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Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
Finalmente, o filme!
Embora, na maior parte das vezes, eu tenha receio de
ver as adaptações cinematográficas dos livros que li, existem excepções que eu
fico ansiosa por encontrar no grande ecrã e Cidades de Papel foi efectivamente uma
delas – a título de curiosidade, na altura até uma banda sonora eu lhe imaginei,
a música Charlie Brown de Coldplay.
Tudo o que eu esperava, divertido e emotivo,
divertido e repleto de lugares-comuns, divertido e exemplificando na perfeição a
amizade, o primeiro amor e a adolescência, esta história conseguiu igualmente
aquecer o meu coração na sala de cinema.
Repleto de sorrisos, o meu reencontro com o magnífico
protagonista Quentin Jacobsen foi uma experiência verdadeiramente feliz. Todas as
reflexões, aprendizagens e valores que associei a esta narrativa, agora visual,
foram captadas na perfeição, algo que, sem dúvida, teve a mão do fenómeno por
detrás das palavras, John Green.
Não minto, eu tinha adorado anterior adaptação do
autor, A Culpa é das Estrelas, porque todas as emoções e humor estavam lá,
transparentes, a tocar o coração com uma mestria rara, com uma sabedoria que eu
considero um dom. No entanto Cidades de Papel é uma obra diferente, menos sensacionalista,
é um facto, mas igualmente real, esta é uma aventura plena de simbolismos nos quais se
conseguirão facilmente rever. É o fechar de um ciclo, é o abandono da infância
com os medos e as brincadeiras inocentes de quem abre pela primeira vez as asas
em pleno e sonha abraçar o mundo, saltar do ninho, e isso, meus caros, é muito bonito de se ver.
![]() |
| 1.ª Capa Colecção Noites Brancas |
Não vos vou mentir, as minhas memórias relativas ao
livro, páginas que percorri no início de 2013, não são fiéis, eu sou do tipo
que guarda emoções e sensações, pelo que cheguei a ficar surpreendida quando me
disseram, à saída, que o final estava diferente do enredo original, mas não dei importância.
Este fim foi extremamente bem conseguido e deixou-me ansiosa por uma sequela –
que não haverá, mas eu sou sonhadora, lembram-se?
Enfim, é um bom filme para se ver de braço dado com
amigos, para soltar uma lágrima feliz e muitas gargalhadas borbulhantes de
lembranças, de momentos que raramente nos apercebemos que são únicos quando
acontecem mas que, na verdade, fazem com que a nossa vida seja repleta de para
sempres pouco valorizados.
Falando de amizades, eu tinha lá duas do coração (gosto
de vocês aos milhões Sofia e Catarina… mentira!!!!) e uma montanha de caras
conhecidas da blogosfera que animaram ainda mais a acção. São reencontros como
estes que dão um mimo especial a esta vida de blogger e eu só tenho a agradecer,
muito, à Editorial Presença por me ter proporcionado esta ante-estreia.
Sugestões? Vejam o filme e leiam o livro, pois embora
se cruzem a maior parte do tempo ambos vos irão transmitir diferentes emoções e
alargar perspectivas sobre as personagens.
Trailer do filme:
Sinopse do livro, Editorial Presença:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos
e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que
se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue
convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança.
Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece
inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá
de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto
Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é
verdadeiramente a enigmática Margot.
A minha opinião, do livro: AQUI.
Bom filme & Boas leituras*
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Sinopse:
Numa
cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta
anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão
cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão
fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e
beijos muito apaixonados.
Embora
só agora esteja a escrever a opinião desta história, a minha leitura de Quando
a Neve Cai teve o travo a canela e o sentimento especial, tão próprio, que
acompanha o espírito natalício, ingredientes mais que perfeitos para uma narrativa
jovem, leve e divertida que procura aquecer corações e recordar o sabor do
primeiro amor.
Três
autores conceituados da literatura para jovens adultos, John Green, Maureen
Johnson e Laurel Myracle, juntaram-se para dar vida a uma história inteligente
dividida em três partes enternecedoras, que podem ser lidas em separado ou
seguindo a ordem publicada na obra, o que agradará tanto aos fãs de contos como
a todos aqueles que procuram um enredo mais denso; três escritores que têm em
comum a capacidade de fazer o leitor sorrir com a simplicidade dos sentimentos
descritos, com a sua abordagem à adolescência repleta de mestria e com a sua
forma de especial de recordar o quão fundamentais são a amizade e o amor.
O
primeiro conto, O Expresso de Jubilee de Maureen Johnson, conquistou-me pelo
seu forte teor humorístico que, de forma mirabolante e inesperada, guia a sua
protagonista ao encontro de afectos no mais improvável dos locais.
Jubilee irá ver a sua véspera de natal transformada na aventura de uma vida e
terá a oportunidade de descobrir o amor entre uma claque de Ambers e Madisons
loucas, uma Waffle Hause repleta de gente estranha e o conforto de uma família
que lhe lembrará o verdadeiro espírito da época festiva.
A
segunda intervenção desta história é da autoria do famoso John Green que, em Um
Milagre de Natal Fantabulástico, nos mostra o verdadeiro significado da amizade
e como desta pode nascer algo igualmente belo. Mais uma vez com o cenário de
pais ausentes, por um imprevisto a 24 de Dezembro, o protagonista encontra-se
numa maratona de filmes de James Bond com os seus melhores amigos mas, um
desafio e muitas hormonas, vai levá-los à mesma Waffle Hause da narrativa
anterior, ou pelo menos a fazerem algumas loucuras para tentar lá chegar! É
mais uma aventura cheia de acção e emoções fortes que termina de forma
previsivelmente ternurenta.
Por
último, O Santo Patrono dos Porcos, de Laurel Myracle, recorda igualmente a
importância da amizade mas também do amor, num texto que procura fazer
reflectir sobre ambas as relações afectivas e revelar um amadurecimento por
parte da protagonista. Addie é uma jovem bastante mimada, com alguma
consciência dos seus defeitos e que se sente mal por ter errado com quem
verdadeiramente importa e, disposta a remediar a sua existência, predispõe-se
a ajudar uma amiga mas heis que, quando se esforça para que tudo dê certo, o
destino lhe troca as voltas e lhe ensina uma valente lição.
Estas
são, na realidade, três histórias bastante bem estruturadas e fundamentadas,
que primam por morais simples mas importantes em qualquer idade. Sinceramente,
eu considerei-as a todas particularmente divertidas e conseguiram fazer-me
soltar algumas gargalhadas. Mais, todas elas têm apontamentos bastante
singulares e os seus intervenientes são distintos representando o público-alvo
do livro com esmero.
Quanto
à escrita, John Green já conhecia e não surpreendendo também não desiludiu. Já
as autoras Maureen Johnson e Laurel Myracle deixaram-me bastante curiosa para
experimentar outros trabalhos seus, dada a capacidade revelada por ambas para
proporcionar enredos bastante originais.
Mais
que um livro natalício, esta é uma aposta para o tempo frio em geral e para
matar saudades da inocência. Uma aposta Topseller que vestirá na perfeição os
adeptos de romance young adult.
Título:
Quando a Neve Cai
Autores:
John Green, Maureen Johnson e Laurel Myracle
Género: Romance; Young Adult
Editora: Topseller
Aqui
fica mais um book trailer da Topseller, do amoroso livro Quando a Neve Cai.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Tudo
acontece na noite de natal, onde uma inesperada tempestade de neve transforma
uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos.
Três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão
cruzar-se em Quando a Neve Cai.
Título:
Quando a Neve Cai
Autores:
John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
N.º
Páginas: 320
PVP:
17.69 €
ISBN:
978-989-862-691-2
Sinopse:
Numa
cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta
anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão
cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão
fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e
beijos muito apaixonados.
Um
livro escrito a três mãos, num romance brilhante e mágico para os amantes de
histórias de amor e aventuras.
Leia
um excerto – AQUI
«Com
um enredo bem estruturado, cada ponta
solta deixada por um autor é devidamente atada pelo que se lhe segue. Uma
leitura maravilhosa para qualquer altura do ano.» - Booklist
«Este
livro é, sem dúvida, um dos meus livros preferidos. Na realidade é um livro
mais que perfeito. Quando a Neve Cai será a minha leitura de Natal por muitos
anos, e tenho a certeza de que se lerem este livro maravilhoso também virá a
ser a vossa?» - The Guardian
Sobre
os autores:
John
Green (EUA, 1977) é o autor bestseller do New York Times dos livros A Culpa É
das Estrelas, O Teorema de Katherine, À Procura de Alasca (Edições Asa) e
Cidades de Papel (Editorial Presença). É também coautor, com David Levithan, de
Will e Will (Edições Asa) e de Quando a Neve Cai, com Maureen Johnson e
Lauren Myracle. Foi vencedor dos prémios literários Michael L. PrintzAward,
Edgar Award e recebeu por duas vezes o Los Angeles Times BookPrize. Os seus
livros já foram publicados em cerca de trinta países.
Maureen
Johnson (EUA, 1973) é autora bestseller de vários livros, entre os quais se
destacam The Name of the Star (nomeado para o Edgar Award), 13 Little Blue
Envelopes, Devilish, Girl At Sea e Suite Scarlett.
Lauren
Myracle (EUA, 1969) é autora de vários livros para jovens e jovens adultos,
incluindo os bestsellers do New York Times Thirteen bem como ttyl (talk to you
later) e ttfn (ta ta for now), da série The Internet Girls.
Saiba
mais em: Topseller
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Chegou
a hora de anunciar mais um vencedor, que contou com o maravilhoso passatempo
ASA.
Para
sorteio encontrava-se um exemplar de O Teorema Katherine do maravilhoso John
Green, um autor YA contemporâneo que já conquistou uma legião de leitores.
Gostaria,
como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o
vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.
Entre
as 267 participações, quem receberá este exemplar é:
210*
- Flávia Ferreira, Turquel
Os
meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E
o meu muito obrigado à ASA por me oferecer a possibilidade de realizar este
passatempo.
Boas
leituras*
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Não
imaginam o quanto estou feliz por ter a oportunidade de realizar este
passatempo de aniversário, com um dos autores que mais prazer me tem dado
descobrir.
Uma
vez mais, o meu muito obrigado à ASA pela colaboração, por nos proporcionar a
todos óptimas leituras.
É
isso mesmo, para sorteio está disponível um exemplar do título O Teorema
Katherine do grande, do fantástico John Green
Para
se habilitarem a este exemplar, terão unicamente de responder a uma questão e
serem seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
Descubra
a sua resposta aqui no Blogue.
Boas
leituras*
Regras
de participação:
1.
Passatempo válido até 23h59 do dia 30 de Julho de 2014 (quarta-feira).
2.
Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4.
Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
5.
O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por
e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6.
Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras
serão automaticamente anuladas.
7.
A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no
correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
8.
Boa Sorte!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Sinopse:
Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente
não Catherine, mas KATHERINE.
E das dezanove vezes, levou com os pés.
Desde que tinha idade suficiente para se sentir
atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático,
talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o
deixaram. Então ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de
qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente
destroçado. Tudo isso no curso de um verão glorioso passado com o seu amigo
Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e
raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine.
Pobres de todos aqueles que nunca se apaixonaram,
diria eu automaticamente se alguém me questionasse sobre este tema. Pobres de
todos os que nunca sentiram borboletas no estômago, mãos suadas e o coração a
mil, os primeiros sintomas desta maravilhosa doença que nos tira o sono, o
apetite e a concentração e que, em troca, nos coloca o um sorriso no rosto, nos
torna audazes e nos faz acreditar que os astros têm uma palavra certeira a
dizer sobre um qualquer glorioso futuro ao lado da nossa alma gémea – ou não!
Com o brilhantismo e assertividade habituais, o mais
recente romance de John Green traduzido em terras lusas é mais um magnífico
tributo à complexa adolescência, onde imperam emoções fáceis, dúvidas
existenciais e o valor da amizade. É um romance que ao contrário dos
antecedentes publicados pela ASA, põe de parte um fatalismo enternecedor
focando-se, principalmente, em conotações humorísticas desiguais para fazer uma
crítica pertinente à imagem comum dos indivíduos numa das fases mais difíceis do
seu desenvolvimento.
Embora as histórias deste autor tenham, geralmente,
premissas simples acompanhadas temáticas pertinentes, está mais que comprovada
a inteligência de Green nas abordagens que escolhe para as suas personagens,
tornando cada texto incomum e especial para o seu público. O Teorema de
Katherine, An Abundance of Katherines no original, é a promessa de algo
diferente a partir do título, que dá ênfase às estranhezas do enredo que o
leitor irá encontrar.
Conhecemos Colin, o protagonista, completamente e
absolutamente destroçado após ter sido abandonado, pela décima nona vez, por
uma Katherine. Se é irreal o facto de, em tenra idade, este jovem já ter sido
deixando tantas vezes, mais surpreendente se torna este facto quando
constatamos que todas suas conquistas partilham o mesmo nome, algo que, em
momento algum, este prodígio pressagia fatídico – atracção fatal em modo génio,
creio.
Em suma, este petiz é das personagens mais
absurdamente deliciosas que eu conheci, como aliás a maior parte dos
intervenientes, e a sua evolução ao longo do texto coincide com o
desenvolvimento de um teorema raro, para não dizer mais, que este crê vir a torna-lo
conhecido. Ou seja, não lhe chega a sua capacidade de brincar com anagramas
como quem trauteia a tabuada do dois, a sua inteligência muito acima da média e
a racionalidade de um adulto de 60 anos acompanhados por uma integridade louvável,
Colin quer tornar-se alguém que marcará o mundo e está, durante a maior parte
da narrativa, disposto a agarrar-se ao busílis da sua dor para se transformar em algo único – é de chorar a rir.
Hassan, o salvador da pátria em modo obeso e muçulmano,
é a figura! Aliás, só podia ser extraordinário para se manter são e se
intitular de melhor amigo de alguém tão linear que tem dificuldade em
compreender a ironia. Juntos, Hassan e Colin, fazem uma viagem que aparenta ser
para salvar o prodígio desgosto mas que, na minha óptica, é provavelmente para
evitar a morte prematura de Hassan, viagem que resulta, claramente, na estrada
de tijolos amarelos para ambos.
As peripécias vão sucedendo em catadupa para estes jovens
e, no seu ponto de viragem, conhecemos Lindsey e a sua mãe, duas personagens surreais,
um grupo de amigos quase banal e a maioria dos habitantes de Gutshot – local onde
as personagens principais acabam por se cimentar e estabelecer temporariamente.
Neste cenário, os intervenientes acabam por se conjugar com diversos e
importantes acontecimentos em cadeia que, quando olhados de longe, se
entrelaçam na perfeição embora tendam, constantemente, a manter o sobrolho do
leitor anormalmente perto do couro cabeludo.
Se o leitor for fã de funções, matematicamente
falando – esta leitora arrepiou-se, deve ser o espírito de Pitágoras a rondar –
irá certamente deliciar-se com o teorema que Colin tenta elaborar para por fim
aos desastres amorosos, mas se não for achará igualmente imensa piada à forma
como esta temática se insere no texto. Gráficos e equações algébricas vão desta
feita pontuando o texto, assim como palavras estranhas, línguas diversas e as
melhores e mais pertinentes notas rodapé que tenho tido o prazer de ler como
complemento a uma história.
Porque, como citei anteriormente, existe uma crítica
latente ao longo do texto, o autor utiliza caricaturas para satirizar o melhor
e o pior dos jovens de hoje, começando pelo sedentarismo de Hassan e a ausência
de uma normalidade na infância de Colin que deveria ter sido proporcionada
pelos seus pais, passando por olhar para atento ao inverno da vida e terminando
com comportamentos recriminatórios de outras tantas personagens clichés de Gutshot,
como por exemplo bullying.
Em suma, este é um livro extremamente divertido,
ligeiramente sério e com apontamentos que o colocam num patamar à parte dos
seus pares. É um livro que tem romance, aventura e muita informação pertinente, o que lhe permite satisfazer leitores de várias idades.
Quem segue o blogue com regularidade já sabe a minha
opinião de John Green, ele é o autor contemporâneo que ficará na história pela
forma como chega facilmente a uma camada jovem e muitas vezes difícil de
conquistar, com palavras que entre lágrimas ou sorrisos os fará pensar além das
páginas.
Relativamente à sua escrita, neste título em
particular, os diálogos são hilariantes e proporcionam uma fluidez deliciosa à
leitura, algo que é complementado com comentários de Green na primeira pessoa em rodapé, o que não só o aproximam de quem lê do autor como esclarecem o impensável muitas
vezes espelhado no texto.
É, definitivamente, uma história diferente e que
tanto pode ficar na memória dos mais atentos como ser um bom momento para quem
procurava algo leve e descontraído para passar o tempo.
Eu gostei imenso, como ficou claro. Não vou dizer que
este é o melhor livro de Green – recentemente recordei o quão extraordinário é A Culpa é das Estrelas no cinema – mas não me desiludi porque este senhor é sempre bom no que
faz e nos pontos que pretende tocar quando escreve, e este livro não foi
excepção.
Espero agora, ansiosamente, por mais publicações
suas ou pela tradução de obras em que é co-autor, pois tudo o que vem de si é
sinónimo de prazer para mim. Sim, sou fã.
Esta é mais uma deliciosa aposta da ASA que me deu um
prazer imenso e que recomendo, obrigatoriamente, para os fãs de YA e como
sugestão para os restantes leitores que pretendam arriscar algo fora da sua
área de conforto.
Do mesmo autor, no blogue, pela ASA:
À Procura de Alaska (Opinião)
A Culpa é das Estrelas (Opinião)
Título: O Teorema de Katherine
Autor: John Green
Género: Romance; Young Adult; Road Trip
Editora: ASA
domingo, 1 de junho de 2014
O
primeiro amor (após 19 tentativas vãs)
Título:
O Teorema Katherine
Autor:
John Green
N.º
Páginas: 272
PVP:
14.90 €
ISBN:
9789892326337
Disponível
para compra – AQUI
Sinopse:
Dezanove
foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das
dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não
Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente não Catherine, mas KATHERINE.
E
das dezanove vezes, levou com os pés.
Desde
que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin,
ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas,
saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então ele decide inventar um
teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se
possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no curso de um verão
glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas
estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de
não se chamarem Katherine.
Leia
um excerto – AQUI
À
Procura de Alaska (Opinião)
A
Culpa é das Estrelas (Opinião)
Sobre
o autor:
John
Green é autor de vários bestsellers do New York Times, e de entre os muitos
prémios que recebeu destacam-se o Printz Medal, um Printz Honor e o Edgar
Award. Foi por duas vezes finalista do LA Times Book Prize.
Saiba
mais em: Livros com Sentido – Facebook
domingo, 3 de março de 2013
Sinopse:
Quentin
Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há
vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas
cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la
num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece
inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá
de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto
Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é
verdadeiramente a enigmática Margot.
Todos
os leitores deveriam ter oportunidade de ler John Green uma vez,
independentemente da sua idade, pois embora este seja um autor que tem um
público-alvo restrito, quando o folheio tenho sempre a sensação de
intemporalidade, a sensação de reencontrar as suas palavras no meu passado e,
às vezes até, no meu presente.
Cidades
de Papel é, diferenciando-se das restantes obras que li do autor muito
direccionadas para adolescência, uma narrativa particularmente focada no
momento em que o jovem está a terminar o high school (o nosso ensino secundário) e se
vê obrigado a definir o seu futuro evidenciando, desta forma, a busca e
definição do seu enquadramento social como indivíduo repleto de emoções e
vontades, como indivíduo a quem ainda é permitido errar e arriscar na mesma
medida em que, esse indivíduo, é parabenizado pelos os seus valores e pelas suas
responsabilidades já adquiridas.
Com
um enredo curioso, interessante, personagens complexas e um ambiente familiar a
quem lê, neste livro Green leva-nos a conhecer um amor profundo, um primeiro
amor, que se encontrava adormecido desde a infância e desperta agora,
emocionantemente, perante a perspectiva de ser perdido para sempre.
Quentin
sempre conheceu M, a sua vizinha, conhecida e outrora grande amiga, que
preenche de mistérios os seus pensamentos. Quando uma noite, fazendo lembrar os
tempos de meninice, M lhe bate à janela do quarto para lhe pedir um favor ele
sabe, como sempre soube que gostava dela, que por muito louco que seja o seu
pedido ele não lhe irá dizer que não. Não o recusará porque o seu fascínio por
Margo completa os seus dias. Não o recusará porque quer mostrar que merece a
sua companhia. Não o recusará porque este favor pode mudar a rotina da sua
vida, e muda.
Tudo
se transforma no mundo de Q quando aceita ajudar a enigmática M na noite
mais emocionante da sua existência, a última noite em que M será sua vizinha, a
noite em que M, a poderosa M, traça o derradeiro e último objectivo da sua
juventude desaparecendo para sempre.
São
tantos os pontos cativantes desta narrativa que nem sei por onde começar, mas
sendo as suas personagens o fio que nos leva à imensidão de sentimentos
transmitidos por Green, parece-me correcto falar-vos da simplicidade dos seus
papéis.
Com
um núcleo pequeno de personagens principais, onde se destacam Quentin e Margo,
fica clara a multiplicidade de personalidades e estereótipos que o autor
pretende explorar no lugar-comum dos 18 anos de idade.
Se
Quentin é tudo, receios, descobertas e sentimentos, um cocktail com que o narrador
que tece os fios entre todos os outros intervenientes, Margo é nada, é o
desconhecido, é um enigma que irá unir todos os outros que resolvem formar um
grupo, díspar, para a trazer de regresso casa seguindo as pistas do seu
desaparecimento. Louca, irreverente e extremamente inteligente, M é um
verdadeiro mito vivo para os que a rodeiam, cativando, mesmo na ausência, o
leitor que a segue através dos olhos e pensamentos dos seus amigos, o leitor
que só a conhece realmente no final da história, onde poderá odiá-la, ama-la ou
ambas as coisas, com a certeza de que não lhe será indiferente.
Ben
e Radar, amigos de Q, são um exemplo masculino dos cromos do secundário, assim como a representação do verdadeiro valor da amizade, no entanto não poderiam ser mais distintos
entre si. Ben, o mais típico, é o género de rapaz que não resiste a qualquer
“coelhinha” e que sonha com o baile de finalista perfeito em que, (vocês
sabem), dará o grito do Tarzan. Radar, por outro lado, é o típico jovem
inteligente, dado às informáticas e com uma estabilidade emocional rara, pelo
menos até que se fale de pais natais negros. Lacey, amiga de M, é mais uma
entre muitas meninas de bonitas mas é, igualmente, a melhor amiga de uma
rapariga desaparecida e, inevitavelmente, junta-se a este grupo solidificando o
conjunto de aprendizes de detectives que fará tudo para ajudar Q, acabando,
todos eles, por serem fundamentais, por crescerem e mudarem nesta busca pelo
desconhecido, por M.
E
por fim Q, Quentin, ele é das melhores personagens que conheci dentro deste
género literário (romance YA) e tudo o que eu senti, e possa eventualmente conseguir
transmitir, passa por ele. Descrevê-lo é impossível para mim porque Q está em
todas as palavras e causas deste texto, peço-vos desculpa por isso.
Cidades
de papel, o título do livro, são, no sentido mais literal, cidades imaginárias
criadas por pessoas que desenham mapas para lhes conferir direitos de
propriedade intelectual e, da mesma forma, um conceito importante que
revolucionou a cartografia. Para que é que isto é importante? Sinceramente não
é, mas para mim é realmente fascinante a forma como o autor trabalhou o conceito a partir
“do nada” e deu vida a uma loucura de M conseguindo transmitir, na perfeição, a
necessidade de fuga a um mapa repleto de iguais.
Quanto
à estrutura do livro, este encontra-se dividido em três partes, sendo que a última é absolutamente extraordinária com todo o potencial de Green a fazer-nos
lacrimejar de tanto rir sem que, em momento algum, o leitor deixe de reflectir
e sentir a credibilidade de tudo o que está a ler, esta parte é sustentada
pelas partes anteriores, igualmente atractivas. Que abençoada seja a rara pureza
da juventude transmitida por estas páginas.
O
humor, utilizado ao longo do livro, tem tanto de simples como de excepcional,
pois este brinca com a vida e não descura a intensidade do texto ao transmitir
por parcas palavras tudo o que importa fazendo delas um reflexo de todos nós.
Resumindo, porque até agora sei que não consegui mais do que escrever
pensamentos pouco coerentes sobre Cidades de Papel, este livro gira em torno de uma viagem/busca, de auto-conhecimento, aprendizagem
e, sobretudo, amadurecimento pessoal enquanto ser humano. Como sempre, o autor
consegue frases únicas que marcam a contemporaneidade de hoje com uma dimensão
arrebatadora. E as suas citações alcançaram-me, uma vez mais, com uma
profundidade e exactidão tão particular que dei por mim, consecutivamente,
encantada e muda com o seu brilhantismo perspicaz
Sim,
esta opinião correu-me mesmo mal, li um livro num dia e passei os três seguintes a
tentar verbalizar tudo que sentia em relação ao mesmo e, infelizmente, não
consegui. Confesso que não sei porque é que gosto tanto de Green, mas eu idolatro
a forma como me emociona.
Vou
deixar-vos uma passagem das muitas que anotei para a posteridade. Poderia ser
uma citação com graça, este livro é definitivamente muito divertido, mas talvez
por isso optei por uma que vos faça reflectir. Esta história é assim, riem e
reflectem com um espaçamento de 5 segundos.
«Há
tantas pessoas. É tão fácil esquecer como o mundo está tão cheio de pessoas,
cheio a abarrotar, e cada uma dessas pessoas é imaginável, mas consistentemente
imaginada de forma errada.» - pág. 287
Uma grande, mesmo grande, aposta da Editorial
Presença da sua colecção Noites Claras que eu recomendo a todos os leitores
deste blogue que gostem de ficção, que gostem da ficção que retrata a vida.
Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Género: Ficção, Romance
Editora: Editorial Presença
Com
o maravilhoso apoio da Editorial Presença chegou ao fim mais um passatempo no
blogue.
Para
sorteio encontrava-se um exemplar do livro Cidades de Papel de John Green. Um
autor pelo qual me tenho apaixonado de livro para livro.
Gostaria
de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a,
não desanime haverá mais oportunidades em breve.
Sem
mais demoras, quem receberá este exemplar é:
*179
– Carla Susana (…) Santos – Bobadela
Os
meus sinceros parabéns ao vencedor/a, espero que usufrua de uma excelente
leitura.
Boas
leituras©
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Com
a preciosa colaboração da Editorial Presença, começa hoje a mais um magnífico
passatempo aqui no blogue.
Para
sorteio está disponível um exemplar do título Cidades de Papel do permeado
autor John Green.
Para
se habilitar este livro basta responder acertadamente às questões abaixo
colocadas e ter em atenção as regras de participação.
Descubra
as suas respostas aqui no Blogue ou em Editorial Presença.
Boas
leituras©
Regras
de participação:
1.
Passatempo válido até 23h59 do dia 28 de Fevereiro de 2013 (quinta-feira).
2.
Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
3.
Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
4.
O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por
e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
5.
Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras
serão automaticamente anuladas.
6.
A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no
correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
7.
Boa Sorte!
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- Alison Bechdel
- Alison Lucy
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- Andrea Hirata
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