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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Sinopse:
Quando dois soldados de lados opostos de um imenso conflito galáctico sem fim se apaixonam, terão de arriscar tudo para proteger uma nova vida num universo terrível e perigoso. Um universo sem limites, povoado de possibilidades infinitas. E um planeta, Fenda, onde nascerá a ideia que irá expandir-se e crescer para conquistar todo um cosmos, símbolo de esperança para dois povos desavindos. SAGA é a história de dois jovens soldados de lados opostos de um vasto conflito inter-galáctico sem fim, que se apaixonam e arriscam tudo para protegerem a vida que criaram e que terá de crescer num universo hostil e perigoso. Alana e Marko querem apenas poder viver a sua vida em paz com a sua jovem filha Hazel – considerada uma abominação por todas as potências envolvidas na guerra – e, entre serem perseguidos por um príncipe robot com cabeça de TV, assassinos profissionais dos mais diversos planetas e serem assombrados pelos fantasmas de vítimas de batalhas passadas, a sua história irá mudar a galáxia. Fantasia e ficção-científica juntam-se como nunca antes no primeiro volume deste épico subversivo e provocante, obra de dois dos mais aclamados nomes da banda desenhada actual: o escritor Brian K. Vaughan e a artista Fiona Staples.

Momento sinceridade: esta vossa leitora não percebe nada de arte, mais concretamente da arte desenvolvida em novelas gráficas ou BD. Felizmente, isso não invalida o facto de eu começar a apreciar imenso este tipo de literatura que, doravante, acabará por ser mais comentada no blogue – tenho andado a comprar imensas coisas e estou, à primeira vista, apaixonada pela maioria das minhas aquisições.

Deveria ser pecado eu comentar Saga porque, por todos os prémios que conquistou e pela crítica que tem recebido, está mais que comprovado o seu valor, algo que até uma leiga como eu, que certamente não o aprecia na totalidade, consegue compreender.
Dividida, até à data, em cinco volumes, esta novela gráfica extraordinária conquistou-me pela sua edição e, posteriormente, pelos seus conteúdos fortes e impactantes que, articulados com originalidade do texto e os muitos paralelismo sociais e afectivos reais, me transportaram para o espaço. Eu não conhecia o autor ou a artista mas acreditem que depois desta experiência vou querer voltar encontrar-me com mais trabalhos de ambos.

Muito sucintamente, um casal de soldados pertencentes a facções opostas em guerra, Alana de Terravista e Marko do seu satélite Coroa, fugiram das suas origens para poderem ficar juntos e é no momento em que a filha de ambos vem ao mundo, Hazel, que tomamos conhecimentos das duas histórias e deste universo cruel, sedutor e que de forma bem conseguida representa uma espécie de humanidade (que nada tem a ver com seres humanos, que fique claro). Assim, nesta obra vamos assistir de perto ao início da fuga deste par com a sua filha, enquanto nos vão sendo oferecidas nuances do passado, mas principalmente sobre o presente de ambos, numa jornada épica em busca de um futuro melhor.   

Gostei imenso da forma como o texto, o criativo argumento de Brian K. Vaughan é apresentado, ora através dos balões de fala das figuras ficcionais, ora através da voz de Hazel, que narra de como tudo começou, de como assistiu às lutas, aos medos e às pequenas conquistas dos seus pais para que sobrevivesse.
Sinceramente, sendo a história aquilo que melhor posso analisar, adorei a voz desta pequena. Com um olhar tão contemplativo quanto crítico, ela complementa na perfeição todos os excessos (não tão excessivos assim), apresentados com humor e todos os apêndices que um título para adultos pode incluir.


Gostava de poder divagar sobre os desenhos de Fiona Staples mas, como disse anteriormente, pouco entendo desta arte, assim posso apenas dizer-vos que são belos, coloridos e fortes, capazes de chocar e comover pela riqueza de pormenores, quer relativamente aos cenários ou às emoções transmitidas pelas personagens. Conclusão, não é preciso ser uma expert para me conseguir deixar transbordar por um trabalho magnífico.

No que diz respeito a problemáticas, o livro tem de tudo um pouco e as analogias são evidentes da primeira à última página. Num enredo que usa e abusa da ficção científica e da fantasia, questões militares e políticas ganham destaque, bem como temas mais sensíveis como escravidão, abusos vários e muita violência envolvidos naquela que eu, e perdoem-me se vos estou a enganar, vejo como uma linda história de amor intergaláctico.

Em suma, foi com um cocktail excêntrico mas muito completo e fiquei a conhecer a dinamarquesa editora G. Floy Studio que, a um preço muito acessível, oferece uma edição de luxo em português com aquilo que, creio, será do melhor que poderei experienciar dentro deste género literário, narrativas escritas e visuais que tocam em todas as feridas, entretêm e aquecem o coração.
Sim, já comprei Saga Vol. 2 e mal saiba a data do próximo lançamento começo a lê-lo. Estou siderada!




Titulo: Saga – Volume Um
Autor: Brian K. Vaughan & Fiona Staples
Género: BD; Novela Gráfica; FC

Editora: G. Floy Studio
segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sinopse:
Mas porque é que ele tinha de fazer 24 anos? Porque é que há robôs que insistem em tentar matá-lo? Porque é que a banda está a separar-se? Porque é que a Ramona anda tão estranha? Porque é que aqueles gémeos japoneses brilhantes mas letais não o deixam em paz?

Que saudades que eu tinha do jovem Scott, vocês não têm noção!
Eu gosto imenso desta série, desta personagem e da sua história alucinante. A banda desenhada de culto de Brian Lee O'Malley conquistou-me e viciou-me plenamente, com a certeza de que qualquer livro seu é uma aposta de sucesso.
Cada página é como uma janela para um novo mundo divertido, surpreendente e repleto de criatividade, exceptuando se tender para a reflexão – afinal de contas a maturidade está a chegar – mas acreditem que até nesses momentos haverá algo que vos fará sorrir.
Digam-me que conhecem estes livros! Digam-me que não estão cegos para este universo maravilhoso!

Finalmente os 24 anos – este rapaz está a ficar crescido! Mas como todos os adultos aposto que o bom do Scott deseja voltar à velha infância, longe de responsabilidades, dramas e relacionamentos complicados.
Scott Pilgrim: Contra o Universo é pura ironia, acreditem, porque o universo é que está, literalmente, contra o este herói, este colosso das novelas gráficas que nunca viu o futuro tão negro. Será o princípio do Game Over do Scott? Tenho a certeza que não e estou a roer as unhas para o próximo livro pois, como sempre, está tudo a acontecer! Desde as festas parvas a namorados maléficos aos pares, de lutas com robôs aos abusos com fartura, há tudo para todos os gostos. É uma narrativa brilhante onde mundos paralelos, jogos de vídeo e problemáticas bem reais se juntam para dar vida a algo único, é o penúltimo livro de uma série de seis títulos que já começou a deixar saudades nesta vossa leitora.  


As personagens são as de sempre, mas cada vez mais requintadas nas suas qualidades e defeitos. 
Ora vejamos... A Ramona traz para a cena dois namorados maléficos de estética invejável, ou seja, andou com um par de gémeos – tirem as vossas conclusões… atrevida! E apesar de finalmente mostrar algum sentimento, não percebo a moral desta miúda para algumas das suas atitudes para com o meu herói. Não está certo, estou amuada com ela apesar das sua roupa super cool!
Senti falta do Walace, mas perdoei o autor nas parcas aparições deste interveniente, foram cheias de estilo e a Kim, bem a Kim esteve no seu melhor, embora toda a pandilha me tenha feito arregalar os olhos.  


Agora o meu Scott… que orgulho! O meu homem está tão responsável, a trabalhar e dedicado à namorada. Claro que continua um preguiçoso, distraído e só faz porcaria nos tempos livres, mas é irresistível, um verdadeiro quebra corações. Eu sou sua fã, completamente!
Por oposição, continuo a ter vontade de espancar a Knifes e a Julie, mas estas emoções tal como o meu sentimento pelo Scott são um clássico ao longo de todos os livros.

Outras coisas boas – as personagens são pessimamente boas, entenda-se –, as lutas com robôs foram cinco estrelas, cheias de efeitos e, é de referir, sem os devidos créditos para o meu menino, que se farta de levar pancada por amor. Bónus decentes que é bom, nem vê-los! Até parece que a crise chegou ao mundo da BD!
A banda, os míticos SEX BOB-OMB, vai de mau a pior, resumindo, melhor para o leitor. Vamos ver no final, ou ficam famosos ou acabam literalmente a tocar campainhas de porta. E por fim, um pequeno apontamento para referir o Gato Gideon… eu adoro gatos mas este faz-me arrepios, juro-vos. É tão anormalmente normal!



Quanto a Brian Lee O'Malley, argumentista e desenhador, um ser claramente iluminado, estou muito agradecida pela sua existência, afinal de contas é graças a ele (e aos conselhos de uma amiga, tu sabes quem és), que voltei a ler BD. Adorei o excerto final, as notas, onde revela o processo de produção da sua brilhante ficção. Também ele está, como sempre, no seu melhor.

Para terminar, uma nota pessoal. Este livro tem muitos abusos, alguns apenas possíveis na ficção e outros não. Sinceramente? Encarem tudo isto como uma espécie de distopia cómica à actualidade da juventude… é o que eu faço e assim lido muito bem com o gozo muitas vezes descrito.

Esta é uma aposta do Booksmile e, acreditem, irá certamente fazer-vos sorrir! Sugiro sem qualquer tipo de restrição.

Opinião anteriores:
Scott Pilgrim: na Boa Vida (Vol. 1) Opinião
Scott Pilgrim; Contra o Mundo (Vol. 2) Opinião
Scott Pilgrim: e a Tristeza Infinita (Vol. 3) Opinião
Scott Pilgrim: Agora é a Sério (Vol. 4) Opinião

Próxima – e última... God que sofrimento! – leitura:
Scott Pilgrim: No Seu Melhor (Vol. 6)


Título: Scott Pilgrim: Contra o Universo
Autor: Brian Lee O'Malley
Género: Banda Desenhada; Humor

Editora: Booksmile


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sinopse:
Os Normandos vêm do Norte para que os Gauleses lhes ensinem o que é o medo e, por uma vez, os Romanos não são os maus da fita. A música «moderna» de Cacofonix será a chave da aventura, de tal modo que o bardo até é autorizado a participar no banquete final.

Nem me consigo lembrar da última vez que tinha pegado num livro do da colecção Astérix mas, muito provavelmente, tinha menos quinze anos do que aqueles que tenho agora e devo ter lido uma dezena exemplares de uma só vez – não me perguntem quais.
Este menino é habitante do meu lar por causa do meu pai, que no passado era viciado em BD. Para terem noção, esta é uma impressão de 1973, da adolescência da minha mãe, do tempo em que, segundo me conta o meu estimado pai, lia os livros repetidamente enquanto aguardava, ansioso, pela publicação do próximo. (Curiosidades.)

Adiante. Com sabor a saudade, li Astírix e os Normandos para tentar compreender um pouco o passado deste povo para uma cadeira de Cultura Medieval, mas, sinceramente, o que acabou por acontecer foi meia hora de divertimento puro com o olho clínico abandonado, trocado pelo prazer da leitura e observação.

A história não poderia ser mais hilariante, ela própria um trocadilho típico dos que Goscinny costuma fazer com os seus diálogos peculiares que nos deixam sempre na expectativa relativamente ao quanto ainda nos irá surpreender. E em relação ao verdadeiro herói desta história... bem, esqueçam os melhores amigos, a dupla que marca gerações, porque também ele é o mais improvável possível.

Como alude a sinopse, os normandos são uns bravos, eu devo dizer selvagens, que não conhecem o medo e – pasmem-se – querem conhecer esse sentimento, resolvendo então fazer uma incursão à famosa Aldeia Gaulesa. Bem, o que o leitor sabe e os normandos não é que os gauleses, com a sua poção mágica, não são muito dados a medo – são loucos! – e assim começa mais uma aventura, 50 anos antes de Jesus Cristo.

No que respeita a personagens, Obélix e Astérix dispensam comentários, um mais tonto que outro, mas sempre no seu melhor, mas quem eu adorei rever foi Assurancetourix (actualmente Cacofonix) e Melenix, o moderno e convencido sobrinho do chefe que vai para a aldeia para ser educado e acaba por ajudar à festa.

Enfim, através de traços de Uderzo que já são uma imagem de marca, o leitor encontrará mais uma história bem concretizada, com a animação habitual e todas as alusões culturais da praxe que deixam rendidos os milhares de fãs destes maravilhosos gauleses.


Podem encontrar estas e outras aventuras, actualmente, editadas pelas ASA, páginas que eu recomendo a leitores de todas a idades que procurem entretenimento de qualidade.

Título: Astérix e os Normandos
Autor e Ilustrador: René Goscinny & Albert Uderzo
Género: BD; Comédia
Editora: ASA


domingo, 11 de maio de 2014

Sinopse:
É Verão, mas quem é que consegue relaxar? Sejam de novo bem-vindos ao pesadelo em que a patética vida de Scott Pilgrim se tornou. A sua relação com Ramona Flowers está melhor do que nunca, mas ele ainda tem problemas com outras raparigas e com os sete ex -namorados maléficos de Ramona que continuam a querer vê-lo morto. Mas o pior de tudo é que ela quer que ele vá trabalhar!
Scott Pilgrim, vol. 4: Agora com mais pontapés, murros, rock & roll, subespaço, semininjas, pontos de experiência, espadas de samurais e ridículas tentativas para encontrar um emprego decente!

Divertida e original, a série Scott Pilgrim é uma verdadeira caixinha de surpresas de livro para livro, é uma série em que tudo, absolutamente tudo, pode acontecer!
Neste quarto livro, Scott Pilgrim Agora é a Sério, o leitor pode contar com dezenas de pormenores loucos e, numa perspectiva relativamente normal – relativamente é a palavra chave –, encontrará algumas mudanças nas personagens principais, diversos acontecimentos impensáveis e, obviamente, piadas e mais piadas surreais condizentes com o texto em geral.

Ao que tudo indica, agora com 23 anos, é chegado o momento do nosso herói crescer, o que implica missões impossíveis. Coisas como arranjar um trabalho, pensar em deixar de explorar o melhor amigo gay, Wallace, e ir viver com a sua estranha namorada, Ramona – em suma, coisas impensáveis – passarão a ocupar uma ínfima parte da sua minúscula massa encefálica. Como se não bastasse este “nó cego cerebral”, Scott terá ainda de lidar com os seus habituais dramas existenciais, com as dificuldades de pertencer a um grupo de indivíduos particularmente excêntricos – são os do costume mas a tendência é piorarem – e, como não podia faltar, de ultrapassar combates mortais e trocas de comentários ofensivos com um novo ex. namorado maléfico inimaginável. Juntem-lhe ainda um pai bastante estranho com pinta de samurai a salvar a honra da filha e, enfim, estão perante mais um brilhante livro de doidos, bem ao estilo que o autor Bryan Lee O’Malley nos habituou.

Por tudo o que já disse, a primeira grande novidade deste livro passa pela hilariante tentativa de ver o Scott arranjar trabalho, ele, um parasita social que só sabe tocar baixo, jogar videojogos e namorar, se a sua namorada estiver para aí virada. Isto implica um amadurecimento por parte de Scott – olha para ele tão adulto – causado por Ramona que o incentiva a coisas impossíveis, como pensar na vida, cuidar da sua higiene, etc.. Ramona, por sua vez, é uma protagonista que também surpreende, na medida em que ficamos a saber mais do seu passado embora este seja mais estranho que bom, o que é previsível, afinal de contas ela tem um relacionamento com um totó.

Em relação a intervenientes secundários, estes estão particularmente irritáveis e irritantes – o que é estranho num livro passado nas férias de verão – mas como são todos tão freaks a esta altura do campeonato o leitor não fica propriamente admirado. Já agora, era interessante que alguém matasse a Julie, odeio-a tal como os seus companheiros animados, e não consigo compreender a Kim, que embirra com tudo e mais alguma coisa. Continuo, ainda assim, a gostar do Wallace, a não ter nada contra o jovem Neil e sem opinião sobre a miúda nova – nem todos são piores que maus.

Quero ainda citar Knives, a ex. namorada da secundária, que continua a ser figura presente e permite que se assista a menores alcoolizados – uma tristeza –, algo que compensa com um momento mesmo fofo. E o novo ex. namorado maléfico escolhido, que abre uma vez mais as portas para a temática da sexualidade.

De um modo geral, por muito que adore estas caricaturas, o que eu gosto mesmo é da forma como o autor transforma a história num verdadeiro videojogo, onde podemos assistir a combates épicos, ver o protagonista ganhar pontos de experiência para ir avançado na vida e entrar num subespaço, realidades, “plataformas” alternativas se revelam como sonhos ou simplesmente fugas a níveis particularmente complicados. Confuso? Bem, pode ser um pouco sem o apoio visual ao escrito, pelo que têm mesmo de ler.

Para terminar – é mais forte que eu – adoro arma de combate da Ramona neste livro, um taco de basebol! E, já agora, a do Scott também, uma espada de fogo. Pontos extra, igualmente, para os desenhos alusivos à forma aberrante de pensar deste jovem e para os seus sonhos que são os mais fixes de sempre – só coisas giras e que me fizeram sorrir imenso.

Em relação a Bryan Lee O’Malley ele é inteligente, muito inteligente, e tem imensa graça. Cada vinheta tem uma nova piada e os seus traços são mesmo bons para o contexto da história.
Gostei muito das páginas a cor desta edição, da uma nova perspectiva à leitura e gostei, mais uma vez, das páginas de bónus com artistas convidados.


Posso não ser profissional nestas andanças da banda desenhada mas os livros do Scott Pilgrim já tem um lugar muito especial na minha estante. Breves e com um forte teor de entretenimento, têm sido uma tábua de salvação quando não tenho tempo para ler e podem crer que vou pegar no próximo muito em breve – os exames estão a chegar! Há! E desculpem o excesso de imagens, é mais forte que eu!

Esta é uma grande aposta da Booksmile que eu recomendo a todo o tipo de leitor e que eu gostava, sinceramente, de ver chegar a um público mais diversificado. Arrisquem, leiam-nos, aposto que vão gostar.

No blogue, vol. 1, 2 e 3 da série:
Scott Pilgrim na Boa Vida (Opinião)
Scott Pilgrim Contra o Mundo (Opinião)
Scott Pilgrim e a Tristeza Infinita (Opinião)


Próxima leitura:
Scott Pilgrim Contra o Universo


Título: Scott Pilgrim Agora é a Sério
Autor: Bryan Lee O’Malley
Género: Banda Desenhada

Editora: Booksmile




sábado, 5 de abril de 2014

Sinopse:
O novo amor de Scott Pilgrim, Ramona Flowers, tornou-lhe a vida um pouco mais complicada. Ela tem sete ex-namorados maléficos que estão a aparecer, um por um, para o desafiarem a ganhar o direito de estar com ela.

E o ex-namorado n.º 3, Todd Ingram, chega com uma surpresa extra: a sua actual paixão é o antigo amor da vida de Scott Pilgrim! Envy Adams despedaçou o coração de Scott há um ano e meio. Agora está de volta, com a sua banda de art-rock maléfico, The Clash At Demonhead.
Ela quer que a banda de Scott faça a primeira parte do seu concerto, dentro de dois dias, tempo mais do que suficiente para Scott lutar com Todd, esquecer a Envy, fazer a Ramona feliz, esquivar-se aos avanços de ex-namoradas descontroladas e ensaiar o novo alinhamento. Certo?

Felizmente é raro, mas por vezes acontece passar mais de uma semana sem tempo para ler e, nesses momentos, a banda desenhada faz milagres pela minha sanidade.
Com um enredo que bate recordes em termos de entretenimento, este pequeno livro é extremamente divertido e tem tudo para conquistar fãs de todas as idades, sendo naturalmente perfeito para o público jovem-adulto que se irá identificar com os dramas apocalípticos, as paixões eternas e as lutas até à morte do protagonista que dá nome a esta série de seis livros, já totalmente publicada pela Booksmile, Scott Pilgrim.

Neste terceiro volume, Scott Pilgrim e a Tristeza Infinita, continuamos a seguir de perto o complicado romance entre Ramona e o cromo mais fofo de sempre e, como não poderia deixar de ser, a vida dos pombinhos complica-se a um nível catastrófico. Aos cinco ex. namorados maléficos ainda por aniquilar – anteriormente sete, dois já eram! – e uma ex. namorada da secundária com queda para ninja, junta-se agora o ex. amor da vida se Scott que é tudo menos amoroso.
Lágrimas, música e potenciais desastres, aliados à adrenalina, desespero e piadas farsolas fazem deste terceiro o livro o mais cómico e emotivo até ao momento, numa viagem ao coração do casal principal que tem muito por revelar… ou não!

Envy, Todd e Scott
Plenos de novidades, um dos destaques dos capítulos apresentados desta mirabolante história diz respeito aos momentos em o leitor é transportado para o passado, que nos ajudam a descortinar o conflituoso e confuso presente dos protagonistas e, de certa forma, a perceber que os seus defeitos já devem vir do berço. Enfim, existem novas revelações, trauma e drama em relação a Scott, que tem certamente um problema com o seu cabelo e muitas contas a acertar com o seu karma, e já Ramona, bem, ela continua exactamente na mesma, cheia de estilo. 
A relação afectiva do par mantém-se como tema principal, com lugar para o ciúme entre a paixão e o obrigatório apoio, dedicação, dos que se julgam apaixonados, afinal de contas ele anda a matar por ela – que bonitinho!

Outra mais-valia deste livro está relacionada com as cenas proporcionadas pelos intervenientes secundários, com Knives, Kim ou Wallace – já conhecidos nos volumes anteriores – a destacarem-se em situações hilariantes, e com as novas personagens que dão um verdadeiro brilharete. Todd Ingram, o terceiro ex. namorado maléfico, e Envy Adams o ex. amor de Scott são membros da banda de sucesso do momentos, The Clash At Demonhead, e simplesmente horríveis! Ele é um vegan absurdo e uma estrela do rock que apetece espancar, mas que tem o crédito de ir à Lua para mostrar a sua afeição – literalmente – e ela é uma superstar nojenta a quem desejamos todo o mal possível e imaginário e que, aparentemente, é também uma diva da moda. Banalidades!
 
Personagens...

Bryan Lee O'Malley
Personagens e pormenores tão supérfluos quanto giros à parte, Bryan oferece ao leitor as singularidades de sempre, com uma forte cultura pop ao longo das páginas, muitos acordes a impor um ritmo de leitura certo e vinhetas visualmente muito atractivas que nos levam da emoção à estupefacção em segundos. Gosto mesmo dos seus desenhos.
Este livro tem ainda um extra final com desenhos de autores convidados, que são um mimo aprazível e que terminam o livro em grande, deixando-nos a desejar mais.

Em suma, uma aposta muito louca da Booksmile que marca pela diferença e que chega a um público muito diversificado. Dos 13 aos 93, esta é uma história romântica young adult que vos proporcionará bons momentos.


Volumes 1 e 2, Série Scott Pilgrim
Scott Pilgrim na Boa Vida (Opinião)
Scott Pilgrim Contra o Mundo (Opinião)


Volume 4: Scott Pilgrim Agora é a Sério



Título: Scott Pilgrim e a Triteza Infinita
Autor: Bryan Lee O’Malley
Género: Banda Desenhada; Young Adult
Editora: Booksmile



sábado, 11 de janeiro de 2014

Sinopse:
Scott Pilgrim tem dois amores. Quando está com Knives Chau, sente que pode começar do zero vezes sem conta. Quando está com Ramona Flowers, acredita que será capaz de amadurecer e seguir em frente com a sua vida. Mas o problema de qualquer relação entre adultos é que existe sempre um passado… e no caso de Ramona, isso significa sete ex-namorados maléficos. O pior é que todos eles pretendem lutar com Scott para o impedir de namorar com ela.
O que irá acontecer se Knives e Ramona cruzarem caminhos? E quando aparecerem as ex-namoradas de Scott? Como é que ele vai lidar com elas? E qual delas escolherá? E porque raios é que o passado não fica quietinho lá atrás?

Ainda estou para descobrir como é que passei tanto tempo cega às delícias de Scott Pilgrim.
Leve, descontraída e extremamente divertida, está série de culto conquistou-me em pleno com o seu primeiro livro, Scott Pilgrim: Na Boa Vida, e continua a convencer-me agora, com os novos capítulos da intensa aventura que é a montanha russa emocional do maior cromo de sempre na história dos protagonistas.

Em Scott Pilgrim: Contra o Mundo constatamos o que qualquer um poderia prever, uma namorada chamada Knives Chau nunca pressagiaria nada de bom, que o diga Ramona Flowers a mais recente paixão de Scott. Claro que a própria Ramona não se pode queixar, afinal de contas para poder estar consigo o nosso jovem tem de combater e vencer os seus sete ex. namorados maléficos e neste livro presenciamos o second round – que por sinal é uma cena hilariante!
Este namoro promete e de que maneira, pois como se não bastasse o presente difícil, é chegada à hora de o passado vir assombrar os pombinhos – medo!

Mantendo todos os atributos do livro anterior, considerei este segundo título mais romântico, se for concebível tal adjectivo em tudo o que se assiste, pois acho a relação do casal, Scott e Ramona, tão perfeita quando lhe é permitido face à imperfeição do protagonista na equação.

Quanto a personagens, Scott revela um lado mais lamechas ao longo dos desenhos, assim como as fraquezas do seu coração de Romeu, mas não deixa no entanto de ser um adorável parasita para a sociedade e tão infantil que até dá dó  o que o coloca constantemente em situações surreais e irresistíveis.
Ramona continua a ser um mistério pois exceptuando os ex. namorados, que vamos conhecendo, a suas habilidades para o combate e a sua actual profissão não sabemos nada a seu respeito. Eu confesso-vos que secretamente desejo que ela se revele para o lado do mal – oh sim, quero continuar a divertir-me com o sofrimento do protagonista.

Momentos a destacar, o jantar do Scott para a Ramona, a luta entre Ramona e Knives (kung-fu power!) e o combate do Scott contra o segundo ex. namorado maléfico, brutal, nunca imaginaria algo assim.


Quanto aos desenhos, eu continuo sem perceber se são realmente bons para Manga ou se eu gosto porque sou leiga, certo é que Bryan Lee O'Malley consegue captar a minha atenção, especialmente da forma como retrata as expressões das personagens, os seus silêncios e os momentos de maior tensão. Gosto, igualmente, da contemporaneidade com que envolve a história e a forma discreta, ou não tão discreta, como esses sinais estão representados, passando a cultura para o leitor mesmo que não seja nomeada.

Em suma, quero mais! Estou desejosa de continuar a folhear esta banda desenhada e espero voltar a fazê-lo muito em breve. Entretanto, recomendo-a a todos os curiosos com a certeza de que se vão divertir muito às custas deste romance New Adult com muitas, muitas peripécias pelo meio.

Esta é uma aposta Booksmile, que não sendo recente é extremamente actual e ideal para um público jovem ou adulto sem preconceitos.

Livro 1



Scott Pilgrim: Na Boa Vida (Opinião)




Título: Scott Pilgrim: Contra o Mundo
Autor: Bryan Lee O'Malley
Género: Banda Desenhada
Editora: Booksmile


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sinopse:
A vida de Scott Pilgrim é tão incrível. Tem 23 anos, faz parte de uma banda de rock, está «entre empregos» e namora com uma miúda gira da escola secundária.
Tudo é fantástico até uma estafeta sobre patins seriamente espantosa e perigosamente na moda chamada Ramona Flowers começar a passearse pelos seus sonhos e a cruzarse com ele em festas. Mas o caminho que conduz até à Sra. Flowers não está coberto de pétalas de rosa.
Os sete ex-namorados maléficos de Ramona erguem-se entre Scott e a felicidade. Conseguirá Scott derrotar os vilões e ficar com a rapariga sem ter de dizer adeus à sua boa vida?

Tenho de começar aquilo que irá ser uma opinião bastante breve a este livro por afirmar a minha total e completa ignorância em relação a Banda Desenhada. Obviamente que sei o que é, em termos gerais, e quando olho para um quadradinho, que descobri agora ser denominado de vinheta, consigo perceber se têm ou não alguma qualidade - se é giro! - mas fora isso não percebo nada. Portanto, as minhas sinceras desculpas por qualquer barbaridade que venha a ser afirmada nas próximas linhas quanto a este género.

Dito isto, decidi começar a ler Banda Desenhada porque cada vez me sinto mais atraída pela Cultura Visual, pela forma como texto e a imagem se conciliam para passar uma mensagem que, em muitos casos, é mais fácil de reter. A nossa sociedade actual não só se alimenta como é, muitas vezes, influenciada pelo que vê no seu dia-a-dia, sem que se aperceba, pelo que o poder das imagens, o poder da transmissão visual, e a história que estas conseguem transmitir é algo que me começam a atrair bastante.
A escolha da série de Scott Pilgrim surgiu devido ao seu grande sucesso alcançado além-fronteiras, inclusive, na área cinematográfica, por influência de uma amiga (Catarina/P7Bookeater/Booklover) e também por tratar personagens que se encontram num grupo etário que considero atractivo noutros géneros de narrativa.

Esclarecimentos feitos, Scott Pilgrim Na Boa Vida é o primeiro de seis volumes em que conhecemos Scott, um jovem-adulto desempregado, com uma banda à qual pouco se dedica e numa relação, ou algo parecido, com uma adolescente da escola secundária. Ao longo das páginas o leitor vai assistindo às suas peripécias, mais que muitas, descritas e visualizadas entre momentos repletos de acção, sonhos e nostalgias de alguém sem perspectivas de futuro – algo muito comum nos jovens de hoje.

Gostei muito Scott, confesso, acho que a partir do momento em que começamos a folhear esta BD é impossível pararmos até descobrirmos o que se segue, isto porque toda a postura da personagem principal, descontraída perante a inutilidade da sua existência, está destinada ao desastre constante a que vamos assistindo - desde o início do namorico com a rapariga da secundária até à passagem de Ramona Flowers dos seus sonhos para a realidade. Ramona é uma jovem que trabalha nas entregas para a Amazon.

Toda a história prima por criar uma grande familiaridade com o leitor, devido ao seu contexto actual, social e culturalmente. Desta feita, quem lê encontrará diálogos simples e adaptados à gíria, ao calão juvenil, conciliados com um traço, desenho, que na minha ignorância me fez recordar a Manga Japonesa
Uma das ligações mais fortes e evidentes ao longo da história é à música – Scott tem uma banda, Os Sex Bob-Omb –, mas existe também lugar para algum romance e, ainda, lutas capazes de fazer inveja a qualquer vídeo jogo de kung-fu.
Autor: Bryan Lee D’Malley
Economicamente bastante acessível e muito divertida, esta é, portanto, uma excelente aposta para quem, tal como eu, se quiser estrear no universo da BD procurando, quiçá, descontrair entre leituras com algo que não só proporcione uma diferente abordagem ao entretenimento literário, como com qualidade.

Esta é uma aposta Booksmile, 20|20 Editora, já editada na totalidade em terras lusas. Quando a mim, irei certamente ler nos próximos dias o próximo título Scott Pilgrim Contra o Mundo – estou desejosa de saber como irá Scott lidar com nos seus novos problemas associados à sua... amizade colorida com a extravagante Ramona Flowers. Recomendo.

Volume 2
Título: Scott Pilgrim Na Boa Vida
Autor: Bryan Lee D’Malley
Género: Banda Desenha
Editora: Booksmile


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