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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.

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Este Blogue e todos os textos escritos podem conter Spoilers!

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sinopse:
Nathan consegue finalmente escapar do cativeiro. Depois de encontrar o seu pai e de este lhe oferecer um dom poderosíssimo, o jovem completa os três dons que o confirmam como bruxo adulto.
Contudo, o jovem sabe que ainda não se encontra a salvo e que tem de continuar a fugir. Porque de um lado estão os Bruxos Negros que o odeiam e do outro, os Bruxos Brancos que desejam a sua captura. No meio deste conflito, Nathan tem de conseguir encontrar o seu amigo Gabriel e resgatar Annalise, a jovem que ama e que está prisioneira do temível bruxo negro, Mercury. Mas para ser bem-sucedido, Nathan sabe que terá de aprender a controlar o seu próprio poder…

Recordo-me bem o quanto esta trilogia me surpreendeu com o seu primeiro livro, pela violência, pela intensidade das cenas descritas e representativas da podridão que tende a apoderar-se da humanidade. Uma vez mais, encontrei na ficção, no meu imaginário Elphaba, um retracto cru da minha espécie e fascinei-me com as suas personagens, com os caminhos e laços por si trabalhados que me deixaram expectante e curiosa em relação ao que poderia aguardar desta continuação.
Em parcas palavras, evolução é o conceito chave deste enredo que, novamente sob a voz do protagonista, nos mostra o lado negro deste conflito por poder, um conflito sangrento que nos traz novas facções, informações e descobertas, adensando a trama em torno daquele que parece deter no seu destino o de todos os que estão ligados à magia.

Half Wild é, a par de Half Bad, o título perfeito, a ponta do véu que nos leva a viver emocionantemente na pele de Nathan. Agora como bruxo adulto, este jovem sofreu uma metamorfose que o próprio tem de aprender a controlar, uma luta interior que o afecta mentalmente e que nem sempre o leva pelo caminho mais correcto, aquele que o leitor predestina ser o melhor para si. Desta feita, acompanhamos o seu percurso de fuga, o seu encontro com monstros do passado e a sua redescoberta para uma realidade que nunca julgou vir a concretizar-se. Half Wild é o verdadeiro espelho, princípio, desta guerra onde muitos se perderão e outros tantos se revelarão, é o interlúdio perfeito para um final que se adivinha grandioso.

Gosto muito das personagens desta história, dos heróis aos vilões, passando pelos secundários e figurantes, todo o elenco ficcional está bem desenvolvido e dá um brilho ao texto que sem dúvida alguma lhe confere parte do seu valor.
Para lá de Nathan, com o seu amadurecimento emocional, questionamentos e afirmações, gostei imenso de Van e Nesbitt, uma bruxa poderosíssima e com um carisma extraordinário e um sangue misto (meio-bruxo) divertido que se atravessam no caminho do protagonista, assim como adorei rever Gabriel, cada vez mais um interveniente crucial e que me conquistou plenamente pela sua devoção e amizade. Igualmente, gostei de voltar a encontrar Celia, agora numa nova perspectiva, e Marcus, que finalmente se deu a conhecer. A desilusão foi mesmo Annalise, que desde logo causa um formigueiro, bem como Mercury, esperava mais e pior de ambas.

Personagens à parte, continuo a adorar este universo de fantasia urbana muito credível face ao que nos é comum, com o fantástico retratado de forma bastante subtil mas que consegue, de forma absoluta, abstrair-nos da realidade - mesmo quando nos leva a inúmeros cenários que podem ser familiares ao leitor. Gosto, também, das críticas explicitas, as mesmas que no livro anterior, alertando para estereótipos e preconceitos e recordando que cada um vale pelo que é verdadeiramente e não pela sua designação.


Porque creio que ainda não o deixei claro nesta opinião, este livro retracta uma guerra secular entre bruxos brancos e bruxos negros e, sendo o nosso protagonista um sangue misto, Nathan é uma ameaça para o equilíbrio desta sociedade paralela. Isto leva-me, por consequência, a falar dos novos poderes deste jovem e da forma intuitiva como tende para uma das facções. Não vou fazer spoiler, estejam descansados, vou apenas adiantar-vos que a transformação do protagonista e a sua indefinição dão um ênfase muito interessante ao seu poder que extravasa, completamente, tudo aquilo que era expectável de si, mostrando um lado efectivamente, muito apelativo e selvagem.

Em suma, esta é uma fantasia sobre magia mas que se afasta completamente dos clichés habituais, sendo agradável tanto para os jovens como para os adultos, aliás, mais  ainda para estes que conseguem certamente compreender todo o potencial do enredo e explorá-lo com outros olhos.

Uma aposta Editorial Presença que sugiro aos fãs do género literário sem restrições e que estou desejosa de saber como termina. Aprovadíssimo!

Half Bad Opinião


Título: Half Wild - Entre o Humano e o Selvagem
Autora: Sally Green
Género: Fantasia
Editora: Editorial Presença

Para comprar o livro Half Wild, clique aqui.






Este livro fulgurante da aclamada e premiada autora, Jandy Nelson, deixará o leitor sem fôlego, com lágrimas nos olhos e um sorriso nos lábios… tudo ao mesmo tempo.

Título: Eu Dou-te o Sol
Autor: Jandy Nelson
N.º Páginas: 336
PVP: 16.90 €
ISBN: 978-972-23-5585-8
Coleção: Diversos

Sinopse:
Jude e o seu irmão gémeo Noah são inseparáveis. Aos 13 anos, Noah é um jovem tímido e solitário que adora desenhar. Jude, pelo contrário, é extrovertida, tagarela e sociável. Três anos mais tarde, tudo se altera. Jude e Noah mal falam um com o outro. Um trágico acontecimento afetou os gémeos de forma dramática…
Até que Jude conhece Guillermo Garcia na Escola das Artes, um escultor ousado e bem-parecido que vai ter um papel determinante na vida dos irmãos. O que os gémeos não sabem é que cada um deles conhece somente metade da história das suas vidas e, se conseguirem reaproximar-se, terão a oportunidade de reconstruir o seu mundo.
Eu Dou-te o Sol foi considerado um dos Dez Melhores Livros para Jovens Adultos de 2014 segundo a revista Time.

Leia um excertoAQUI


«Uma obra com grande virtuosismo narrativo e intensidade emocional. Na minha opinião, não é só um dos melhores livros do ano para jovens adultos, é um dos melhores livros do ano.» - Gayle Forman, autora do bestseller internacional Se Eu Ficar
«Se desejarmos que todos os nossos amigos leiam um livro? Este é esse género de livro... De uma honestidade arrebatadora.» - San Francisco Chronicle
«Simplesmente inesquecível... Quem procura um livro profundo, intenso e belo, não terá de procurar outro. Tem de ler Dou-te o Sol.» - The Huffington Post’s “Top 12 Young Adult Books of 2014”
«Poderíamos pôr este livro ao nível de A Culpa É das Estrelas, mas Eu Dou-te o Sol é ainda mais entusiasmante.» - San Francisco Magazine

Sobre a autora:
Jandy Nelson nasceu em 1965 em Nova Iorque e vive atualmente em São Francisco.
Dou-te o Sol recebeu vários prémios e distinções, entre eles o prestigiado Printz Award na categoria de Melhor Livro para Jovens Adultos e o Stonewall Honor Book. Foi também incluído em diversas listas de bestsellers nomeadamente do New York Times e da revista Time.
Os direitos do livro foram vendidos para 25 países e a produtora Warner Brothers adquiriu os direitos para o cinema.

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

É o caos, o horror! É o blogue da bruxa a sofrer um bruxedo e ela sem tempo para contra-atacar!
Agosto, muito sucintamente: fui de férias, fui a um festival, mudei de trabalho e alterei a minha rotina, passei para o Windows 10 e vejo o blogue com uma formatação estranha e agora não só não tenho tempo para dar uma lavagem facial ao blogue como também ainda não encontrei um novo ritmo para acertar o passo com as publicações.

*Respira Elphaba!*

Agosto foi o fim do mundo em cuecas mas não estou preocupada; estou feliz.
Sim, não li quase nada e não escrevi muito, portanto em termos literários, sempre que falo com alguém, ponho-me logo armada em carpideira, mas há tanta coisa boa a acontecer em meu redor que não consigo estar preocupada. Tudo se vai resolver e ser como tiver de ser, o blogue não é excepção. Dito isto, vamos à desgraceira da Salganhada de Agosto para ver se ganho ânimo para este Setembro – que já vai adiantado.

Para quem nunca viu esta rubrica, espreitem aqui.


Sonhos & Sobras

Nesta foto está o que eu sonhei para Agosto. (Antes)

Aqui podem ver o que ficou por concretizar. (Depois)

É isso mesmo, tirei o jacket ao Seconds e está tudo mais ou menos na mesma!
No total li 3 livros e fiz 4 opiniões, o que é ligeiramente hilariante se pensar nos números de outrora, mas não creio que tenha algo a ver com perda ritmo… ando simplesmente cansada ou ocupada e não tenho tempo para ler porque quando o faço, faço-o a uma velocidade que considero aceitável. Já no que diz respeito à predisposição para a escrita, também aqui a energia anímica tem influência, pois se o cérebro está lento eu é que não o vou pôr em frente ao PC – caminha é o melhor remédio, acreditem!


Tudo ao Molho
(Nem tanto assim que por cá tratamos bem os livros.)


Agosto nunca foi um mês de grandes aquisições, portanto a foto magrinha não é, de todo, sinal de que ganhei juízo.
Como é costume, os meninos em cima da mala foram ofertas editoriais, que sabem como ninguém fazer esta leitora feliz, e os livros ao alto foram compras da minha pessoa.
Aproveito para dizer que está em falta o livro da Sally Green, uma oferta Editorial Presença e pela qual eu ansiava há algum tempo – talvez a adicione à foto do mês que vem.

Planeta Manuscrito: chegou o terceiro livro da série da Abigail Barnette, ainda não li o primeiro e como não tenho o segundo vai esperar um pouco mais; um novo livro da Philippa Gregory, para me recordar o atraso que tenho com esta senhora (de que até gosto muito); um livro de pintar, muito giro, o que significa que vai haver mais uma publicação com os meus rabiscos em breve.

Quanto às compras, aproveitei o desconto do Book Tube a Thon no Book Depository, e trouxe dois meninos bonitos que estavam na wish. Eu cá só compro com descontos, vocês já sabem, e este era dos imperdíveis.


O Mais Desejado


São dois, porque eram desejados com a mesma intensidade, embora o Attachments não me encha as medidas. Eu sou rapariga de hardcovers e tenho muita, muita fé de ainda vir a encontrar este menino em capa dura para a minha estante com uma reedição – sonhadora! TheWrath & The Dawn é tão lindo como prometia ou mais, portanto ando a babar para ele diariamente.

Coisas Boas
(Não, eu não colecciono só livros, mas também tudo o que está associado aos meus adorados.)


E cá estão elas, as revistas do costume, Gerador e Estante. Não perco estas publicações por nada e, com muita pena minha, ainda não olhei para nenhuma destas edições que não tive tempo. Mais uma vez, os marcadores do Book Depository são os mais lindos – acho que já tenho uma colecção deles quase feita, yupi! – e todos os outros são miminhos que fui tirando e recebendo daqui e dali. Um muito obrigado à menina da Bertrand pelo lápis da Elsinor, este é o tipo de coisa a que uma bookaholic não resiste, e as réguas da Vogais vieram porque são fofas!


Opiniões

Saga Vol. 1 | Brian K, Vaughan & Fiona Staples (Opinião)
O Ano em que nos Amámos Perigosamente | Julia London (Opinião)
Incarnate | Jodi Meadows (Opinião)
Wayward Pines - Revolta | Blake Crouch (Opinião)

Poucas opiniões, pouco a dizer… tinha de haver uma vantagem na desgraça – que cliché!
Enfim, confesso que estas não foram as opiniões mais difíceis de escrever, o que me faltou foi mesmo tempo para me dedicar a elas como mereciam e, talvez por alguns dos livros estarem longe de me arrebatar, sinto-me muito morna com estes resultados. 
Desilusão: não houve, porque não tinha expectativas. Embora dois dos quatro livro não venham a receber mais que 3 estrelas.
Favorito: Saga Vol. 1! Eu posso não perceber nada de BD mas esta história já captou completamente a minha atenção. Adorei!


Sonhadora
(Sim sou, muito, e literariamente falando pior ainda!)


Este é, definitivamente, o primeiro mês em que não creio estar a sonhar muito alto. Doze livros para ler, a meu ver, é um número aceitável, desde que a minha vida pessoal corra de feição – vai correr. Tudo bem, há por ali um ou outro calhamaço a valer por dois, mas são leitura que já estou a adiar há demasiado tempo.
As opiniões é outra história… não consigo, nem por nada, sentar-me de cabeça fresca em frente ao PC para escrever e quando o faço estou a roubar tempo ao meu sono o que não me parece justo ou correcto para a minha saúde. Veremos como corre nesse campo.

Mais Coisas

Agosto foi, como meses anteriores, dedicado a passatempos. Ainda tenho alguns para colocar no ar portanto… aqui ficam os links dos que podem participar à data desta publicação.
 Teia de Sonhos (até dia 20) – AQUI
A Menina Sem Nome (até dia 20) – AQUI

Caso tenham perdido algum resultado, no mês passado foram publicados os seguintes:
Resultado, Grace de MónacoAQUI
Resultado, A Perfumista AQUI
Resultado, Incarnate AQUI
Resultado, Para SempreAQUI
Resultado, Receita Para o AmorAQUI


Em Suma

Este não foi, de todo, o mês mais criativo ou extravagante do blogue, o mês de mais publicações ou o mês mais original. Foi o mês em que o meu lado Elphaba foi remetido para segundo plano dando total liberdade ao meu outro Eu. Mas tudo tem um preço…
Eu tinha planos para Agosto, bons planos que não concretizei e que com o meu novo ritmo de vida me parecem mais distantes, mas não vou dramatizar e espero que vocês não fiquem desiludidos, porque a única promessa que posso fazer é a de ir dando sempre o possível e o melhor, de ir sempre colocando perlimpimpins de dedicação por aqui quando surge a oportunidade de vos trazer um novo passatempo, rubrica ou opinião, porque o faço com gosto e carinho, sempre (caso contrário não o faço, como ficou evidente até então).
E para Setembro?
É o que tiver de ser. Conto, pelo menos, terminar os passatempos de aniversário, aproximar-me da minha meta de leituras e tentar, nas minhas folgas, agendar um ou duas opiniões. Se conseguir trago-vos também o Confessionário de volta, mas a prioridade é adiantar serviço. Só quando vir a secretária limpa de pilhas de livros para ler e opinar (ou quase) é que me vão surgir novas ideias – conheço-me.


Desejo-vos a continuação um mês maravilhoso, para muitos de retornos e para outros tantos de começos por isso aproveitem-nos de sorriso no rosto, nunca se sabe o que nos guardar o começo de cada novo amanhã.

Boas leituras*




domingo, 6 de setembro de 2015

Novamente com o maravilhoso apoios ASA, hoje trago-vos mais um passatempo de aniversário.


Para sorteio, está disponível um exemplar do título Os Sonhos Que Tecemos de Kate Alcott.
Uma história de época deliciosa sobre os primeiros passos da emancipação feminina, sobre o poder do amor.

Para se habilitarem a este livro, terão unicamente de responder à fácil questão abaixo colocada, ter em atenção as regras de participação e ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
A partilha do link nas redes sociais não é obrigatória, mas fico grata se o fizerem.

Descubra a resposta no Blogue.

Boas leituras*


Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 20 de Setembro de 2015 (domingo).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

8. Boa Sorte!



Com o maravilhoso apoio da ASA, trago-vos mais um passatempo de aniversário – afinal são 5 aninhos e não me faltam motivos para festejar.


Para sorteio, está disponível um exemplar da obra A Menina Sem Nome de Marina Chapman. Uma história verídica que promete tocar-vos o coração.

Para se habilitarem a este livro, terão unicamente de responder à fácil questão abaixo colocada, ter em atenção as regras de participação e ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
 A partilha do link nas redes sociais não é obrigatória, mas fico grata se o fizerem. 

Descubra a resposta no Blogue.

Boas leituras*

Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 20 de Setembro de 2015 (domingo).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
8. Boa Sorte!



sábado, 5 de setembro de 2015

Terminou mais um fantástico passatempo no blogue, que desta vez contou com o maravilhoso apoios da Sofia do blogue BranMorrighan e a editora Planeta Manuscrito.


Para sorteio encontravam-se dois exemplares, um para cada vencedor, do título O Lago dos Sonhos de Juliet Marillier.

Gostaria, como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.

Sem mais demoras, quem receberá um destes exemplares é:


57. Ana Martins, Paços de Ferreira
186. Joana Varela, Lisboa

Os meus sinceros parabéns, espero que usufruam de um excelente momento entre páginas.
E o meu muito obrigado à Sofia e à Planeta por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.


Boas leituras*

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sinopse:
A vila costeira de Pirriwee é um bom lugar para viver. As ruas são seguras, as casas são elegantes, e os seus habitantes distintos. Bom... quase todos...
Madeline é tudo menos perfeita. Para começar, recusa-se a viver para as aparências e não se coíbe de dar a sua opinião (principalmente quando não é pedida). O seu lema “Nunca perdoar. Nunca esquecer.” vai ser inesperadamente testado ao limite.
Celeste tem o tipo de beleza que leva as pessoas a parar na rua.
É tão serena que ninguém repara que por detrás dos seus magníficos olhos se escondem sombras negras. Nem as suas melhores amigas sabem o que se passa quando a noite cai.
Jane acabou de chegar. Ao fim de anos a tentar encontrar um lar, a idílica vila parece ter tudo o que procura… e até já conseguiu fazer duas amigas, cujas vidas perfeitas, espera, venham a ter uma boa influência sobre si. É mãe solteira e tão jovem que, no recreio da escola, a confundem com uma babysitter. Mas a sua inocência há muito que se perdeu.
Um acidente vai unir estas três mulheres numa amizade aparentemente indestrutível. Pelo menos, até à noite da festa. Na vila, nada mais será como antes. São muitas as versões mas o facto indiscutível é que houve uma morte. Como aconteceu? Quem viu? Acima de tudo, quem morreu?

Gosto. Gosto de livros que me falem sobre pessoas que poderiam ser minhas, vossas. Livros sobre pessoas presas a rotinas e convenções, pessoas perdidas que se encontram com dilemas comuns, pessoas que existem da única maneira que conhecem, que lhes é permitida, mesmo que tal, como nós, por vezes recorram a Pequenas Grandes Mentiras. Gosto.
Liane Moriarty oferece-nos, com 3 vozes diferentes e muitos ecos confusos e impertinentes, o quotidiano de mulheres que tiveram entre si um encontro feliz, que descobriram na amizade um pilar que lhes permitiu abrir os olhos, superar adversidades e, no final, não desistir de procurar o mais correcto, a felicidade.

A escrita, o tom desta narrativa, tem tanto de bela como de ligeira, promovendo uma empatia imediata com os intervenientes e prendendo-nos completamente a tensão crescente do romance, à busca pela pergunta que não quer calar na mente de quem folheia: quem morreu?
Sabemos, com absoluta certeza, que no fatídico momento em que se desvendar o mistério as vidas de Madeline, Celeste e Jane nunca mais serão as mesmas e só a amizade entre elas poderá permanecer igual. São três mulheres similares a tantas outras que conhecemos, três perspectivas diferentes sobre o amor que ao longo do texto vão expor ao leitor os seus receios e intimidades, os segredos que elas próprias preferem não ver, agarradas a falsas verdades que partilham para camuflar a dor e a fragilidade dos seus dias.
A perfeição não existe nesta comunidade pacífica à beira-mar, o que existe é um equilíbrio instável, prestes a quebrar-se, quando for revelado o enigma que une as protagonistas.

Não sabia ao certo que o que esperar deste livro ou dos seus intervenientes e, provavelmente, foi por isso que me surpreendi tão positivamente com estas figuras ficcionais.
As emoções passadas são cruas, credíveis, com uma capacidade assertiva de me pôr a pensar como agiria nos seus papéis e encontrando em cada uma das personagens principais um pouco de mim própria. Medeline é um verdadeiro furacão, fala e sente de forma avassaladora e onde chega preenche o espaço e o silêncio. Celeste, por seu lado, é muito calma mas tem dentro de si uma bomba que pode explodir a qualquer momento, ela é observadora, introspectiva até, mas adivinha-se uma tempestade em si que levará tudo à frente. E a Jane é simplesmente a Jane, uma jovem mulher de olhar triste que gostaríamos de proteger, que não sabe esconder a idade do espelho da sua alma nem o peso que carrega no seu coração. As três vão-se revelando mais complexas do que estes traços simples e confesso-vos que me deu muito prazer vê-las rebelarem-se.


Quanto aos intervenientes secundários, há as alcoviteiras, as maníacas e as coitadinhas, os patrões, os jeitosos e os pais a valer, mas confesso que eu gostei mesmo foi da senhora que morava ao lado da escola onde tudo começou e do tipo giro que tinha um café que me fez crescer água na boca entre páginas. Claro que também houve quem me mete-se medo, pela agressividade, pela capacidade de julgar ou pela simples ameaça contida na sua descontrolada presença, afinal de contas cada elemento desta comunidade é uma peça no puzzle final, são uma amostra da nossa sociedade, tantas vezes feliz e outras tantas uma desilusão.

Personagens boas à parte, creio que fui particularmente tocada pelas temáticas do enredo que, se reveladas, são spoiler. Eu sou sensível a causas e a pessoas, a actos e às consequências dos mesmos. Acho que já vos tinha dito, eu sou do género de maluquinha que pensa muito no efeito borboleta, no meu dia a dia acredito que aquilo que eu faço ou digo pode ter um efeito no que me rodeia e, como tal, depende também de mim a harmonia do que me rodeia. Nesta história acontece algo que altera as pessoas da vila costeira de Pirriwee e a forma como cada uma vai escolher agir pode decidir o final da mesma.

Em suma, gostei muito do livro, das suas abordagens mais leves ou intensas, mais ou menos pertinentes a questões sempre actuais mas que são tantas vezes esquecidas, não só porque não olhamos em nosso redor, mas também porque muitas vezes estamos fechados a todas as perspectivas.
Confesso, fiquei muito curiosa para ler o outro título da autora, já publicado pela ASA, O Segredo do Meu Marido.

Um livro que me agradou bastante e que recomendo aos fãs de romance contemporâneo, com uma pitada de drama e muitos sorrisos fáceis, com maturidade suficiente para pensarem nas entrelinhas do que estão a ler.


Título: Pequenas Grandes Mentiras
Autora: Liane Moriarty
Género: Romance; Drama

Editora: Edições ASA 

Quando éramos pirosos mas achávamos que tínhamos pinta.

Título: Portugal Kitsch
Autor: Francisco Salgueiro
N.º Páginas: 208
PVP: 14.90 €
ISBN: 9789897412769
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
Este não é um livro qualquer de crónicas. Se fosse, não recomendava que o lessem. Mas devem ler... e várias vezes.
No final dos anos 1990 éramos pirosos. Entre outras coisas. Eu devia ter pouco com que me entreter porque fui escrevendo sobre o que via à minha volta: os secadores dos quartos de hotel que não secavam, a impossibilidade de levar para casa os restos dos doces dos casamentos num tupperware, ou as pessoas dizerem clichés como «quando se fecha uma porta, abre-se uma janela».
Os artigos foram publicados no Diário de Notícias - «Notícias Magazine» e tiveram êxito em todo o mundo. Ok, não ao nível dos Transformers, mas mesmo assim correram mundo.
Depois de milhares de pedidos para juntá-los num livro, aqui estão eles.
Todos juntinhos. Garanto que vão rir. E muito. Se no final não tiverem dado, pelo menos, cinco gargalhadas, provavelmente foi porque injectaram botox nos maxilares.

Leia um excertoAQUI

Da mesmo autoa, no blogue:
O Anjo Que Queria Pecar Opinião
O Fim da Inocência II – Opinião
Estou Nua, E AgoraOpinião

Sobre o autor:
Francisco Salgueiro é sócio da primeira empresa portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys. Fotógrafo premiado internacionalmente.



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