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Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Quando
éramos pirosos mas achávamos que tínhamos pinta.
Autor:
Francisco Salgueiro
N.º
Páginas: 208
PVP:
14.90 €
ISBN:
9789897412769
Disponível
para compra – AQUI
Disponível
em eBook – AQUI
Sinopse:
Este
não é um livro qualquer de crónicas. Se fosse, não recomendava que o lessem.
Mas devem ler... e várias vezes.
No
final dos anos 1990 éramos pirosos. Entre outras coisas. Eu devia ter pouco com
que me entreter porque fui escrevendo sobre o que via à minha volta: os
secadores dos quartos de hotel que não secavam, a impossibilidade de levar para
casa os restos dos doces dos casamentos num tupperware, ou as pessoas dizerem
clichés como «quando se fecha uma porta, abre-se uma janela».
Os
artigos foram publicados no Diário de Notícias - «Notícias Magazine» e tiveram
êxito em todo o mundo. Ok, não ao nível dos Transformers, mas mesmo assim
correram mundo.
Depois
de milhares de pedidos para juntá-los num livro, aqui estão eles.
Todos
juntinhos. Garanto que vão rir. E muito. Se no final não tiverem dado, pelo
menos, cinco gargalhadas, provavelmente foi porque injectaram botox nos
maxilares.
Leia
um excerto – AQUI
O
Anjo Que Queria Pecar – Opinião
O
Fim da Inocência II – Opinião
Estou
Nua, E Agora – Opinião
Sobre
o autor:
Francisco Salgueiro é sócio da primeira empresa
portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys.
Fotógrafo premiado internacionalmente.
Francisco Salgueiro é sócio da primeira empresa
portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys.
Fotógrafo premiado internacionalmente.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Com
o apoio Oficina do Livro, chegou ao fim mais um passatempo duplo de dois
autores portugueses.
Para
sorteio estavam disponíveis dois exemplares, O Ano em que Não ia Haver Verão de
Rute Silva Correia e Solteiros, Casados e Divorciados de Ricardo Martins
Pereira.
Gostaria,
como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o
vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.
Entre
as 207 participações, quem receberá este exemplar é:
48*
- Jorge Martins, Castelo Paiva
Os
meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E
o meu muito obrigado à Oficina do Livro por me oferecer a possibilidade de
realizar este passatempo.
Boas
leituras*
quarta-feira, 9 de julho de 2014
1
ano, 7 continentes, uma aventura inesquecível
Título:
Estou Nua, e Agora?
Autor:
Francisco Salgueiro
N.º
Páginas: 328
PVP:
15.90 €
ISBN:
9789897411595
Disponível
para compra – AQUI
Disponível
em eBook – AQUI
Sinopse:
Alex,
uma nova-iorquina, vive uma vida perfeita: acabou o curso e tem um emprego
garantido. Está prestes a cumprir os sonhos que desenharam para ela. Mas um
desgosto de amor leva-a a viajar pelo mundo. Precisa de se conhecer melhor e
ultrapassar os seus medos. Da Tailândia ao Brasil, da Austrália a Marrocos, faz
Couchsurfing dormindo em colchões, beliches, camas limpas, camas sujas, parques
públicos – até em minha casa, em Lisboa. Nudismo, algum sexo, ilhas
paradisíacas, jantares românticos, protestos de rua, festivais no deserto, um
encontro com Nelson Mandela, mulheres que disparam bolas de ping pong das suas
zonas íntimas – tudo isto faz parte desta história real passada nos sete
continentes, ao longo de um ano, que representa tudo aquilo que gostaríamos de
fazer.
Há
pessoas que cometem erros por se acomodarem e outras que cometem erros por
tentarem. A Alex preferiu errar tentando. E vocês?
Leia
um excerto – AQUI
Do
mesmo autor, no blogue:
Sobre
o autor:
Francisco
Salgueiro é sócio da primeira empresa portuguesa de assessoria mediática e
digital de celebridades, Naughty Boys. Fotógrafo premiado internacionalmente.
Saiba
mais em: Oficina do Livro
Continuando
a promover autores portugueses hoje trago-vos mais um mimo muito especial em
dose dupla!
Este
passatempo conta com o fantástico apoio da Oficina do Livro.
Para
sorteio, estão disponíveis dois exemplares, O Ano em que Não ia Haver Verão de Rute
Silva Correia e Solteiros, Casados e Divorciados de Ricardo Martins Pereira.
Para
se habilitarem a estes exemplares, terão apenas de responder a duas questões
muito simples e serem seguidores do blogue e/ou fazer GOSTO na página do
Facebook do blogue.
Simples?
Boas
leituras*
Regras
de participação:
1.
Passatempo válido até 23h59 do dia 23 de Julho de 2014 (quarta-feira).
2.
Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4.
Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
5.
O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por
e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6.
Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras
serão automaticamente anuladas.
7.
A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no
correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
8.
Boa Sorte!
terça-feira, 4 de março de 2014
Sinopse:
Camila está em conflito permanente com a sua
consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome
de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os
acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de
emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer,
Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre
relações extremas e perversas. Um segredo inconfessável e a frágil fronteira
entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a
intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.
É difícil definir um livro que estando extremamente
bem escrito tem uma digestão complexa, um livro que necessitaria se ser relido,
uma e outra vez, para ser alcançado em pleno.
A Persistência da Memória de Daniel Oliveira, figura
pública que admiro, encontra-se num patamar além do entretenimento e esse é possivelmente o seu maior defeito. É um livro que quer falar a pessoas comuns e sobre
questões quotidianas através de uma personagem que transcende a compreensão vulgar,
uma personagem que para lá da amizade, da volúpia, da dor e das lacunas afectivas
espelhadas, conhecidas de quem lê, se encontra alienada de um lugar-comum,
daquilo que o leitor entenderá como memória.
Como é descrito pela sinopse, o livro trata os dramas
e as alegrias de Camila, uma mulher amadurecida não só pela vida como pela teia
rara da sua consciência. Embora a maioria dos seus problemas seja banal e em
grande parte de âmbito emocional, devido à sua dificuldade em reconhecer e definir
o que sente no presente, são vários os fios que a separam da normalidade,
enquanto personalidade conhecida, e como tal exposta, e devido à sua síndrome
de memória superior, que a faz percepcionar o mundo através de conflitos
temporais, mesclando o agora e o passado com os seus desejos e o que realmente
aconteceu num determinado momento.
Senti-me perdida, confesso. Senti que por diversas
vezes não acompanhava o ritmo da história e isso foi, simultaneamente, o melhor e o
pior deste livro. O pior porque a falta de rumo e de sentido me desprendia do
texto e me fazia ter um défice de atenção, algo que nunca sinto durante uma
leitura. E o melhor porque tenho a consciência que me senti exactamente como a
protagonista se sentiu – e como se sentirá quem possua esta síndrome –, durante toda a
sua vida, o que é extraordinário e invulgarmente difícil de conseguir por parte
de um autor. Dito isto, quando penso em Camila, palavras como confusão e intensidade cruzam-se
com medo e incompreensão na tentativa de a descrever, de descrever alguém que
quer fugir ao seu mundo tanto quanto quer chegar mais perto, na ansiedade de
ser amada mesmo quando ainda não aprendeu a lidar consigo mesma.
Com uma protagonista tão intensa, que vive dentro de
si mesma, e inadaptada para lidar com relações afectivas, as personagens
secundárias ainda que relevantes foram absorvidos por si, assim como ela se
absorve a ela mesma. Rodrigo, Filipe, David e Leonardo são alguns dos nomes que
me recordo, difusos e permeáveis nesta vida que tentou agarra-los enquanto os
desprendia, que com eles partilhou o corpo e uma ínfima parte da sua alma.
No que respeita a pormenores, gostei da ligação à arte
intrínseca ao texto, que lhe dá título e o equilibra para nos
manter presos à realidade neste universo narrativo que acaba por ser tão
psicológico, tão íntimo e tão exclusivo de Camila. Também os traumas da personagem,
os momentos vividos, de euforia e de tristeza, e as dificuldades inerentes à
fama são questões interessantes e que acabam por suscitar a curiosidade e
impulsionar o virar das páginas até ao seu final.
Por fim, no que respeita à escrita de Daniel Oliveira,
é belíssima como afirmei anteriormente e foi um dos motivos que me fez
continuar a ler, isso e as singularidades que poderão descobrir em diversos
momentos de introspecção.
Uma nota final para o pilar do livro, a
caracterização da doença rara, estranha até, e definitivamente inteligente, pois sendo desconhecida apela à vontade de ler, de saber mais.
Em suma, não sei como sinto em relação a este livro
que não é, propriamente, de entretenimento mas sim de reflexão, de descoberta e,
até, de análise. Não sou capaz, por isso, de o recomendar aos leitores de
romance ou de um género especifico, mas sim a quem procure algo diferente, algo
que dê luta e que não tenha pressa de devorar páginas tão intrincadas como a
sua temática.
Esta é uma aposta Oficina do Livro para fugir à
rotina das possíveis habituais leituras.
Título: A Persistência da Memória
Autor: Daniel Oliveira
Género: Romance
Editora: Oficina do Livro
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Título:
O Ano em que Não ia Haver Verão
Autor:
Rute Silva Correia
N.º
Páginas: 208
PVP:
15.50 €
ISBN:
9789897411175
Disponível
para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI
Sinopse:
Gizela
Espinosa é uma herdeira deslumbrante que acumula dinheiro e poder de sedução.
Santiago é um artista interesseiro e dominador. Em Lisboa, toda a gente conhece
os dois amantes. Quando o guitarrista Jonas Vasconcelos morre misteriosamente,
um terrível segredo de família ameaça revelar-se e só a indiscreta Rosalina
poderá, ou não, evitar um desfecho escandaloso. Num diálogo de desencontros, as
personagens deste romance urbano, decorrido na Lisboa dos dias de hoje, entram
e saem das camas uns dos outros, do divã do psicólogo Raúl Veracruz e também de
um obscuro clube secreto na Praça de Londres, onde máscaras e mentiras são os
acessórios mais excitantes.
Leia
um excerto – AQUI
Sobre
a autora:
Rute
Susana da Silva Correia nasceu em Lisboa, em Fevereiro de 1981. Licenciou-se em
Comunicação Social no ISCSP e em Estudos Românicos na Faculdade de Letras de
Lisboa, onde concluiu o mestrado em Literatura Portuguesa Contemporânea com uma
tese sobre Agustina Bessa-Luís. Frequentou, desde os 3 anos de idade, a
Academia de Música de Santa Cecília, em paralelo com o curso de música do
Conservatório Nacional, além do Instituto Português de Fotografia. Faz parte do
Coro Sinfónico Lisboa Cantat desde Janeiro de 2004. Em 2011 publicou o livro
Maria Eugénia - a Menina da Rádio. O Ano em Que Não ia Haver Verão é a sua
estreia no romance.
Saiba
mais em: Oficina do Livro
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Sinopse:
Quando a história começa, as personagens principais,
Meg Merry e o seu irmão mais novo, Charles Wallace, vivem com a mãe e os
irmãos, Sandy e Dennys. Meg tem dificuldade em adaptar-se à escola e sente a
falta do pai, um cientista, que desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava
uma experiência que envolvia viajar no tempo. Um ser estranho de outro mundo
visita o lar dos Murry e fornece uma pista importante sobre o paradeiro do Sr.
Murry. Meg, Charles Wallace e o amigo Calvin O’Keefe começam então uma viagem
perigosa no tempo e no espaço para salvarem o Sr. Murry. São assistidos pelas
estranhas visitas dos Murry, a Sra. Quéisso, a Sra. Quem e a Sra. Qual. As
crianças veem-se em breve no centro de uma luta entre o bem e o mal, que ameaça
destruir a liberdade e a individualidade. Pelo caminho, desenvolvem força,
coragem e capacidades que não sabiam ter. Para Meg, em especial, a viagem é
mais do que uma aventura ou uma missão para ajudar os outros: é também uma
viagem de autodescoberta que muda as suas ideias sobre si própria e as pessoas
que a rodeiam.
Não me recordo com exactidão o momento em que me
apaixonei por histórias, talvez tenha sido quando ainda não as compreendia,
quando eram narradas com voz mágica de mãe, ou apenas mais tarde, quando era
enfeitiçada por mundos de faz-de-conta que eu própria criava, em qualquer dos
casos, independentemente do momento em que este amor nasceu, é inegável a sua importância
para mim ao longo do meu crescimento, a importância da aprendizagem inocente
que recebi através de livros como Um Atalho no Tempo.
Fantasia e verdade, conceitos valorosos e erros
comuns, são uma pequena parte da aventura intemporal escrita por Madeleine
L’Engle, um clássico de tudos e de nadas feito de porquês e de
mundos sem fim, que caracterizam os tempos que antecedem um maior
amadurecimento e enternecem graúdos com as recordações do que já passou.
Meg Merry e o seu irmão mais novo Charles Wallace,
juntamente com um novo amigo, Calvin O’Keefe, vivem neste livro a demanda das
suas vidas, uma viagem surreal que desafia a matéria e o tempo para salvar o
Sr. Murry, o pai de Meg e Charles Wallace que desapareceu no decorrer de uma investigação
científica misteriosa. No entanto, antes de embarcar na viagem fantástica, esta
é uma história sobre a dedicação de uma mãe, os problemas da escola e as
dificuldades de se lidar com a diferença, bases importantes para compreender o
destino destas crianças e para que valorizem o que é correcto quanto as
senhoras Quês aparecerem com uma missão de outro mundo.
Em relação às personagens, estas são dedicadas aos
mais jovens e facilmente identificáveis, vincadas com os característicos
preceitos do crescimento. E, embora me tenha apercebido posteriormente que
Charles Wallace é protagonista da trilogia à qual este livro pertence no
original, confesso-vos que fiquei rendida a Meg Merry, uma doçura de menina na
típica “idade do armário”.
Desta feita, e como não poderia deixar de ser, os
verdadeiros heróis da narrativa são três crianças, cada um marcado por
personalidades singulares distintas que se modificam com as aprendizagens que
vão adquirindo durante a sua viagem pelo espaço e pelo tempo. Charles Wallace é
considerado um pequeno génio, extraordinariamente desenvolvido para a sua idade
e um grande apoio para a sua irmã Meg que, por sua vez, é mais comum e muito
emotiva, recebendo várias lições durante as provações da viagem e levando quem
lê a reflectir sobre os afectos. E Calvin, que acaba por se integrar e
equilibrar muito bem este pequeno grupo, é o típico rapaz, atractivo e
inteligente, que prima por algumas intervenções assertivas apoiando os irmãos
que contrastam em afectos e intelecto.
Com um papel igualmente relevante, carece destacar as
senhoras Quês – senhora Qual, senhora Quem e senhora Quéisso – que até ao final
mantém o mistério sobre as suas existências, como estrelas que conduzem os três
meninos ao Sr. Murry, persongem esta que no final acaba por ser fisicamente mais activo. O
texto é pontuado ainda de presenças breves, que vão representando algo no caminho das
crianças, entre estas gostei particularmente da Tia Bicho.
No que respeita a ambientes, estes variam entre a
normalidade e a magia, com um forte teor de ficção científica e,
surpreendentemente para mim, para a distopia também. Acho que os mais novos
deixarão passar este pormenor no planeta da Coisa Negra, de tão preocupados que
estarão com o vilão, mas para um leitor mais atento esta será uma entre várias
gratificações que pontuam o texto.
Relativamente a curiosidades, este livro está
pontuado de desenhos simples no início de cada capítulo e recheado de momentos
de sonho, que contrastam com alguns sustos. Contém também objectos mágicos e tanto os
cenários como as criaturas que vão aparecendo são adaptadas ao imaginário
fértil dos mais pequenos. Por outro lado, esta também é uma história bastante didáctica
uma vez que a inteligência das personagens faz alusões a temas escolares, em
particular a matérias como a matemática e a química.
Em suma, aquela que é para mim uma história gira
pelas lembranças que me suscitou, é certamente maravilhosa para aqueles que
estão na pré-adolescência e já começam a dar os primeiros passos na leitura.
A escrita de Madeleine L’Engle é própria para o
público-alvo sem ser infantil, é até bastante bonita e bem trabalhada, algo que
possivelmente terá com a ver com o ano de publicação do livro, 1962.
Para finalizar, acho o livro interessante de um modo
geral e fiquei curiosa tanto no que respeita a personagens como a novas
aventuras que, no original, dedicadas à família Murry são cinco e
posteriormente mais três, dedicadas aos filhos de Meg e Calvin – spoiler,
desculpem! Há ainda o filme, já antigo, para os mais interessados. Enfim, este
é um clássico com direito a tudo um pouco para os seus fãs.
Esta é uma aposta Oficina do Livro para os mais
pequenos, aos quais eu sugiro sem qualquer restrição pela sua intemporalidade e
por deixar de fora o supérfluo e o consumismo que hoje está tão intimamente
próximo de todos, incluindo os mais novos.
Título: Um Atalho no Tempo
Autora: Madeleine L’Engle
Género: Infanto-juvenil
Editora: Oficina do Livro
São muito os trailers associados a este livro que já
teve lugar no pequeno ecrã. mas eu confesso que não gosto de nenhum em particular pelo que escolhi mostrar-vos este que está associado ao quinquagésimo aniversário da
obra. Que vos parece?
Uma
história de emoções à flor da pele
Título:
A Persistência da Memória
Autor:
Daniel Oliveira
N.º
Páginas: 240
PVP:
15.50 €
ISBN:
9789897411076
Adquirir
– AQUI
Disponível
em eBook – AQUI
Sinopse:
Camila
está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara,
a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de
se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles
que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e
presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória
não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas. Um segredo
inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este
romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas
sombras da sua própria história.
Leia
um excerto – AQUI
Sobre
o autor:
Daniel
Oliveira nasceu em 1981. Apresenta, desde 2009, o programa «Alta Definição», na
SIC, estação onde, em 2011, assumiu as funções de subdirector de gestão e
desenvolvimento de conteúdos, e em 2013 assumiu a direcção da SIC CARAS. Entre
1997 e 1999 foi assistente de produção, produtor editorial e jornalista. Em
2000 integrou a equipa fundadora da SIC Notícias. É autor, entre outros, do programa
de entretenimento mais premiado internacionalmente na história da televisão
portuguesa - «Os Incríveis».
Em
2013, foi considerado pelo semanário Expresso um dos 100 portugueses mais
influentes. Aos 14 anos, sagrou-se campeão nacional de xadrez. Tem cinco livros
publicados. A Persistência da Memória é o seu primeiro romance.
Saiba
mais em: Oficina do Livro
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Uma
história de amor, traição e coragem em tempos de crise.
Título:
Padeira de Aljubarrota
Autor:
Maria João Lopo de Carvalho
N.º
Páginas: 584
PVP:
20.90 €
ISBN:
9789897410338
Adquirir
– AQUI
Sinopse:
Muitas
histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de
Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional,
ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada
por Castela.
É
nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos
tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos
passos da rainha- infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da
prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da
resiliência e bravura de todo um povo.
Leia
o 1.º capítulo – AQUI
Sobre
a autora:
Maria
João Lopo de Carvalho licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas. Foi
professora de português e de inglês e trabalhou como copywriter em publicidade.
Passou ainda pelas áreas de Educação e Cultura na Câmara Municipal de Lisboa.
O
seu primeiro bestseller, Virada do Avesso, foi publicado pela Oficina do Livro
em 2000. Tem mais de cinquenta títulos editados, entre romances, livros de
crónicas, manuais escolares e dezenas de livros infanto-juvenis, a maioria
deles no Plano Nacional de Leitura. Em 2011, editou o primeiro romance histórico
Marquesa de Alorna que, em pouco tempo, se tornou um bestseller.
Saiba
mais em: Oficina do Livro
domingo, 22 de setembro de 2013
Um
dos mais fascinantes clássicos de todos os tempos.
Título:
Um Atalho no Tempo
Autor:
Madeleine L'Engle
N.º
Páginas: 240
PVP:
12.90 €
ISBN:
9789897410949
Pode
Adquirir – AQUI
Disponível
em eBook – AQUI
Sinopse:
Quando
a história começa, as personagens principais, Meg Merry e o seu irmão mais
novo, Charles Wallace, vivem com a mãe e os irmãos, Sandy e Dennys. Meg tem
dificuldade em adaptar-se à escola e sente a falta do pai, um cientista, que
desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava uma experiência que envolvia
viajar no tempo. Um ser estranho de outro mundo visita o lar dos Murry e
fornece uma pista importante sobre o paradeiro do Sr. Murry. Meg, Charles
Wallace e o amigo Calvin O’Keefe começam então uma viagem perigosa no tempo e
no espaço para salvarem o Sr. Murry. São assistidos pelas estranhas visitas dos
Murry, a Sra. Quéisso, a Sra. Quem e a Sra. Qual. As crianças veem-se em breve
no centro de uma luta entre o bem e o mal, que ameaça destruir a liberdade e a
individualidade. Pelo caminho, desenvolvem força, coragem e capacidades que não
sabiam ter. Para Meg, em especial, a viagem é mais do que uma aventura ou uma
missão para ajudar os outros: é também uma viagem de autodescoberta que muda as
suas ideias sobre si própria e as pessoas que a rodeiam.
Sobre
a autora:
Com
muita sensibilidade e mestria, Madeleine L’Engle criou uma saga
multidimensional, que ultrapassa todas as barreiras da realidade, numa aventura
épica e mitológica. Ela nasceu em Nova Iorque e Um Atalho no Tempo, o primeiro
da série Viajantes no Tempo, é o seu livro mais famoso, que recebeu o Newbery
Award em 1963. Madeleine faleceu em 2007, no Connecticut, deixando mais de
sessenta títulos para adultos e jovens, entre eles mais quatro volumes das
aventuras dos irmãos Murry e seus amigos.
Saiba
mais em: Oficina do Livro
Com
muita sensibilidade e mestria, Madeleine L’Engle criou uma saga
multidimensional, que ultrapassa todas as barreiras da realidade, numa aventura
épica e mitológica. Ela nasceu em Nova Iorque e Um Atalho no Tempo, o primeiro
da série Viajantes no Tempo, é o seu livro mais famoso, que recebeu o Newbery
Award em 1963. Madeleine faleceu em 2007, no Connecticut, deixando mais de
sessenta títulos para adultos e jovens, entre eles mais quatro volumes das
aventuras dos irmãos Murry e seus amigos.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Sinopse:
Com
boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho
que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são
bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e
celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual
por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da
pornografia na Internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as
redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de
likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos
desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação
online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição
com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não
existe, apenas o logo à noite. Depois do best-seller que abalou a sociedade
portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os
adolescentes portugueses do século 21.
Se
esta tivesse sido a minha estreia com o autor Francisco Salgueiro teria, muito
provavelmente, ficado fã, mas como não foi e eu já era sua admiradora, posso
simplesmente afirmar que todas as minhas expectativas foram totalmente
superadas.
Leitura
de um único dia, O Fim da Inocência II prima pelas questões controversas
que vai explorando ao longo de um folhear onde, logo nas primeiras páginas, nos
é oferecida uma sentença que pressagia as muitas problemáticas que vamos
encontrando ao longo da leitura, uma sentença assustadora devido aos muitos
lugares comuns que os leitores poderão encontrar.
Sendo
um livro de adolescentes, mas de extremo interesse para o público em geral -
pais e educadores, em particular -, esta é, portanto, uma história de risos e
angústias fáceis, típicas de uma idade repleta de extremos e "fins do mundo" onde
os copos transbordam em emoções velozes, emoções capazes de levar as suas personagens da
euforia à depressão num curto espaço de tempo, algo que é em parte conhecido por
todos e palpável através virar de cada página.
A
narrativa, o relato que Gonçalo decidiu partilhar com o autor desta obra, é triste,
é deprimente tendo em conta que o seu foco individual visa alertar a cegueira
alheia de todos os que se recusam a reflectir sobre os riscos de se viver à
velocidade de um clique, à velocidade de uma realidade que não acompanha a
evolução e amadurecimento humano e que está acessível a qualquer individuo, de
qualquer idade, sendo especialmente perigosa para os que partilham a retorcida
inocência de Gonçalos.
Aquele
que acompanhamos aprendeu da pior forma possível que por vezes as
possibilidades não devem passar disso mesmo, possibilidades, porque a essência
de viver está nas nossas escolhas e que essas, para o bem ou para mal, é que
definem o nosso caminho e aquilo em que nos transformamos.
Uma
brincadeira, um convívio banal em casa entre um grupo de amigos privilegiados e
com pais ausentes, é o primeiro passo para que um grupo de jovens curiosos e
sedentos de actualização, modas e aceitação social dê o primeiro passo maior
que as pernas na conhecida pornografia.
Uma
festa particular, que poderia ser tão pueril como qualquer café para
confraternização, é o acesso mais rápido para as primeiras experiências entre o
álcool e as drogas leves, acessíveis em qualquer círculo menos controlado.
A
Internet, ferramenta crucial para os estudos e pesquisas didácticas no percurso
académico, é agora fundamental para a afirmação social de cada um
nas redes que ligam milhares de desconhecidos, redes sociais que vieram alterar
completamente os comportamentos das massas acabando, felizmente ou infelizmente, por
ter um peso emocional extremo para os que procuram conviver. Falo-vos de uma
convivência que para muitos ultrapassa aquilo a que muitos adultos definem de
relação saudável. Falo-vos da fascinante e fatídica invenção do clique.
E, existe ainda, o telemóvel. Um pequeno objecto fundamental para a comunicação dos nossos dias mas
que evoluiu para algo mais, evoluiu para uma moda, para um laço que nos liga a
todos quantos conhecemos, ou não, e que nos permite, tal como a Internet, uma
interacção profunda através de imagens e vídeos com os quais se pode fornecer,
literalmente, a nossa intimidade.
Tudo
isto, os momentos e os acessos que nos permitem crescer e chegar mais longe nos
dias de hoje são, da mesma forma, armas capazes de destruir um individuo que
não está emocionalmente preparado para a complexidade do lugar em que
existimos, são armas disponíveis e capazes de destruir Gonçalos com pais e
educadores menos atentos que precocemente, tão precocemente como a capacidade
de fazer um clique, devem estar atentos para prover uma educação que deve
acompanhar as inovações e ambições que rodeiam as nossas crianças. Uma tarefa
impossível, certamente. Factos assustadores, sem dúvida alguma.
O
texto viciante que li, um texto que vos dará certamente prazer em descobrir,
não vos contará nada que já não tenham imaginado ou reflectido, pelo menos durante alguns
segundos, mas não deixa de ser arrepiante sermos confrontados com a facilidade,
disponibilidade, com que este se apresenta e se compõe através das palavras de
Francisco Salgueiro. O enredo, propriamente dito, pode ser resumido como a
descrição do crescimento precoce de um jovem igual a tantos outros, e do seu
grupo de amigos, que se encaixa da pior maneira no mundo que o rodeia, mas
creio que poucos irão encará-lo com tal leviandade.
Em
suma, esta é uma não-ficção que levanta muitas perguntas e nos confronta com
diversos tabus e problemáticas actuais, enquanto nos choca e nos emociona com
as vidas espelhadas nas suas páginas, vidas pelas quais torcemos mas que
sabemos condenadas por si próprias e por todos os que as partilham desde o
início. E, no fim, no fim da inocência destes pares, fica o medo do leitor pela
permissividade da roda que faz girar este universo no qual estamos inseridos,
onde nos sentimos completamente incapazes ao ver destruídas existências que
poderiam ter sido brilhantes. Fico destroçada.
Quanto
à escrita de Francisco Salgueiro, é muito agradável e fluida, trabalhando a
nossa língua materna de forma simples e coerente, o que proporciona uma leitura
voraz e aprazível.
Gosto
de crer na credibilidade que este autor impõe aos seus textos que, a não serem
reais, possuem uma verosimilhança tão forte que é impossível ficar-lhes
indiferente.
Um
escritor que vou continuar adquirir e a acompanhar com maior prazer e que
sugiro veemente aos leitores deste blogue.
Como
nota pessoal, devo-vos um pedido de desculpa porque já li este livro há
bastante tempo e se tivesse feito a opinião na altura creio que esta teria sido
diferente, mais apelativa para uma história que merece avaliação máxima.
E
termino com um apontamento sincero e muito pessoal, a ser verdade tudo o que li
- como acredito ser -, por cada capítulo que percorri perdi um pouco mais de fé
na geração que me precede, o que só faz com que esta leitura seja tão
obrigatória quanto triste. Tremendamente triste. Estejam atentos.
Esta
é uma publicação da Oficina do Livro que merece a minha total recomendação a
todos quantos tenham oportunidade de ler.
![]() |
| Do Mesmo Autor |
O
Anjo Que Queria Pecar (Opinião)
Título:
O Fim da Inocência II
Autor:
Francisco Salgueiro
Género:
Não-ficção
Editora:
Oficina do Livro
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)
Autores das Histórias:
- Alexandra Adornetto
- Alison Bechdel
- Alison Lucy
- Alyson Noel
- Amanda Hocking
- Amy Bratley
- Amy Hatvany
- Ana María Matute
- Andrea Cremer
- Andrea Hirata
- Andrew Kaufman
- Andy Mulligan
- Andy Weir
- Anita Shreve
- Ann Brashares
- Anna McPartlin
- Anna Randol
- Anne Bishop
- Anne Fortier
- Aprilynne Pike
- Arthur de Pins
- Barbara Bretton
- Barbara Mutch
- Becca Fitzpatrick
- Bella Andre
- Beth Harbinson
- Bridget Asher
- Bryan Lee O'Malley
- Carlos Ruiz Zafón
- Carolina Aguirre
- Carolyn Turgeon
- Carrie Jones
- Carrie Ryan
- Cassandra Clare
- Cathy Kelly
- Charlaine Harris
- Charles Dubow
- Chris Cleave
- Chris Priestley
- Christian MØrk
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- Christine Feehan
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- Colleen Houck
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- Daniel Glattauer
- Daniel Oliveira
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- Kasie West
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