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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sinopse:
Uma rapariga triste.
Um rapaz apaixonado.
Um mundo em perigo.
Com apenas uma lágrima, Eureka inundou o mundo e iniciou a ascensão de Atlântida. Se verter mais duas, nada parará o maléfico rei Atlas.
Herdeira da Linhagem da Lágrima é a única pessoa capaz de o deter, mas para o conseguir terá de atravessar o oceano para descobrir Solon, um Semeador em fuga, que sabe como enfrentar o rei.
Mas a revelação do amor entre Ander e Eureka faz com que Solon envelheça rapidamente e se sinta incapaz de vencer Atlas.
Se continuarem juntos, Solon morrerá em breve. Eureka precisa de se reconciliar consigo mesma e com o que o seu sofrimento causou ao mundo.
Um segredo sobre a Linhagem da Lágrima mudará tudo, passado, presente e futuro. Eureka tem uma visão de uma lagoa encantada que revela um segredo esmagador. Com esse conhecimento, será capaz de conseguir a chave para derrotar Atlas. Mas o seu coração partido poderá deitar tudo a perder.

Entre as muitas coisas de que diariamente retiro prazer, falar sobre uma história está efectivamente num lugar cimeiro. Não precisa de ser uma história que me cative, ou de ter um toque extraordinário, basta que me faça pensar e reflectir sobre o seu valor e isso, como já constataram, todas o conseguem – sim, estava com muitas saudades de escrever uma opinião *.*

Desabafos à parte, depois de um começo que apesar de reticente não deixava de ser auspicioso, Lauren Kate voltou a revelar lacunas que para o leitor mais maduro podem ser consideradas cruciais. No entanto, para os mais jovens, fãs de fantasia juvenil, o cenário maravilhoso fértil, a acção e o romance tão épicos quanto trágicos e algumas nuances mitológicas são uma base bem condimentada que podem prometer boas horas de entretenimento. 

Em A Cascata do Amor, o segundo título da duologia Teardrop, o leitor vê por fim desvendados todos os mistérios associados ao drama de Eurekaque nome, bem sei – uma jovem que tem nas suas lágrimas o poder de inundar o mundo e fazer ressurgir a velha Atlântida e o seu tirano. 
Com o seu lar quebrado e o mundo como o conhecemos desfeito, acompanhamos os seus passos rumo a um destino fatalista mas que lhe alimenta esperança de salvar a humanidade, um destino repleto de enigmas, surpresas e revelações chocantes que predestina um futuro cruel para todos os que até à data conseguiu proteger. 

Sinceramente, muito do texto é spoiler e há pouco para lá da sinopse que eu possa adiantar e que não seja conclusivo para o enredo, ainda assim, com novas e interessantes personagens adicionadas à narrativa, creio que vale a pena voltar a falar-vos destes intervenientes – até porque alguns sofreram metamorfoses que não foram, de todo, as mais aprazíveis. 
Deixando o melhor para o fim, confesso que desejei várias vezes a morte de Eureka, que conseguiu tornar-se melodramática a um ponto extremo, assim como a de Ander, que cego de paixão e convicções me irritou profundamente. Atenção, eu compreendo que passar por todas as provações e dilemas a que estiveram sujeitos, arriscando a vida, etc., possa ser duro, mas eu acredito que quando ultrapassamos uma barreira evoluímos, já o aposto deixa-me reticente. 
As boas notícias, contudo, são o surgimento de inúmeras personagens secundárias mágicas, singulares e divertidas que tornaram os desenvolvimentos bem mais atractivos, bem como algumas já conhecidas, os irmãos e a melhor amiga, que para lá de intervenções cruciais ajudam a minimizar os problemas da história. 

Provavelmente já ficou claro o forte cariz fantástico do texto mas, por ser determinante, permitam-me divagar um pouco sobre todas as ilusões, intervenientes e contextos extraordinários que são dados a ver. 
As quimeras que primeiro surgiram espaçadamente, ganham corpo e predominam sobre a realidade, agora bem distante quer no que diz respeito à acção ou aos cenários. Tudo é inundado de magia. As figuras ficcionais transformam-se, com os humanos alcançado poderes e tornando-se homogéneos com criatura mitológicas e bruxas em todo o seu esplendor, enigmática, benevolentes e cruéis. Sinceramente, é como se autora tivesse dado largas à sua imaginação e ultrapassado todos os limites, um pensamento de um interveniente e tudo pode acontecer, o que não deixa de ter "um quê" de fascinante. 

Em suma, as emoções tendem a ser fortes se não lhes forem impostas barreiras de credibilidade e a forma como a história se desenrola é original por não seguir qualquer tipo de regra. Há momentos confusos e outros elucidativos, com o final a surpreender e a deixar espaço para a imaginação do leitor. Há! Quase me esquecia, existe a efectiva ligação ao mito de Atlântida e algumas das criaturas descritas e acções são baseada neste facto, mas, confesso, com tanto a acontecer, perdi-me e este ponto que me cativou acabou por ser suplantado pelo desfecho. 

Não sei se voltarei a ler esta autora pois, apesar de considerar que tem uma criatividade acima da média e embora tempere bem os seus enredos, à alguma coisa na forma como amadurece os textos e os intervenientes que acaba sempre por não me conquistar. 

Esta é uma aposta Planeta Manuscrito que, definitivamente, sugiro apenas aos fãs aguerridos de literatura fantástica mais novos. 

Livro anterior: 
Lágrima - Opinião

Título: A Cascata do Amor
Autora: Lauren Kate
Género: Fantasia; Romance; YA


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