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Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Sinopse:
A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de
casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e
desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo
desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane
cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única
pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio.
Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça
perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família
para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação
radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do
desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie
para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos
saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre.
Com um traço muito singular para tocar afectos, Anna
McPartlin faz-me sempre encontrar sem procurar algo belo e simultaneamente cru
sobre a humanidade nas suas histórias, histórias compostas por personagens
diversificadas e múltiplas temáticas sensíveis que tocam os seus leitores
enquanto os faz reflectir sobre si mesmos.
Um Amor Perdido é, como próprio título e sinopse
aludem, uma narrativa que nos conta como alguém pode lidar com a eventualidade de uma perda, com o desaparecimento de um grande amor. Mas, mais importante, esta é um
narrativa sobre reviravoltas, sobre os encontros e desencontros da vida, de
quatro existências em particular que se reúnem por acaso e que irão permanecer
e marcar o destino umas das outras.
Embora o amor seja uma das componentes trabalhada de
várias formas ao longo das páginas, o romance está longe de seguir as directrizes
de um conto de fadas, o que poderá ser considerado como uma aproximação da
autora à veracidade que caracteriza os seus enredos.
Relações fugazes e frustradas, ou apenas tentativas
fracassadas de encontrar a felicidade, pontuam assim este texto que tem a perda como ponto de partida para o reencontro de nós mesmo. Sendo-nos
mostrado, entre sorrisos, momentos loucos e algumas lágrimas, que as emoções
entre pares estão distantes da perfeição, que a nossa humanidade nos faz errar mas que, da mesma forma, devemos ter esperança e perseverança de que existe
e sempre existirá um caminho, uma escolha para encontrar o bem-estar e a
alegria de se estar vivo.
A família é uma das problemáticas minuciosamente
exploradas e que mais me fascinou na história. Neste sentido, Jane e Elle são
particularmente interessantes, são duas irmãs muito distintas, que se aceitam
na diferença e que se complementam no profissionalmente, apesar da
disfuncionalidade muitas vezes visível no seu lar. Elle é uma artista completamente
excêntrica e que vos irá divertir com o seu senso de humor, muitas vezes
retorcido, enquanto Jane é uma mãe solteira prematura e uma mulher tão comum
quanto especial, com uma sensibilidade tocante e que vive perdida nas suas
alegrias e desilusões – é uma mulher em que muitas leitoras se poderão rever.
Este quadro só fica completo com Kurt, o filho de
Jane, e Rose, a mãe das irmãs, pois também eles protagonizam momentos hilariantes ao
mesmo tempo que alertam o leitor para a hormonal adolescência e a seriedade de
questões como o alcoolismo e a depressão, respectivamente.
Uma das minhas figuras preferidas no texto é Leslie, ela
é verdadeiramente inspiradora. Após momentos de fraqueza esta mulher madura
desperta para a realidade e para um universo de oportunidades que nunca pensou
vir a observar, tornando-se um exemplo de coragem. Também ela faz parte das
quatro personagens que mudarão o seu destino graças a uma fatalidade e, por seu
lado, é alguém que não só nos permite compreender a importância de uma
verdadeira amizade, como reflectir sobre um drama comum dos nossos dias, o cancro.
Mais que um fio condutor entre intervenientes, o
desaparecimento de alguém é o que marca Tom, o marido da ausente Alexandra. Através
deste homem olhamos de frente a crueldade do desespero, a dormência deixada
pela incerteza e o vazio do medo, emoções fortes que convergem com momentos
mais alegres com o passar do tempo, com as emoções dúbias de quem quer seguir
em frente mas está irremediavelmente preso ao passado.
Em suma, este livro é tão rico nas suas personagens
como nas temáticas abordadas. Um livro que trabalha sentimentos em catadupa
através de retratos marcantes e credíveis, sem que se perca a componente de
entretenimento.
Anna McPartlin já não é uma novidade no catálogo
Quinta Essência e ainda bem para os seus leitores, pois as suas histórias
recordam-nos o melhor e o pior de todos nós e do nosso mundo, histórias que com
uma voz bela que nos despertam enquanto nos confortam, relembrando que a vida
está recheada de possibilidades. Gostei muito.
Da mesma autora:
Sempre Que Dizemos Adeus – Opinião
Título: Um Amor Perdido
Autora: Anna McPartlin
Género: Romance; Drama
Editora: Quinta Essência
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Personagens
com que sentimos afinidade, e muito riso e lágrimas.
Título:
Um Amor Perdido
Autor:
Anna McPartlin
N.º
Páginas: 356
PVP:
15.90 €
ISBN:
9789897261428
Disponível
para compra – AQUI
Disponível
em eBook – AQUI
Sinopse:
A
21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha,
meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está
destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único
objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da
excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida
é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu
comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita,
a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o
cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical
está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de
Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de
Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as
suas vidas entrelaçadas para sempre.
Um
Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim
irá dar por si a sorrir e até a rir.
Leia
um excerto – AQUI
«Personagens
com que sentimos afinidade e muito riso e lágrimas.» - Prima
«Fácil
de ler, divertido e emocionalmente cativante.» - The Irish Times
«Perspicaz
e irresistível, às vezes profundo, comovente e muito divertido.» - Image
«O
quarto romance de McPartlin é um espelho brutalmente sincero que reflete o
intrigante modo como a tristeza e a felicidade coexistem.» - Booklist
Da
mesma autora:
Estarás
Sempre Comigo – Opinião
Sempre
Que Dizemos Adeus – Opinião
Ninguém
Me Conhece Como Tu – Informações
Sobre
a autora:
Saiba
mais em: Quinta Essência
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Os
verdadeiros amigos conhecem-nos melhor do que nos conhecemos a nós próprios e
estimam-nos mais do que imaginamos…
Título:
Ninguém Me Conhece Como Tu
Autora:
Anna McPartlin
N.º
Páginas: 424
PVP:
15,90 €
ISBN:
9789897260711
Comprar
– AQUI
Em
eBook – AQUI
Sinopse:
Eva
e Lily eram as melhores amigas desde a infância. Porém, uma discussão enorme e
dezassete anos mais tarde, Eva acorda de um acidente horrível e encontra a sua
velha amiga a cuidar dela. De início, o reencontro é feito a medo, mas durante
os muitos meses de Eva no hospital, as amigas enfrentam tanto as mentiras do
passado como as suas falhas presentes. E cada uma vê claramente como a outra
precisa de mudar a sua vida: Lily deve sair de um casamento impossível e Eva
tem de enfrentar a dor que causou a outros. A crise que reuniu Eva e Lily
parece uma bênção que lhes deu uma segunda oportunidade para se apoiarem quando
mais precisam de um ombro amigo. Mal sabem elas que a sua amizade está sob uma
ameaça que irá mudar o futuro para sempre...
Leia
as primeiras páginas – AQUI
«Adorei
cada página... Impressionou-me de tal modo que irei lê-lo novamente.» - Irish
Mail On Sunday
«Fácil
de ler, divertido e emocionalmente cativante.» - The Irish Times
«Anna
McPartlin irradia um humor brilhante e um otimismo assertivo... uma escritora
maravilhosa.» - Sunday Independent
Sobre
a autora:
Anna
McPartlin viveu parte da infância em Dublin, até se mudar para Kerry, na
adolescência, onde foi criada pelos tios. Após concluir o ensino secundário,
entrou para a faculdade onde estudou Marketing, mas manteve o seu amor pela
stand-up comedy e pela escrita. Enquanto trabalhava nas artes conheceu o
marido, Donal. Atualmente vive em Dublin.
Saiba
mais em: Quinta Essência
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Quanto
maior é a mentira, maior é a dor.
Sinopse:
Já
teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente
daqueles que a rodeiam?
É
isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde
criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos
carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o
seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital
com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada.
Harri
perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma
noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais
não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas
irão mudar para sempre.
Existem
erros, pecados, que embora possam ser serenados deixam as suas marcas
permanentes, nem sempre visíveis, mas sempre presentes.
Um
casamento por consumar, um amor perdido e uma família unida serão a chave
para um mistério que remonta a um lugar nunca antes visitado, a uma jovem
perdida e a uma verdade qua nunca deveria ter sido escondida.
Sempre
Que Dizemos Adeus é uma história intensa no que respeita ao amor, mas também
relativamente às variantes deste sentimento, como é exemplo a família. Explorando diversos
tipos de relacionamentos, e com uma componente misteriosa interessante, este é
o livro ideal para um público apaixonado, mas também para todos os que
procuram uma bonita narrativa sobre a vida.
Anna
McPartlin tem uma veia dramática forte o que torna a sua escrita bastante emotiva. Com palavras doces e um ritmo embalador, a autora consegue chegar ao
coração dos leitores proporcionando lágrimas e sorrisos, assim como uma reflexão
profunda a respeito do peso que cada escolha pode acarretar.
Após ter lido Estarás Sempre Comigo fiquei completamente encantada com esta autora pelo que, quando soube que a Quinta Essência iria publicar um novo título, fiquei
inevitavelmente ansiosa por mergulhar nas suas páginas. Confirma-se, Anna
McPartlin é uma maravilhosa contadora de histórias, e não sendo obrigatoriamente uma
romancista, cativa-nos com os seus retractos reais de vida e pelos seus intervenientes, com os quais nos identificando e criando o laços.
Procurando
explorar a descoberta e o crescimento individual, este livro traz-nos a
história de uma família com a ilusão de perfeição que esconde um segredo com
raízes no passado que, se descoberto, poderá alterar para sempre as ligações, aparentemente inquebráveis,
de confiança e ternura.
Tudo
se inicia quando, pela segunda vez, Harry cancela o casamento com o amor da sua
vida devido uma estranha crise de ansiedade que se apodera de si e, ao
contrário do que a família indica aos médicos, George, o seu irmão gémeo, sabe
que este mal não ocorre apenas às portas do altar e resolve confrontar os pais. Assim se levanta a ponta
de um véu sem precedentes onde, entre choros e gargalhadas, não faltarão amigos fiéis e muitas peripécias que nos envolvem num presente repleto de
segredos antigos, espelhados através de um diário que tocará muitos corações.
No
geral os intervenientes, mais ou menos relevantes, encontram-se cuidadosamente trabalhados
e, embora os protagonistas tenham um desenvolvimento muito superior, não consegui deixar de me deliciar com o grupo de amigos de Harry que, não sendo crucial,
dá um brilho especial à leitura e permitem-nos disfrutar de bons momentos de
humor e reflexão.
Dos
muitos temas explorados, as relações emocionais evidenciam-se através de todos os intervenientes que, de uma maneira ou de outra, atravessam
fases conturbadas nos seus relacionamentos e com os seus pares. Algumas destas
personagens têm momentos hilariantes e destaco Melissa, que mulher! Ela é mãe, trabalhadora
e está quase a ter um esgotamento quando resolve tomar uma opção que eu aconselho
a todas as mulheres casadas que não conseguem dar voz às suas frustrações.
Mais
susceptível, mas igualmente importante, é a abordagem feita à violência doméstica
que contrasta com a leveza com que a autora expõe questões como a homossexualidade
e religião, disfunção sexual, ou mesmo a traição. É de facto um livro muito rico
em todos os sentidos que me deu a oportunidade de pensar atentamente em cada um
destes objectos de discussão e encara-los com um novo olhar descontraído.
Pessoalmente, achei interessantes as diversas abordagens que a autora consegue conjugar na obra, assim como toda
a emoção que expressa. É envolvente sentir oscilações de humor com o
folhear o que, no fundo, serve apenas para retractar, uma vez mais, a
comparação com a realidade que podemos fazer no final da leitura. Nem tudo é
positivo mas, sem dúvida, o valor que dedicamos ao que realmente importa faz a
diferença entre a alegria e a tristeza com que dirigimos a nossa vida. Quase me
esquecia, chorei.
Anna
McPartlin é já figura obrigatória na minha estante pela sua escrita sincera e
simplificada que sabe chegar ao leitor e deixar a sua marca no final. A sua
narrativa flui com naturalidade e permite um ritmo de leitura constante, a que a
autora junta beleza e frontalidade na exploração da complexidade que é estar
vivo.
Esta
é a segunda outra da autora publicada pela Quinta Essência e como tal, para
todos aqueles que se apaixonarem por este enredo, poderão também encontrar bons
momentos de entretenimento em Estarás Sempre Comigo. Um livro que sugiro a
todos os leitores de romance e, em particular, aos que procuram reflexos reais
na ficção. Gostei.
![]() |
| Da Mesma Autora |
Opinião:
Título: Sempre Que Dizemos Adeus
Autora:
Anna McPartlin
Género:
Romance
Editora:
Quinta Essência
domingo, 6 de maio de 2012
Quanto
maior é a mentira, maior é a dor.
Título:
Sempre que dizemos adeus
Autora:
Anna McPartlin
N.º
Páginas: 396
Preço:
15,50€
ISBN:
9789898228970
Sinopse:
Já
teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente
daqueles que a rodeiam?
É
isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde
criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos
carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o
seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital
com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada.
Harri
perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma
noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais
não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas
irão mudar para sempre.
Harri
tenta por duas vezes casar com o amor da sua vida. Das duas vezes não consegue.
Os
pais esforçam-se distraí-la, mas é óbvio que sabem mais do que querem admitir
sobre a sua fragilidade. Aquilo que são forçados a revelar vira o mundo de
Harri do avesso. Parece que não só perdeu o noivo, mas também tudo aquilo que
sempre tomou como certo.
Á
medida que a verdade do seu passado vem ao de cima e o mundo que ela julgou
conhecer se desmorona, Harri esforça-se por apanhar os cacos.
Conseguirá
encontrar-se novamente e, se o fizer, será demasiado tarde para o amor?
![]() |
| Da Mesma Autora |
«…equilibra
a luz e a escuridão nos seus personagens…» - Sunday
Tribune
«Uma
história comovente de amizade, coragem e amor… não conseguimos largá-la.» - Closer
«Uma
montanha-russa emocional, espirituosa e inteligente… põe-nos a soluçar e a
rir.» - Stellar
Sobre
a autora:
Anna
McPartlin nasceu em Dublin, em 1972. Estarás sempre Comigo, o seu primeiro
livro publicado na Quinta Essência, é inspirado na própria experiência de perda
da autora e na capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos
da vida. Em 2007, foi vencedor do prémio Revelação do Ano nos Irish Book
Awards.
Anna
McPartlin viveu parte da infância em Dublin, até se mudar para Kerry, na
adolescência, onde foi criada pelos tios. Após concluir o ensino secundário,
entrou para a faculdade onde estudou Marketing, mas manteve o seu amor pela
stand-up comedy e pela escrita. Enquanto trabalhava nas artes conheceu o
marido, Donal. Actualmente vivem em Dublin. Para mais informações visite www.annamcpartlin.com
Para
mais informações: Quinta Essência
domingo, 1 de maio de 2011
«As recordações são coisas absurdas.
Algumas são vagas, outras cristalinas,
outras ainda demasiado dolorosas
para as lembrarmos e outras,
então, deixam-nos tanta dor
que não conseguimos esquecê-las.»
Sinopse:
“Emma tem vinte e seis anos - bonita, inteligente, feliz e vive com o namorado de infância, John, num agradável apartamento em Dublin. O seu maior problema é a mãe não parar de insistir para que se casem já. Emma e John sentem-se o casal perfeito, com um futuro cheio de possibilidades. Mas, de repente, John morre num terrível acidente, e Emma mergulha no desespero. Amava-o mais do que à própria vida - e agora a morte tirou-lho.
À medida que emerge da dor, Emma tem de encontrar uma nova forma de viver, e os amigos leais unem-se para tentar ajudar. Clodagh, amiga de sempre de Emma, com quem ela partilhou tudo, desde bolos de lama a namoros desastrosos. Anne e Richard, mais ou menos bem casados e a debaterem uma mudança para o campo. O irmão de Emma, Noel, o jovem padre católico que vê a sua própria fé testada enquanto tenta confortar Emma. Seán, o belo mau rapaz das mil e uma namoradas, desconfortavelmente ciente da sua crescente ligação a Emma.
De forma espirituosa, mordaz e, às vezes simplesmente chocante, Emma documenta as histórias dos amigos e a sua própria recuperação da dor com uma franqueza que envolve o leitor desde a primeira página”
Uma história extremamente bem escrita, Estarás Sempre Comigo, teve a capacidade de nas primeiras 50 páginas me fazer chorar e logo em seguida gargalhar, delicioso até à última linha esta é uma leitura que guardarei com imensa ternura. É, sem dúvida, uma excelente aposta de estreia de Anna McPartlin que conquistará muitos admiradores através da sua história mas também dos seus reais personagens.
Quando somos jovens, estamos no inicio de vida e carreira acreditamos, ou devemos acreditar, que mesmo com adversidades conseguiremos sempre dar a volta por cima, que o futuro estará lá para nós e que tudo decorrerá de forma fluida, ao sabor do vento… Emma pensava assim, sendo professora, tendo o homem que amava ao seu lado e com um sólido grupo de amigos permitia-se a si própria as loucuras e devaneios de juventude, o futuro o tempo o diria. Para já os seus dramas não ultrapassavam uma menstruação em atraso, uns alunos mais rebeldes ou mesmo a casa em desalinho até um dia em que tudo muda. Sem pedir permissão o destino transformou o seu fado numa lengalenga triste, em que nem mesmo a solidez de uma montanha, como os amigos fiéis ou família unida, a conseguiram manter ao cimo da lucidez e salva-la do afogamento em lágrimas e dor.
Existirá por entre quem me lê alguém que já tenha perdido um ente querido e não tenha conseguido aceitar, suportar o pedaço que lhe foi arrancado do peito? Eu já perdi e senti, ainda sinto e sentirei para sempre, uma saudade infinita, a mais agridoce de todas as sensações…
Não querendo focar-me na história em si, para que sejam vocês mesmos a ter o imenso prazer de a descobrir, digo-vos que esta narrativa é muito rica em laços, sentimentos e nostalgias que por vezes nos oferece a vida… falar-vos-á de riscos, de medos e de coisas corriqueiras que nos podem surpreender a todos nós, bem como situações ou factos que nos fazem crescer, nos moldam a personalidade e nos transformaram em seres repletos de humanidade e emoção (isto falando para um público em geral, infelizmente).
Anna McPartlin apresentou-me um leque de personagens nas quais revejo vizinhos, amigos e histórias que passam de boca em boca, pessoas ora divertidas, ora tristes que se vêm obrigadas a ultrapassar dramas e imprevistos para que possam amadurecer e reencontrar novamente o seu caminho redescobrindo assim o mel que enriquece a vida. Emma, Clo, Noel, Anna ou Seán não são mais do que uma pequena essência do nosso meio, sociedade, que me fizeram rir e chorar, voltar a rir e por fim aprender lições importantes, são fascinantes, o espelho de muitas almas que vos surpreenderá e deixará completamente seduzidos pelas suas descobertas durante a leitura.
Quando à escrita da autora é muito leve e simples mas mesmo assim consegue oferecer momentos de introspecção ao leitor. Com alguns parágrafos dignos se serem sublinhados para que possam ser relidos futuramente, fiquei encantada com a beleza dos sentimentos transcritos. Por fim, Anna McPratlin oferece-nos ainda algum humor e cenários bem construídos com algumas características típicas da Irlanda que fazem toda a diferença.
Personagens surpreendes, histórias cativantes e atractivas, no fundo um bom livro no qual vale investir, que só poderia pertencer à Quinta Essência pela forma como a sua colecção, regra geral, consegue expor o lado humano da ficção de forma encantadora. Recomendo!
O Booktrailer:
Título: Estarás Sempre Comigo
Autor/a: Anna McPratlin
Género: Romance
Editora: Quinta Essência – Grupo Leya
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)
Autores das Histórias:
- Alexandra Adornetto
- Alison Bechdel
- Alison Lucy
- Alyson Noel
- Amanda Hocking
- Amy Bratley
- Amy Hatvany
- Ana María Matute
- Andrea Cremer
- Andrea Hirata
- Andrew Kaufman
- Andy Mulligan
- Andy Weir
- Anita Shreve
- Ann Brashares
- Anna McPartlin
- Anna Randol
- Anne Bishop
- Anne Fortier
- Aprilynne Pike
- Arthur de Pins
- Barbara Bretton
- Barbara Mutch
- Becca Fitzpatrick
- Bella Andre
- Beth Harbinson
- Bridget Asher
- Bryan Lee O'Malley
- Carlos Ruiz Zafón
- Carolina Aguirre
- Carolyn Turgeon
- Carrie Jones
- Carrie Ryan
- Cassandra Clare
- Cathy Kelly
- Charlaine Harris
- Charles Dubow
- Chris Cleave
- Chris Priestley
- Christian MØrk
- Christina Lauren
- Christine Feehan
- Claire Corbett
- Claudia Gray
- Colleen Hoover
- Colleen Houck
- Cynthia Hand
- Daisy Whitney
- Daniel Glattauer
- Daniel Oliveira
- David Basdacci
- David Soares
- David Whitley
- Dean Koontz
- Deborah Smith
- Diana Peterfreund
- Domenica De Rosa
- E L James
- E. Lockhart
- Eliabeth Adler
- Elisabetta Gnone
- Elizabeth Edmondson
- Elizabeth Hoyt
- Ellen Degeneres
- Eloisa James
- Emma Chase
- Emma Wildes
- Eve Berlin
- Fay Weldon
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- Filipe Faria
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- Gabriel García Márquez
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- George R. R. Martin
- Gillian Shields
- Glen Duncan
- Graham Joyce
- Holly Black
- Hugh Howey
- Isaac Marion
- J. A. Redmerski
- J. R. Ward
- James Dashner
- James Dashner
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- Veronica Rossi
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- Wolfgang Herrndorf


























