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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sinopse:
Lottie não consegue acreditar no que lhe está a acontecer. Quando se é adolescente e se está apaixonada por um rapaz completamente inadequado, espera-se que os pais levantem objeções.
Mas Lottie já está na casa dos trinta, é uma mulher feita, e nunca imaginou que os filhos lhe pudessem fazer a vida negra por causa do seu novo namorado. Pois é, para eles, Tyler é o diabo em pessoa.
O que há de ela fazer? Estará autorizada apenas a namorar homens que tenham a aprovação deles? Não terá já preocupações suficientes com o irresponsável do ex-marido a aprontar das suas? E, para piorar as coisas, entra em cena Seb, um homem charmoso que disputa as suas afeições e que as crianças adoram. Os sarilhos e toda uma série de acasos não parecem ter fim. Conseguirá o verdadeiro amor encontrar um caminho para o coração de Lottie?

O que eu me ri com mais esta história de Jill Mansell, inacreditável.
Após o último livro que li desta autora, excelente, pensei que tão depressa não passaria os olhos por algo seu tão divertido, mas eis Acasos Felizes para me surpreender, e de que maneira!

Depois de dez livros lidos e nove opinados desta escritora aqui no blogue, confesso-vos que começo a ficar com a sensação, quase certeza, de que os meus comentários às suas narrativas são repetitivos. Afinal de contas, Jill cativa-me pelas suas singularidades que não variam muito de livro para livro – o que para quem gosta como eu é uma mais-valia – e que mais voltam a encontrar-se expostas no seu melhor. Dito isto, cheguei a um momento em que avalio as suas histórias com base nas personagens principais, no estilo de abordagem às problemáticas e romance comuns e, mais importante, em relação às peripécias, reviravoltas e humor – tudo o resto nestas páginas é trapalhada habitual de ler e chorar por mais.

Como tão bem elucida a sinopse, a questão central do texto gira torno da dificuldade de Lottie em ser feliz com o homem de quem gosta devido aos seus pestinhas, que o vêm como um monstro. A somar a este problema simples, existe o ex. marido de Lottie sempre colado à porta de sua casa, a boa amiga com teias de aranha, o seu antigo patrão e grande amigo envolvido numa fatalidade e um homem lindo, rico e sedutor que afinal pode não ser um partido assim tão bom, mas que os pestinhas adoram.
Resumindo, a vida amorosa da protagonista tem tudo para correr mal, e corre realmente mal, mas é maravilhoso vê-la assim como a Tyler sofrerem – muito bem, é horrível o que eu acabei de dizer, mas é uma das maravilhas da ficção.

Gostei imenso de Lottie. Esta protagonista vai da irascibilidade à doçura em segundos com o seu feitio peculiar, já para não falar do seu sentido de humor, do seu grande coração de mãe e de se revelar uma amiga que dá o sangue por aqueles que estima. É, claro está, do género que se coloca nas situações mais impossíveis, que não sabe o significado da palavra descrição e que se mete onde não é chamada, ou não fosse ela louca por um segredo ou coscuvilhice. Gostei igualmente dos seus filhos, Nat e Ruby, muito irritantes, embirrentos e teimosos, algo que eu deduzo ser próprio dos seus sete e dez anos de idade, mas por outro lado também têm momentos em que são os anjos, como qualquer criança.

No que respeita aos machos de Lottie, o ex. marido Mario caracteriza-se por ser um mulherengo que se vai moderando ao longo do texto, cumprindo bem o seu papel de pai e redimindo-se na segunda metade do livro. Já Tyler, que está igualmente bem enquanto patrão fatal, surpreendeu-me muito no final embora, desde o início, fosse possível antever a sua boa índole e me tenha logo conquistado pela sua eterna paciência. Por fim, Seb, é do género que nos deixa a pulga atrás da orelha mas o que vamos seguindo para ver até onde vai, bem ele vai longe, isso é certo. São todos previsíveis, essa é que é essa, mas são o protótipo de personagem Jill a que não resisto.

Ainda em relação a intervenientes, quero citar Cress e Jojo, tia e sobrinha. A primeira é uma grande amiga de Lottie e juntamente com a sua menina acabam por protagonizar uma temática bastante interessante, assim como Freddie o ex. patrão da protagonista que permite a introdução de algo incomum nos livros desta autora, passagens temporais no passado e que dão ênfase ao presente desta personagem com questões importantes.

Personagens, imensas como sempre, à parte, adorei os momentos altos do livro. As caricatas situações com uma Nana, um lagarto, com cinzas e uma crise de soluços ficam para a história de tão divertidas que foram – gargalhei! As reviravoltas, por vezes surpreendentes, foram mais um ponto positivo, embora o final tenha continuado a ser imaginável. E gostei, também, de todo o ambiente criado em torno da aldeia, onde não faltam os cromos e as fofocas que animam o dia de qualquer habitante de um local pequeno e idílico.

No que respeita a questões pertinentes, Jill volta a satirizar vários clichés e vários traços característicos de indivíduos comuns, mais ou menos bons, que de uma forma ou de outra encontramos no nosso dia-a-dia. Os snobes, os fúteis e os interesseiros estão presentes, assim como os tímidos, os mulherengos e os excêntricos. Igualmente abordadas são questões como a morte e as drogas, e, num campo mais afectivo, o divórcio, a adopção, as relações passageiras e todo o que se encontra associado a novos relacionamentos de pais solteiros.
Numa vertente mais animadora e emotiva, esta é também uma história de segundas oportunidades, de evolução individual e sobre o amor leve mas intenso pois, embora nem sempre pareça, esta autora é uma romântica.


Em suma, esta é uma comédia romântica em todo o seu esplendor que de forma ligeira é extremamente abrangente mas que tem como principal objectivo entreter o seu leitor que passará, certamente, bons momentos durante o folhear.

Quanto à autora não sei se haverá algo que eu ainda não vos tenha dito…
Diálogos pertinentes e interessantes, descrições curtas e pensamentos loucos reinam em cada página, em que Jil Mansell se dedica a brincar com a vida e a fazer-nos rir quando poderíamos chorar porque o tempo que passamos por cá é, definitivamente, demasiado breve para que se desperdice um segundo a mais do que necessário com a tristeza. Esta senhora é uma das minhas vitaminas para a boa-disposição. 

Esta é uma aposta regular e muito bem-vinda do Grupo Saída de Emergência, na chancela Chá das Cinco, que eu recomendo a todos os que desejem divertir-se enquanto lêem.



Uma Oferta Irrecusável (Opinião)
Encontro Inesperado (Opinião)
Amores Proibidos (Opinião)
Pura Malícia (Opinião)
Paixões à Solta (Opinião)
Jogos Secretos (Opinião)
Três é Demais (Opinião)
Beijo (Opinião)
Paixões Agitadas (Opinião)


Título: Acasos Felizes
Autora: Jill Mansell
Género: Comédia Romântica



sábado, 12 de outubro de 2013

Sinopse:
Liza quer casar-se. Não tem ninguém em mente, mas atrair homens interessantes nunca foi difícil para si. O problema é que não consegue manter-se interessada neles depois de os conquistar.
Dulcie acha que o casamento é uma chatice. O seu marido até é lindo, espirituoso e charmoso, mas Dulcie quer desesperadamente mais emoção na sua vida e está decidida a divorciar-se.
Pru tem tanta autoestima como uma esfregona de chão. Adora o marido aventureiro e não consegue imaginar a sua vida sem ele. Mas conseguirá manter o casamento?
Que planos matreiros e maliciosos tem o destino, para três amigas que acham que sabem o que querem?

Há muito, muito tempo que não me divertia tanto a ler um livro! Depois de folhear algumas obras de Jill Mansell interessantes, mas muito distantes do seu verdadeiro potencial, finalmente deparei-me com aquela que é para mim a melhor história da autora que tive o prazer de ler até hoje – Paixões Agitadas.

As hilariantes protagonistas, Liza, Dulcie e Pru, fazem resoluções de Ano Novo bastante drásticas mas carregadas de esperança de que, a curto prazo, as suas vidas venham a ser mais preenchidas. Uma quer casar, a outra divorcia-se e a terceira apenas manter o seu casamento. Simples? Obviamente que não! Pelas palavras de Jill isto é um cocktail perfeito que tem tudo para dar errado, para plena satisfação do leitor.

Com o ponto de partida definido, as peripécias multiplicam-se em catadupa ao longo deste enredo feito de palpitações, de momentos com dramas de chorar a rir, de momentos onde a paixão floresce fulminante e destinada ao fracasso. 
Uma coisa é certa, esta história reúne o que de melhor se pode encontrar numa comédia romântica, um género delicioso capaz de espelhar verdades difíceis de aceitar com uma leveza extraordinária que, neste caso em particular, me prendeu até ao seu final previsível e, ainda assim, absolutamente irresistível – queria mais.

No que respeita a personagens principais, estas têm em comum a idade, uma amizade profunda de longa data e o desejo de serem felizes por caminhos distintos. No entanto é nas diferenças que, em minha opinião, elas se tornam realmente atraentes, diversificando o estereótipo feminino que representam e conseguindo alcançar uma maior familiaridade com o público.

Pru, que deseja apenas manter o seu casamento, é a mais contida das três amigas. Submissa no seu casamento e por norma regrada, esta mulher perderá a estabilidade e terá de se reencontrar da forma mais difícil. É o espelho de quem teve tudo e que tem, em determinado ponto da vida, de renascer do nada – um cenário cada vez mais comum nos nossos dias. Liza, por sua vez, é uma fabulação contida do que muitas mulheres gostariam de ser; roliça, com um emprego de sonho e um poder de atracção acima da média. Infelizmente esta personagem não consegue ter o relacionamento duradouro porque tanto anseia mas, como devem prever, o decorrer da sua história tratará de lhe ensinar a controlar as suas emoções voláteis de uma forma bastante inesperada. E, por fim, aquela que foi a minha personagem favorita da narrativa, Dulcie - ao contrário das suas amigas ela quer divorciar-se. O seu humor cáustico, a sua superficialidade e a sua personalidade são algo de transcendentemente maravilhoso! Erra muito durante todo o texto, mais do que eu poderia imaginar, mas isso só a torna mais especial. Em poucas palavras, ela representa todos os que só dão valor algo depois de o perderem.

O número de personagens secundárias é elevado e, não podendo nomeá-las a todas, é importante citar que Jill descreveu caricaturas para todos os gostos. Do machista e mulherengo ao tímido e trabalhador, passando pela senhora perfeição, o resmungão do lado, a descarada e uma quota-parte de mexeriqueiras de serviço.


Das várias problemáticas interessantes abordadas, destacam-se todas as questões relacionadas com o casamento e as suas nuances, assim como o preconceito relativo a diferenças de idades nas relações afectivas. Estão ainda implícitas algumas criticas, obviamente, mas creio que é o tom de sátira da autora e o entretenimento que proporciona que mantém um virar de páginas viciante.

Jill Mansell é uma das minhas eleitas na estante pela forma como consegue abstrair-me e divertir-me quando realmente preciso, e Paixões Agitadas é a prova perfeita disso mesmo, neste sentido, tenho a certeza que dará um novo folgo às suas sequiosas fãs. A sua escrita, como sempre, dá primazia aos diálogos e aos intervenientes, desiguais e viperinos, algo que a sua criatividade realiza na perfeição.

Sumarizando, esta é uma história que fará rir muito os seus leitores, com as suas personagens caricatas e momentos hilariantes, onde se encontra verdades duras expressas com ligeireza, com as palavras de alguém procura oferecer instantes de felicidade.

Uma aposta da Saída de Emergência, da sua chancela Chá das Cinco, direccionada para o público feminino e os curiosos sobre mulheres.


Uma Oferta Irrecusável (Opinião)
Encontro Inesperado (Opinião)
Amores Proibidos (Opinião)
Pura Malícia (Opinião)
Paixões à Solta (Opinião)
Jogos Secretos (Opinião)
Três é Demais (Opinião)
Beijo (Opinião)


Título: Paixões Agitadas
Autora: Jill Mansell
Género: Comédia, Romance


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

«Uma história sexy e muito divertida.» - Daily Telegraph

Título: Acasos Felizes
Autor: Jill Mansell
N.º Páginas: 400
PVP: 17.80 €
ISBN: 9789897100734

Sinopse:
Lottie não consegue acreditar no que lhe está a acontecer. Quando se é adolescente e se está apaixonada por um rapaz completamente inadequado, espera-se que os pais levantem objeções.
Mas Lottie já está na casa dos trinta, é uma mulher feita, e nunca imaginou que os filhos lhe pudessem fazer a vida negra por causa do seu novo namorado. Pois é, para eles, Tyler é o diabo em pessoa.
O que há de ela fazer? Estará autorizada apenas a namorar homens que tenham a aprovação deles? Não terá já preocupações suficientes com o irresponsável do ex-marido a aprontar das suas? E, para piorar as coisas, entra em cena Seb, um homem charmoso que disputa as suas afeições e que as crianças adoram. Os sarilhos e toda uma série de acasos não parecem ter fim. Conseguirá o verdadeiro amor encontrar um caminho para o coração de Lottie?

Leia um excertoAQUI


Uma Oferta Irrecusável (Opinião)
Encontro Inesperado (Opinião)
Amores Proibidos (Opinião)
Pura Malícia (Opinião)
Paixões à Solta (Opinião)
Jogos Secretos (Opinião)
Três é Demais (Opinião)
Beijo (Opinião)

Sobre a autora:
Jill Mansell vive com o seu companheiro e os seus filhos em Bristol e é escritora a tempo inteiro. Bem... isso não é inteiramente verdade: ela vê televisão, gosta de comer fruta, admira os jogadores de rugby que treinam no campo desportivo atrás da sua casa, e passa horas na Internet maravilhada com o facto de tantos escritores terem blogues. Com uma vida movimentada, só quando é obrigada a ficar em casa é que de facto escreve. Os seus livros são já bestsellers e já venderam mais de três milhões de cópias.

Saiba mais em: Saída de Emergência


quinta-feira, 13 de junho de 2013
Sinopse:
Izzy um dia vai ser famosa. A indústria da música é que ainda não a descobriu. A irrepreensível Izzy tem um talento fascinante, dois namorados perfeitos e uma filha para lhe organizar a vida. Basicamente, uma vida de sonho. Já a vida de Gina não podia ser mais infernal. O cretino do marido acaba de fugir com a amante grávida. E ela sente-se destroçada quando derruba acidentalmente Izzy da sua moto. Porém, não é propriamente o fim do mundo, pois não? Apenas uma perna partida. Mas o mundo de Gina, como ela o conhece, está prestes a ficar de pernas para o ar. Izzy e a filha Kat foram catapultadas para dentro da sua vida, antes tão metódica. Pior, Izzy está de olho no melhor amigo de Gina, Sam, que é lindo de morrer. Como acabará tudo? Numa torrente de lágrimas ou num beijo inesquecível?

Eu sou uma grande fã de Jill Mansell. Sou fã dos seus romances repletos de emoções, sorrisos e lágrimas, que nascem de paixões mirabolantes que envolvem muitas peripécias através de personagens que são, muitas vezes, caricaturas familiares ao leitor. Beijo, no entanto, é um livro diferente dos restantes que já li e de que fiz opinião aqui no blogue. Beijo é um livro com maior seriedade, um livro em que as personagens, entre os dramas e a alegria habitual, nos revelam um lado menos positivo do ser humano e, talvez por isso, creio, um livro estranho ao público habitual de Jill Mansell.  

Um dos pontos fortes desta autora, talvez até o seu maior atributo, reside nas caracterizações peculiares que faz das suas personagens que, do extravagante ao comum, têm semelhanças com a realidade, regra geral para o bem, e aqui também para o mal. Assim, diversificando o seu enredo, estamos uma vez mais perante um elenco extenso, quase absurdamente extenso, em que qualidades e defeitos vão sendo espelhados durante o desenvolvimento e, em particular, através das singulares personagens principais Izzy, Kat e Gina, todas elas interessantes e repudiantes, todas elas muito diferentes entre si.

Jovem e mãe solteira de Kat, Izzy é uma mulher excêntrica, despreocupada e aspirante ao estrelato - algo que não é novidade nesta autora -, é no entanto uma surpresa a sua irresponsabilidade quanto à filha, que eu traduzi em insegurança conquistada pelo fracasso profissional, que, por sua vez, é frustrantemente colmatada por múltiplas relações com homens pouco… honrosos. Já Kat aparenta a maturidade que a mãe não tem nos momentos difíceis, dedicando-se à casa e ao estudo, mas milagres não existem e depressa esta adolescente revela as fragilidades de quem não é pessoal e emocionalmente amadurecido - mais uma vez nada de novo num elenco de Jill. E quem também não é uma surpresa nas palavras desta autora é Gina, a típica mulher responsável. Boa esposa mas com falta de confiança em si própria enquanto mulher, Gina depressa se vê frustrada e abandonada pelo marido e, pior ainda, com duas hóspedes indesejadas, Izzy e Kat - após ter atropelado a primeira foi vítima da esperteza da segunda.
Em suma, exceptuando as imperfeições, as asneiras e as falhas individuais ampliadas, capazes de causar taquicardias ao leitor, desencadeados nas protagonistas por um destino retorcido, não há nada que realmente me cause estranheza em Beijo.

No que respeita a intervenientes masculinos, e mais secundários sob o meu ponto de vista, uma vez mais Jill aponta clichés e crítica de forma muito prórpia a ausência, ou não, de determinados predicados apetecíveis ou morais.
Entre os vários apresentados é importante destacar Sam, como um homem sedutor e trabalhador, mas ao mesmo tempo com excessiva confiança, pelo que terá direito a muitas aprendizagens na jornada rumo ao amor. Já Tash, também ele desmesuradamente seguro de si, não fosse ele uma estrela pop, é um interveniente a quem o significado de aprendizagem não entra no dicionário mas, ainda assim, Tash tem uma relevância imensa para esta história ao abordar temáticas tão importantes como o abuso de poder, drogas e álcool, no seu universo da fama em que tudo é tão brilhante que chega a ofuscar. Existem, efectivamente, personagens mais modestos como Doug, um homem de meia-idade inseguro ou mesmo o melhor amigo de Kat, um adolescente normal, mas penso que a banalidade é tudo a que Jill tenta fugir nesta história.


Entre várias problemáticas abordadas, sem fugir à leveza e sentido de humor que caracterizam esta autora, embora aqui este se encontre mais cáustico, quem lê poderá ainda reflectir sobre temas como a depressão, o cancro e, ainda, relações traumáticas. As relações são algo abordado sempre com bastante cuidado por Jill e, mais uma vez, não foram excepção, sendo os seus dilemas aqui explorados exaustivamente em qualquer tipo de ligação ou nível afectivo.

Não vou falar da escrita de Jill Mansell, algo sobre o qual já me debrucei inúmeras vezes no blogue, mas faço questão de reafirmar que a leveza dos seus textos promove uma leitura veloz, assim como os muitos diálogos utilizados para expressar situações ou emoções, sendo, portanto, uma narrativa de escassas descrições.

Pessoalmente, este foi dos poucos livros de Jill em que adivinhei o final dos protagonistas mas, felizmente, estive longe de imaginar as reviravoltas até ao seu final muito cómico e romântico.
Também não achei que esta história fosse tão diferente das antecedentes que li, embora, confesso, a faceta deprimente do estrelato seja assustadora e, por esse mesmo motivo, este não é dos seus melhores livros para gargalhar - mas a boa disposição está presente, principalmente na abordagem de temas susceptíveis.

Esta é mais uma aposta Chá das Cinco, do Grupo Saída de Emergência, que eu recomendo às leitoras de romances e dramas e, não tanto, às leitoras de comédias românticas que podem desiludir-se.


Uma Oferta Irrecusável (Opinião)
Encontro Inesperado (Opinião)
Amores Proibidos (Opinião)
Pura Malícia (Opinião)
Paixões à Solta (Opinião)
Jogos Secretos (Opinião)
Três é Demais (Opinião)

Título: Beijo
Autora: Jill Mansell
Género: Romance

quarta-feira, 12 de junho de 2013
O ano novo aproxima-se e Liza, Dulcie e Pru já tomaram as suas resoluções. Quando se atinge a casa dos trinta, está na hora de dar um novo rumo à vida!

Título: Paixões Agitadas
Autora: Jill Mansell
N.º Páginas: 368
PVP: 17,80 €
ISBN: 9789897100550

Sinopse:
Liza quer casar-se. Não tem ninguém em mente, mas atrair homens interessantes nunca foi difícil para si. O problema é que não consegue manter-se interessada neles depois de os conquistar.
Dulcie acha que o casamento é uma chatice. O seu marido até é lindo, espirituoso e charmoso, mas Dulcie quer desesperadamente mais emoção na sua vida e está decidida a divorciar-se. Pru tem tanta autoestima como uma esfregona de chão. Adora o marido aventureiro e não consegue imaginar a sua vida sem ele. Mas conseguirá manter o casamento?
Que planos matreiros e maliciosos tem o destino, para três amigas que acham que sabem o que querem?

4 dos 16 títulos já publicados da mesma autora.

Sobre a autora:
JILL MANSELL vive com o seu companheiro e os seus filhos em Bristol e é escritora a tempo inteiro. Bem... isso não é inteiramente verdade: ela vê televisão, gosta de comer fruta, admira os jogadores de rugby que treinam no campo desportivo atrás da sua casa, e passa horas na Internet maravilhada com o facto de tantos escritores terem blogues. Com uma vida movimentada, só quando é obrigada a ficar em casa é que de facto escreve. Os seus livros são já bestsellers e já venderam mais de três milhões de cópias.

Saiba mais em: Saída de Emergência



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Com Jill Mansell, o amor está sempre ao virar da esquina, com muitas surpresas e grandes doses de humor.

Título: Beijo
Autora: Jill Mansell
N.º Páginas: 368
PVP: 17,80 €
ISBN: 9789897100468

Sobre o livro:
Izzy um dia vai ser famosa. A indústria da música é que ainda não a descobriu. A irrepreensível Izzy tem um talento fascinante, dois namorados perfeitos e uma filha para lhe organizar a vida. Basicamente, uma vida de sonho. Já a vida de Gina não podia ser mais infernal. O cretino do marido acaba de fugir com a amante grávida. E ela sente-se destroçada quando derruba acidentalmente Izzy da sua moto. Porém, não é propriamente o fim do mundo, pois não? Apenas uma perna partida. Mas o mundo de Gina, como ela o conhece, está prestes a ficar de pernas para o ar. Izzy e a filha Kat foram catapultadas para dentro da sua vida, antes tão metódica. Pior, Izzy está de olho no melhor amigo de Gina, Sam, que é lindo de morrer. Como acabará tudo? Numa torrente de lágrimas ou num beijo inesquecível?

Alguns dos títulos já publicado da mesma autora.
(Ordem aleatória.)
«Uma história sexy e muito divertida.» - Daily Telegraph

Sobre a autora:
Jill Mansell vive com o seu companheiro e os seus filhos em Bristol e é escritora a tempo inteiro. Bem... isso não é inteiramente verdade: ela vê televisão, gosta de comer fruta, admira os jogadores de rugby que treinam no campo desportivo atrás da sua casa, e passa horas na Internet maravilhada com o facto de tantos escritores terem blogues. Com uma vida movimentada, só quando é obrigada a ficar em casa é que de facto escreve. Os seus livros são já bestsellers e já venderam mais de três milhões de cópias.

Saiba mais em: Saída de Emergência

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sinopse:
Não há família mais glamorosa que os Mandeville. O casal de celebridades Jack e Cass Mandeville parece ter tudo — boa aparência, carreiras coroadas de êxito e um casamento maravilhoso. Os filhos também são incrivelmente talentosos: a Cleo é supermodelo; o Sean é um comediante de sucesso; e embora Sophie, uma adolescente de 16 anos, esconda a sua aparência sob uns enormes óculos redondos e roupa larga, todos veem que existe um belo cisne ansioso por desabrochar.
Aos olhos da imprensa, a família Mandeville é simplesmente exemplar. Mas uma ruiva lindíssima, de seu nome Imogen, aparece para entrevistar Jack e Cass na manhã do quadragésimo aniversário de Jack… e a família fabulosa descobre que afinal talvez não seja assim tão perfeita. Com Jill Mansell, o amor está sempre ao virar da esquina, com muitas surpresas e grandes doses de humor.

A mais recente aposta da divertida Jill Mansell em terras lusas revelou-se uma verdadeira surpresa. Contrariamente ao estilo a que habitou os seus leitores, desta vez a autora optou por aplicar mais seriedade que diversão aos temas abordados mas não se retraiam, afinal de contas este romance não é um drama, de todo, simplesmente a forma são exploradas diferentes questões, complexas, através de múltiplas personagens comuns, dará certamente que pensar, o que não é tem de ser propriamente mau, pelo menos na minha opinião.

Sendo as narrativas de Jill repletas de intervenientes diversificados e apelativos, é complicado, para mim, definir o casal referido na sinopse, Jack e Cass, como principal porque, sinceramente, não havendo todas as outras personagens a contribuir para a teia de acção e para abrilhantar os seus cenários actuais, tal como nos livros anteriores, o seu enredo seria pobre e, quanto a isso, este livro não foi excepção. No entanto faz todo o sentido que eu defina a família Mandeville como a causa e efeito de todos os acontecimentos, afinal de contas eles são o elo de ligação entre todas as personagens do livro, para cima de uma dezena, que acabam por se encontrar num ou outro momento.

Considerados como um exemplo a seguir, Os Mandeville são perfeitos, um verdadeiro exemplo a seguir aos olhos de todos, mas, é logo nas primeiras páginas deste livro, que este encanto se perde e, consequentemente, o leitor assiste a muitas mudanças comportamentais em todos os intervenientes podendo, desta forma, reflectir sobre as alterações que um acto singular pode invocar.
Da filha mais velha supermodelo, Cloe, ao seu irmão, Sean, um famoso comediante, passando por Sophie, a típica adolescente que quer mudar o mundo, as peripécias acabam por ser recorrentes e todas tem por fim algum tipo de paixão e a eterna promessa de um final feliz que, para estes tantos, nunca esteve tão precariamente em risco.
Resumindo, Jack trai Cass e o mundo de cinco intervenientes (a família), e de todos aqueles que com estes se relacionam, vai ficar completamente de pernas para o ar.

Embora as gargalhadas não sejam tão recorrentes em Três é Demais, continua a prevalecer o bom humor em algumas personagens, como por exemplo em Cloe, bem como personalidades mais satirizadas, como a de Imogen, mas, no geral, penso que uma das mais-valias desta obra é o encontro do comum, daquilo que é familiar ao leitor, através dos traços que caracterizam estes intervenientes. Falo-vos de defeitos, feitios, qualidades e muita humanidade palpável ao longo de todo o texto que, para lá das páginas, apela facilmente à empatia.

Embora a traição seja o tema de destaque e que motiva quase todos os acontecimentos, outra das questões exploradas esta relacionada problemática que é ser-se famoso e, consequentemente, as múltiplas emoções fortes que ambos os temas desencadeiam, no entanto, esta leitura prima ainda pela credibilidade associada ao contexto da história e, ainda que esta não seja uma obra em que todos os finais são felizes é, certamente, um livro onde todos os finais são merecidos.

Em suma, este é um bom romance de entretenimento, sem que nada nos marque em particular mas que nos permite passar várias horas distraídos e a imaginar como agiríamos no papel daqueles que folheamos e, por tudo isto, recomendo-o a quem procura algo leve para descontrair.

Jill Mansell, como já referi diversas vezes, tem uma escrita corrente e simples, fluida e agradável, algo que se adapta facilmente a qualquer leitor, e à que alia imaginação e muita graça para criar enredos plausíveis.
As suas descrições são breves mas suficientemente pormenorizadas para que quem lê esteja integrado com o texto, sendo o seu maior trunfo a forma como cuida reproduzir sentimentos e emoções que conhecemos bem e que nos permitem criar uma ligação com qualquer uma das suas histórias. Quem não conhece uma Cass? Quem não conhece uma Imogen?
Não posso ainda deixar de citar que esta é uma autora que ironiza o melhor e o pior de cada um, com um toque de glamour, que nos deixa ansiosos por voltar a ler as suas letras.

Quanto a mim, eu adoro Jill Mansell e isso já ficou mais do que evidente nas muitas opiniões que publiquei dos seus livros e embora este seja um romance desigual, relativamente aos seus antecedentes, a verdade é que gostei e que esta continua a ser para mim uma aposta assertiva.
Neste livro em particular, o que mais gostei foi dos dilemas associados a Jack, que prova o seu próprio veneno e que nos recorda que muitas vezes só sentimos falta de algo quando o perdemos, esta é, portanto, a mensagem que fica proeminente quando terminada a leitura.

Este livro é uma aposta Chá das Cinco, da chancela romântica do Grupo Saída de Emergência, pensada não só para o público feminino mas para todos aqueles que desejam descobrir um pouco mais sobre mais mulheres. Se gosta da escrita de Jill, de romances e que ler algo que também fará pensar um pouco, sobre actos, escolhas e atitudes, este é um livro que sugiro sem restrições.

Da Mesma Autora

Uma Oferta Irrecusável (Opinião)
Encontro Inesperado (Opinião)
Amores Proibidos (Opinião)
Pura Malícia (Opinião)
Paixões à Solta (Opinião)
Jogos Secretos (Opinião)

Título: Três é Demais
Autora: Jill Mansell
Género: Romance

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