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A Elphaba...

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Queridos leitores, realizei um sonho…

Enquanto adulta, não creio que alguma vez me viesse a apaixonar por literatura fantástica se, em 2008, o meu pai não me tivesse oferecido o meu primeiro livro de Anne Bishop. Lembro-me de sentir que nunca antes tinha lido algo tão intenso, de ter a certeza que teria de ler todos os seus livros para saciar o meu desejo da sua escrita.


Desta feita, a primeira edição do Festival Bang!, para mim, resumiu-se em grande parte à oportunidade de poder ver e ouvir um dos meus ídolos literários de sempre e que certamente permanecerá na minha história de leitora. 


Fui lá pela rainha do dark fantasy e cheguei mesmo a tempo de cumprimentar caras conhecidas e ouvi-la falar, apaixonadamente, das suas histórias e personagens que também me apaixonam. Derreti-me. Senti uma felicidade imensa por poder testemunhar aquele momento – obrigada Grupo Saída de Emergência


A título de curiosidade, a mesma confessou que durante o processo de escrita se “transcende”, dando liberdade para que cada vida ficcional siga o seu rumo, respeitando-as. O que é deveras interessante. Mais, Anne Bishop é de uma doçura rara, encantadora, deixando-me com a certeza que para se expor na ficção os maiores horrores da humanidade e, ainda assim, construir algo belo, é preciso ser-se bom. E isso foi algo que senti ao olhar para si. A autora deixou ainda no ar a possibilidade de voltar a publicar no universo de As Jóias Negras – a melhor notícia de sempre – o que deixou a plateia em êxtase. Não se iludam, quase toda a audiência estava ali por ela. 


Quanto a mim, bem autografei uma das minhas trilogias favoritas de sempre e fiquei desejosa de a reler, o que já estou a fazer. Afinal, nunca opinei nenhum dos títulos por aqui e quem sabe não é o momento de partilhar este amor que já tem mais de 8 anos… 

Boas leituras* 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Letras Escarlates não é só o melhor livro de fantasia urbana do ano, é provavelmente um dos melhores de sempre. 

Título: Letras Escarlates
Autor: Anne Bishop
N.º Páginas: 512
PVP: 17.76 €
ISBN: 9789896377397

Sinopse:
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 
Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.
O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?

Sobre a autora:
Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de vários romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.

Saiba mais em: Saída de Emergência


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Com o maravilhoso apoio da Saída de Emrgência chegou ao fim mais um passatempo neste meu cantinho.

Para sorteio encontravam-se dois exemplares do livro Ponte de Sonhos de uma das minhas autoras favoritas, Anne Bishop. Uma fantasia extraordinária que fará qualquer leitor descobrir um novo mundo.

Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.


Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*17 -José (…) Abreu - Nick: Marcos Abreu
*43 Filipa (…) Monteiro – Nick: Filipa Monteiro

Os meus sinceros parabéns aos vencedores, espero que usufruam de uma excelente leitura.
E o meu muito obrigado à Saída de Emergência por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.


Boas leituras©

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sinopse:
Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar - e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece.
Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se - uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee.
Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado.
Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos - e para dentro de si mesmos - para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos.

Quem ainda não teve o prazer de descobrir as várias obras publicadas pela Saída de Emergência de Anne Bishop não compreenderá a minha devoção por esta autora, sombria e sedutora, que espelha com as mais belas palavras pesadelos, luxuria e verdades incontornáveis em mundos inimagináveis.
Mundo de Efémera era, até ler Ponte de Sonhos, a sua série/trilogia que menos me tinha tocado enquanto leitora, embora, irrevogavelmente, o seu trabalho seja de excelência, como sempre, com bons cenários, magníficas personagens e emoções fortes. Agora, após reflexão, creio que tal se devia ao facto de esta ser uma das suas narrativas mais cruas, mais exigente, porque no surreal encontrei menos ficção e em cada semente fantástica um anseio puro do coração.

É impossível resumir este enredo em poucas palavras, ele é um todo com origem no passado que finalmente se compõe, mas vou tentar…
Imaginem que existe em vida quem crie o espaço, a terra, o mundo, de acordo com as necessidades de cada um, até do ser mais vil, é um alguém que controlando esse pedaço de terra lhe dá forma à imagem dos que nela habitam. Imaginem que existe em vida quem construa pontes, pontes que ligam as terras, pontes que definem o ali e o agora como algo ilimitado e alcançável. Imaginem, todos vós, que o vosso destino, e quem sabe o vosso lar, é o vestígio mais profundo e desconhecidos que reside no vosso coração num determinado momento, num momento que pode definir a existência ou a morte. Por fim, imaginem, imaginem e cuidem os vossos anseios porque em Efémera, do inferno ao paraíso, tudo se encontra a um bater de asas de uma borboleta capaz de equilibrar este mundo maravilhoso.

Os seres, nesta realidade ficcional, são muito diversificados; há construtores de pontes, paisagistas, músicos do coração e demónios, tantos, todos tão horríveis quanto sublimes, como os magos, assustadores, como os humanos, a eterna raça crucial mas por vezes ignorante quanto ao que a rodeia. Todos, sem excepção, têm as suas batalhas repletas de perigos para enfrentar, de conquistas, mas a maior guerra é silenciosa, aterrorizadora, ela tem que ver com escolhas, com sentimentos que todos têm, quem sabe ambíguos, dentro de si.
Este é, diria Michael, um livro feito de muitos que se diferenciam e se completam, numa melodia perfeita e única como a singularidade que os define. Já Glorianna Belladona diria que este é um livro feito das mais duras opções, que nos dividem e caracterizam e, se por ventura, estivéssemos no Antro, sob a guarda de Sebastian, este dir-nos-ia que este livro se compõe de medo, êxtase e paixão, riscos de sempre que nos dão sentido.
Mas este livro em particular é de Lee, de Zhahar e de Danyal, três que ainda não se encontraram, que ainda não travaram as suas lutas pessoais dependentes dos que já passaram. Esta é a sua história composta de dissonâncias que procuram a harmonia, forçosamente indecifrável no presente Asilo na cidade de Visão e, certamente, esperançosa, porque enquanto houver esperança existirá futuro e Efémera nunca esquece os que lhe pertencem.

Sei que não vos disse muito sobre o que realmente trata este livro, até agora, mas a complexidade que o caracteriza, que caracteriza Efémera, não me permite dizer mais sem vos revelar o todo que seria, para mim, impossível de expor por palavras. Digo-vos, ainda assim, que nesta narrativa encontrarão o amor por todas as coisas, entre casais, família, na simplicidade ou no inexplicável. Encontrarão felicidade e lágrimas, porque os caminhos nem sempre serão justos para aqueles que o leitor aprende a estimar, mas não deixa de ser o caminho necessário para que as personagens se reconstruam e se aceitem nas suas atitudes e opções. E encontrarão, também, lugares comuns nas palavras de Bishop, porque essa é uma das suas mestrias, expor através do surreal verdades palpáveis, por vezes com brutalidade mas muitas vezes com a resignação de que não se pode mudar o inato.

Em relação ao fantástico, este é indescritível. E em relação às suas arrepiantes criaturas merecem destaque os demónios, os que se confundem nas sombras e os que são uma individualidade e ao mesmo tempo três, como as Tríades, mas atenção que o mal aqui não é obrigatoriamente demoníaco - é apenas o que é -, é uma escolha. E provavelmente, por isto, nesta história o que realmente poderá assustar quem lê não tem contornos sobrenaturais, mas sim verdadeiros, em atrocidades que conhecemos independentemente de quem as comete.

Os cenários são de sonho, ou de pesadelo, por vezes. São dotados de uma beleza como só esta senhora consegue criar e com pormenores, requintes, feitos para maravilhar em lê. No entanto, sendo esta uma autora de equilíbrio, não é de espantar que muitas vezes me tenha deparado com o oposto, com a ausência total de fascínio por locais tristes, mas as coisas são como são.


Sem saber o que mais vos posso dizer, resta-me aconselhar este livro a todos os que tenha lido os livros anteriores do Mundo de Efémera, pois este é o mais sublime e proporciona um final perfeito. E para quem ainda não leu, recomendo a trilogia a todos os amantes de fantasia, mas de fantasia à séria, para mentes abertas e prontas para se deixar arrebatar por algo que é incomparável.

Digo sempre que Anne Bishop é a melhor, para mim é. Desde a sua trilogia Jóias Negras que não a via escrever tão bem e atribuir tanta intensidade a um enredo.
As suas descrições são uma das suas mais-valias, porque não é fácil dar a ver algo incomparável e, ainda assim, possível de conectar com a realidade. E os seus toques de perversidade estão presentes, como sempre, mas desta vez acho que lhe detectei algo de romântico, talvez porque este livro e o próprio mundo que criou está intrinsecamente ligado com os sentimentos dos intervenientes, pelo que está de parabéns. 

Pessoalmente, idolatrei tudo nesta narrativa. Gostei particularmente de Efémera, enquanto personagem, moldável a quem a comanda mas com personalidade própria, quando assim deveria ser - divertiu-me.
Embora intenso, violento até, gostei igualmente das muitas pontuações de humor que a autora conseguiu atribuir ao texto e, é importante referir ainda, que considerei que a sua criatividade esteve em pleno, pelo que foi para mim um prazer imenso voltar a mergulhar numa história sua.

Esta é uma magnífica aposta Saída de Emergência que caracteriza bem esta editora, que se destaca como nenhuma outra no universo fantástico proporcionando aos leitores portugueses o melhor do género que se publica além-fronteiras.
 
Livros 1 e 2 da Trilogia Mundo de Efémera
Short story A Voz
Sebastian (Opinião)
Belladona (Opinião)
A Voz (Opinião)


Título: Ponte de Sonhos
Autora: Anne Bishop
Género: Dark Fantasy


domingo, 28 de julho de 2013
Sinopse:
Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal. Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…

Até nos mais pequenos textos Anne Bishop expressa a intensidade que a caracteriza. E se sou uma leitora suspeita por ser sua adoradora, não o sou certamente no traço perverso que a comunidade apresentada em A Voz espelha, não o sou na bondade de algumas das suas personagens com violentos anseios do coração e, menos ainda, no ritmo que se impôs, quase encantatório, que me prendeu até à última frase da sua escrita.

Inocência. É com a leveza pueril dos pensamentos de Nalah, enquanto criança, que começa a nossa narrativa e é, igualmente, com ingenuidade dos 10 anos de idade que esta personagem se apercebe que algo estava mal na sua terra sem lágrimas. Mais tarde, no entanto, quando os receios da infância são apenas uma recordação e a realidade se adivinha bem mais crua do que antes, Nalah soube que ou ela ou o seu mundo teriam de mudar e uma viagem mudou tudo, uma viagem que a fez compreender que para sobreviver tinha de tentar resgatar quem poderia salvar.

Sendo esta uma short story pertencente à trilogia o Mundo de Efémera é essencial para quem, como eu, vai ou está mergulhar no título Ponte de Sonhos, o último da sobre esta terra de luz e escuridão, conceito que se repudia, complementa e equilibra, que está bem presente neste pequeno texto.
Não vos posso contar muito, mesmo sobre as personagens, que conhecerão melhor no terceiro livro, mas posso, ainda assim, falar-vos um pouco da jovem Nalah, da Voz e do muito que a cidade de Visão poderá ter oferecer, em contradição ao inferno mascarado de paraíso de onde provém a protagonista.

Forte, astuta e pouco convencional, Nalah revela ao longo do seu crescimento uma percepção do lugar em que vive diferente dos restantes habitantes, isto porque a sua curiosidade e, mais importante ainda, a sua sensibilidade face ao mal não lhe permitem fechar os olhos a uma mulher muda e órfã que que se alimenta das dores e do sangue que a comunidade não expressa. Mais tarde, quando são demasiadas as verdades que percepciona, e após conhecer um templo para consolar a mágoa que se recusou a partilhar, é pela coragem que o leitor recorda Nalah que, certamente, nunca mais será encarada como apenas mais um interveniente de Bishop.

A Voz, como personagem muda, é um sufoco desde o primeiro momento que nos prende atenção, e ao qual ninguém ficará indiferente. Ela é aquela em torno da qual giram todas palavras por dizer, sentenças e emoções de dor e de angústia, silêncios e mais silêncios que tudo permitem antever, para quem tem a infelicidade de todo mundo para esconder. É uma prisioneira da escuridão ansiosa pela luz, é isso que ela é.


Mas esta pequena história não é um negrume absoluto, esta é uma história escrita pela mestra das sombras e, portanto, para lá de todos os horrores ocultados - às mãos dos que detém o poder, às mãos dos que se reflectem nas almas mais fracas circundantes -, está presente o amor e a amizade, ligeiros cheiros doces que nos ajudam a combater tudo o resto, cheiros que se propagaram com o conhecimento da existência de Visão, um lugar onde se encontra apenas o que se consegue ver e, felizmente, Nalah não consegue olhar mais para o lugar onde sempre viveu.

Embora este pequeno livro não reflicta todo o potencial de Anne Bishop, não será uma desilusão para os seus fãs, que rapidamente se sentiram acolhidos pelas sua sublime narrativa, através de descrições cuidadas e de um jogo de palavras excepcional como só a rainha do dark fantasy tem para oferecer.

Eu confesso que já estou a mais de meio do livro Ponte de Sonhos e estou a amar cada momento com aquela que é uma das minhas autoras favoritas, aquela que me proporciona sempre o melhor que se pode pedir numa viagem entre páginas.

Esta é uma aposta Saída de Emergência que eu recomendo a todos os leitores de fantasia mas, obviamente, em particular para os fãs de Anne Bishop curiosos pelo Mundo de Efémera e, obrigatoriamente, para quem lê ou leu esta trilogia.

Mundo de Efémera


Sebastian (Opinião) - Livro 1
Belladonna (Opinião) Livro 2

Título: A Voz
Autora: Anne Bishop
Género: Fantasia, Horror
Editora: Saída de Emergência


sábado, 27 de julho de 2013
Uma história maravilhosa, romântica e repleta de aventuras, uma fantasia deslumbrante.

Título: Ponte de Sonhos
Autora: Anne Bishop
N.º Páginas: 448
PVP: 18,76 €
ISBN: 9789896375294

Sinopse:
Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece.
Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee.
Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado.
Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos.
 
Mundo de Efémera
Sobre a autora:
Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de vários romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.

Saiba mais em: Saída de Emergência


sexta-feira, 19 de julho de 2013
Os bons passatempos para comemorar 3.º aniversário deste meu cantinho continuam, e desta vez contei com o maravilhoso apoio da Saída de Emergência.

Para sorteio, estão disponíveis dois exemplares do título Ponte de Sonhos de uma das minhas autoras favoritas de sempre, Anne Bishop. Um livro pertencente ao Mundo de Efémera que chega para matar saudades da escrita da rainha do darkfantasy.

Para se habilitar um destes exemplares, terá se ser obrigatoriamente seguidor do blogue, responder acertadamente às questões abaixo colocadas e ter em atenção as regras de participação.

Descubra a suas respostas no site da Saída de Emergência, nas primeiras páginas do excerto disponibilizado pela editora.

Boas leituras©


Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 2 de Agosto de 2013 (sexta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
4. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

7. Boa Sorte!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uma obra original da autora da Trilogia das Jóias Negras, escritora consagrada nos tops do New York Times.
Uma novela pertencente ao mundo Efémera.

Título: A Voz
Autora: Anne Bishop
N.º Páginas: 128
PVP: 7,00€
ISBN: 9789896374921
Livro de bolso

Sobre o livro:
Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal. Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…

Mundo de Efémera
Livros 1 e 2
«O talento de Bishop transparece tanto na sua capacidade para criar histórias repletas de personagens intrigantes, como na sensualidade tórrida da sua escrita.» - Library Journal

«Os universos que inventa são tão desenvolvidos e tridimensionais que parecem saltar das páginas para a realidade.» - Fresh Fiction

Sobre a autora:
Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de vários romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.

Saiba mais em: Saída de Emergência

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Sinopse:
Começou como uma caça às bruxas, mas o plano do Inquisidor-Mor para eliminar todos os vestígios de poder feminino que há no mundo prevêem agora a aniquilação dos barões de Sylvalan que se lhe opõem… e a destruição do berço de toda a magia: a Serra da Mãe. Humanos e feiticeiras formam uma aliança difícil com os Fae para fazerem frente a esse inimigo terrível. No entanto, mesmo unidos, não têm força suficiente para resistirem aos exércitos mobilizados pela Inquisição. Procuram por isso o apoio do último aliado ao qual podem recorrer: a Casa de Gaian. As feiticeiras que vivem isoladas na Serra da Mãe têm poder suficiente para criarem um mundo… ou para o destruírem.
O antigo lema das bruxas: «Não fareis o mal», arrisca-se a ser esquecido por força de uma necessidade mais premente: a necessidade de sobreviverem.

Tenho quase a certeza que me vou repetir nesta opinião, relativamente às antecedentes desta mesma autora, sobre o prazer que é para mim folheá-la mas, a verdade, é que quando leio Anne Bishop é sempre um prazer único, algo que não se comprara a outros autores. Ela é a minha favorita. A sua escrita, a sua imaginação e a sua forma de falar sobre qualquer questão através de uma fantasia é inigualável e, neste terceiro livro da trilogia Pilares do Mundos, reafirmou uma vez mais o porque de eu a adorar consecutivamente.

Desde já alerto que esta opinião não só será extensa (é impossível que não o seja), como também terá, provavelmente, incongruências para quem não leu os títulos que antecedem A Casa de Gaian, no entanto para falar desta história tenho mesmo referir pontos da trilogia que nos levaram ao ponto em que iniciamos este livro.

Chegou o momento. Os inquisidores não podem continuar a ferir todos os locais que atravessam, não podem perpetuar o mal contra as mulheres e, mais importante ainda, não podem destruir a magia que alimenta a terra, que sustenta a vida e que de todos cuida.
Finalmente, despertos do seu pequeno mundo, os Fea dividem-se, enquanto uns se unem a esta causa maior ao reconhecerem os caprichos do seu passado, outros terão pagar um elevado preço pela sua arrogância. O que não pode acontecer, de forma alguma, é manterem-se indiferentes face a uma causa que está a destruir os seus clãs, que pode destruir o mundo como o conhecem.
Num recanto do mapa, a Serra Mãe faz a sua parte, desperta, revela-se. As suas Filhas mais poderosas vão lutar e como arma terão toda a energia e magia que consigam alcançar, independentemente do seu lema de bondade, porque para a luz prevalecer a maldade terá de desaparecer, morrer.
A última e grande batalha vai começar… muitas vidas serão perdidas, muitas almas serão estropiadas mas no fim, suprimindo as lágrimas, aquelas a quem a Mãe abençoou, seja qualquer for a sua raça, terão de vencer. Não existe segunda opção.

Grande parte do leque de personagens deste terceiro livro já são familiares ao leitor, que terá obrigatoriamente de ler os seus antecedentes, Os Pilares do Mundo e Luz e Sombras. Assim sendo, O Caçador, Senhor do Viço, Ashk é tudo aquilo que prometeu anteriormente e um pouco mais. A sua força, a sua garra causam arrepios e fascínio em simultâneo ao desempenhar nestas páginas um dos papéis principais da dura luta que se aproxima. Uma das minhas personagens favoritas, A Ceifeira, Morag, revela-se tão humana quanto possível, algo que já vinha a permitir antever, infelizmente o seu papel é muito ingrato nesta narrativa e, como sempre, enterneceu o meu coração.
Para além das duas protagonistas que acabei de citar, as várias Bruxas que já conhecemos, ou que só agora se entram em cena, são o que são, são as verdadeiras Filhas da Mãe que não conseguimos deixar de idolatrar. A sua benevolência, a sua força e a sua perseverança são incentivo mais que suficiente para maravilhar, uma e outra vez, ao sofrerem e renascerem consecutivamente por aquilo em que acreditam. Breanne é uma destas Bruxas que ficará na memória do leitor.
Uma das personagens que só agora vem enriquecer o enredo é Selena. Não podendo deixar de a citar, também não vos posso falar muito sobre ela sem fazer muitos spoilers, no entanto digo-vos que sem ela este livro não seria o mesmo e que a sua actuação ao longo da história extraordinária.
Antes de terminar, relativamente aos intervenientes deste texto, tenho obrigatoriamente de citar Adolfo, o Inquisidor-Mor, também conhecido por Flagelo das Bruxas. Este é o vilão dos vilões, que já cometeu as atrocidades mas vis e retorcidas que se possa imaginar mas que consegue ainda surpreender neste terceiro livro. A sua perversidade não tem fim, ele é realmente muito bom. 

Em relação ao cenário, este é ligeiramente mais abrangente que os anteriores visto que existem várias frentes de batalha com ambientes diferentes o que, não só põe à prova as criatividade de Bishop, um desafio que foi totalmente superado, como também nos permite observar a magia de muitas perspectivas diferentes, o que é magnífico. O poder é palpável ao longo das páginas, o leitor esta completamente envolvido por toda a acção e sente enraizar-se a força que brota da própria Terra para aqueles que a conduzem.
Este é igualmente um livro em que tudo está a um nível superior e mais intenso, onde cada passo dado pelos intervenientes é crucial e, consequentemente, são várias as histórias que decorrem em paralelo mas que visam o mesmo fim.

Uma das passagens mais fortes é, na minha opinião, quando conhecemos a origem dos Fea, Wiccafea, Povo Menor e das Feiticeiras e, embora este esteja apresentado uma glosa – pequena história dentro de outra –, é tão bela que me chegou ao coração. Bishop tem destas coisas, conquista e comprova o seu mérito com simplicidade e, quando o leitor se apercebe, ela já cimentou um lugar muito especial nas minhas estantes. 

Em relação à mensagem que é passada para o leitor, esta não difere muito do habitual, sendo todo o texto é uma ovação à glória feminina em todo o seu esplendor. No que respeita às descrições, os actos de horror são excelentes, como sempre, e tão equivalentes quanto contraditórios às soberbas reproduções do maravilhoso. Quem conhece esta autora sabe que ela tão depressa nos embala como nos deixa suspensos em momentos de medo e tensão, em relação a personagens por quem temos estima, e aqui não foi excepção, alguns perder-se-ão.

Acho que já vos disse tudo sobre Anne Bishop, por isso reafirmo apenas que é uma contadora de histórias incomparável e uma criadora de mundos magistral, que se faz acompanhar por uma escrita bonita e cuidada, que oferece o verdadeiro prazer da leitura.
Neste seu livro destaco as sensações e contrariedades, onde o leitor sente com naturalidade o cheiro da Mãe Natureza e do derramamento de sangue, onde a cor incorpórea de um espírito cresce e expande com a dor de todas as almas do mundo e onde a esperança é maior arma face à derrota de quem quer ir mais além.  


Quanto a mim, senti-me inundada de poder e maravilhei-me com as Bruxas em particular. No geral, considerei todo o livro  extraordinário e a um nível muito superior das minhas leituras habituais.
Citando a própria autora: «Feliz por este encontro, com felicidades me despeço e feliz seja o reencontro.» Eu acredito que será e já estou cheia de saudades de voltar a folhear Anne Bishop.

Uma aposta maravilhosa da Saída de Emergência, que continua a trabalhar para trazer para terras lusas o que de melhor se produz deste género lá fora. Recomendo sem qualquer restrição a todos os leitores de fantástico.

Volumes 1 e 2
Trilogia Os Pilares do Mundos


Os Pilares do Mundos (Opinião)
Luz e Sombras (Opinião)



Título: A Casa de Gaian
Autora: Anne Bishop
Género: Fantasia


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