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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.

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sábado, 28 de dezembro de 2013

Sinopse:
Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções.
Ela é uma jovem determinada, independente... e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o altivo Lord Sebastian Sommerhayes. A uni-los está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para Audrianna, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou.
A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser-lhe fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção... 

Existem livros que conquistam pela simplicidade, pelo lugar-comum para onde transportam os seus leitores permitindo-lhes divagar, sorrir e sonhar de forma descomplicada, com a certeza de um final aprazível em que tudo termina exactamente como deveria e, ainda assim, com espaço para expectativa relativa ao amanhã – assim é Deslumbrante

Embora eu não tenha lido todos os livros de Madeline Hunter, ela faz parte do leque de autoras que eu considero agradáveis ao público feminino, pois sei que uma obra sua, de escrita leve e fluida, é sempre uma escolha perfeitas para quando pretendo passar um ambicionado bom momento de entretenimento, como foi o caso.

A protagonista deste enredo, Audrianna, cumpre todos os requisitos e caracteriza-se por uma contraditória e necessária audácia tímida, proveniente de um passado fatídico que fará tudo para provar inocente. Na busca pela verdade, já que não pode ressuscitar o seu pai, Audrianna vai correr perigos e colocar-se em situações pouco convenientes ao seu estatuto de donzela, acabando por conhecer, desdenhar e se comprometer com aquele que, sem o saber, será o seu futuro esposo, Lord Sebastian. Esta previsibilidade inicial não retira, no entanto, o prazer de descobrir os laços que vão cingindo este casal, que com o passar do tempo vem a revelar-se uma união assertiva e enternecedora.

Já no que respeita a Sebastian, protagonista masculino, segundo filho e segunda escolha para sua mãe, é todo ele orgulho e honra. Obrigado a agir em nome do seu irmão, marquês, inválido, não desistirá até ter a confirmação do culpado pela desgraça que aniquilou a vida de vários homens em campo de batalha, com pólvora falsificada. Esta demanda leva-o a cruzar-se com a jovem Audrianna, por quem rapidamente se sente atraído devido à coragem mostrada por esta mulher e pela estranheza das suas acções  a aproximação parece inevitável e, quando menos esperar, o casal ver-se-á obrigado a tomar medidas impensáveis.

Como todos os romances sensuais de época, uma boa parte da sua história está, efectivamente, centrada na relação que é desenvolvida entre o casal principal, que neste caso em particular nasce do desafio e da obrigação em partes iguais. Na minha óptica estava latente, desde o primeiro momento, a ligação entre ambos, pelo que retirei uma maior satisfação dos contratempos e situações caricatas que contribuíram para o enlace e, posteriormente, para o envolvimento afectivo e momentos luxuriosos, para os quais Madeline Hunter tem especial aptidão com um lírica tão romântica quanto bonita.

Todas as questões externas ao relacionamento abordado são, por si só, atractivas e gostei em particular daquela que dá nome a esta série, As Flores mais Raras. O grupo de amigas de AudriannaCelia, Lizzie e a sua prima Daphne – com quem partilha o lar e os labores, é bastante heterogéneo e funciona com uma harmonia perfeita, tornando o negócio principal de criação de flores, de nome Flores Preciosas, a comparação ideal a estas mulheres maculadas, futuras protagonistas, que necessitam acima de tudo de cuidados e alimento para as suas almas e corações. 

No que se refere a problemáticas de guerra, embora esta já não seja uma novidade, considerei interessante a escolha do tema contrabando e falsificação de armas, principalmente porque permite que se conheça o irmão de Sebastian, Morgan, que se vai revelando e crescendo enquanto personagem ao longo do texto, assim como sustenta o mistério e apimenta próprio romance, pois o resultado final da investigação poderá ter consequências para os amados.


Em suma, amizade, luxuria e mistério são conceitos chave nesta história que, da mesma forma, cuida relembrar à sociedade da época através das diferenças sociais entre o casal principal e os amigos de ambos, enquanto delicia as leitoras mais românticas com momentos sensuais bastante aprimorados.

Parte do mérito da obra está certamente na escrita de Madeline Hunter, cuidada e rica, que faz com que o leitor se abstraia de tudo o resto e mergulhe nas suas palavras.
As suas descrições são simples e permitem uma inclusão no cenário espelhado, com um ambiente vivido e a compreensão das mentes das personagens exploradas, aumentando assim o interesse de quem lê.

Como nota final, e conhecendo o mérito desta autora, sei que certamente existirão trabalhos seus com maior qualidade, mas a mim este preencheu-me completamente as medidas pois estava, realmente, a necessitar do deslumbramento ficcional que estas páginas me proporcionaram quando escolhi este livro para ler. Vou, com toda a certeza, ler o segundo título da série já publicado, Provocadora.

Esta é mais uma aposta ASA, naquela que é já uma das suas escritoras de eleição, que eu recomendo sem qualquer restrição as leitoras deste género literário, com a garantia de satisfação.


Da mesma autora, no blogue.
O Protector (Opinião)
Lições de Desejo (Opinião)
Mil Noites de Paixão (Opinião)

Título: Deslumbrante
Autora: Madeline Hunter
Género: Romance Sensual de Época
Editora: Edições ASA



Série As Flores Mais Raras – livro II

Título: Provocadora
Autor: Madeline Hunter
N.º Páginas: 336
PVP: 16.90 €
ISBN: 9789892325125
Adquiri – AQUI
Em eBook – AQUI

Sinopse:
Verity Thompson desapareceu no dia do seu casamento. O seu paradeiro manteve-se secreto durante dois anos. Um longo período em que o marido, o conde de Hawkeswell, viveu na penúria e na incerteza.
Verity deixou para trás uma fortuna imensa mas inacessível, pois o seu óbito não foi declarado. Nem poderia sê-lo pois ela está bem viva. Ao ser obrigada a casar, Verity fugiu de Londres e refugiou-se, incógnita, no campo. Sem qualquer interesse pelo título ou estatuto do marido, abdicou da sua fortuna em troca da liberdade. Mas o passado tem os seus próprios desígnios e a jovem vê-se agora obrigada a regressar à cidade e a um casamento sem amor.
Por seu lado, o arrogante Hawkeswell está disposto a chegar a um acordo: se Verity lhe conceder três beijos por dia, ele não a obrigará a cumprir os deveres conjugais. Mas, claro, há beijos e beijos… e Verity vai perceber até que ponto se arruinou ao entregar-se às mãos hábeis de um mestre.

Leia um excertoAQUI

Livro 1
Deslumbrante

Sobre a autora:
Madeline Hunter publicou o seu primeiro romance em 2000. Já foi por duas vezes galardoada com o prémio RITA, da Romance Writers of America. Os seus livros figuram na lista dos mais vendidos do New York Times e USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido mais de seis milhões de exemplares. Doutorada em História de Arte, é professora académica e vive nos Estados Unidos.
No catálogo da ASA figuram já os seus romances Provocadora, Deslumbrante, As Regras da Sedução, Lições de Desejo, Jogos de Sedução, Os Pecados de Lord Easterbrook, Casamento de Conveniência, O Protector, Mil Noites de Paixão e O Sedutor. Também já publicado em livro de bolso encontramos BIS - As Regras da Sedução.

Saiba mais em: Cholate para a alma



Estou a portar-me mesmo bem por estes dias e, finalmente, vocês estão a aperceber-se do meu real desespero quando vos digo que estou mesmo atrasada em tudo o que diz respeito ao blogue.


Os meninos lindos de hoje são, uma vez mais, a vergonha da minha porque só li e fiz opinião de três dos oito livros que vos mostro. Em 2014 é que vai ser *lá estou eu a tentar armar-me em política*.




Começo bem, começo com a imagem de um livro que poderia fazer parte do Plano Nacional de Leitura, pois na minha opinião é obrigatório. Foi a minha primeira leitura em parceria com a editora Marcador e não poderia estar mais satisfeita, foi enriquecedor, realmente gratificante.
O Homem Que Plantava Árvores de Jean GionoOpinião.



O que eu namorei estes dois livros antes de os comprar, não fazem ideia! As capas são irresistíveis e pela sinopse tenho vontade de os ler de imediato. No entanto, com a minha disponibilidade actual, contento-me se o conseguir antes da reforma. 
Morte em Pemberley de P. D. James – Informações: aqui.
As Mulheres de Summerset Abbey de T.J. Brown – Informações: aqui.



A Planeta Manuscrito mima-me imenso e foi com um enorme prazer que recebi em casa estes três livros que queria muito. O primeiro será uma das minhas próximas leituras, o segundo já li e amei e quanto ao terceiro estou um pouco receosa mas isso só esmiuça ainda mais a minha curiosidade.
Sob o Céu Que Não Existe de Veronica Rossi – Informações: aqui.
O Voo do Corvo de Juliet MarillierOpinião.
Pede-me o Que Quiseres de Megan Maxwell – Informações: aqui.



Este livro atraiu-me de imediato quando soube que iria ser lançado em Portugal e é mais um dos que quero mesmo ler em breve (eu sei que estou sempre a repetir-me mas é a verdade). Por isso se daqui por semana ou duas se depararem com a opinião por cá não estranhem! Estou desejosa!
A Estação dos Ossos de Samantha Shannon – Informações: aqui.



Por último, e sem dúvida uma das surpresas este trimestre, um romance histórico que mexeu comigo emocionalmente pelo fiel retracto de época descrito, que não só aborda uma classe social diferente da que estou habituada como tem uma temática bastante sensível.
Um Comércio Respeitável de Philippa GregoryOpinião.


Que vos pareceram as escolhas de hoje?
Há algum destes livros que gostassem de comprar para vocês?


Boas leituras*
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Esta publicação até poderia vir a tornar-se aborrecida por estar a ser diária, mas eu arrisco, ou melhor dizendo, não resisto a mostrar-vos todos os meus meninos! *.*


Hoje juntei mais um grupo de livros variados, que vai da banda desenhada ao romance contemporâneo ou de época, com direito a um toque diferente que vos permitirá saber as literatices incomuns que por vezes sou obrigada a ler – tudo muito interessante para a minha pessoa, obviamente. Aproveito para citar que entre todos os livros que vos mostro, quase todos por ler, um deles está entre os meus favoritos do ano. Conseguem adivinhar qual?



Finalmente Portugal foi presenteado com mais um livro de Libba Bray graças à 1001 Mundos e eu sou, após virada a última página, uma leitora muito mais feliz. Quanto ao seu vizinho nesta foto, é uma das leituras que gostava mesmo de ter feito este ano, enfim...
Os Adivinhos de Libba BrayOpinião.
Luz e Sombra de Leigh Bardugo – Informações: aqui.



Não ter lido qualquer um dos exemplares presentes nesta fotografia deveria ser considerado pecado, pois qualquer um deles está em destaque na minha lista de desejos. Provavelmente vou devorar o da Madeline muito em breve, seguido da obra de Kristen… desejem-me sorte, ou seja, tempo.
Crime de Luxo de NGaio Marsh – Informações: aqui.
Provocadora de Madeline Hunter – Informações: aqui.
Sacrifício de Sangue de Kristen Painter – Informações: aqui.



Ora aqui está o tal livro peculiar que se encaixa no leque dos incomuns. Recentemente o Público publicou cópias de primeiras edições fac-similadas e como eu já tive oportunidade de estudar/analisar alguns manuscritos não resisti a adquirir pelo menos um. É mais por graça do que propriamente para leitura futura, o que não lhe retira o merecido lugar na estante.
História do Futuro de Padre António Viera – Informações: aqui.



Eu gosto imenso do programa Alta Definição do Daniel, enquanto escritor não sei o seu valor mas certamente que o irei descobrir em breve. Foi uma aquisição de parceria e espero que se venha a revelar uma surpresa positiva.
A Persistência da Memória de Daniel Oliveira – Informações: aqui.



Por último, mas não menos desejadas, estão estas três adoráveis bandas desenhadas, Mangas, aconselhadas pela P7 do blogue Bookeater/Booklover. Ela sabe que eu queria descobrir este género – e ainda quero logo que consiga respirar – pelo que aproveitei uns descontos que tinha e trouxe a trilogia Dramacon completa pelo preço de um exemplar. *yupi!*
Dramacon 1 de Svetlana Chmakova – Informações: aqui.
Dramacon 2 de Svetlana Chmakova – Informações: aqui.
Dramacon 3 de Svetlana Chmakova – Informações: aqui.

Que vos parecem os contemplados nas fotos de hoje?
Estão tentados a ler algum?


Boas Leituras*
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sinopse:
Inês, com apenas dez anos contempla o cenário onde terá início o primeiro acto de uma tragédia que ficará para a história como uma das mais belas histórias de amor de sempre. A sua ama, pronuncia as palavras que o destino se encarregará de cumprir - «um príncipe amar-te-á pelo teu colo de garça e pelos teus cabelos loiros e as tuas fontes virão a ser cingidas por uma coroa real».
No castelo de Peñafiel, Inês e Constança tornar-se-ão irmãs de alma, unidas pelo mesmo amor - D. Pedro. E se um dia mais tarde o príncipe português casar-se-á com Constança respeitando-a pela sua serenidade é a Inês que amará perdidamente – «Inês era a força da cascata, o rumor do mar enraivecido, o roçar do vento quando o cavalo se lança a galope». A morte de D. Constança afasta momentaneamente os dois amantes, mas será então que Pedro e Inês irão viver, na idílica Quinta das Lágrimas, as horas mais felizes do seu infortunado amor. Mas o destino lança nos corações de alguma nobreza as facas da ambição que irão atraiçoar e manchar de sangue o esbelto pescoço de Inês.
A beleza lendária de Inês de Castro foi captada na perfeição por esta autora, numa obra que ficará certamente na memória do leitor.

Quando me foi dada a oportunidade de escolher uma narrativa para apresentar sobre um mito nacional, para uma cadeira da faculdade, não primei certamente pela originalidade mas, definitivamente, por um lado meu que vocês já conhecem, um lado que não resiste a uma bonita história comandada pelo coração.
A tragédia de Inês de Castro foi o mito escolhido e, acreditem, difícil foi escolher qual o livro, o tipo de abordagem que desejava fazer ao tema, pois existem dezenas, talvez centenas de opções, nas mais variadas línguas e com múltiplas nuances interessantes – mais ou menos distantes da pseudo-realidade.
A escolha da obra de María Pilar Hierro teve como principal factor o aconselhamento de uma amiga, mas também o reduzido número de páginas, o facto de tender mais para a ficção do que para os factos históricos e ainda a biografia da autora – licenciada em História Moderna e Contemporânea.

O enredo é conhecido de todos e tem uma intemporalidade afectiva que marca pela diferença na época em que desenvolve a acção, uma época em que pouco se ousava ou pensava em sentimentos, pois tudo era decidido em prol do que fosse mais benéfico para o reino. 
Ao contrário do que esperava, esta história surpreendeu-me por não se fixar apenas no romance entre D. Inês de Castro e D. Pedro I,  o que na minha opinião é uma característica louvável e que distingue este livro de alguns dos seus homónimos – assim como a sua divisão capitular, em sete partes distintas, que prodigiosamente permitem a idealização cadenciada de todo universo trágico.

A primeira parte da narrativa e o início da segunda situam-se no ano de 1622 e têm como personagens principais um cavaleiro errante e desconhecido, que se oferece para contar pormenorizadamente a história de D. Inês a dois dramaturgos espanhóis do Siglo de Oro espanhol, D. Luis Vélez de Guerava e D. Félix Lope de Vega y Carpio – que mais tarde serão conhecidos e aclamados, em parte, pelas suas peças dedicadas ao drama nacional, Reinar Después de Morir e Inés de Castro, respectivamente.
A essência de todo o livro assenta, portanto, na forma como envolve factos verídicos com mitológicos, e por consequência ficcionais, com séculos de distância e que têm a capacidade de perdurar na memória, na mente de quem escuta o mito, até aos dias hoje, permitindo que o leitor se enleie e conjecture sobre o que realmente poderá ter acontecido aos amantes e aos dramaturgos.

Para os mais interessados no romance principesco, é mais ou menos a meio do segundo capítulo que o misterioso cavaleiro, pedindo para não ser interrompido por Vélez e Lope, nos transporta no tempo para o ano 1320 quando se dá o nascimento da protagonista, passando para 1330 onde narra o começo de uma amizade profunda com o florescer da juventude e por aí em diante, sempre marcando com fidelidade e especial atenção os pontos-chave que predestinaram o destino fatídico de A Castro
Quanto à intriga, muito sucintamente, D. Constança Manuel é prometida ao príncipe D. Pedro I, filho do Rei de Portugal D. Afonso IV, sendo assim encaminhada para Lisboa e levando consigo a sua fiel amiga, como que irmã, D. Inês de Castro. A chegada de ambas ao Castelo de São Jorge, morada dos monarcas em Lisboa, é marcada pelos olhares cruzados entre as donzelas e o príncipe, que fazem com que D. Inês caia de amores pelo futuro marido da sua amiga bem como este por si.
Dá-se o casamento entre os prometidos e durante os anos de matrimónio há dois ou três encontros fatais entre D. Inês e D. Pedro I – aos quais se junta uma grande sucessão de acontecimentos e premonições que vão adensando a trama –, sendo que no fim da sua vida D. Constança já está consciente da "traiçao" e consente o amor proibido entre os que estima ao contrário do Rei, que não é da mesma opinião. D. Inês é então enviada para o Convento de Santa Clara, e assim afastada da corte, que mais tarde pelos actos fatídicos aí cometidos ficará conhecido por Quinta das Lágrimas – estamos em finais de 1345.

Túmulo de D. Pedro I
Não sei até que ponto corro o risco de já ter cometido ou vir a cometer spoilers, mas esta história é de cultura geral e penso que todos conhecem como termina – os amantes vivem felizes durante 7 anos, têm três filhos bastardos e no fim D. Inês é degolada a mando do Rei, o que leva a que D. Pedro I se insurja contra o seu pai ficando com o cognome O Justiceiro.

No que respeita a personagens, todas elas estão trabalhadas por forma produzir entretenimento durante a leitura, e é aqui que se verifica o quão ficcional é esta obra e as suas lacunas históricas. Ainda assim, no que respeita ao século XVII, adorei ter descoberto os dramaturgos espanhóis sobre os quais tive oportunidade de pesquisar um pouco, bem como a oportunidade de conhecer – embora fantasiosamente – as infâncias de D. Inês e D. Constança, o que me permitiu igualmente fazer uma nova interpretação do mito.
Estas duas jovens são, de facto, as personagens principais juntamente com D. Pedro I e para mim foi impossível não me compadecer de todos os intervenientes deste triângulo amoroso que, em tempo algum, deixam de pensar nas repercussões dos seus actos preocupando-se, seriamente, com aqueles que estariam a magoar. Os laços trabalhados são, portanto, uma construção magnífica ao longo do texto e a minha eleita é sem dúvida D. Constança, talvez a mais inocente e a mais justa, revelando uma sensatez que eu não alcançaria.

Túmulo de Inês de Castro
Outra das mais-valias desta história é poder ser lida por qualquer leitor sem a preocupação ou morosidade muitas vezes imposta pelos livros históricos, pois exceptuando quem não goste de drama, esta é uma escolha assertiva.

Muitas citações de obras referentes ao romance publicadas ao longo dos tempos, de Camões a Henry de Montherlant, são também parte integrante do livro pontuando-o magnificamente, principalmente no que respeita às descrições de D. Inês, conhecida pela sua beleza inebriante, pelo seu «colo de graça». (Colo é pescoço, contemporaneamente esta expressão é dúbia, eu sei.)

Por tudo o que já disse, fica claro que a escrita de María Pilar Hierro é bastante atractiva e esta poderia ter sido uma leituras de poucas horas se não me tivesse sido exigida uma análise pormenorizada da mesma, ainda assim é inegável o prazer que retirei das descrições de época, das caracterizações e da carga emotiva presente em todos os momentos.

Como nota final, quero citar ainda a capa do livro, extraordinária, que representa o emblemático túmulo mandado construir por D. Pedro I para D. Inês, existe um para o próprio de frente para o da sua amada onde foi sepultado após a sua morte, e que marca a coroação de Inês já depois de morta, com homenagem por parte da corte – os túmulos podem ser visitados no Mosteiro de Alcobaça, local que fiquei ansiosa por conhecer em breve, e estão representados pelas imagens acima legendadas.
«– Eu te coroo, Inês, Rainha de Portugal. Para que assim sejas reconhecida pela História.», página 135.

Onde começa e acaba o mito é algo que será sempre discutível, inegável é que esta é, sem dúvida, uma das mais belas histórias de amor que o nosso país conheceu
Este livro é uma aposta de qualidade Editorial Presença que eu recomendo, sem restrições, aos curiosos que deverão ter sempre em atenção de que esta obra tem tanto de verdade como de ficção. As mais românticas também poderão gostar.

Título: Inês de Castro
Autora: María Pilar Queralt del Hierro
Género: Ficção Histórica

Para mais informações sobre o livro Inês de Castro, clique aqui.



E é com este post que começa a publicação de aquisições “à parva”! Ou como disse a minha adorada Cat, “à louca”. Já sabem que vos quero mostrar todos os livros que adquiri em 2013 antes do ano acabar e como ando sempre atrasada a coisa não vai ser bonita. Enfim, seja o que Ele quiser. Amém!


Os meninos que vos trago hoje são como sempre um mesclar feliz de ofertas, parcerias e compras que, na maioria, ainda estão por ler – o que em alguns casos é uma verdadeira facada do meu sofredor e ocupado coração.  

Estes quatro livros foram ofertas da minha mãe, quando ela soube que eu gostava de Nora Roberts assaltou o quiosque aqui da zona. Bem, eu não sou fã da Harlequin, ou não era, não sei. Não lia e pronto. Associava as narrativas desta editora a romances de cordel – o que não é mentira – mas sou uma moça agradecida e acho que até vou gostar destes títulos.
Mar de tesouros – Informação: aqui.
Reencontro – Informação: aqui.
Mundos Opostos – Informação: aqui.
Última Paragem – Informação: aqui.


Este leque de aquisições é made in Quinta Essência e confesso que gostaria de já ter lido a maior parte destes meninos, mas ler é um luxo a que não tenho tido acesso nos últimos meses – algo que já está a ser revertido. No entanto, destes livros o que li adorei e recomendo vivamente.
Destinos Cruzados de Melissa HillOpinião.
Irresistível de J. R. Ward, com pseudónimo de Jessica Bird – Informação: aqui(Esta será possivelmente a minha próxima leitura desta foto.)
Sombras da Meia-Noite de Lara Adrian – Informação: aqui.
Ninguém me Conhece Como Tu de Anna McPartlin – Informação: aqui.


Gosto tanto, mas tanto desta foto que só olhar para estas publicações Planeta Manuscrito me faz suspirar. Um das minhas dores actuais é ainda não ter lido o Scarlet porque, acreditem, eu ando mesmo muito mal para ainda não ter pegado neste livro. Deve ser um 5 estrelas tão bonitinho!
Scarlet de Marissa Meyer – Informação: aqui.
Céu de Alexandra AdornettoOpinião.
Memórias de um Amigo Imaginário de Matthew DicksOpinião.


Comprei esta antologia na sua apresentação para ter oportunidade de dar uma beijoca à Ruiva (Ana Ferreira). Escusado será dizer que só comprei o livro por causa do seu conto que já li e adorei, mas que quero reler em breve para publicar opinião. Ela é a maior *.*
Amores Contados de vários autores – Informação: aqui.


Também este foi um livro que comecei a ler e que vou ter de reler de início para fazer opinião. Confesso que do que li até agora gostei imenso, pois não sendo propriamente uma história de entretenimento, é extremamente educativo contando a evolução da economia desde a Pré-História, de uma forma divertida e apelativa com ilustrações muito bem conseguidas.
Euro Pesadelo: Quem Comeu a Classe Média? de Aleix Saló – Informação: aqui.


Que vos parece este núcleo de aquisições? 
Eu confesso que o adoro pela diversidade e estou desejosa de ler um ou dois do que ainda estão por ler.


Boas leituras*

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Livros e Natal são duas palavras que raramente se encaixam para mim. Ao contrário do que seria de pensar, raramente recebo prendas literárias - toda a gente pensa que tenho “demasiados livros”, conceito que não existe! 0.o

Este ano não foi excepção e só recebi três adorados, no entanto quero partilhá-los convosco e aproveitar o presente post para pedir que não se assustem nos próximos dias - finalmente estou de férias *YUPI* e vou correr atrás do prejuízo. Quero com isto dizer que vou fazer publicações de aquisições diárias, porque sendo mais do que certo que não conseguirei actualizar-me em termos de opiniões antes de 2013 findar, pelo menos ficam a saber o que me chegou às estantes até ao final do ano.


Como podem ver pela foto recebi Acasos do Amor de Juliette Fay, que queria muito. Sou uma leitora ávida dos romances contemporâneos da Quinta Essência e são raros os livros desta editora que não adquiro. Informações – AQUI
Mulheres do Outro Mundo , Fadas e Serpentes de Francisco Vaz da Silva. Descobri este autor recentemente graças a uma prenda para uma tal de Ruiva, desde então tenho andado a pesquisar o trabalho do autor e estou cada vez mais curiosa. Será possivelmente uma das minhas leituras de Janeiro e espero comprar todos os seus livros em breve. Informações – AQUI
Mulheres que Escrevem Vivem Perigosamente de Stefan Bollmann.
Este livro foi uma grande surpresa e após o breve folhear parece-me bastante interessante, quiçá até me será útil para pesquisas e estudos.
Informações – AQUI

Já não tendo que ver com páginas, mais sim com uma paranóia literária, recebi a mala em que está na foto para guardar parte da minha colecção de marcadores, que até agora andava distribuída por caixas e caixinhas e saquinhos. Claro que não vou caber todos, mas gostei tanto da mala que vou comprar outra para o mesmo efeito.

Espero que todos tenham todos tido um excelente Natal!
Receberam livros? Se sim contem-me tudo e façam-me roer de inveja!


Boas leituras*

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Queridos leitores,

Muitas são as palavras que hoje gostaria de partilhar convosco, mas este é tempo apenas de vos desejar o melhor, vos desejar que este Natal de 2013 seja uma página rica e fértil nas vossas vidas com o que de melhor o ser humano pode oferecer.

Espero, desta feita, que a noite de hoje e o dia de amanhã sejam vividos em pleno, abençoados com presentes que só podem surgir do mais terno coração. 






















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