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Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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domingo, 26 de julho de 2015
Sinopse:
Após ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine
encontra um improvável aliado no seu irmão, um inventor excêntrico chamado
Reed. Obtém refúgio na sua casa em ruínas, apesar de as pessoas que deixou para
trás se recusarem a permanecer no passado.
Enquanto Gabriel assombra as memórias de Rhine,
Cecily está determinada a continuar ao lado de Rhine, embora os sentimentos de
Linden estejam ainda divididos entre ambas.
Entretanto, o crescente envolvimento de Rowan na
resistência clandestina obriga Rhine a procurá-lo antes que faça algo de
irremediável. Mas o que descobre pelo caminho tem implicações alarmantes no seu
futuro e no passado que os pais nunca tiveram oportunidade de lhe explicar.
Com muita pena minha, tenho a sensação de que nunca
foi dado o devido valor à distópica trilogia O Jardim Químico ou, quem sabe,
esta é apenas mais uma daquelas histórias com que a vossa leitora teve um
encontro feliz, de empatia e conforto/desconforto imediato, que certamente me
deixará emoções e sensações permanentes na memória, mas creio que é mais do que
isso.
Está, por estes dias, a fazer três anos que publiquei
a opinião de Raptada, o impactante primeiro título desta aventura de Lauren
DeStefano, e embora muito tenha mudado no enredo desde então, o meu fascínio
pelas palavras desta autora permanece igual. Com uma prosa quase encantatória,
é muito difícil não nos deixarmos absorver pela sua realidade ficcional repleta
de paralelismos com a actualidade, não nos arrepiarmos, chocarmos e
emocionarmos com o destino dos seus intervenientes neste título maravilhoso e
contraditório, Separação. Ela escreve maravilhosa e profundamente, acreditem.
Como muitas vezes acontece com as séries, é
complicado abordar os volumes seguintes a sem cometer spoilers e este livro em
particular, ao colocar um ponto final na história, não é excepção. Assim, peço
desde já desculpa por algum excesso de informação sobre o enredo, que começarei
por resumir, em meias palavras, até este livro.
Primeiro ela foi Raptada e só por milagre sobreviveu.
Foi transformada numa boneca, uma marioneta num palácio de sonho com as suas
irmãs-esposas, todas elas enfeitadas e manipuladas, todas elas recordando a
volatilidade da existência humana, recordando que a crueldade está logo abaixo
de uma camada superficial.
Depois, apaixonada e sufocada, ela fugiu. Ela quis acreditar no
mundo e encontrar o seu espelho, mas desiludiu-se. A redoma partiu e deu por
sim numa feira ambulante, num circo de horrores e, do tráfico e à prostituição,
deu por si mais drogada que acordada e de volta para o lugar de onde tinha partido, em Delírio,
com todos os seus medos escondendo-lhe a solução.
Agora, madura e refugiada, Rhine vive num mundo sem
ilusões e de esperanças tão pequenas quando a durabilidade da infância no seu
universo. Destituída de quase tudo o que nunca a fez perder a coragem, esta
mulher quase no final da sua vida, vai ter apenas uma oportunidade para reencontrar
o único par que lhe resta, nem que para isso tenha de haver a Separação daqueles
que aprendeu a amar. Ela vai dar tudo por tudo por esse olhar, por esse abraço que é o
único conforto que lhe resta e aquilo que este lhe oferecerá será, nada mais nada
menos, que o imaginável. Sem duvida, um desfecho que vai muito além do que tudo
o que o leitor poderia imaginar.
Exceptuando o irmão de Rhine, Rowan, e o tio de Linden,
Reed, todas as personagens pertinentes para esta história já são conhecidas e é
na forma como se desenvolvem, questionam e evoluem que despertam o interesse no
leitor. Assim, para lá de um Reed meio louco e meio frustrado com a sua
existência. que acabará por ser o maior impulsionador de um desenlace perturbador,
e de Rowan já demasiado distante da Rhine que conhecemos actualmente, são os de
sempre que nos prendem a respiração e nos fazem ansiar pelo próximos capítulo. Sinceramente,
depois de tudo o que já disse sobre estas personagens, mais do que vincar
qualidades e desfeitos ou dissecar traços de personalidade, acredito que em
Separação é chegado o momento de os ver destruir-se para se reconstruirem
novamente, face às imensas revelações que vão surgindo.
Medos mesclam-se com desejos, conquistas com
esperanças e novas perdas renascidas de verdades absolutas vão fazer com que os
intervenientes se tornem maiores e mais frágeis, mas sempre melhores. Compadeci-me,
voltei a chocar-me e a arrepiar-me com a perversidade que encontrei em nome de
causas, em nome de vontades únicas que destruíram tudo à sua passagem. Enfim,
de forma concreta, acho que vos posso dizer que Cecily termina no mesmo patamar
de Rhine, ambas presas a um ciclo que dependerá, em grande parte, de si próprias
para encontrar a felicidade nas incertezas do futuro.
Felizmente, como acontece em quase toda a literatura
de ficção, esta história pode ser lida pela sua vertente de entretenimento,
onde o romance e acção são constantes, com momentos de suspense fortes e uma
intriga entusiástica que prevalece desde do primeiro livro. No entanto, em cada
título, O Jardim Químico soube oferecer algo mais para quem gosta de ver
espelhadas as várias faces da sociedade actual e, novamente, as temáticas
voltaram a captar a minha atenção.
Com o irmão da protagonista, Rowan, como cabecilha de
uma resistência contra os laboratórios do governo, é impossível não estabelecer
uma ligação com os grupos de ideais radicais que diariamente são notícia. E, à
semelhança de livros anteriores, houve uma vez mais a exploração de dilemas
universais relacionados com a imortalidade, agora que já está claro que o abuso
de imagem, sempre tão sobrevalorizado, não é mais do que uma ilusão criada por
uma sociedade consumista que gira em torno de um estereótipo de belo – é mais
clara a vertente de ficção científica. Igualmente, é possível encontrar
constantes reflexões morais singulares que nos levam a repensar sobre preços e
valores na inconstância da vida e, embora isto não seja uma problemática, eu
não consigo ficar indiferente perante figuras ficcionais que mostram tanta
manipulação e ambição, que corrompem pares e julgam de forma desmedida por
aquilo que acreditam, sem olhar em seu redor.
Enfim, espero não ter cometido muitos spoilers, mas
em prejuízo sei bem que vos contei muito pouco sobre este enredo em particular.
Não vos minto, acho que este é dos que merece uma oportunidade, dos que deve
mesmo ser lido não só pela originalidade e pertinência, mas também porque está,
repito-me, extremamente bem escrito, com uma voz peculiar e sincera que sabe
chegar a quem lê. Se gostam de distopias, esta é uma que mais tarde se vão arrepender
de não ter lido e embora não seja tão violenta como tantas outras é, como disse
anteriormente, de uma profundidade muito peculiar.
Esta é uma das minhas apostas de eleição da Planeta
Manuscrito que eu vos sugiro sem restrições.
Da mesma série, no blogue:
Raptada – Opinião
Delírio – Opinião
Título: Separação
Autora: Lauren DeStefano
Género: Distopia; Romance
Editora: Planeta Manuscrito
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Uma
vez mais, está na hora de anunciar mais um feliz contemplado através do
resultado de um passatempo, que contou com o precioso apoio Planeta Manuscrito.
Para
sorteio encontrava-se disponível a trilogia O Jardim Químico de Lauren
DeStefano.
Gostaria,
como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o
vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.
Sem
mais demoras, quem receberá este exemplar é:
219*
Ana Maciel, Lisboa
Os
meus sinceros parabéns, espero que usufrua de excelentes leituras.
E
o meu muito obrigado à Planeta Manuscrito por me oferecer a possibilidade de
realizar este passatempo.
Boas
leituras*
Saiba
mais em: Planeta Manuscrito
domingo, 21 de dezembro de 2014
Com a preciosa colaboração da Planeta, e para
terminar os passatempos alusivos ao natal, tenho nada mais nada menos que uma trilogia
completa para vos oferecer.
Para sorteio está disponível a trilogia O Jardim
Químico de Lauren DeStefano.
Uma das minhas distopias favoritas de sempre.
Para se habilitarem a ganhar estes exemplares, terão
unicamente de responder às fáceis questões abaixo colocadas, ter atenção as
regras de participação e ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do
Facebook do blogue.
Boas leituras*
Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 4 de Janeiro de
2015 (domingo).
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página
do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em
Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será
posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no
blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou
que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza
pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela
editora.
8. Boa Sorte!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Num
mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte
e cinco, o tempo é precioso.
Da
autora best-seller do The New Tork Times, chega agora o empolgante final desta
série O Jardim Químico, uma trilogia sofisticada, assustadora, com grande ritmo
e uma trama que reserva contínuas surpresas ao leitor.
Título:
Separação – O Jardim Químico III
Autor: Lauren DeStefano
N.º Páginas: 256
PVP:
15.95 €
ISBN:
9789896575427
E
se as pessoas que deixamos para trás se recusarem a permanecer no passado?
Sinopse:
Após
ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine encontra um improvável aliado
no seu irmão, um inventor excêntrico chamado Reed. Obtém refúgio na sua casa em
ruínas, apesar de as pessoas que deixou para trás se recusarem a permanecer no
passado.
Enquanto
Gabriel assombra as memórias de Rhine, Cecily está determinada a continuar ao
lado de Rhine, embora os sentimentos de Linden estejam ainda divididos entre
ambas.
Entretanto,
o crescente envolvimento de Rowan na resistência clandestina obriga Rhine a
procurá-lo antes que faça algo de irremediável. Mas o que descobre pelo caminho
tem implicações alarmantes no seu futuro e no passado que os pais nunca tiveram
oportunidade de lhe explicar.
Lauren
DeStefano volta a inquietar-nos neste último livro da trilogia, com mais uma
história marcante, de suspense e incertezas, que se passa num hipotético
futuro, talvez não muito distante, que nos faz pensar que este cenário poderá
de facto acontecer.
Da
mesma trilogia, no blogue:
Delírio
– Opinião
Esta
série, que se transformou de imediato num êxito de vendas em mais de 30 países,
já garantiu a sua adaptação para cinema.
Nesta
espantosa conclusão da trilogia de O Jardim Químico, tudo o que Rhine julga ser
verdade ficará irrevogavelmente despedaçado.
Sobre
a autora:
Lauren
DeStefano licenciou-se em Letras e especializou-se em escrita criativa no
Albertus Magnus College, em Connecticut.
Lauren
DeStephano alcançou os primeiros lugares no top do New York Times,
confirmando-se como um novo talento na ficção distópica, tendo o segundo livro
desta série entrado directamente para o primeiro lugar.
Lauren
vive em Connecticut e se quiser conhecê-la, visite-a em:
www.laurendestefano.com
Saiba
mais em: Planeta Manuscrito
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Sinopse:
Rhine
e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para
Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o
princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de
uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba
de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A
jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano -
que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança.
Com
Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com
Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que
seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num
mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte
e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o
excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão...
a todo o custo.
Nesta
sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois
tem mais a perder do que nunca.
OhMeuDeus!
Que livro espectacular!
Imaginem
aquele livro que para vocês está perfeito, com direito a cereja no topo do bolo
tudo e talvez, apenas talvez, consigam perceber aquilo que Delírio significa
para mim. Adorei!
Desde
o cenário futurista enlouquecedor, aos mil e um intervenientes secundários que
complementam eximiamente o enredo, passando por protagonistas marcantes e
terminando num ambiente aterrador que dá vida ao pesadelo relatado neste texto,
nada é deixado ao acaso, o que faz de mim uma leitora absolutamente
maravilhada.
No
ano passado, através de Raptada, conheci a fatalidade com origem na beleza
estéril. Conheci a dor causada pela ilusão de infinito em vidas que nunca
chegarão a nada e, confesso, que ao conhecer Rhine me apaixonei por si e pelas
suas irmãs-esposas, todas elas jovens, diferentes e condenadas.
No
primeiro livro da série O Jardim Químico descobrimos que as mulheres vivem
apenas até aos 20 anos e os homens até aos 25 - eu já estava morta -, e que,
assim sendo, estamos perante um retrato da humanidade condenado à nascença, limitado a
produzir incessantemente para que o mundo não acabe. Mas, igualmente no primeiro
livro, descobrimos que apesar da desgraça que envolve este conceito arrepiante
existe excelência, ainda que precária, encantatória, algo que em Delírio se
desfaz completamente transportando os leitores e a narrativa para um novo
patamar.
Esqueçam
o que é belo, esqueçam a esperança de que tudo vai correr bem e sejam
bem-vindos a todos os horrores que consigam conceber para a sociedade
idealizada por Lauren DeStefano. Conseguem imaginar? Este livro é pior ainda, e
não admira que o seu título seja Delírio. Mas atenção, desprezem o lado
positivo da palavra e permitam-se aconchegar em perversidade e insanidade,
porque quando o conseguirem estão prontos para dar as boas-vindas a um circo,
feira, inimaginável - repleto de medos primitivos, cruéis e reais. A verdadeira aventura começa agora e nunca o perigo foi tão constante.
A
fuga da mansão, que deveria dar alento a Rhine e Gabriel, é o primeiro passo para
que a nossa protagonista descubra que o cenário social que a aguarda é bem mais
desolador do que pensava. Meio apaixonada e totalmente desesperada para
encontrar o seu irmão gémeo, as aventuras agora desenvolvidas
ultrapassam tudo aquilo que eu julgava possível e, infelizmente, eu não vos
posso contar nem uma para não cometer spoilers. (Desculpem!)
Em
relação a personagens, das que conhecíamos anteriormente apenas Rhine e Gabriel
estão constantemente presentes, ainda assim, se leram o livro anterior, sabem
que esta autora consegue surpreender e aqui, com o adensar do enredo,
surpreende e muito. De qualquer forma, no que respeita a Rhine esta é uma
protagonista que já conhecemos com um nível de maturidade elevado e que acaba
por se desenvolver ainda mais nesta narrativa, com tudo aquilo que agora se vê obrigada a
ultrapassar. Já Gabriel não me cativou por aí além, mas acho que a culpa é de Rhine,
ela brilha tanto que ofusca todos os outros intervenientes, no entanto este rapaz desempenha bem o seu papel, e tantos os seus receios como a sua inocência são
aceitáveis, sinceramente fico a aguardar que volte a ter destaque nos próximos
livros.
Os
intervenientes secundários são mais que muitos e, quer seja para o bem ou para o
mal, são vários aqueles que merecem ser referidos, assim sendo espero que gostem
tanto de Maddie ou Lilac como eu gostei e que se repudiem tanto com Madame
como eu. Mais importante ainda, espero que sintam a mesma estupefacção que eu
senti com alguns dos reencontros que vos aguardam.
Temas
abordados, God, são tantos que nem sei por onde começar sem desatar a contar a
história toda.
Em
primeiro lugar continua a fascinar-me o facto da raiz do mal nesta narrativa
ter sido imaginada a partir do inconcebível conceito de imortalidade - conceito
explorado por diversas religiões através da alma ou até mesmo através de
cientistas e filósofos dos nossos dias com viabilidade a longo prazo -, mas
este é apenas um extra bem trabalho, irónico e inteligente, um extra que fundamenta uma
história que consegue explorar todos os podres da actualidade, vou citar alguns
exemplos: miséria extrema; tráfico de toda a espécie, em particular humano;
droga; prostituição; abuso de poder; corrupção; regime ditatorial; crítica à
exploração científica abusiva; violência; todo o tipo de abusos que possam
imaginar e, acreditem, muito, muito mais. Este texto tem de tudo.
Em
suma, isto é bom, mais que bom e eu recomendo a todos quantos me perguntem por
uma distopia de qualidade. Embora possa ser lida por um público juvenil, não
sei se no geral este conseguirá compreender tudo o que esta história pretende
alcançar. E por fim, creio que esta história agradará não só aos leitores deste
género, mas também a todos aqueles que gostem de uma boa ficção que explora a
humanidade, como um todo, e os próprios limites do ser humano, física e
emocionalmente.
Lauren
DeStefano tem aqui uma fã incontornável e mesmo que daqui para a frente não
escreva nem uma linha de jeito já ganhou a minha estima.
A
sua escrita é brutal, muito acessível e ao mesmo tempo complexa o suficiente
para nos fazer querer ler e reler cada capítulo, nas entrelinhas, com anseio de
descobrir mais.
Totalmente
assertiva, esta autora não dá ponto sem nó, toca na ferida e apela às emoções
como muito poucos, e complementa tudo isto com cenários arrepiantes e
descrições que nos permitem visualizar a acção e imaginar um pouco mais além do
que está exposto, o que é muito bom.
Quanto
a mim, ri, chorei, surpreendi-me e choquei-me. Fiquei desesperada para ler o
próximo livro e ainda ando à procura de estabilizar as minhas emoções quanto a
esta história.
Não
há muito que possa dizer que já não tenha dito, adoro a coerência daquilo que
leio nesta narrativa, a sua proximidade à actualidade, com temas tão discutidos
diariamente, e, principalmente, as emoções e sensações que me transmite. Espero
que o próximo título, no original Sever, seja publicado em breve.
Mais
uma grande, grande aposta Planeta Manuscrito que vem igualar com títulos como
Cinder, anteriormente publicado pela mesma editora. São histórias excepcionais
para todos os leitores de mente aberta e com a capacidade de mergulhar em novas
realidades.
![]() |
| Jardim Químico I |
Raptada
(Opinião)
Título:
Delírio
Autora:
Lauren DeStefano
Género:
Distopia; Romance
domingo, 5 de agosto de 2012
Sinopse:
Graças
à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas – os
homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste
cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos
para que a raça humana não desapareça.
Levada
pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis
anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido
Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa:
fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.
Mas
a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a
encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o
filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel,
pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo
que lhe resta.
Raptada
é o início de uma história que trás consigo uma nova perspectiva relativamente
à evolução humana. Frisando as repercussões sociais de um desenvolvimento
científico fracassado, esta narrativa evidência os conceitos de tempo e
felicidade de forma absolutamente inovadora e, em grande parte, chocante.
Dotado de cenários tão belos quanto estéreis, este livro conta-nos o princípio do fim de
protagonistas jovens e com uma maturidade forçada devido ao drástico destino
que tomou conta da humanidade resumindo a vida a uma flor frágil e
artificial onde a mulher tem o papel principal e, ainda assim, descartável.
Conhecemos
Rhine no dia em que é bafejada pela sorte, escapando da morte, no exacto
momento em que é proclamado o seu futuro para o resto da sua curta existência.
Ela tem dezasseis anos e aos vinte morrerá como todas as raparigas da sua
geração, como Cecily e Jenna, todas elas jovens de idades diferentes e com
diferentes passados mas com um único ponto em comum, todas elas serão
irmãs-esposas e todas elas irão, forçadamente, casar com o Governador da Casa
Linden.
Entre
os dramas emocionais de um casamento polígamo, a busca pela cura para o vírus genético
e a ilusão de perfeição social a que todos parecem ter fechado os olhos Rhine
irá manter a esperança de voltar para o seu irmão gémeo e, quem sabe, nos
próximo quatro anos, tentar ser feliz.
Esta
é a premissa trágica deste primeiro livro da trilogia O Jardim Químico, simples
e fatídica contrariando a complexidade de sentimentos das curtas vidas expostas
ao longo das suas páginas.
Tudo
neste livro é intenso, todos os pormenores são marcados pela finitude das
personagens, o que altera completamente a noção de tempo que o leitor
habitualmente tem quando encara o desenvolvimento da acção. Embora se trate de
um livro introdutório, que deixa muitas questões em aberto, as revelações são
constantes e quando mais conhecimento é recebido em relação ao absurdo presente,
mais acresce a expectativa em relação ao final. Algo muito bem conseguido por
parte da autora.
No
que respeita às personagens da história é interessante verificar a disparidade
entre elas, a multiplicidade de informação que oferecem na sua curta existência
pois, embora a sua morte esteja cronometrada desde o primeiro momento, e a
humanidade se encontre arruinada, a verdade é que todos continuam a viver normalmente,
subjugados, perante este cenário catastrófico mas, ainda assim, repleto de
emoções, de medos, de anseios e desejos quase vãos, como no caso de Rhine. As opções,
enquanto órfãos precoces de pais também eles precoces, na sua maioria, são impressionantes
e todas as cenas presenciadas, do casamento à submissão a que estão expostas as
intervenientes é chocante, assim como choca a falta de conhecimento dos
muitos, e supostos, homens de poder também eles ainda jovens, o que aproxima
quem lê do “vilão” Linden, também ele uma peça nas mãos daqueles que procuram a
eternidade e só conseguem assistir à morte das gerações vindouras.
De
uma perspectiva mais reflexiva, esta é uma história repleta de pormenores
cativantes e contraditórios. A tecnologia que deveria maravilhar parece
abstracta, a beleza extrema é preenchida de futilidade inebriante e o mundo, a
vida limitada que se resume a um simples estado de sobrevivência, é tão cruel
quando a passagem do tempo que retira toda a esperança e valor ao interlúdio
entre nascer e morrer. Não há essência e o leitor estará perante um arco-íris
opressor, sem cor.
Lauren
DeStefano mostra através deste seu primeiro livro uma criatividade imensa que
expõe com palavras simples, fluidas mas, acima de tudo, assertivas tocando a
susceptibilidade do leitor.
As
suas descrições são primorosamente belas, sem que no entanto a autora deixe de
transparecer, na totalidade, a sensação de ilusão, de falsidade, de
superficialidade perante evolução futurista que contraria a extinção cada vez
mais eminente da raça humana, evidenciando assim o lado mais sombrio por de
trás do ofuscante retracto da incerta felicidade.
Uma
narrativa juvenil, também para adultos, que com toda a certeza conquistará os
leitores de fantasia e ficção científica pelo cenário ligeiramente distópico que
facilmente levará à ponderação de temas e valores variados, como por exemplo a importância
do tempo e do amor, o futuro da humanidade e a relevância do ser vivo.
Pessoalmente,
eu tive muitas dificuldades em escrever esta opinião com o receio constante de
fornecer demasiada informação devido ao enredo conciso, daí que não tenha
aprofundado as questões pessoais dos intervenientes o que não implica que não
tenha gostado dos mesmos, porque gostei e muito. Rhine é quem dá voz à história
e é através dela que sentimos o medo perante o absurdo que é estar vivo no seu
tempo. O seu protagonismo é dividido com as suas irmãs-esposas e o seu marido
e, talvez por isso, o romance esteja um pouco apagado nestas páginas cenário
que mudará, com toda a certeza, no segundo livro da trilogia.
Gostei
bastante das contradições constantes, do jogo de palavras elaborado pela autora
que fascina e ao mesmo tempo repudia perante a sociedade apresentada. O que também gostei bastante foi da capa adoptada pela Planeta Manuscrito, embora também adore a original acho que esta se enquadra muito mais com história.
Depois
de terminar a minha leitura andei a pesquisar um pouco sobre esta trilogia e
encontrei links muito interessantes. Deixo-vos a imagem do cenário onde se
desenrola uma boa parte da acção (aqui)
e a página dedicada a esta história (aqui)
onde, tal como eu, poderão satisfazer algumas curiosidades. A página da autora, como sempre,
pode ser encontrada na coluna da direita do blogue em Autores das Histórias. Se gostarem tanto desta história como eu, certamente não irão querer perder um
único pormenor desta nova realidade.
Este
livro é uma grandiosa aposta Planeta Manuscrito que eu sugiro, sem qualquer
tipo de restrição, a todos os que são apaixonados por cenários inovadores e histórias emotivamente fortes.
Título:
Raptada – O Jardim Químico 1
Autora:
Lauren DeStefano
Género:
Fantasia; Ficção Científica
Editora:
Planeta Manuscrito
sábado, 4 de agosto de 2012
Imagine-se
uma sociedade onde, graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são
bombas-relógio genéticas: os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as
mulheres até aos vinte.
As
raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana
não desapareça.
Título:
Raptada - O Jardim Químico 1
Autora: Lauren DeStefano
N.º Páginas: 256
PVP:
16,75 €
ISBN:
9789896572204
Sinopse:
E
se soubéssemos em que dia morremos?
Levada
pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis
anos entra num mundo de riqueza e privilégio.
Apesar
do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas,
Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.
Mas
a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a
encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o
filho e usa cadáveres nas suas experiências.
Com
a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine
tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.
Uma
história marcante, de suspense e incertezas, que a autora best-seller do New
York Times, conseguiu combinar com mestria, numa trama de grande ritmo, que
prende o leitor até à última página.
Sobre
a autora:
Lauren
DeStefano licenciou-se em Letras e especializou-se em escrita criativa no
Albertus Magnus College, em Connecticut. Raptada é o seu primeiro livro.
Lauren
DeStephano alcançou os primeiros lugares no top do New York Times,
confirmando-se como um novo talento na ficção distrópica, tendo o segundo livro
desta série entrado directamente para o primeiro lugar.
Lauren
vive em Connecticut e se quiser conhecê-la, visite-a em: www.laurendestefano.com
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Autores das Histórias:
- Alexandra Adornetto
- Alison Bechdel
- Alison Lucy
- Alyson Noel
- Amanda Hocking
- Amy Bratley
- Amy Hatvany
- Ana María Matute
- Andrea Cremer
- Andrea Hirata
- Andrew Kaufman
- Andy Mulligan
- Andy Weir
- Anita Shreve
- Ann Brashares
- Anna McPartlin
- Anna Randol
- Anne Bishop
- Anne Fortier
- Aprilynne Pike
- Arthur de Pins
- Barbara Bretton
- Barbara Mutch
- Becca Fitzpatrick
- Bella Andre
- Beth Harbinson
- Bridget Asher
- Bryan Lee O'Malley
- Carlos Ruiz Zafón
- Carolina Aguirre
- Carolyn Turgeon
- Carrie Jones
- Carrie Ryan
- Cassandra Clare
- Cathy Kelly
- Charlaine Harris
- Charles Dubow
- Chris Cleave
- Chris Priestley
- Christian MØrk
- Christina Lauren
- Christine Feehan
- Claire Corbett
- Claudia Gray
- Colleen Hoover
- Colleen Houck
- Cynthia Hand
- Daisy Whitney
- Daniel Glattauer
- Daniel Oliveira
- David Basdacci
- David Soares
- David Whitley
- Dean Koontz
- Deborah Smith
- Diana Peterfreund
- Domenica De Rosa
- E L James
- E. Lockhart
- Eliabeth Adler
- Elisabetta Gnone
- Elizabeth Edmondson
- Elizabeth Hoyt
- Ellen Degeneres
- Eloisa James
- Emma Chase
- Emma Wildes
- Eve Berlin
- Fay Weldon
- Federico Moccia
- Fern Michaels
- Filipe Faria
- Francisco Salgueiro
- Francisco X. Stork
- Gabriel García Márquez
- Gabriele Picco
- Gabriella Pierce
- Gabrielle Lord
- George R. R. Martin
- Gillian Shields
- Glen Duncan
- Graham Joyce
- Holly Black
- Hugh Howey
- Isaac Marion
- J. A. Redmerski
- J. R. Ward
- James Dashner
- James Dashner
- James Frey
- James Patterson
- Jamie McGuire
- Jean Giono
- Jennifer Armintrout
- Jennifer Haymore
- Jennifer L. Armentrout
- Jenny Han
- Jill Mansell
- John Green
- Josephine Angelini
- João Ricardo Pedro
- Jude Deveraux
- Julia Quinn
- Julianna Baggott
- Juliet Marillier
- Juliette Benzoni
- Justin Cornin
- Kami Garcia & Margaret Stohl
- Karen Kingbury
- Karen Moning
- Karen Thompson Walker
- Kasie West
- Kasie West
- Kate Morton
- Kathryn Smith
- Kerstin Gier
- Kiera Cass
- Kiersten White
- Kishwar Desai
- Kresley Cole
- Kristen Painter
- Kristen Painter
- L. J.Smith
- L. Marie Adeline
- Lara Adrian
- Laura Lee Guhrke
- Laurell K. Hamilton
- Lauren DeStefano
- Lauren Kate
- Lauren Oliver
- Laurie Halse Anderson
- Leigh Bardugo
- Lesley Pearse
- Lia Habel
- Libba Bray
- Lisa Kleypas
- Lisa Verge Higgins
- Lissa Price
- Luanne Rice
- Machado de Assis
- Madeleine L' Engle
- Madeline Hunter
- Marc Levy
- Mari Jungstedt
- Marie Lu
- Marion Zimmer Bradley
- Marissa Meyer
- Marjane Satrapi
- Markus Zusak
- Mary Balogh
- María Pilar Hierro
- Mathias Malzieu
- Matt Haig
- Matthew Dicks
- Megan Maxwell
- Melissa Hill
- Melissa Marr
- Menna Van Praag
- Michael Baron
- Michael Grant
- Michelle Holman
- Michelle Jackson
- Nancy Thayer
- Natasha Solomons
- Nicolas Barreau
- Nicole Jordan
- Nils Johnson-Shelton
- Noelia Amarillo
- Nora Roberts
- P. C. Cast
- P. C. Cast e Kristin Cast
- Patricia Briggs
- Patricia Scanlan
- Paulo Fonseca
- Peter Cameron
- Peter V. Brett
- Philippa Gregory
- Pittacus Lore
- R. J. Palacio
- Rachel Hawkins
- Rachel Ward
- Ransom Riggs
- Raphael Draccon
- Ray Bradbury
- Raymond Chandler
- Raymond E. Feist
- Rebecca Johns
- Rhiannon Lassiter
- Richelle Mead
- Ricky Yancey
- Robison Wells
- Rosa Montero
- Rosemary Clement-Moore
- Sally Green
- Sandra Carvalho
- Sara Gruen
- Sarah Addison Allen
- Sarah Dunant
- Sarah Pekkanen
- Sarah Sundin
- Scott Westerfeld
- Sherrilyn Kenyon
- Sherry Thomas
- Sophie Jordan
- Sophie Kinsella
- Sophie McKenzie
- Stephanie Perkins
- Susanna Kearsley
- Susanne Winnacker
- Suzanne Collins
- Sylvia Day
- T. A. Barron
- Tamara Ireland Stone
- Tara Moore
- Taylor Stevens
- Teresa Medeiros
- Tessa Gratton
- Thomas E. Sniegoski
- Tiago Rebelo
- Tom Perrotta
- Tracey Garvis Graves
- Tracy Bloom
- Trisha Ashley
- Vasco Ricardo
- Veronica Henry
- Veronica Rossi
- Veronica Roth
- Will Hill
- Wolfgang Herrndorf































