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A Elphaba...

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Finalmente, o filme!

Embora, na maior parte das vezes, eu tenha receio de ver as adaptações cinematográficas dos livros que li, existem excepções que eu fico ansiosa por encontrar no grande ecrã e Cidades de Papel foi efectivamente uma delas – a título de curiosidade, na altura até uma banda sonora eu lhe imaginei, a música Charlie Brown de Coldplay.


Tudo o que eu esperava, divertido e emotivo, divertido e repleto de lugares-comuns, divertido e exemplificando na perfeição a amizade, o primeiro amor e a adolescência, esta história conseguiu igualmente aquecer o meu coração na sala de cinema.
Repleto de sorrisos, o meu reencontro com o magnífico protagonista Quentin Jacobsen foi uma experiência verdadeiramente feliz. Todas as reflexões, aprendizagens e valores que associei a esta narrativa, agora visual, foram captadas na perfeição, algo que, sem dúvida, teve a mão do fenómeno por detrás das palavras, John Green.

Não minto, eu tinha adorado anterior adaptação do autor, A Culpa é das Estrelas, porque todas as emoções e humor estavam lá, transparentes, a tocar o coração com uma mestria rara, com uma sabedoria que eu considero um dom. No entanto Cidades de Papel é uma obra diferente, menos sensacionalista, é um facto, mas igualmente real, esta é uma aventura plena de simbolismos nos quais se conseguirão facilmente rever. É o fechar de um ciclo, é o abandono da infância com os medos e as brincadeiras inocentes de quem abre pela primeira vez as asas em pleno e sonha abraçar o mundo, saltar do ninho, e isso, meus caros, é muito bonito de se ver.

1.ª Capa
Colecção Noites Brancas
Não vos vou mentir, as minhas memórias relativas ao livro, páginas que percorri no início de 2013, não são fiéis, eu sou do tipo que guarda emoções e sensações, pelo que cheguei a ficar surpreendida quando me disseram, à saída, que o final estava diferente do enredo original, mas não dei importância. Este fim foi extremamente bem conseguido e deixou-me ansiosa por uma sequela – que não haverá, mas eu sou sonhadora, lembram-se?

Enfim, é um bom filme para se ver de braço dado com amigos, para soltar uma lágrima feliz e muitas gargalhadas borbulhantes de lembranças, de momentos que raramente nos apercebemos que são únicos quando acontecem mas que, na verdade, fazem com que a nossa vida seja repleta de para sempres pouco valorizados.

Não sei de que telemóvel vem a foto, mas já usei meninas. Obrigada! 

Falando de amizades, eu tinha lá duas do coração (gosto de vocês aos milhões Sofia e Catarina… mentira!!!!) e uma montanha de caras conhecidas da blogosfera que animaram ainda mais a acção. São reencontros como estes que dão um mimo especial a esta vida de blogger e eu só tenho a agradecer, muito, à Editorial Presença por me ter proporcionado esta ante-estreia.

Sugestões? Vejam o filme e leiam o livro, pois embora se cruzem a maior parte do tempo ambos vos irão transmitir diferentes emoções e alargar perspectivas sobre as personagens.

Trailer do filme:




Sinopse do livro, Editorial Presença:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança.
Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

A minha opinião, do livro: AQUI.

Bom filme & Boas leituras*



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sinopse:
Numa cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e beijos muito apaixonados.

Embora só agora esteja a escrever a opinião desta história, a minha leitura de Quando a Neve Cai teve o travo a canela e o sentimento especial, tão próprio, que acompanha o espírito natalício, ingredientes mais que perfeitos para uma narrativa jovem, leve e divertida que procura aquecer corações e recordar o sabor do primeiro amor.

Três autores conceituados da literatura para jovens adultos, John Green, Maureen Johnson e Laurel Myracle, juntaram-se para dar vida a uma história inteligente dividida em três partes enternecedoras, que podem ser lidas em separado ou seguindo a ordem publicada na obra, o que agradará tanto aos fãs de contos como a todos aqueles que procuram um enredo mais denso; três escritores que têm em comum a capacidade de fazer o leitor sorrir com a simplicidade dos sentimentos descritos, com a sua abordagem à adolescência repleta de mestria e com a sua forma de especial de recordar o quão fundamentais são a amizade e o amor.

O primeiro conto, O Expresso de Jubilee de Maureen Johnson, conquistou-me pelo seu forte teor humorístico que, de forma mirabolante e inesperada, guia a sua protagonista ao encontro de afectos no mais improvável dos locais. Jubilee irá ver a sua véspera de natal transformada na aventura de uma vida e terá a oportunidade de descobrir o amor entre uma claque de Ambers e Madisons loucas, uma Waffle Hause repleta de gente estranha e o conforto de uma família que lhe lembrará o verdadeiro espírito da época festiva.

A segunda intervenção desta história é da autoria do famoso John Green que, em Um Milagre de Natal Fantabulástico, nos mostra o verdadeiro significado da amizade e como desta pode nascer algo igualmente belo. Mais uma vez com o cenário de pais ausentes, por um imprevisto a 24 de Dezembro, o protagonista encontra-se numa maratona de filmes de James Bond com os seus melhores amigos mas, um desafio e muitas hormonas, vai levá-los à mesma Waffle Hause da narrativa anterior, ou pelo menos a fazerem algumas loucuras para tentar lá chegar! É mais uma aventura cheia de acção e emoções fortes que termina de forma previsivelmente ternurenta.

Por último, O Santo Patrono dos Porcos, de Laurel Myracle, recorda igualmente a importância da amizade mas também do amor, num texto que procura fazer reflectir sobre ambas as relações afectivas e revelar um amadurecimento por parte da protagonista. Addie é uma jovem bastante mimada, com alguma consciência dos seus defeitos e que se sente mal por ter errado com quem verdadeiramente importa e, disposta a remediar a sua existência, predispõe-se a ajudar uma amiga mas heis que, quando se esforça para que tudo dê certo, o destino lhe troca as voltas e lhe ensina uma valente lição.

Estas são, na realidade, três histórias bastante bem estruturadas e fundamentadas, que primam por morais simples mas importantes em qualquer idade. Sinceramente, eu considerei-as a todas particularmente divertidas e conseguiram fazer-me soltar algumas gargalhadas. Mais, todas elas têm apontamentos bastante singulares e os seus intervenientes são distintos representando o público-alvo do livro com esmero.

Quanto à escrita, John Green já conhecia e não surpreendendo também não desiludiu. Já as autoras Maureen Johnson e Laurel Myracle deixaram-me bastante curiosa para experimentar outros trabalhos seus, dada a capacidade revelada por ambas para proporcionar enredos bastante originais.

Mais que um livro natalício, esta é uma aposta para o tempo frio em geral e para matar saudades da inocência. Uma aposta Topseller que vestirá na perfeição os adeptos de romance young adult.


Título: Quando a Neve Cai
Autores: John Green, Maureen Johnson e Laurel Myracle
Género: Romance; Young Adult
Editora: Topseller






Aqui fica mais um book trailer da Topseller, do amoroso livro Quando a Neve Cai.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Tudo acontece na noite de natal, onde uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos. Três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se em Quando a Neve Cai.

Título: Quando a Neve Cai
Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
N.º Páginas: 320
PVP: 17.69 €
ISBN: 978-989-862-691-2

Sinopse:
Numa cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e beijos muito apaixonados.
Um livro escrito a três mãos, num romance brilhante e mágico para os amantes de histórias de amor e aventuras.

Leia um excerto – AQUI


«Com um  enredo bem estruturado, cada ponta solta deixada por um autor é devidamente atada pelo que se lhe segue. Uma leitura maravilhosa para qualquer altura do ano.» - Booklist

«Este livro é, sem dúvida, um dos meus livros preferidos. Na realidade é um livro mais que perfeito. Quando a Neve Cai será a minha leitura de Natal por muitos anos, e tenho a certeza de que se lerem este livro maravilhoso também virá a ser a vossa?» - The Guardian

Sobre os autores:
John Green (EUA, 1977) é o autor bestseller do New York Times dos livros A Culpa É das Estrelas, O Teorema de Katherine, À Procura de Alasca (Edições Asa) e Cidades de Papel (Editorial Presença). É também coautor, com David Levithan, de Will e Will (Edições Asa) e de Quando a Neve Cai, com Maureen Johnson e Lauren Myracle. Foi vencedor dos prémios literários Michael L. PrintzAward, Edgar Award e recebeu por duas vezes o Los Angeles Times BookPrize. Os seus livros já foram publicados em cerca de trinta países.
Maureen Johnson (EUA, 1973) é autora bestseller de vários livros, entre os quais se destacam The Name of the Star (nomeado para o Edgar Award), 13 Little Blue Envelopes, Devilish, Girl At Sea e Suite Scarlett.
Lauren Myracle (EUA, 1969) é autora de vários livros para jovens e jovens adultos, incluindo os bestsellers do New York Times Thirteen bem como ttyl (talk to you later) e ttfn (ta ta for now), da série The Internet Girls.

Saiba mais em: Topseller


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Chegou a hora de anunciar mais um vencedor, que contou com o maravilhoso passatempo ASA.



Para sorteio encontrava-se um exemplar de O Teorema Katherine do maravilhoso John Green, um autor YA contemporâneo que já conquistou uma legião de leitores.


Gostaria, como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.




Entre as 267 participações, quem receberá este exemplar é:

210* - Flávia Ferreira, Turquel

Os meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E o meu muito obrigado à ASA por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.


Boas leituras*

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não imaginam o quanto estou feliz por ter a oportunidade de realizar este passatempo de aniversário, com um dos autores que mais prazer me tem dado descobrir.



Uma vez mais, o meu muito obrigado à ASA pela colaboração, por nos proporcionar a todos óptimas leituras.  

É isso mesmo, para sorteio está disponível um exemplar do título O Teorema Katherine do grande, do fantástico John Green

Para se habilitarem a este exemplar, terão unicamente de responder a uma questão e serem seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.

Descubra a sua resposta aqui no Blogue.


Boas leituras*


Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 30 de Julho de 2014 (quarta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

8. Boa Sorte!



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sinopse:
Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente não Catherine, mas KATHERINE.
E das dezanove vezes, levou com os pés.
Desde que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no curso de um verão glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine.

Pobres de todos aqueles que nunca se apaixonaram, diria eu automaticamente se alguém me questionasse sobre este tema. Pobres de todos os que nunca sentiram borboletas no estômago, mãos suadas e o coração a mil, os primeiros sintomas desta maravilhosa doença que nos tira o sono, o apetite e a concentração e que, em troca, nos coloca o um sorriso no rosto, nos torna audazes e nos faz acreditar que os astros têm uma palavra certeira a dizer sobre um qualquer glorioso futuro ao lado da nossa alma gémea – ou não!

Com o brilhantismo e assertividade habituais, o mais recente romance de John Green traduzido em terras lusas é mais um magnífico tributo à complexa adolescência, onde imperam emoções fáceis, dúvidas existenciais e o valor da amizade. É um romance que ao contrário dos antecedentes publicados pela ASA, põe de parte um fatalismo enternecedor focando-se, principalmente, em conotações humorísticas desiguais para fazer uma crítica pertinente à imagem comum dos indivíduos numa das fases mais difíceis do seu desenvolvimento.

Embora as histórias deste autor tenham, geralmente, premissas simples acompanhadas temáticas pertinentes, está mais que comprovada a inteligência de Green nas abordagens que escolhe para as suas personagens, tornando cada texto incomum e especial para o seu público. O Teorema de Katherine, An Abundance of Katherines no original, é a promessa de algo diferente a partir do título, que dá ênfase às estranhezas do enredo que o leitor irá encontrar.

Conhecemos Colin, o protagonista, completamente e absolutamente destroçado após ter sido abandonado, pela décima nona vez, por uma Katherine. Se é irreal o facto de, em tenra idade, este jovem já ter sido deixando tantas vezes, mais surpreendente se torna este facto quando constatamos que todas suas conquistas partilham o mesmo nome, algo que, em momento algum, este prodígio pressagia fatídico – atracção fatal em modo génio, creio.
Em suma, este petiz é das personagens mais absurdamente deliciosas que eu conheci, como aliás a maior parte dos intervenientes, e a sua evolução ao longo do texto coincide com o desenvolvimento de um teorema raro, para não dizer mais, que este crê vir a torna-lo conhecido. Ou seja, não lhe chega a sua capacidade de brincar com anagramas como quem trauteia a tabuada do dois, a sua inteligência muito acima da média e a racionalidade de um adulto de 60 anos acompanhados por uma integridade louvável, Colin quer tornar-se alguém que marcará o mundo e está, durante a maior parte da narrativa, disposto a agarrar-se ao busílis da sua dor para se transformar em algo único – é de chorar a rir.

Hassan, o salvador da pátria em modo obeso e muçulmano, é a figura! Aliás, só podia ser extraordinário para se manter são e se intitular de melhor amigo de alguém tão linear que tem dificuldade em compreender a ironia. Juntos, Hassan e Colin, fazem uma viagem que aparenta ser para salvar o prodígio desgosto mas que, na minha óptica, é provavelmente para evitar a morte prematura de Hassan, viagem que resulta, claramente, na estrada de tijolos amarelos para ambos.
As peripécias vão sucedendo em catadupa para estes jovens e, no seu ponto de viragem, conhecemos Lindsey e a sua mãe, duas personagens surreais, um grupo de amigos quase banal e a maioria dos habitantes de Gutshot – local onde as personagens principais acabam por se cimentar e estabelecer temporariamente. Neste cenário, os intervenientes acabam por se conjugar com diversos e importantes acontecimentos em cadeia que, quando olhados de longe, se entrelaçam na perfeição embora tendam, constantemente, a manter o sobrolho do leitor anormalmente perto do couro cabeludo.

Se o leitor for fã de funções, matematicamente falando – esta leitora arrepiou-se, deve ser o espírito de Pitágoras a rondar – irá certamente deliciar-se com o teorema que Colin tenta elaborar para por fim aos desastres amorosos, mas se não for achará igualmente imensa piada à forma como esta temática se insere no texto. Gráficos e equações algébricas vão desta feita pontuando o texto, assim como palavras estranhas, línguas diversas e as melhores e mais pertinentes notas rodapé que tenho tido o prazer de ler como complemento a uma história.

Porque, como citei anteriormente, existe uma crítica latente ao longo do texto, o autor utiliza caricaturas para satirizar o melhor e o pior dos jovens de hoje, começando pelo sedentarismo de Hassan e a ausência de uma normalidade na infância de Colin que deveria ter sido proporcionada pelos seus pais, passando por olhar para atento ao inverno da vida e terminando com comportamentos recriminatórios de outras tantas personagens clichés de Gutshot, como por exemplo bullying.


Em suma, este é um livro extremamente divertido, ligeiramente sério e com apontamentos que o colocam num patamar à parte dos seus pares. É um livro que tem romance, aventura e muita informação pertinente, o que lhe permite satisfazer leitores de várias idades.

Quem segue o blogue com regularidade já sabe a minha opinião de John Green, ele é o autor contemporâneo que ficará na história pela forma como chega facilmente a uma camada jovem e muitas vezes difícil de conquistar, com palavras que entre lágrimas ou sorrisos os fará pensar além das páginas.
Relativamente à sua escrita, neste título em particular, os diálogos são hilariantes e proporcionam uma fluidez deliciosa à leitura, algo que é complementado com comentários de Green na primeira pessoa em rodapé, o que não só o aproximam de quem lê do autor como esclarecem o impensável muitas vezes espelhado no texto.
É, definitivamente, uma história diferente e que tanto pode ficar na memória dos mais atentos como ser um bom momento para quem procurava algo leve e descontraído para passar o tempo.

Eu gostei imenso, como ficou claro. Não vou dizer que este é o melhor livro de Green – recentemente recordei o quão extraordinário é A Culpa é das Estrelas no cinema – mas não me desiludi porque este senhor é sempre bom no que faz e nos pontos que pretende tocar quando escreve, e este livro não foi excepção.
Espero agora, ansiosamente, por mais publicações suas ou pela tradução de obras em que é co-autor, pois tudo o que vem de si é sinónimo de prazer para mim. Sim, sou fã.

Esta é mais uma deliciosa aposta da ASA que me deu um prazer imenso e que recomendo, obrigatoriamente, para os fãs de YA e como sugestão para os restantes leitores que pretendam arriscar algo fora da sua área de conforto.

Do mesmo autor, no blogue, pela ASA:
À Procura de Alaska (Opinião)
A Culpa é das Estrelas (Opinião)


Título: O Teorema de Katherine
Autor: John Green
Género: Romance; Young Adult; Road Trip

Editora: ASA
domingo, 1 de junho de 2014

O primeiro amor (após 19 tentativas vãs)

Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
N.º Páginas: 272
PVP: 14.90 €
ISBN: 9789892326337
Disponível para compra – AQUI

Sinopse:
Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente não Catherine, mas KATHERINE.
E das dezanove vezes, levou com os pés.
Desde que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no curso de um verão glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine.

Leia um excertoAQUI


À Procura de Alaska (Opinião)
A Culpa é das Estrelas (Opinião)

Sobre o autor:
John Green é autor de vários bestsellers do New York Times, e de entre os muitos prémios que recebeu destacam-se o Printz Medal, um Printz Honor e o Edgar Award. Foi por duas vezes finalista do LA Times Book Prize.



domingo, 3 de março de 2013

Sinopse:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Todos os leitores deveriam ter oportunidade de ler John Green uma vez, independentemente da sua idade, pois embora este seja um autor que tem um público-alvo restrito, quando o folheio tenho sempre a sensação de intemporalidade, a sensação de reencontrar as suas palavras no meu passado e, às vezes até, no meu presente.
Cidades de Papel é, diferenciando-se das restantes obras que li do autor muito direccionadas para adolescência, uma narrativa particularmente focada no momento em que o jovem está a terminar o high school (o nosso ensino secundário) e se vê obrigado a definir o seu futuro evidenciando, desta forma, a busca e definição do seu enquadramento social como indivíduo repleto de emoções e vontades, como indivíduo a quem ainda é permitido errar e arriscar na mesma medida em que, esse indivíduo, é parabenizado pelos os seus valores e pelas suas responsabilidades já adquiridas.

Com um enredo curioso, interessante, personagens complexas e um ambiente familiar a quem lê, neste livro Green leva-nos a conhecer um amor profundo, um primeiro amor, que se encontrava adormecido desde a infância e desperta agora, emocionantemente, perante a perspectiva de ser perdido para sempre.

Quentin sempre conheceu M, a sua vizinha, conhecida e outrora grande amiga, que preenche de mistérios os seus pensamentos. Quando uma noite, fazendo lembrar os tempos de meninice, M lhe bate à janela do quarto para lhe pedir um favor ele sabe, como sempre soube que gostava dela, que por muito louco que seja o seu pedido ele não lhe irá dizer que não. Não o recusará porque o seu fascínio por Margo completa os seus dias. Não o recusará porque quer mostrar que merece a sua companhia. Não o recusará porque este favor pode mudar a rotina da sua vida, e muda.
Tudo se transforma no mundo de Q quando aceita ajudar a enigmática M na noite mais emocionante da sua existência, a última noite em que M será sua vizinha, a noite em que M, a poderosa M, traça o derradeiro e último objectivo da sua juventude desaparecendo para sempre.

São tantos os pontos cativantes desta narrativa que nem sei por onde começar, mas sendo as suas personagens o fio que nos leva à imensidão de sentimentos transmitidos por Green, parece-me correcto falar-vos da simplicidade dos seus papéis.
Com um núcleo pequeno de personagens principais, onde se destacam Quentin e Margo, fica clara a multiplicidade de personalidades e estereótipos que o autor pretende explorar no lugar-comum dos 18 anos de idade.
Se Quentin é tudo, receios, descobertas e sentimentos, um cocktail com que o narrador que tece os fios entre todos os outros intervenientes, Margo é nada, é o desconhecido, é um enigma que irá unir todos os outros que resolvem formar um grupo, díspar, para a trazer de regresso casa seguindo as pistas do seu desaparecimento. Louca, irreverente e extremamente inteligente, M é um verdadeiro mito vivo para os que a rodeiam, cativando, mesmo na ausência, o leitor que a segue através dos olhos e pensamentos dos seus amigos, o leitor que só a conhece realmente no final da história, onde poderá odiá-la, ama-la ou ambas as coisas, com a certeza de que não lhe será indiferente.
Ben e Radar, amigos de Q, são um exemplo masculino dos cromos do secundário, assim como a representação do verdadeiro valor da amizade, no entanto não poderiam ser mais distintos entre si. Ben, o mais típico, é o género de rapaz que não resiste a qualquer “coelhinha” e que sonha com o baile de finalista perfeito em que, (vocês sabem), dará o grito do Tarzan. Radar, por outro lado, é o típico jovem inteligente, dado às informáticas e com uma estabilidade emocional rara, pelo menos até que se fale de pais natais negros. Lacey, amiga de M, é mais uma entre muitas meninas de bonitas mas é, igualmente, a melhor amiga de uma rapariga desaparecida e, inevitavelmente, junta-se a este grupo solidificando o conjunto de aprendizes de detectives que fará tudo para ajudar Q, acabando, todos eles, por serem fundamentais, por crescerem e mudarem nesta busca pelo desconhecido, por M.
E por fim Q, Quentin, ele é das melhores personagens que conheci dentro deste género literário (romance YA) e tudo o que eu senti, e possa eventualmente conseguir transmitir, passa por ele. Descrevê-lo é impossível para mim porque Q está em todas as palavras e causas deste texto, peço-vos desculpa por isso.

Cidades de papel, o título do livro, são, no sentido mais literal, cidades imaginárias criadas por pessoas que desenham mapas para lhes conferir direitos de propriedade intelectual e, da mesma forma, um conceito importante que revolucionou a cartografia. Para que é que isto é importante? Sinceramente não é, mas para mim é realmente fascinante a forma como o autor trabalhou o conceito a partir “do nada” e deu vida a uma loucura de M conseguindo transmitir, na perfeição, a necessidade de fuga a um mapa repleto de iguais.

Quanto à estrutura do livro, este encontra-se dividido em três partes, sendo que a última é absolutamente extraordinária com todo o potencial de Green a fazer-nos lacrimejar de tanto rir sem que, em momento algum, o leitor deixe de reflectir e sentir a credibilidade de tudo o que está a ler, esta parte é sustentada pelas partes anteriores, igualmente atractivas. Que abençoada seja a rara pureza da juventude transmitida por estas páginas.

O humor, utilizado ao longo do livro, tem tanto de simples como de excepcional, pois este brinca com a vida e não descura a intensidade do texto ao transmitir por parcas palavras tudo o que importa fazendo delas um reflexo de todos nós.

Resumindo, porque até agora sei que não consegui mais do que escrever pensamentos pouco coerentes sobre Cidades de Papeleste livro gira em torno de uma viagem/busca, de auto-conhecimento, aprendizagem e, sobretudo, amadurecimento pessoal enquanto ser humano. Como sempre, o autor consegue frases únicas que marcam a contemporaneidade de hoje com uma dimensão arrebatadora. E as suas citações alcançaram-me, uma vez mais, com uma profundidade e exactidão tão particular que dei por mim, consecutivamente, encantada e muda com o seu brilhantismo perspicaz

Sim, esta opinião correu-me mesmo mal, li um livro num dia e passei os três seguintes a tentar verbalizar tudo que sentia em relação ao mesmo e, infelizmente, não consegui. Confesso que não sei porque é que gosto tanto de Green, mas eu idolatro a forma como me emociona.

Vou deixar-vos uma passagem das muitas que anotei para a posteridade. Poderia ser uma citação com graça, este livro é definitivamente muito divertido, mas talvez por isso optei por uma que vos faça reflectir. Esta história é assim, riem e reflectem com um espaçamento de 5 segundos.

«Há tantas pessoas. É tão fácil esquecer como o mundo está tão cheio de pessoas, cheio a abarrotar, e cada uma dessas pessoas é imaginável, mas consistentemente imaginada de forma errada.» - pág. 287

Uma grande, mesmo grande, aposta da Editorial Presença da sua colecção Noites Claras que eu recomendo a todos os leitores deste blogue que gostem de ficção, que gostem da ficção que retrata a vida.

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Género: Ficção, Romance



Com o maravilhoso apoio da Editorial Presença chegou ao fim mais um passatempo no blogue.

Para sorteio encontrava-se um exemplar do livro Cidades de Papel de John Green. Um autor pelo qual me tenho apaixonado de livro para livro.

Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime haverá mais oportunidades em breve.

Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*179 Carla Susana (…) SantosBobadela

Os meus sinceros parabéns ao vencedor/a, espero que usufrua de uma excelente leitura.
Boas leituras©
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Com a preciosa colaboração da Editorial Presença, começa hoje a mais um magnífico passatempo aqui no blogue.

Para sorteio está disponível um exemplar do título Cidades de Papel do permeado autor John Green.

Para se habilitar este livro basta responder acertadamente às questões abaixo colocadas e ter em atenção as regras de participação.

Descubra as suas respostas aqui no Blogue ou em Editorial Presença.

Boas leituras©


Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 28 de Fevereiro de 2013 (quinta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
4. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
7. Boa Sorte!



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