresa portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys. Fotógrafo premiado internacionalmente.



terça-feira, 29 de julho de 2014

Com o apoio Oficina do Livro, chegou ao fim mais um passatempo duplo de dois autores portugueses.


Para sorteio estavam disponíveis dois exemplares, O Ano em que Não ia Haver Verão de Rute Silva Correia e Solteiros, Casados e Divorciados de Ricardo Martins Pereira.

Gostaria, como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.


Entre as 207 participações, quem receberá este exemplar é:

48* - Jorge Martins, Castelo Paiva

Os meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E o meu muito obrigado à Oficina do Livro por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.


Boas leituras*

quarta-feira, 9 de julho de 2014

1 ano, 7 continentes, uma aventura inesquecível

Título: Estou Nua, e Agora?
Autor: Francisco Salgueiro
N.º Páginas: 328
PVP: 15.90 €
ISBN: 9789897411595
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
Alex, uma nova-iorquina, vive uma vida perfeita: acabou o curso e tem um emprego garantido. Está prestes a cumprir os sonhos que desenharam para ela. Mas um desgosto de amor leva-a a viajar pelo mundo. Precisa de se conhecer melhor e ultrapassar os seus medos. Da Tailândia ao Brasil, da Austrália a Marrocos, faz Couchsurfing dormindo em colchões, beliches, camas limpas, camas sujas, parques públicos – até em minha casa, em Lisboa. Nudismo, algum sexo, ilhas paradisíacas, jantares românticos, protestos de rua, festivais no deserto, um encontro com Nelson Mandela, mulheres que disparam bolas de ping pong das suas zonas íntimas – tudo isto faz parte desta história real passada nos sete continentes, ao longo de um ano, que representa tudo aquilo que gostaríamos de fazer.
Há pessoas que cometem erros por se acomodarem e outras que cometem erros por tentarem. A Alex preferiu errar tentando. E vocês?

Leia um excertoAQUI


Do mesmo autor, no blogue:
O Anjo que Queria Pecar (Opinião)
O Fim da Inocência II (Opinião)


Sobre o autor:
Francisco Salgueiro é sócio da primeira empresa portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys. Fotógrafo premiado internacionalmente.
 
Saiba mais em: Oficina do Livro



Continuando a promover autores portugueses hoje trago-vos mais um mimo muito especial em dose dupla!
Este passatempo conta com o fantástico apoio da Oficina do Livro.


Para sorteio, estão disponíveis dois exemplares, O Ano em que Não ia Haver Verão de Rute Silva Correia e Solteiros, Casados e Divorciados de Ricardo Martins Pereira.

Para se habilitarem a estes exemplares, terão apenas de responder a duas questões muito simples e serem seguidores do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
Simples?

Descubra a sua resposta aqui no Blogue (aqui e aqui).

Boas leituras*

Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 23 de Julho de 2014 (quarta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

8. Boa Sorte!


terça-feira, 4 de março de 2014

Sinopse:
Camila está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas. Um segredo inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.

É difícil definir um livro que estando extremamente bem escrito tem uma digestão complexa, um livro que necessitaria se ser relido, uma e outra vez, para ser alcançado em pleno.
A Persistência da Memória de Daniel Oliveira, figura pública que admiro, encontra-se num patamar além do entretenimento e esse é possivelmente o seu maior defeito. É um livro que quer falar a pessoas comuns e sobre questões quotidianas através de uma personagem que transcende a compreensão vulgar, uma personagem que para lá da amizade, da volúpia, da dor e das lacunas afectivas espelhadas, conhecidas de quem lê, se encontra alienada de um lugar-comum, daquilo que o leitor entenderá como memória.

Como é descrito pela sinopse, o livro trata os dramas e as alegrias de Camila, uma mulher amadurecida não só pela vida como pela teia rara da sua consciência. Embora a maioria dos seus problemas seja banal e em grande parte de âmbito emocional, devido à sua dificuldade em reconhecer e definir o que sente no presente, são vários os fios que a separam da normalidade, enquanto personalidade conhecida, e como tal exposta, e devido à sua síndrome de memória superior, que a faz percepcionar o mundo através de conflitos temporais, mesclando o agora e o passado com os seus desejos e o que realmente aconteceu num determinado momento.

Senti-me perdida, confesso. Senti que por diversas vezes não acompanhava o ritmo da história e isso foi, simultaneamente, o melhor e o pior deste livro. O pior porque a falta de rumo e de sentido me desprendia do texto e me fazia ter um défice de atenção, algo que nunca sinto durante uma leitura. E o melhor porque tenho a consciência que me senti exactamente como a protagonista se sentiu – e como se sentirá quem possua esta síndrome –, durante toda a sua vida, o que é extraordinário e invulgarmente difícil de conseguir por parte de um autor. Dito isto, quando penso em Camila, palavras como confusão e intensidade cruzam-se com medo e incompreensão na tentativa de a descrever, de descrever alguém que quer fugir ao seu mundo tanto quanto quer chegar mais perto, na ansiedade de ser amada mesmo quando ainda não aprendeu a lidar consigo mesma.

Com uma protagonista tão intensa, que vive dentro de si mesma, e inadaptada para lidar com relações afectivas, as personagens secundárias ainda que relevantes foram absorvidos por si, assim como ela se absorve a ela mesma. Rodrigo, Filipe, David e Leonardo são alguns dos nomes que me recordo, difusos e permeáveis nesta vida que tentou agarra-los enquanto os desprendia, que com eles partilhou o corpo e uma ínfima parte da sua alma.


No que respeita a pormenores, gostei da ligação à arte intrínseca ao texto, que lhe dá título e o equilibra para nos manter presos à realidade neste universo narrativo que acaba por ser tão psicológico, tão íntimo e tão exclusivo de Camila. Também os traumas da personagem, os momentos vividos, de euforia e de tristeza, e as dificuldades inerentes à fama são questões interessantes e que acabam por suscitar a curiosidade e impulsionar o virar das páginas até ao seu final.

Por fim, no que respeita à escrita de Daniel Oliveira, é belíssima como afirmei anteriormente e foi um dos motivos que me fez continuar a ler, isso e as singularidades que poderão descobrir em diversos momentos de introspecção.
Uma nota final para o pilar do livro, a caracterização da doença rara, estranha até, e definitivamente inteligente, pois sendo desconhecida apela à vontade de ler, de saber mais.

Em suma, não sei como sinto em relação a este livro que não é, propriamente, de entretenimento mas sim de reflexão, de descoberta e, até, de análise. Não sou capaz, por isso, de o recomendar aos leitores de romance ou de um género especifico, mas sim a quem procure algo diferente, algo que dê luta e que não tenha pressa de devorar páginas tão intrincadas como a sua temática.

Esta é uma aposta Oficina do Livro para fugir à rotina das possíveis habituais leituras.


Título: A Persistência da Memória
Autor: Daniel Oliveira
Género: Romance


domingo, 16 de fevereiro de 2014


Título: O Ano em que Não ia Haver Verão
Autor: Rute Silva Correia
N.º Páginas: 208
PVP: 15.50 €
ISBN: 9789897411175
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI


Sinopse:
Gizela Espinosa é uma herdeira deslumbrante que acumula dinheiro e poder de sedução. Santiago é um artista interesseiro e dominador. Em Lisboa, toda a gente conhece os dois amantes. Quando o guitarrista Jonas Vasconcelos morre misteriosamente, um terrível segredo de família ameaça revelar-se e só a indiscreta Rosalina poderá, ou não, evitar um desfecho escandaloso. Num diálogo de desencontros, as personagens deste romance urbano, decorrido na Lisboa dos dias de hoje, entram e saem das camas uns dos outros, do divã do psicólogo Raúl Veracruz e também de um obscuro clube secreto na Praça de Londres, onde máscaras e mentiras são os acessórios mais excitantes.

Leia um excertoAQUI

Sobre a autora:
Rute Susana da Silva Correia nasceu em Lisboa, em Fevereiro de 1981. Licenciou-se em Comunicação Social no ISCSP e em Estudos Românicos na Faculdade de Letras de Lisboa, onde concluiu o mestrado em Literatura Portuguesa Contemporânea com uma tese sobre Agustina Bessa-Luís. Frequentou, desde os 3 anos de idade, a Academia de Música de Santa Cecília, em paralelo com o curso de música do Conservatório Nacional, além do Instituto Português de Fotografia. Faz parte do Coro Sinfónico Lisboa Cantat desde Janeiro de 2004. Em 2011 publicou o livro Maria Eugénia - a Menina da Rádio. O Ano em Que Não ia Haver Verão é a sua estreia no romance.

Saiba mais em: Oficina do Livro

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sinopse:
Quando a história começa, as personagens principais, Meg Merry e o seu irmão mais novo, Charles Wallace, vivem com a mãe e os irmãos, Sandy e Dennys. Meg tem dificuldade em adaptar-se à escola e sente a falta do pai, um cientista, que desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava uma experiência que envolvia viajar no tempo. Um ser estranho de outro mundo visita o lar dos Murry e fornece uma pista importante sobre o paradeiro do Sr. Murry. Meg, Charles Wallace e o amigo Calvin O’Keefe começam então uma viagem perigosa no tempo e no espaço para salvarem o Sr. Murry. São assistidos pelas estranhas visitas dos Murry, a Sra. Quéisso, a Sra. Quem e a Sra. Qual. As crianças veem-se em breve no centro de uma luta entre o bem e o mal, que ameaça destruir a liberdade e a individualidade. Pelo caminho, desenvolvem força, coragem e capacidades que não sabiam ter. Para Meg, em especial, a viagem é mais do que uma aventura ou uma missão para ajudar os outros: é também uma viagem de autodescoberta que muda as suas ideias sobre si própria e as pessoas que a rodeiam.

Não me recordo com exactidão o momento em que me apaixonei por histórias, talvez tenha sido quando ainda não as compreendia, quando eram narradas com voz mágica de mãe, ou apenas mais tarde, quando era enfeitiçada por mundos de faz-de-conta que eu própria criava, em qualquer dos casos, independentemente do momento em que este amor nasceu, é inegável a sua importância para mim ao longo do meu crescimento, a importância da aprendizagem inocente que recebi através de livros como Um Atalho no Tempo.

Fantasia e verdade, conceitos valorosos e erros comuns, são uma pequena parte da aventura intemporal escrita por Madeleine L’Engle, um clássico de tudos e de nadas feito de porquês e de mundos sem fim, que caracterizam os tempos que antecedem um maior amadurecimento e enternecem graúdos com as recordações do que já passou.

Meg Merry e o seu irmão mais novo Charles Wallace, juntamente com um novo amigo, Calvin O’Keefe, vivem neste livro a demanda das suas vidas, uma viagem surreal que desafia a matéria e o tempo para salvar o Sr. Murry, o pai de Meg e Charles Wallace que desapareceu no decorrer de uma investigação científica misteriosa. No entanto, antes de embarcar na viagem fantástica, esta é uma história sobre a dedicação de uma mãe, os problemas da escola e as dificuldades de se lidar com a diferença, bases importantes para compreender o destino destas crianças e para que valorizem o que é correcto quanto as senhoras Quês aparecerem com uma missão de outro mundo.

Em relação às personagens, estas são dedicadas aos mais jovens e facilmente identificáveis, vincadas com os característicos preceitos do crescimento. E, embora me tenha apercebido posteriormente que Charles Wallace é protagonista da trilogia à qual este livro pertence no original, confesso-vos que fiquei rendida a Meg Merry, uma doçura de menina na típica “idade do armário”.
Desta feita, e como não poderia deixar de ser, os verdadeiros heróis da narrativa são três crianças, cada um marcado por personalidades singulares distintas que se modificam com as aprendizagens que vão adquirindo durante a sua viagem pelo espaço e pelo tempo. Charles Wallace é considerado um pequeno génio, extraordinariamente desenvolvido para a sua idade e um grande apoio para a sua irmã Meg que, por sua vez, é mais comum e muito emotiva, recebendo várias lições durante as provações da viagem e levando quem lê a reflectir sobre os afectos. E Calvin, que acaba por se integrar e equilibrar muito bem este pequeno grupo, é o típico rapaz, atractivo e inteligente, que prima por algumas intervenções assertivas apoiando os irmãos que contrastam em afectos e intelecto. 

Com um papel igualmente relevante, carece destacar as senhoras Quêssenhora Qual, senhora Quem e senhora Quéisso – que até ao final mantém o mistério sobre as suas existências, como estrelas que conduzem os três meninos ao Sr. Murry, persongem esta que no final acaba por ser fisicamente mais activo. O texto é pontuado ainda de presenças breves, que vão representando algo no caminho das crianças, entre estas gostei particularmente da Tia Bicho.

No que respeita a ambientes, estes variam entre a normalidade e a magia, com um forte teor de ficção científica e, surpreendentemente para mim, para a distopia também. Acho que os mais novos deixarão passar este pormenor no planeta da Coisa Negra, de tão preocupados que estarão com o vilão, mas para um leitor mais atento esta será uma entre várias gratificações que pontuam o texto.

Relativamente a curiosidades, este livro está pontuado de desenhos simples no início de cada capítulo e recheado de momentos de sonho, que contrastam com alguns sustos. Contém também objectos mágicos e tanto os cenários como as criaturas que vão aparecendo são adaptadas ao imaginário fértil dos mais pequenos. Por outro lado, esta também é uma história bastante didáctica uma vez que a inteligência das personagens faz alusões a temas escolares, em particular a matérias como a matemática e a química.


Em suma, aquela que é para mim uma história gira pelas lembranças que me suscitou, é certamente maravilhosa para aqueles que estão na pré-adolescência e já começam a dar os primeiros passos na leitura.

A escrita de Madeleine L’Engle é própria para o público-alvo sem ser infantil, é até bastante bonita e bem trabalhada, algo que possivelmente terá com a ver com o ano de publicação do livro, 1962.

Para finalizar, acho o livro interessante de um modo geral e fiquei curiosa tanto no que respeita a personagens como a novas aventuras que, no original, dedicadas à família Murry são cinco e posteriormente mais três, dedicadas aos filhos de Meg e Calvin – spoiler, desculpem! Há ainda o filme, já antigo, para os mais interessados. Enfim, este é um clássico com direito a tudo um pouco para os seus fãs.

Esta é uma aposta Oficina do Livro para os mais pequenos, aos quais eu sugiro sem qualquer restrição pela sua intemporalidade e por deixar de fora o supérfluo e o consumismo que hoje está tão intimamente próximo de todos, incluindo os mais novos.


Título: Um Atalho no Tempo
Autora: Madeleine L’Engle
Género: Infanto-juvenil
Editora: Oficina do Livro 


São muito os trailers associados a este livro que já teve lugar no pequeno ecrã. mas eu confesso que não gosto de nenhum em particular pelo que escolhi mostrar-vos este que está associado ao quinquagésimo aniversário da obra. Que vos parece?



Uma história de emoções à flor da pele

Título: A Persistência da Memória
Autor: Daniel Oliveira
N.º Páginas: 240
PVP: 15.50 €
ISBN: 9789897411076
Adquirir – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
Camila está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas. Um segredo inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.

Leia um excerto AQUI

Sobre o autor:
Daniel Oliveira nasceu em 1981. Apresenta, desde 2009, o programa «Alta Definição», na SIC, estação onde, em 2011, assumiu as funções de subdirector de gestão e desenvolvimento de conteúdos, e em 2013 assumiu a direcção da SIC CARAS. Entre 1997 e 1999 foi assistente de produção, produtor editorial e jornalista. Em 2000 integrou a equipa fundadora da SIC Notícias. É autor, entre outros, do programa de entretenimento mais premiado internacionalmente na história da televisão portuguesa - «Os Incríveis».
Em 2013, foi considerado pelo semanário Expresso um dos 100 portugueses mais influentes. Aos 14 anos, sagrou-se campeão nacional de xadrez. Tem cinco livros publicados. A Persistência da Memória é o seu primeiro romance.

Saiba mais em: Oficina do Livro


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Uma história de amor, traição e coragem em tempos de crise.

Título: Padeira de Aljubarrota
Autor: Maria João Lopo de Carvalho
N.º Páginas: 584
PVP: 20.90 €
ISBN: 9789897410338
Adquirir – AQUI

Sinopse:
Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela.
É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha- infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.

Leia o 1.º capítuloAQUI

Sobre a autora:
Maria João Lopo de Carvalho licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas. Foi professora de português e de inglês e trabalhou como copywriter em publicidade. Passou ainda pelas áreas de Educação e Cultura na Câmara Municipal de Lisboa.
O seu primeiro bestseller, Virada do Avesso, foi publicado pela Oficina do Livro em 2000. Tem mais de cinquenta títulos editados, entre romances, livros de crónicas, manuais escolares e dezenas de livros infanto-juvenis, a maioria deles no Plano Nacional de Leitura. Em 2011, editou o primeiro romance histórico Marquesa de Alorna que, em pouco tempo, se tornou um bestseller.

Saiba mais em: Oficina do Livro

domingo, 22 de setembro de 2013


Um dos mais fascinantes clássicos de todos os tempos.

Título: Um Atalho no Tempo
Autor: Madeleine L'Engle
N.º Páginas: 240
PVP: 12.90 €
ISBN: 9789897410949
Pode Adquirir – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
Quando a história começa, as personagens principais, Meg Merry e o seu irmão mais novo, Charles Wallace, vivem com a mãe e os irmãos, Sandy e Dennys. Meg tem dificuldade em adaptar-se à escola e sente a falta do pai, um cientista, que desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava uma experiência que envolvia viajar no tempo. Um ser estranho de outro mundo visita o lar dos Murry e fornece uma pista importante sobre o paradeiro do Sr. Murry. Meg, Charles Wallace e o amigo Calvin O’Keefe começam então uma viagem perigosa no tempo e no espaço para salvarem o Sr. Murry. São assistidos pelas estranhas visitas dos Murry, a Sra. Quéisso, a Sra. Quem e a Sra. Qual. As crianças veem-se em breve no centro de uma luta entre o bem e o mal, que ameaça destruir a liberdade e a individualidade. Pelo caminho, desenvolvem força, coragem e capacidades que não sabiam ter. Para Meg, em especial, a viagem é mais do que uma aventura ou uma missão para ajudar os outros: é também uma viagem de autodescoberta que muda as suas ideias sobre si própria e as pessoas que a rodeiam.

Sobre a autora:
Com muita sensibilidade e mestria, Madeleine L’Engle criou uma saga multidimensional, que ultrapassa todas as barreiras da realidade, numa aventura épica e mitológica. Ela nasceu em Nova Iorque e Um Atalho no Tempo, o primeiro da série Viajantes no Tempo, é o seu livro mais famoso, que recebeu o Newbery Award em 1963. Madeleine faleceu em 2007, no Connecticut, deixando mais de sessenta títulos para adultos e jovens, entre eles mais quatro volumes das aventuras dos irmãos Murry e seus amigos.

Saiba mais em: Oficina do Livro


terça-feira, 2 de julho de 2013
Sinopse:
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na Internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite. Depois do best-seller que abalou a sociedade portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os adolescentes portugueses do século 21.

Se esta tivesse sido a minha estreia com o autor Francisco Salgueiro teria, muito provavelmente, ficado fã, mas como não foi e eu já era sua admiradora, posso simplesmente afirmar que todas as minhas expectativas foram totalmente superadas.
Leitura de um único dia, O Fim da Inocência II prima pelas questões controversas que vai explorando ao longo de um folhear onde, logo nas primeiras páginas, nos é oferecida uma sentença que pressagia as muitas problemáticas que vamos encontrando ao longo da leitura, uma sentença assustadora devido aos muitos lugares comuns que os leitores poderão encontrar.

Sendo um livro de adolescentes, mas de extremo interesse para o público em geral - pais e educadores, em particular -, esta é, portanto, uma história de risos e angústias fáceis, típicas de uma idade repleta de extremos e "fins do mundo" onde os copos transbordam em emoções velozes, emoções capazes de levar as suas personagens da euforia à depressão num curto espaço de tempo, algo que é em parte conhecido por todos e palpável através virar de cada página.

A narrativa, o relato que Gonçalo decidiu partilhar com o autor desta obra, é triste, é deprimente tendo em conta que o seu foco individual visa alertar a cegueira alheia de todos os que se recusam a reflectir sobre os riscos de se viver à velocidade de um clique, à velocidade de uma realidade que não acompanha a evolução e amadurecimento humano e que está acessível a qualquer individuo, de qualquer idade, sendo especialmente perigosa para os que partilham a retorcida inocência de Gonçalos.
Aquele que acompanhamos aprendeu da pior forma possível que por vezes as possibilidades não devem passar disso mesmo, possibilidades, porque a essência de viver está nas nossas escolhas e que essas, para o bem ou para mal, é que definem o nosso caminho e aquilo em que nos transformamos.

Uma brincadeira, um convívio banal em casa entre um grupo de amigos privilegiados e com pais ausentes, é o primeiro passo para que um grupo de jovens curiosos e sedentos de actualização, modas e aceitação social dê o primeiro passo maior que as pernas na conhecida pornografia.
Uma festa particular, que poderia ser tão pueril como qualquer café para confraternização, é o acesso mais rápido para as primeiras experiências entre o álcool e as drogas leves, acessíveis em qualquer círculo menos controlado.
A Internet, ferramenta crucial para os estudos e pesquisas didácticas no percurso académico, é agora fundamental para a afirmação social de cada um nas redes que ligam milhares de desconhecidos, redes sociais que vieram alterar completamente os comportamentos das massas acabando, felizmente ou infelizmente, por ter um peso emocional extremo para os que procuram conviver. Falo-vos de uma convivência que para muitos ultrapassa aquilo a que muitos adultos definem de relação saudável. Falo-vos da fascinante e fatídica invenção do clique.
E, existe ainda, o telemóvel. Um pequeno objecto fundamental para a comunicação dos nossos dias mas que evoluiu para algo mais, evoluiu para uma moda, para um laço que nos liga a todos quantos conhecemos, ou não, e que nos permite, tal como a Internet, uma interacção profunda através de imagens e vídeos com os quais se pode fornecer, literalmente, a nossa intimidade.
Tudo isto, os momentos e os acessos que nos permitem crescer e chegar mais longe nos dias de hoje são, da mesma forma, armas capazes de destruir um individuo que não está emocionalmente preparado para a complexidade do lugar em que existimos, são armas disponíveis e capazes de destruir Gonçalos com pais e educadores menos atentos que precocemente, tão precocemente como a capacidade de fazer um clique, devem estar atentos para prover uma educação que deve acompanhar as inovações e ambições que rodeiam as nossas crianças. Uma tarefa impossível, certamente. Factos assustadores, sem dúvida alguma.

O texto viciante que li, um texto que vos dará certamente prazer em descobrir, não vos contará nada que já não tenham imaginado ou reflectido, pelo menos durante alguns segundos, mas não deixa de ser arrepiante sermos confrontados com a facilidade, disponibilidade, com que este se apresenta e se compõe através das palavras de Francisco Salgueiro. O enredo, propriamente dito, pode ser resumido como a descrição do crescimento precoce de um jovem igual a tantos outros, e do seu grupo de amigos, que se encaixa da pior maneira no mundo que o rodeia, mas creio que poucos irão encará-lo com tal leviandade.


Em suma, esta é uma não-ficção que levanta muitas perguntas e nos confronta com diversos tabus e problemáticas actuais, enquanto nos choca e nos emociona com as vidas espelhadas nas suas páginas, vidas pelas quais torcemos mas que sabemos condenadas por si próprias e por todos os que as partilham desde o início. E, no fim, no fim da inocência destes pares, fica o medo do leitor pela permissividade da roda que faz girar este universo no qual estamos inseridos, onde nos sentimos completamente incapazes ao ver destruídas existências que poderiam ter sido brilhantes. Fico destroçada.

Quanto à escrita de Francisco Salgueiro, é muito agradável e fluida, trabalhando a nossa língua materna de forma simples e coerente, o que proporciona uma leitura voraz e aprazível.
Gosto de crer na credibilidade que este autor impõe aos seus textos que, a não serem reais, possuem uma verosimilhança tão forte que é impossível ficar-lhes indiferente.
Um escritor que vou continuar adquirir e a acompanhar com maior prazer e que sugiro veemente aos leitores deste blogue.

Como nota pessoal, devo-vos um pedido de desculpa porque já li este livro há bastante tempo e se tivesse feito a opinião na altura creio que esta teria sido diferente, mais apelativa para uma história que merece avaliação máxima.
E termino com um apontamento sincero e muito pessoal, a ser verdade tudo o que li - como acredito ser -, por cada capítulo que percorri perdi um pouco mais de fé na geração que me precede, o que só faz com que esta leitura seja tão obrigatória quanto triste. Tremendamente triste. Estejam atentos.

Esta é uma publicação da Oficina do Livro que merece a minha total recomendação a todos quantos tenham oportunidade de ler.
Do Mesmo Autor



O Anjo Que Queria Pecar (Opinião)


Título: O Fim da Inocência II
Autor: Francisco Salgueiro
Género: Não-ficção
Editora: Oficina do Livro


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