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sábado, 6 de agosto de 2016

Sinopse: 
As relações entre os dois casais Eric Zimmerman e Judith Flores, e Bjorn e Mel vão de vento em popa. Nada parece fora do lugar, até que de súbito, pessoas e surpresas do passado irrompem nas suas vidas e põem tudo de pernas para o ar.
Serão capazes de superar esta reviravolta inesperada?
Ou mudarão os sentimentos para sempre?
Apesar das discussões que as diferentes personalidades provocam, o empresário Eric Zimmerman e Judith Flores continuam tão apaixonados como no dia em que os seus olhares se cruzaram pela primeira vez. Juntos formaram uma linda família que adoram e pela qual são capazes de fazer qualquer coisa.
Flyn, o menino que Judith conheceu ao chegar a Munique, é agora um adolescente, e como acontece na maior parte dos jovens, a sua vida complica-se e afecta todos à sua volta.
O advogado Björn e a ex-tenente Mel continuam a bonita história de amor, junto da princesa Sami. Sem dúvida que a convivência os beneficiou muito. Mas há algo que Björn não consegue de Mel: que se case com ele.

Não vos vou mentir, quando se trata de escolher uma nova leitura é raro o género erótico estar entre as minhas opções imediatas. No entanto, desde que experimentei Megan Maxwell, fiquei rendida a esta história pela leveza e singularidades das suas personagens e, até ao momento, não consegui perder uma única oportunidade de me reencontrar com as bonitas narrativas de amor desta autora espanhola que tanto partilha da sua cultura em cada nova obra. 

Naquele que, creio eu, será o último livro dedicado a Eric e Judith em conjunto com o igualmente mítico casal Björn e Mel, descobrimos o estado de ambas as relações após 5 anos de vida em comum, aquilo que inevitavelmente mudou e muito que os caracteriza, permanece inalterável e continua a atrair-nos para as suas ficções. Da mesma forma, novos argumentos entram em cena e novas temáticas, muitas delas análogas às de qualquer leitor, vão pôr à prova o verdadeiro amor destes casais, enquanto nos divertem e encantam com a qualidade de sempre e nos fazem suspirar com aquele que promete ser um “e viveram felizes para sempre”. 

Sendo este o quarto livro da série Pede-me o Que Quiseres e tendo em conta a publicação de Surpreende-me, um outro título especialmente dedicado a Björn e Mel onde os protagonistas Eric e Judith foram também relevantes, começa a ser complicado para mim falar destas personagens sem me repetir ou fugir de inevitáveis spoilers, ainda assim, muito sucintamente, permitam-me apresentar estes pares e nomear aqueles que agora dão nova vida a este enredo. 
Os casais principais caracterizam-se por serem opostos que se atraem que, com o passar do tempo, encontraram nas diferenças aquilo que mais os une. Elas são fogo, mulheres de emoções à flor-da-pela que se expressam sem pudores e se derretem com os homens das suas vidas e eles, igualmente apaixonados, são alemães mais contidos que se transformam em verdadeiros príncipes quando a felicidade das suas mulheres está em causa – isto é romance básico, sabemos o que vamos ler e o que encontramos não desilude. 
Todavia, passados alguns anos, os intervenientes mais secundários ganham agora maior relevo e Flyn, o filho de Eric é agora um adolescente que manipula uma boa parte da trama, a irmã de Judith, novamente casada, também tem uma palavra a dizer e o mesmo se passa com os restantes membros de qualquer boa família que se preze e amigos de longa data, que certamente irão surpreender. 

Com o folhear, é-nos então apresentada uma nova faceta das relações outrora incendiárias que agora parecem abrandar um pouco com todos os dilemas inerentes às vidas em comum. Desde a revolta da adolescência e as primeiras paixonetas, passando pela estagnação afectiva à introdução de novas presenças nem sempre bem-vindas na relação, o leitor poderá apreciar um pouco mais daqueles que anteriormente o cativaram e torcer verdadeiramente por todos os que lhes conquistaram afecto. Uma coisa é certa, a carga de luxuria permanece igual não fossem estes pares nitroglicerina pura entre lençóis e, confesso-vos, se houve momentos em que achei que o livro poderia ser menor e dizer o mesmo aposto que muito em breve sentirei saudades daqueles que acompanhei durante centenas de páginas. 

E muito fácil, a sério que sim, perceber porque é que Megan é a autora erótica mais vendida na vizinha Espanha, do drama aos momentos mais hilariantes – sim, ainda gargalhei umas quantas vezes – é impossível ficar indiferente quando vemos desejos secretos ostensivamente revelados e reacções descritas que tantas vezes queríamos ter podido concretizar. É fácil perceber, nas lágrimas, nos risos e no sexo, em todo o amor e na imensa amizade espelhada, que a fantasia pode dar lugar à realidade e que existe uma forte base de verdade e confissões para tornar palpável esta história. 

Em suma, foi um grande final (727 páginas!). Gostei, em particular, de ver cimentada a amizade de Judith e Mel, de ver estas mulheres serem independentes na sua dependência afectiva. Gostei das crianças, das que deram os primeiros passos na meninice e das que caminharam na juventude e gostei, igualmente, dos muitos finais felizes, foi como o último episódio de uma novela, onde todos tiveram um momento de destaque e partilharam as muitas emoções que ao longo da jornada se fizeram sentir, enquanto fui revisitando os muitos lugares com os quais sentia empatia. Não ficou a faltar nada!

Uma aposta Planeta Manuscrito que continua a fazer subir atenção entre as apaixonadas por romances ousadas e que é e sempre será, definitivamente, uma aposta ganha e ligeira para o verão. 

Da mesma autora, no blogue:
Pede-me o Que Quiseres – Opinião
Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre Opinião
Pede-me o que Quiseres ou Deixa-meOpinião

E ainda…
Surpreende-meOpinião

Título: Pede-me o Que Quiseres e Eu Dar-te-ei
Autora: Megan Maxwell
Género: Romance Erótico


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sinopse:
Björn é um atraente advogado a quem a vida sempre sorriu. É um homem ardente, alérgico ao compromisso e agrada-lhe desfrutar da companhia feminina nos seus jogos sexuais. Melanie é uma mulher de acção. Como piloto do exército americano está acostumada a levar a vida ao limite, no entanto, a sua principal missão é a de lutar como mãe solteira pelo bem-estar da filha.
Quando o destino os põe frente a frente, a tensão entre eles torna-se evidente. O que no começo foi um encontro hostil, pouco a pouco irá converter-se numa atracção irresistível.
Conseguirão estes dois titãs entender-se?

O tempo aqueceu por estes dias e acreditem que não estou a falar de meteorologia. Surpreende-me chegou este mês a terras lusas e as fãs de literatura erótica têm muitos motivos para esperar o Verão de São Martinho mais caliente dos últimos anos – eu aqueci… e muito!
Eu pensava que que Megan Maxwell já tinha explorado ao máximo o conceito de swing e voyeur mas este livro é puro TNT! Não vos sei dizer quantas vezes corei mas garanto-vos que não fui capaz de ler estas páginas na rua. À parte da componente luxuriosa, a madrilena que causou sensação em este ano contínua no seu melhor, com personagens hilariantes e emotivas com quem a empatia é imediata e que proporcionam excelentes horas de entretenimento.

Todos os leitores da trilogia Pede-me o Que Quiseres ansiavam pela sua sequela e todos, creio que sem excepção, esperavam que fosse Björn o docinho escolhido para animar o seu tempo entre páginas. Simpático, carinhoso e muito atraente, o grande amigo do enigmático par Eric e Judith gosta do seu modo de vida, gosta da descomplicação e do prazer que provém do sexo sem compromissos e gosta, igualmente, de trabalhar todos os seus atributos nas mulheres, que nunca ficam indiferentes aos seus atributos. Felizmente existe a excepção à regra.
Com uma personalidade forte, um espírito combativo e um coração atormentado, Melanie tornou-se uma grande amiga de Judith desde que o rebento da segunda nasceu. A convivência entre ambas melhora de dia para dia e os momentos que passam juntas poderiam ser a fuga perfeita às dificuldades da sua vida profissional, não fosse, claro está, a presença de Björn na maior parte do convívio que acontece entre ambas. Uma coisa é certa, eles não são, de todo, indiferentes um ao outro e a relação entre este par irá atingir limites inimagináveis – mas desejados, muito desejados…

Por tudo o que referi até ao momento aposto que já adivinharam o tipo de casal romântico que vão encontrar nestas páginas. Como muitas relações que começam pelo ódio, os afectos entre Melanie e Björn acabam por adquiri uma intensidade imensa que tornará as suas vidas numa verdadeira montanha russa emocional. São ambos convictos e teimosos mas, ao mesmo tempo, muito meigos e atenciosos, algo complementado na perfeição com o sentido de humor da autora, que no seu melhor – há cenas verdadeiramente hilariantes.

No que respeita a problemáticas, graças à profissão da protagonista como piloto das Forças Armadas Americanas, existe uma abordagem interessante aos conflitos do Médio Oriente e respectivos dramas levantados com os familiares dos mesmos. E, por falar familiares, a questão da família volta ser um tema central, com os valores associados à mesma a estarem em destaque.


Vale a pena referir, igualmente, a importância da amizade, algo particularmente interessante para todos os fãs de Eric e Judith que têm bastante destaque como intervenientes secundários permitindo, desta feita, que seja revelado um pouco mais dos desenvolvimentos posteriores entre este casal tão perturbadoramente querido.
Já em relação ao erotismo, Megan excedeu-se positivamente para os adeptos do género. Há muitos momentos verdadeiramente excitantes, com cenas visualmente e sensitivamente fortes que – perdoem-me a falta de pudor ou tabu – comprovam o porquê de este tipo de narrativa ser considerada por alguns leitores pornografia feminina.

Em suma, esta obra preencherá as medidas dos fãs da trilogia, com um fórmula idêntica de sucesso e personagens, também elas, muito divertidas e cativantes que nos fazem desejar ardentemente saber o que lhes reserva o final.

Em relação a Megan Maxwell e à sua escrita, não há muito mais a dizer que eu já não tenha referido em opiniões anteriores. Acho que é uma escritora com um grande talento para este tipo de textos, que sabe dar vida às personalidades que cria e que trabalha cuidadosamente as descrições, para que a intensidade das cenas mais íntimas chegue a quem lê. Tem, ainda, um forte sentido de humor e muita atenção ao trabalhar as emoções, pelo que é muito fácil gostar dos seus intervenientes e perdermo-nos nos seus diálogos deliciosos.

Esta é uma grande apostas da Planeta Manuscrito que eu recomendo, fervorosamente, a todos os adeptos do género – Björn irá conduzir-vos à ebulição!

Da mesma autora:
Pede-me o Que Quiseres Opinião
Pede-me o Que Quiseres, Agora e SempreOpinião
Pede-me o que Quiseres ou Deixa-meOpinião

Título: Surpreende-me
Autora: Megan Maxwell
Género: Romance, Erótico


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Terminou o último passatempo alusivo ao aniversário do blogue, com o magnífico apoios Planeta Manuscrito.

Aproveito para agradecer a todos por estarem por aqui, por ajudarem este espaço a crescer! Espero, sinceramente, que os livros oferecidos por aqui vos proporcionem bons momentos entre páginas.


Para sorteio encontrava-se a trilogia completa de Megan Maxwell, Pede-me o Que Quiseres. Eu já li e gostei imenso. Ora espreitem:
Pede-me o que Quiseres (Opinião)
Pede-me o que Quiseres, Agora e Sempre (Opinião)
Pede-me o que Quiseres ou Deixa-me (Opinião)

Gostaria, como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.

Entre as 234 participações, quem receberá este exemplar é:

164* - Telma Silva, Forte da Casa

Os meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E o meu muito obrigado à Planeta Manuscrito por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.

Boas leituras*

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Para terminar da melhor forma possível os passatempos comemorativos do aniversário do blogue, hoje trago-vos algo muito especial com o magnífico apoio da editora Planeta Manuscrito.


Para sorteio, está disponível a trilogia completa Pede-me o que Quiseres de Magan Maxwell, constituída pelos títulos Pede-me o que Quiseres, Pede-me o que Quiseres, Agora e Sempre e Pede-me o que Quiseres ou Deixa-me.

Para se habilitarem a estes exemplares, terão apenas de responder às questões muito simples e serem seguidores do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
Simples?

Descubra a sua resposta aqui no Blogue ou em Planeta Manuscrito.

Boas leituras*

Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 31 de Julho de 2014 (quinta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
8. Boa Sorte!


quarta-feira, 26 de março de 2014

Sinopse:
Após provocar o seu despedimento na empresa Müller, Judith está disposta a afastar-se para sempre e Eric Zimmerman, e decide refugiar-se na casa do pai em Jerez. Angustiado pela partida de Judith, Eric segue-lhe o rasto. O desejo continua latente entre ambos e as fantasias sexuais estão mais vivas do que nunca, mas desta vez é Judith quem impõe as condições, que ele aceita em nome do amor que professa.
Tudo parece voltar à normalidade, até que um telefonema inesperado os obriga a interromper a reconciliação e deslocarem-se a Munique. Longe do seu ambiente, numa cidade hostil e com o aparecimento do sobrinho de Eric, um contratempo com o qual não contava, a jovem terá de decidir se lhe deve dar uma nova oportunidade ou, pelo contrário, começar um novo futuro sem ele.

Intenso, complexo e escaldante, são apenas alguns dos adjectivos com que eu caracterizaria o primeiro título de Megan Maxwell em terras lusas, uma obra que se destaca entre os seus pares por uma abordagem diferente e arrojada ao romance erótico.
Após um final impróprio para leitoras românticas, a autora deixou as suas guerreiras – clube de fãs nas redes sociais – em pleno sofrimento, desejando, ardentemente, ter nas mãos o segundo livro da sua trilogia, Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre.

Judith e Erik, opostos que se atraem e seduzem consecutivamente, descobriram-se, surpreenderam-se, renderam-se e, por fim, perderam-se um do outro, no seu intrincado jogo que os levou muito para lá da luxuria.
Agora, após uma separação que deu lugar a um aparentemente sólido reencontro, ela define as regras, a novidade do amor enche os seus destinos de possibilidades e traz no ar a promessa de os levar muito além do que poderiam ousar imaginar de início. Mas, por força maior, Judith é levada para longe da sua zona de conforto e novos obstáculos opõem-se à felicidade desde casal. Infelizmente, as diferenças entre ambos tendem a evidenciar-se nos piores momentos. Uma coisa certa, numa derradeira partida de Espanha contra Alemanha a postura fria do Iceman não será o único motivo para arrefecer coração da nossa protagonista.

Iniciando-se exactamente onde terminou o seu antecedente, o segundo livro de Maxwell mantém os predicados anteriores no que respeita a intervenientes e afectos, intensificando-os e amadurecendo o par já conhecido do leitor. Dito isto, no que respeita às personagens principais, elas conservam os traços que tão bem as definem e distinguem entre si – ela uma mulher fogosa, por vezes imprevisível e convicta de si mesma e ele um equilíbrio entre a distanciamento e a entrega, duro consigo mesmo e sempre honesto. Ao mesmo tempo, é notável uma tentativa por parte Erik e Judith em amaciar os traços mais vincados do seu carácter, que tendem a coloca-los em confronto, num esforço para estabilizar a relação séria em que os dois desejam dar provas do seu amor. O resultado, claro está, nem sempre é positivo, pois dão por si a anular-se de alguma forma na tentativa de conquistar uma harmonia e apaziguamento difícil, quando, em minha opinião, é no mesclar de Blanco y Negro que ambos se tornam irresistíveis para o seu par.
Ainda no que respeita à relação afectiva de Judith e Erik, creio que é importante referir que esta proporciona uma faceta ainda mais romântica da escritora, bem como mais ousada, atingindo assim uma evolução física e emocional muito positiva.

Relativamente a personagens secundárias, o grande destaque vai para Flyn, de quem Erik é tutor. Este jovem rapaz, que já passou por muito e com quem Judith vai partilhar o lar, representa um papel fundamental no enredo, tem um crescimento afectivo interessante, e de possível análise por parte do leitor, e tem uma metamorfose interessante ao longo da história, suscitando diversos tipos de emoções.
A família de Judith volta a proporcionar bons momentos e o mesmo acontece, agora, com a família de Erik, que tem uma estrutura desigual, e os seus caseiros – são intervenientes que nos possibilitam conhecer um pouco melhor o protagonista.

Outro dos destaques na narrativa vai para o ambiente onde se passa a maior parte da acção, na Alemanha, a terra natal de Erik onde Judith se predispõe a viver com o seu amor. Este local permite que mais uma vez a autora nos proporcione um texto com riqueza cultural mas, também, um novo rosto de Judith face à sua postura num cenário que lhe é estranho. Da adaptação aos costumes e locais passando pela solidão de não ter um apoio físico, assistimos a momentos de maior retracção por parte da protagonista e, igualmente, de maior entrega a intervenientes que de outra forma não teriam tanto destaque – como é o caso do Björn, personagem que cada vez me agrada mais.


Em suma, porque não existe muito mais que vos possa dizer sem cometer spoiler, este é um livro bastante dedicado às relações afectivas, à amizade e à família. Um livro que resolve questões anteriormente pendentes e que nos oferece aquele que para mim seria um bom final – ainda que demasiado rápido. Para as adeptas da faceta mais caliente do texto, não haverá desilusão, pelo contrário, Erik criou "um monstro" e a imaginação, as cenas tórridas, não tem limites – o erotismo está no seu melhor.

A escrita de Megan Maxwell contínua apelativa, muito criativa nos momentos íntimos e extremamente divertida, direccionada para o entretenimento, na interacção entre as diversas personagens.
Pormenores sociais e culturais são privilegiados, há uma maior dinâmica na vida a dois e as descrições são doces e emocionantes quando assim têm de ser, ou seja, existe empatia e interesse constante para quem lê.

Quanto a mim, só me resta aguardar com ansiedade e curiosidade pelo último livro da trilogia a publicar no próximo mês, Pede-me o que Quiseres ou Deixa-me, para saber o destino, que creio feliz, deste carismático casal e vou, certamente, querer ler o livro posteriormente publicado no original sobre Björn, Sorpréndeme, uma personagem a quem já me afeiçoei e que quero conhecer melhor.

Esta é umas das apostas mais ousadas da Planeta Manuscrito e que irá seduzir o mercado nacional, uma aposta que irá deixar rendidas as amantes deste género literário.


Pede-me o Que Quiseres (Opinião)



Título: Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre
Autora: Megan Maxwell
Género: Romance; Erótico


domingo, 23 de março de 2014

Sinopse:
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato.
Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo.
Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes…
Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação.

Quem segue este meu espaço há algum tempo sabe que, independentemente do quando eu possa saber a respeito de uma história, não tendo a deixar-me levar pela expectativa ou comentários depreciativos. Eu penso que cada história é única para cada leitor e que a sua percepção e interiorização estão dependentes das vivências de cada um e do seu olhar próprio sobre mundo. Digo-vos tudo isto porque eu tinha tudo para especular sobre este livro, eu que nem sou fã de livros eróticos, mas, como não conjecturei, surpreendi-me e gostei realmente da forma como me permiti envolver.

Reformulando o cliché patrão/secretária, Megan Maxwell preparou para os leitores deste género literário uma bomba sensorial que joga com protagonistas opostos numa intensa história de amor e luxuria, complementada com uma rica abordagem cultural, laboral e familiar que termina, como não poderia deixar de ser, com os seus intervenientes rendidos ao enigmático título Pede-me o Que Quiseres – e eles pedirão, acreditem.

Uma avaria no elevador da empresa Müller, uma pastilha elástica de morango e uma situação constrangedora no arquivo entre dois escritórios levam a um convite para jantar e esse jantar, que se inicia aparentemente inocente, será o primeiro passo para mudar a vida de Judith e Eric, duas forças da natureza irremediavelmente atraídas, de mundos diferentes e incapazes de lidar com as emoções para lá dos momentos ardentes a que não conseguem resistir.

O resumo breve acima descrito está, todavia, muito distante do tudo o que esta história tem para oferecer, começando pela interessante disparidade relativa aos personagens principais.
Judith, espanhola de sangue quente, é um verdadeiro furacão no seu dia-a-dia, sem meias verdades e difícil de submeter na sua vida particular. Divertida, genuína e de ideias convictas, ao longo do texto assistimos à sua aceitação progressiva de um universo sexual que começa por transcende-la mas que, devido aos sentimentos crescentes pelo patrão, acaba por aceitar. Como mulher, tem as particularidades de muitas outras numa relação, sendo ciumenta e facilmente irritável mas ao mesmo tempo desejosa de afecto e atenção. Quanto a Eric, alemão característico em muitas das suas acepções, é frio e difícil de descortinar no que respeita às emoções, embora se saiba de antemão que esconde algo do seu passado e, até, do seu presente que não lhe permite ir mais além do trato físico com a Menina Flores.
Com o passar do tempo, ambas as personagens se redescobrem e aprendem com as vivências que vão para lá do sexo, oferecendo-nos um casal desigual que pela primeira vez se verá descontroladamente submetido.

Para quem gosta de livro eróticos a componente do voyeurismo é uma mais-valia interessante e que oferece bastante intensidade ao enredo, tornando o texto pleno de momentos fortes, de descoberta sensitiva e de tensão, que possibilita uma perspectiva, que deduzo fidedigna, para este universo de jogos e prazer. Para os mais curiosos, existe na minha opinião algo de muito próximo com a relação denominador/submissa neste casal, com a interessante possibilidade de haver trocas de poder visando o prazer do parceiro e, da mesma forma, uma maleabilidade que eu só conhecia do swing, sem que se percam os laços afectivos.

Outras das questões do livro que me agradou foi a sua abordagem familiar, em particular relativa à família de Judith que acaba por merecer bastante protagonismo. A ligação entre os seus membros e a necessidade de aceitação mostram uma proximidade tocante, elevando esta história, em parte lasciva, para um patamar de normalidade que lhe atribui credibilidade – qualquer uma das personagens deste núcleo é atractiva. Também devido a este contexto, mas não só, é permitida a interiorização da cultura espanhola com pormenores curiosos, para os quais a própria protagonista contribui permanentemente, quer no que respeita à gastronomia, à música e às relações entre pares – é muito fácil seguir a linha da cultura pop e actual do país em questão.

Como nota final, há ainda um terceiro ambiente interessante, a empresa Müller, onde mais uma vez relações afectivas/laborais proporcionam os seus próprios jogos de poder e interesse, permitindo ainda uma leve abordagem ao estado presente, de crise, do mercado laboral em Espanha. E, ainda, devo frisar também o grupo de amigos de Erik, que poderão ser considerados um quarto cenário deste jogo afectivo, todos na sua maioria pertencentes aos jogos de sedução a que Judith fica rendida, e que provam o quão normais podem ser os praticantes de relações sexuais consideradas mais excêntricas.


Em suma, este é um livro tão romântico quanto sensual, com cenas de sexo explícitas, intensas e criativas. E, embora tudo gire em torno do casal principal, tem também inúmeras nuances cativantes que nos prendem ao texto e nos fazem desejar saber o rumo dos restantes acontecimentos ou personagens.

Quanto a Megan Maxwell, que tive o prazer de conhecer recentemente, confessou que queria fazer algo diferente e creio que conseguiu de forma bastante positiva, brincando com as fantasias, a psique e a sexualidade dos seus intervenientes.
A sua escrita trabalha tão bem os diálogos como as descrições, relativamente às emoções e não só, proporcionando assim um interesse constante que leva a uma leitura fluida que, mesmo nos momentos que possam ser considerados mais chocantes, nos permite encontrar a normalidade nas caracterizações expostas.

Quanto a mim, gostei muito mais deste livro do que julgava possível e, embora ainda não me tenha rendido a este género na sua vertente mais crua, creio que fiquei fã desta trilogia. Já li o segundo livro, Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre, que será a próxima opinião do blogue, e posso dizer-vos que a história promete, com cenas cada vez mais calientes e problemáticas igualmente atraentes.

Esta é uma aposta Planeta Manuscrito que conquistou milhares de fãs no seu país de origem e que tem tudo para conquistar também os leitores nacionais. Experimentem!


Título: Pede-me o Que Quiseres
Autora: Megan Maxwell
Género: Romance Erótico


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O romance erótico “más caliente” do ano.
Uma história de amor cheia de encontros e desencontros na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

Título: Pede-me o que Quiseres
Autor: Megan Maxwell
N.º Páginas: 448
PVP: 17.76 €
ISBN: 978-989-657-447-5

Sinopse:
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato.
Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo.
Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes…
Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação.

Amor, sexo e luxúria sem limites para ler sem moderação.
Um romance atrevido, em que o mórbido e as fantasias sexuais estão na ordem do dia.

Megan Maxwell arrasou os tops de venda em Espanha, com mais de 140.000 exemplares, em apenas seis meses.
No Brasil, entrou directamente para no top 15 dos livros mais vendidos.


Sobre a autora:
Megan Maxwell é uma reconhecida e prolífica escritora do género romântico. Filha de mãe espanhola e pai americano, publicou vários romances.
Em 2010 ganhou o Premio Internacional Seseña de Novela Romántica; em 2010, 2011 e 2012 recebeu o Premio Dama de Clubromantica.com; e em 2013 o «AURA», galardão outorgado pelo «Encuentro Yo Leo RA» (Romântica Adulta).
Vive numa encantadora aldeia nos arredores de Madrid, na companhia do marido, dos filhos, do cão Drako e do gato Romeo.

Saiba mais em: Planeta Manuscrito


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