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A Elphaba...
Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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sábado, 18 de abril de 2015
Sinopse:
Issy, de quinze anos, e a mãe, recentemente
divorciada, lutam por encontrar o seu caminho e o seu lugar na vida, sozinhas e
em conjunto.
Aos trinta e oito anos, com pouco dinheiro e a braços
com todas as responsabilidades, Caroline tenta reconciliar-se com a nova
situação em que se encontra. Ao decidir deixar para trás a desafogada vida que
levava em Singapura (bem como o seu infiel marido e a amante de longa data),
acaba a viver no pub de uma aldeia inglesa, trabalhando como chef para ganhar a
vida, conhecendo as pessoas mais pitorescas da zona e fazendo amigos. Porém,
Issy adora o pai e secretamente culpa a mãe pela reviravolta operada na sua
vida.
Ao mesmo tempo que o sonho de Caroline de converter
um velho celeiro num restaurante começa a tomar forma, a sua oportunidade de
ser feliz é posta em causa por rumores de vingança e homicídio. Quando Issy, a
meio caminho entre a adolescência e a idade adulta, começa a fazer algumas
escolhas arriscadas, a situação complica-se ainda mais.
É bom, muito bom mesmo, quando depois de ler oito
livros de uma autora, que mantém um estilo de escrita e enredo similares de
obra para obra, esta ainda tem a capacidade de surpreender e cativar durante
o percorrer das suas páginas.
Uma Casa no Campo é, por comparação, o livro de
Elizabeth Adler mais ténue nos atributos com que automaticamente a defino –
paisagens de sonho e mistério constante. No entanto, para os fãs de romance com
intriga e drama familiar esta será, possivelmente, uma escolha assertiva que eu sugiro, inclusive, a todos os que ainda não tiveram oportunidade de experimentar
as suas narrativas maravilhosas.
A história começa, literalmente, com o mundo a
desabar sobre a cabeça das protagonistas, Caroline e Issy, mãe e filha. Habituadas
a um cenário, sociedade e estilo de vida absolutamente diferentes, estas
personagens que sempre tiveram tudo e que agora se vêm com quase nada, vão encontrar
um porto de abrigo e várias barreiras que exigirão superação. No entanto,
quando julgarem que o passado ficou para trás, o destino irá trazer-lhes uma
reviravolta importante para que se conciliem com o que perderam, com o
presente, para que possam, finalmente, seguir em frente.
Gosto sempre dos intervenientes desta escritora,
cuidados e pertinentes, espelhando em muito o indivíduo comum e capazes de
despertar emoções facilmente.
Caroline, um retrato em que muitas mães se irão
rever, é uma mulher a passar por uma fase difícil, com os medos e com as
inseguranças de quem aprende experimentando. É uma mulher forte, cheia de
afectos e com a coragem necessária para aprender novas lições enquanto partilha
valores fundamentais. Issy, como muitos adolescentes, irritou-me um pouco. Desafiante
e impertinente, vai pagar o preço da sua ingenuidade da pior maneira possível,
mas durante o texto vai crescendo e no final é agradável assistir à maturidade
que foi conquistando.
As personagens secundárias surpreenderam-me de forma
extremamente positiva. Adorei os pais de Caroline e a família do Star &
Plough, todos dotados de uma generosidade incrível – é fantástico o papel que
cada um pode ter na vida do próximo se se propuser a tal e as protagonistas
tiveram sorte com aqueles que encontraram no seu caminho.
Não achei os homens de maior destaque nada de
especial, tirando Georgki que me divertiu, por outro lado as mulheres, até mesmo as
vilãs, conseguiram captar a minha atenção.
Como esclarece, e bem, a sinopse, este é um livro de
superação e de recomeços, paralelamente a um homicídio que ocorre sensivelmente
a meio do enredo. Quanto à parte do crime, é demasiado previsível e
provavelmente a mais fraca da obra, já no que diz respeito à trama familiar e
humana, aí a história é verdadeiramente boa.
Traição, amor e vingança, paixão, ódio e amizade são
apenas alguns dos sentimentos que tornam a leitura emotiva e sôfrega, que nos
prendem ao desenrolar das vidas ficcionais, que atravessam fases de desespero e
de esperança, que acreditam em sonhos e na bondade, fazendo acontecer.
Contrariamente aos típicos cenários paradisíacos deslumbrantes
habituais, esta narrativa tem antes um ambiente bucólico, natural e encantador,
oferecendo a imagem do local perfeito onde creio que todos gostaríamos de
viver, sem stresses e com tudo o que é realmente importante por perto. É,
efectivamente, um retrato condizente com o texto, que reproduz o melhor e o
pior das pessoas com simplicidade, mostrando afectos credíveis e espelhando
valores humanos.
Quanto à escrita da Adler, não me vou alongar, como
sempre só tenho elogios. Gosto da forma conduz a história até ao seu desenlace,
das descrições e dos seus diálogos, sempre pertinente mostrando que sabe o que
está a fazer.
Esta é uma aposta clássica da Quinta Essência, mais
um romance delicioso que vai conquistar as suas leitoras habituais.
Da mesma autora, no blog:
Viagem a Capri – Opinião
Encontro na Provença – Opinião
Regresso a Itália – Opinião
De Malibu, Com Amor – Opinião
Férias em Saint-Tropez – Opinião
Intriga em Monte Carlo – Opinião
Reencontro em Barcelona – Opinião
Título: Uma Casa no Campo
Autora: Elizabeth Adler
Género: Romance; Mistério
Editora: Quinta Essência
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Sinopse:
Anya
Keating adora seu trabalho como assistente de Macdara Fitzgerald, dono da
deslumbrante propriedade Lismore e dos seus cavalos de corrida. Macdara é um
patrão indulgente e generoso e Anya tem muito carinho por ele. Mas quando
Macdara a pede precipitadamente em casamento, a amizade de ambos - e a posição
dela - fica ameaçada, e Anya sente-se dividida entre a sua lealdade para com
Macdara e os seus sentimentos pelo neto dele, Fergal, o belo treinador de
cavalos. Eis que aparece Orla Fitzgerald, neta distante de Macdara. Orla pode
ter deixado Lismore em criança, mas voltou uma mulher sofisticada e bonita. Tão
bonita, de facto, que a maioria dos homens ficam encantados por ela - e Anya vê
com crescente apreensão enquanto Orla tecer a sua magia em redor de Fergal. No
entanto, Orla pode não ser a rapariga de olhos azuis que os outros julgam. Há
mistérios sombrios na vida da propriedade. O passado de Orla contém uma
tragédia, e ela está determinada a reivindicar o seu direito de primogenitura,
independentemente de quem se atravessar no seu caminho.
Se
olharmos com leviandade para a capa de um livro de Tara Moore estamos longe,
muito longe, de adivinhar a complexidade da história que se encontra descrita
nas suas páginas, páginas repletas de drama, emoção e mistérios, onde a intriga
e o crime passional, envolvidos em suspense, fazem de A Rapariga de Olhos Azuis
uma narrativa inteligente que nos mantém presos até ao seu final.
Para
mim, que já tinha tido oportunidade de folhear esta autora, não foi novidade a
intensidade imposta pela sua escrita ao seu enredo onde, com vozes variadas,
mergulhei na excentricidade de um romance incomum e personagens carregadas de
segredos capazes de me surpreender, uma e outra vez, pelas muitas reviravoltas
que vão sofrendo até que lhes seja feita justiça.
Tendo
como temática principal a família disfuncional, esta obra cria logo de início uma aura que
pressagia o destino de todos os seus envolvidos que, de uma forma ou de outra,
acabam por ter um laço estreito com as personagens centrais da acção enquanto
reflectem o que de pior e melhor pode existir num ser humano semelhante e
actual.
Rebuscando
no passado os fundamentos para o presente, este livro absolutamente fabuloso
leva-nos para uma Irlanda idílica onde uma jovem, Anya, acolhida por um
criador já idoso de cavalos, Macdara, suspira de amores pelo seu neto, Fergal.
Mas aquilo que está a dominar a vida dos habitantes do rancho Lismore é muito
mais do que os amores e desamores das vidas que aí se desenrolam, em Lismore
reinam os equívocos, a ganância e a incerteza de um futuro, até que Orla, a neta
perdida Macdara, agora mulher, aparece para dar resposta aos dilemas do seu avô
desejoso de se aposentar… ou será que existirá algo mais por detrás dos seus
inocentes olhos azuis?
Quem
leu Solstício de Verão, o anterior romance desta autora publicado pela Quinta
Essência, sabe que a fórmula para o sucesso de Tara passa pela forma como
trabalha as suas personagens, ora repletas de altruísmo, credulidade e amor,
ora deliciosamente retorcidas, que não conseguimos deixar de admirar - mais uma vez
isso não foi excepção.
Todos
temos os nossos fantasmas, que o diga Anya com seu passado traumatizante ao
lado da pior de todas as mães, que o diga Macdara que perdeu a sua amada esposa
de forma impensável. Presentemente, no entanto, a vida foi generosa com ambos
e, apesar de todas as reticências, sabem que foram afortunados pelos laços de
amizade que os unem. São dois protagonistas muito diferentes e de personalidades
bastante vincadas.
Orla
e JC, por outro, são dois estranhos quando os conhecemos mas que depressa se vão enredando
na vida das restantes personagens, deixando-nos suspensos nas suas acções e
atitudes, que depressa descobrimos serem apenas para proveito próprio.
Como
estes intervenientes, muitos mais são aqueles que preenchem esta narrativa e
vão dando sentido à composição do puzzle em que esta se torna, são um todo de
existências palpáveis e curiosas que, para o bem e para o mal, arrebatam o
leitor.
Embora
goste muito das personagens desta história, confesso que não senti uma ligação
particular com qualquer uma delas mas sim com o todo e as questões que vão ser
abordadas, pertinentes, que permitem algumas reflexões.
Como
citei anteriormente, a família com o seu peso e influência em cada um de nós é
um dos temas centrais do livro e, neste caso em particular, são várias as
abordagens que encontramos - da pobreza à riqueza, fica claro que em ambos os
casos pode existir dramas e problemas provenientes de naturezas diversificadas.
É igualmente interessante tudo o que se encontra relacionado com drogas, algo
que está presente de forma constante, bem como o que diz respeito a animais, em particular os
cavalos que têm um lugar especial no texto.
As
questões emocionais são, no entanto, aquelas que merecem maior atenção e, neste
caso, nem só os laços familiares estão em vogue. As relações afectivas foram,
portanto, o factor que revelou maiores surpresas para mim, na medida em que se
desenvolveram inesperadamente em alguns casos acabando por conferir mais
intensidade a esta história onde a ganância, o ódio e o amor terminam em crimes
passionais impensáveis.
Assim,
este é um livro maravilhoso que eu adorei ler e recomendo a todos aqueles que
procurem um romance bastante diferente do habitual e cheio de predicados, onde
a paixão se mistura com a loucura e a maldade está um passo à frente da
previsão do leitor.
Tara
Moore tem uma escrita muito acessível que nos permite entrar, na perfeição, na
mente de todos os seus intervenientes. Muito inteligente, ela sabe criar um
ambiente sombrio que se vai tornando claro, revelador, ao ritmo certo
preparando, efectivamente, um grande final para todos os que conquistaram a
nossa empatia.
As
suas descrições são díspares, dividindo-se entre o detalhe e os momentos de grande acção e diálogo, certo é que nada é deixado ao acaso e o leitor tem
a percepção plena tanto das mentes como dos cenários que vão sendo explorados.
E por falar em cenários, estes não e resumem à Irlanda, pelo que o Dubai e a Argentina
são também pontos de referência, onde há lugar para ambientes de luxo ou mais
selvagens, dependendo do que está a acontecer.
Quanto
a mim, não posso dizer que fui surpreendida porque já sabia o que esperar desta
autora mas fiquei, isso sim, bastante satisfeita por ver concretizadas as minhas
expectativas, pelo que espero que Tara continue a publicar para poder voltar a
folhear mais uma das suas cativantes narrativas.
Esta
é mais uma das muitas maravilhosas aposta Quinta Essência, que de olho no
romance vai diversificando ligeiramente chegando, desta forma, a um número cada vez mais
elevado de leitores. Recomendo.
Solstício
de Verão (Opinião)
Título:
A Rapariga de Olhos Azuis
Autora:
Tara Moore
Género:
Romance; Mistério
Editora:
Quinta Essência
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