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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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sábado, 27 de julho de 2013
Uma história maravilhosa, romântica e repleta de aventuras, uma fantasia deslumbrante.

Título: Ponte de Sonhos
Autora: Anne Bishop
N.º Páginas: 448
PVP: 18,76 €
ISBN: 9789896375294

Sinopse:
Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece.
Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee.
Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado.
Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos.
 
Mundo de Efémera
Sobre a autora:
Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de vários romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.

Saiba mais em: Saída de Emergência


sexta-feira, 26 de julho de 2013
Sinopse:
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espetáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um ato de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.

Depois de recentemente nos ter sido dado a conhecer mais um trailer do segundo filme da trilogia Os Jogos da Fome (aqui), não resisti a uma releitura com direito a comentário aqui no blogue - que não tive oportunidade de publicar anteriormente.
Não me vou alargar, obviamente, porque creio que a maioria dos fãs deste género literário já leu a trilogia ou, pelo menos, já assistiu ao filme, ainda assim é com prazer que aqui deixo a minha opinião. 

Provavelmente erroneamente, eu tenho a sensação Os Jogos da Fome, o título do primeiro livro que dá nome à série, veio despertar os leitores portugueses de YA, jovens adultos, para o fenómeno das distopias em cenários de ficção científica e, embora depois do enorme sucesso de Suzanne Collins já tenham existido publicações absolutamente extraordinárias, ninguém pode tirar o mérito a esta autora que, eximiamente, fez o baptismo em milhares e conseguiu conquistar a sua legião de fãs.

A história já todos conhecem, Penem é dominada por um Capitólio através de um regime totalitário opressivo, os 12 distritos adjacentes à capital são subjugados pelo medo e pela fome, após a derrota de uma revolta fracassada 74 anos antes.
Para provar o seu poder e relembrar que não pode ser vencido, o Capitólio organiza todos anos Os Jogos da Fome, que consiste em colocar 24 crianças numa arena a lutarem até à morte de forma brutal e desumana até que só exista um vencedor e, como se isto não fosse suficientemente mau, as crianças tem de ser “oferecidas” pelos distritos - um rapaz e uma rapariga, entre os 12 e os 18 anos -, que assistirão em directo à morte dos seus.
O cúmulo do bizarro é que os distritos não estão em pé de igualdade, alguns são mais miseráveis que outros, e portanto a deslealdade deste jogo começa mesmo antes da entrada na arena. Mas nem tudo é mau, durante a preparação para os jogos - que é uma piada brutal -, os tributos podem sempre tentar convencer milionários do Capitólio a patrociná-los enquanto estiverem a lutar e, quem sabe, quando estiverem a morrer de fome, medo e frio não serão salvos por uma alma caridosa que prefere ver morrer a criança ao lado, enfim… Katniss e Peeta são os tributos do Distrito 12 para septuagésimos quartos Jogo da Fome e que o entretimento comece!

Acho esta premissa arrepiante e muito, muito inteligente em diversos sentidos que passarei a explicar mas, em primeiro lugar, afirmo desde já que gostei bastante do livro e até mesmo das suas personagens que não são de empatia fácil.
Katniss, a protagonista, ela é antipática, rezingona e mal-educada, mas, por outro lado, tem um coração de outro e não posso dizer que não teria o feitio dela, ou pior, se vivesse sob as suas condições. Afinal de contas a rapariga só gosta e só pode confiar nela própria, na família e no jeitoso lá do distrito, Gale, com quem vai caçar regularmente (caçar, que engraçado, ambos giros e carentes, com 16 anos e passam horas intermináveis juntos apenas a caçar… grande falha da Suzanne). Mas adiante, gosto dela porque o leitor tem de aprender a gostar da sua personalidade e fazer um esforço para a compreender e, para tal, é levado a tentar entender a dimensão do universo em que Katniss está inserida.
Peeta, o seu companheiro de distrito na arena, já é outra história. É mais privilegiado que esta dado que os pais são os padeiros e, basicamente, passa menos fome. Nunca falou com a Katniss mas em vésperas de se matarem um o outro declara que sempre foi apaixonado por esta e aceita o jogo com uma serenidade que me dá cabo dos nervos. Confesso que quando comecei a gostar da sua prestação ele me desiludiu imenso, por isso espero que no próximo livro me surpreenda bastante.
A verdade é que embora tenha as mesmas origens, este par de protagonistas não poderia ser mais dissonante e não foi fácil criar empatia com estes jovens antes de ver o filme, mas agora depois de ler o livro duas vezes e ver o filme também por duas vezes, acho que ambos acabam por saber jogar e não consigo retirar-lhes o mérito.

Quanto a intervenientes secundários, gostei de Rue, um tributo de outro distrito que acaba por criar um laço emocional com Katniss e que me fez chorar horrores, bem como de Haymitch, que embora seja bastante irritante deixa claras as cicatrizes que um vencedor carrega após os desumanos Jogos. Por fim, vale apena ainda comentar Cinna, Effie e Caesar, que por motivos diferentes dão um toque muito especial ao texto, todos eles são do Capitólio.

Esta história deu-me muito que pensar e os temas que posso abordar são imensos, mas começo com uma questão que me perturba bastante, o que existe para lá de Penem? Não quero acreditar que o mundo no futuro esteja reduzido a 12 distritos miseráveis e uma capital (à América do Norte), não faz sentido. Mas falemos de coisas boas, adorei a beleza estéril e superficial do Capitólio, que é rapidamente evidenciada em oposição à desgraça nos distritos. É algo tão surreal e exagerado que chega a oferecer humor à narrativa, humor negro, obviamente, e a Effie desempenha aqui um papel crucial.

Outra questão que me faz pensar muito é a consciência dos habitantes da capital. Parece-me, de todo, improvável que uma massa tão extravagante, e até criativa, não se revoltasse contra os jogos - aqui Cinna combate a minha teoria -, no entanto como é que tirania explica, por exemplo, às suas crianças que estão a matar outras por prazer e para mostrar o seu poder… creio que é uma escola perfeita para assassinos que não matam por estarem permanentemente satisfeitos no seu mundo ilusoriamente encantado e, acreditem, gostava mesmo de saber como é a educação no Capitólio.

As dicotomias exploradas são também variadas, mas aquela que coloca o deslumbramento em oposição ao horror é qualquer coisa de fascinante. Adorei os cenários, todos eles, e estes espelham bem o quanto o belo pode ser aterrorizador. Gostei também das cenas de violência, principalmente as que contêm emotividade, e a forma como os protagonistas lidaram com o carácter psicológico inerente a esses momentos, Katniss em particular. Acho que foi mesmo o que mais me agradou, a exploração afectiva e emocional do medo, da opressão e dos actos de atrocidades cruas, que promoveram uma transformação necessária à sobrevivência que só é possível em situações extremas, como na arena dos Jogos. Ninguém passa por uma situação destas sem deixar para trás um pouco da sua humanidade e, sinceramente, até tenho medo do recado que Suzanne está a dar aos seus leitores.


Bem, contei fazer apenas um breve comentário mais já me alarguei, no entanto penso que fica claro que este é um livro obrigatório para os leitores de distopias e, em particular, de cenários futuristas com bastantes laços com a actualidade. Afinal de contas, as necessidades são as mesmas e as tecnologias de ponta só estão acessíveis a quem está do lado do poder.
É uma história para todos os leitores, pelas muitas lições que contém, mas que não recomendo a um público muito jovem pela brutalidade de muitas cenas descritas.

Suzanne Collins tem uma escrita acessível e agradável, que promove um ritmo de leitura veloz e que joga bem com as emoções de quem lê.
As suas descrições são bastante detalhadas em alguns momentos e a sua imaginação chega a ser de uma perversidade assustadora - o caso dos mutes finais da arena, uma das grandes ausências do filme que me deixa sempre a imaginá-los durante algum tempo.
Nada a apontar, portanto, a senhora escreve bem e tem uma criatividade cinco estrelas.

Entretanto, já li o livro seguinte da trilogia, Em Chamas, e conto fazer a opinião em breve. Para já, posso dizer-vos que algumas questões foram respondidas, que fui constantemente surpreendida e que a violência psicológica é ainda maior. Está muito em jogo e novas personagens vêm refrescar positivamente este enredo. Agora conto ler A Revolta, o terceiro e último livro da trilogia, nos próximos dias pelo que não vos vou fazer esperar muito por novos comentários, espero eu!


Este livro é uma aposta Editorial Presença, da sua colecção Via Láctea, particularmente destinada a quem gosta de explorar novas realidades. Eu sugiro sem restrições a leitores pouco susceptíveis

Título: Os Jogos da Fome
Autora: Suzanne Collins
Género: Ficção Científica, Distopia, YA





Aqui está o trailer do filme, que saiu em Março de 2012, baseado no livro Os Jogos da Fome. Eu já vi duas vezes e adorei - é irresistível!

Quem leu o livro? 
Quem viu o filme?
 Quem cometeu o pecado de não ter feito nenhum dos dois? *.*


Com o fantástico apoio da editora Vogais, chegou ao fim mais um passatempo neste meu cantinho.

Para sorteio encontrava-se um exemplar do livro Números: Luta Contra o Tempo de Rachel Ward. Um livro de fantasia permeada e muito original.

Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime haverá mais oportunidades em breve.

Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*159 - Ricardo (…) MaiaNick: ricardo maia11


Os meus sinceros parabéns ao vencedor/a, espero que usufrua de uma excelente leitura.
Aproveito para agradecer, uma vez mais, o apoio da Vogais.


Boas leituras©

quarta-feira, 24 de julho de 2013
Sinopse:
Se soubesses o dia da morte das pessoas mais importantes da tua vida, o que farias? Jem Marsh esconde um poder espantoso, mas terrível: sempre que olha alguém nos olhos, vê a data da morte dessa pessoa. Órfã, com uma família adotiva que não a compreende, e rejeitada pela escola, vive permanentemente em luta com o seu destino. Mas, quando se apaixona por Spider, tudo muda. Jem compreende então que, mesmo sendo diferente, é possível ser feliz. Um dia ao encará-lo nos olhos, Jem apercebe-se de que a morte de Spider está muito próxima, relacionada com um terrível atentado em Londres! Conseguirá Jem mudar o destino do seu namorado - e transformar a sua própria vida?

Ora aqui está uma leitura que me surpreendeu de forma positiva! Embora já tivesse olhado para Números: Luta Contra o Tempo anteriormente, confesso que se não lhe teria pegado se a oportunidade não me tivesse sido sugerida e a verdade é que estou bastante agradecida, pois encontrei uma história que está longe de ser apenas mais uma simples narrativa fantástica com adolescentes.
Com um teor extraordinário incomum, duas personagens principais desiguais e um enredo polvilhado de suspense e sobressaltos, este livro conseguiu surpreendeu-me até ao final, que acabou por ser bastante credível e me deixou com a vontade certa para ler o próximo título desta trilogia.

Rachel Ward não é uma autora que se iniba expor sentimentos ou comportamentos, quer sejam dignos de crítica ou não, e isso é notável logo de princípio quando conhecemos a sua protagonista Jem. Tendo, ainda muito jovem, visto a sua morrer mãe e, graças a esse drama, acabando por ser obrigada a passar por inúmeras famílias de acolhimento sem sucesso ou estabilidade, presentemente a nossa personagem acredita que não se pode afeiçoar a ninguém, afinal de contas quando olha nos olhos de uma pessoa fica a saber a data da sua morte. Na escola mantém-se distante e está longe de ser uma aluna exemplar, deixando espelhar uma imagem de rebeldia quando, unicamente, se sente só e excluída devido ao seu dom, à sua maldição. Até que um dia Spider vem mudar as regras do seu mundo, com a sua curiosidade e insistência, este rapaz quer conhecer melhor o rosto que se esconde debaixo de uma camisola larga de capucho, um capucho que esconde o segredo de uma vida e que mantém a sanidade de Jem a salvo, assim como o seu despedaçado coração.

Começando pelas personagens, embora a autora nos ofereça um elevado número de intervenientes secundários pertinentes, apenas os protagonistas acabam por marcar este texto e é sobre os mesmos que escolho falar um pouco.
Jem é a típica heroína dos livros para jovens adultos, com todas as reticências de uma adolescência mal vivida e pronta para cometer todos os erros que levam ao amadurecimento. Felizmente para nós leitores, e infelizmente para ela, não é protegida e durante a leitura são inúmeras as vezes que a vemos pagar um preço demasiado elevado pelos seus erros, pelas suas escolhas menos assertivas que a tornam sofrida, por vezes até deprimida, mas sem nunca perder a garra para lutar pelo que pretende e considera certo.
Spider, por sua vez, tem todos os predicados que advêm de um crescimento nos subúrbios, tornando-se muitas vezes irritante com as suas escolhas marginais, no entanto é um protagonista com um bom coração e que cuida os seus, pelo que é exactamente o que Jem precisa e, por isso, um aperto no peito constante para mim que, tal como a protagonista, sabia desde o início a data do seu fim.
Ambos são estranhamente perfeitos um para o outro, pelas suas diferenças e atitudes quando estão juntos e julgo que não seria possível conceber um par melhor para este texto - Rachel Ward está de parabéns.

Mas este livro não é feito apenas das suas personagens, é feito principalmente dos temas que estas nos vão permitindo explorar ao longo de um folhear com escassas alegrias, ou seja, tenho de admitir que esta se tornou uma leitura bastante interessante para lá do entretenimento.
Um dos elementos chaves do enredo são as questões familiares e tudo o que se relaciona com adopção, onde verificamos que a falta de diálogo ou de simples compreensão, marcam definitivamente aqueles que não têm uma figura parental, algo que fica claro em ambos os protagonistas.
A escola, como ambiente participativo e crucial na educação dos jovens, é também responsável por ser atenta e aqui existe, nitidamente, uma leve crítica a um acompanhamento que muitas vezes fica aquém do devido - pode ser apenas ficção, ou não.
Mas em relação a questões afectivas, é importante falar também da bonita relação que se desenvolve entre Jem e Spider, crua, selvagem e por vezes confusa, nascida da ausência de amor e por isso problemática, que a autora trabalha de uma forma credível e que me conseguiu fascinar.

Outras questões igualmente abordadas têm que ver com as diversas problemáticas de ambientes sociais sensíveis, como tráfico, drogas e violências, que são a força matriz para o cariz policial da narrativa que, a par com o fantástico que se resume ao dom de Jem, mantêm um nível de acção agradável. Considero até que conciliação de ambos, mistério e maravilhoso, foi bem conseguida e sem exageros, sendo o resultado final chocante e ao mesmo tempo tranquilizante, porque tudo acaba da melhor forma possível.


Em suma, gostei bastante deste livro que embora possa ser leve e indicado para um público jovem, desperta consciências sem grandes romanticismos, com a capacidade de entreter os amantes de fantasia sem a necessidade de um conto-de-fadas.

Rachel Ward não foi permeada por acaso e consigo perceber o valor da sua história e da sua escrita, fluida e aprazível, de ritmo constante e com um equilíbrio eficaz entre o diálogo e as descrições.
Os cenários criados não são particularmente complexos, mas é permitido a quem lê ter acesso ao que as personagens vão visualizando, o que é importante porque o ambiente em que Jem e Spider se inserem mostra parte daquilo que são.
Não é uma obra-prima, é um facto, mas é um livro que introduzirá os mais novos numa realidade que pode ser diferente da sua, sem esconder as sombras e os receios que estes preferem remeter para segundo plano.

Quando a mim espero ter oportunidade de ler o segundo título da trilogia Números brevemente, pois tenho a certeza que vou gostar. Da mesma forma, soube pelo site da autora que este livro tem direitos cinematográficos vendidos e consigo visualizar o imenso potencial para o projecto no pequeno ecrã, algo que não irei perder.


Esta é uma aposta da Vogais que, actualmente, tem seguimento através de Números: O Caos publicado pela editora Topseller, que pertence ao mesmo grupo editorial, 20|20 Editora. É uma história que eu recomendo a todos os leitores de fantástico a partir dos 16 anos.

Título: Números: Luta Contra o Tempo
Autora: Rachel Ward
Género: Fantástico; Young Adult
Editora: Vogais





Mais um book trailer interessante de um livro ainda melhor! 
Já conhecem o dom de Jem?
Depois da excelente receptividade ao primeiro volume da trilogia, Números: Luta Contra o Tempo, já chegou às livrarias nacionais Números: O Caos. A ficção fantástica está cada vez mais em voga, e Rachel Ward é uma autora de excelência neste género.

Título: Números: O Caos
Autora: Rachel Ward
N.º Páginas: 304
PVP: 16,49 €
ISBN: 978-989-8626-14-1

Sinopse:
Junho de 2026. Adam consegue ver números nos olhos das pessoas, que correspondem à data da sua morte. Mas não pode revelar a ninguém este segredo. Como se não bastasse viver com aquele terrível dom, as coisas estão prestes a tornar-se ainda mais difíceis. Adam apercebe-se de que, subitamente, a data da morte de todos aqueles com quem se cruza é a mesma: 1 de Janeiro de 2027.
Sarah, uma rapariga reservada mas cheia de personalidade, tem uma complicada história pessoal que a leva a fugir de casa dos pais. Além disso, tem um pesadelo recorrente e assustador com Adam, mesmo sem nunca o ter visto. Depois de o conhecer, porém, desenvolve por ele uma forte atração, que não sabe como gerir. Ambos partilham de premonições semelhantes: fogo, água, morte, destruição, caos.
Algo tremendo irá acontecer. Algo terrível. Mas o que será? E o que poderão fazer para impedi-lo?

Leia as primeiras páginas AQUI

Muitos filmes de categoria “A”, e séries de reconhecido sucesso mundial, foram baseados em obras literárias de igual êxito. E o potencial cinematográfico é, muitas vezes, reconhecido pela simples leitura de uma sinopse, sendo este precisamente o caso da coleção Números, cujos direitos para cinema já foram comprados.

«Números parte de uma ideia excecional, que ao longo da história segue caminhos inesperados e interessantes. Um livro tão inteligente quanto verdadeiro e positivo.» - The Guardian


Sobre a autora:
Rachel Ward é uma das mais reputadas novas autoras inglesas. A trilogia Números rapidamente se tornou um êxito internacional, tendo sido publicada em 28 países.
Números  foi nomeado para o prestigiado prémio britânico Waterstone's Children's Book Prize no ano de lançamento, recebendo de imediato excelentes críticas.
Conquistou prémios literários no Reino Unido e na Alemanha, incluindo o Angus Book Award, o Oxfordshire Book Award, o Hounslow Book Award e o Wandsworth Fabulous Book Award.
Mais sobre a autora: www.rachelwardbooks.com

Saiba mais em: Topseller



Título: Departamento 19
Autor: Will Hill
N.º Páginas: 416
PVP: 19,99 €
ISBN: 978-989-8626-16-5

Sinopse:
Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo.
Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.

Leia as primeiras páginas AQUI

«Finalmente há sangue novo no mundo dos vampiros» - Revista SFX
«Uma história original, envolvente e cheia de ação!» - The Sun
«Bram Stoker já pode descansar em paz: o seu legado no século XXI ultrapassou a série Twilight.» - The Telegraph
«Will Hill alcança um êxito imediato nesta explosiva estreia literária. Cada capítulo é de cortar a respiração e obriga-nos a ler o próximo. Um livro que nos faz sentir a adrenalina típica do cinema.» - Publishers Weekly


Sobre o autor:
Will Hill trabalhou como livreiro e em marketing, no ramo da edição de livros. Cresceu no nordeste de Inglaterra e vive atualmente em Londres, dedicando-se em exclusivo à escrita.
Departamento 19 foi o seu primeiro livro e alcançou logo o primeiro lugar no top de vendas em 2011, na categoria de ficção para jovens adultos. Desde então já publicou duas sequelas, muito aclamadas pela crítica, e foi jurado do Guardian Hot Key Books Young Writers Prize.

Saiba mais em: Topseller


segunda-feira, 22 de julho de 2013
Elas tardam mas não falham! Poderia ser o meu lema aqui do blogue, isso é certo.
Tal como tinha dito no último post desta rúbrica, cá estou eu para vos mostrar a última parte das minhas aquisições na Feira do Livro de Lisboa - feira de que já estou com saudades.


Estas aquisições foram feitas na Editorial Presença e no Grupo Porto Editora. Todos os livros comprados, ou quase todos, estavam na minha wishlist, por isso estas são compras sem remorsos e que espero ter oportunidade de ler em breve.


No Grupo Porto Editora gastei aproximadamente 40€ - acho que não foi tanto -, mas o meu namorado ofereceu-me os 3 primeiros livros que se seguem e eu comprei outros 3, portanto, num total de 6 livros, acho que valeu apena - só me lembro de sair da feira nesta noite com um grande e merecido sorriso *.*


Como recentemente li Tres Metros Sobre el Cielo (opinião) de Federico Moccia, tinha mesmo de comprar a continuação da história de Babi e Step em Quero-te Muito! para saber que volta o autor resolveu dar a esta obra que, a meu ver, já tinha terminado muito bem. Este livro é em formato bolso, da editora 11x17 mas, sinceramente, não me aborrece nada este formato, aliás acho-o perfeito para preencher na totalidade os espaços livres da minha estante e ando de olho em vários outros livros desta chancela. Saibam mais sobre este livro aqui




Também em formato bolso, comprei a Doçura da Chuva de Debora Smith. Tal como no caso anterior, li O Café do Amor desta autora e fiquei fã (opinião). Só oiço coisas boas desta autora e esta será uma leitura futura que, certamente, me dará imenso prazer. Mais informações aqui.



Deixa-me Entrar de John Ajvide Lindqvyst era uma daquelas obras que andava a namorar desde o seu lançamento e estava como Livro do Dia. Não me lembro quanto custou ao certo mas sei foi mesmo uma grande compra. Mais informações aqui



Na Hora H perdi-me e um dos inesperados foi Eu e Tu de Niccolò Ammaniti. Este autor tem vindo a despertar a minha curiosidade e estou mortinha por ler algo seu. Estava com 70% de desconto e, resumidamente, não resisti. Leiam a sinopse deste YA aqui



Também na Hora H estava o livro O Longo Inverno de Ruta Sepetys de que só oiço falar bem. De momento, ainda não me sinto com o espírito necessário para ler este drama mas um dia sei que vou desejar muito folheá-lo e, nesse dia, vou agradecer os 70% de desconto de que usufruí. As informações deste livro estão aqui.



Por último, neste grupo editorial, trouxe comigo O Sentido do Fim de Julian Barnes.
50% de desconto em Hora H, Vencedor do Man Booker Prize 2011 e só com excelentes críticas… era impossível não comprar, certo?
Conheçam melhor este livro aqui.





Na Editorial Presença não comprei muita coisa mas os dois livros que comprei eram realmente desejados. Gastei aproximadamente 17€ mas acho que não conseguiria gastar menos nestes dois.


Em Hora H trouxe comigo Antes de Vos Deixar de Lauren Oliver. Esta é uma autora que quero mesmo experimentar em português antes de me arriscar pelos muitos títulos que tem publicados além-fronteiras; parece-me uma leitura bastante promissora. Descubram mais sobre este livro aqui.



E A Mulher do Viajante no Tempo de Audrey Niffenegger veio cá ter graças à minha amiga do blogue Chaise Longue, Pat, que num passeio pela Feira me ligou a informar de que este livro estava como Livro do Dia e fez a gentileza de me comprar um exemplar. Fiquei mesmo feliz pois era um livro que queria há muito, muito tempo!
As informações sobre este livro estão aqui.





São muitos livros, muitas páginas e muitos sonhos, mas são mesmo boas aquisições não vos parece?
Há algum destes meninos que estejam a namorar?

Boas leituras ©

Sinopse:
Maik Klingenberg ficou sozinho em casa naquelas férias e, sem nada para fazer, sente-se absolutamente entediado. É então que Tschick aparece num velho jipe roubado. Estudam ambos na mesma escola e na mesma turma mas, por razões diversas, são ambos postos de parte pelos colegas. É então que decidem partir completamente à aventura para a Valáquia, no Sul da Alemanha. Ambos têm 14 anos e a sua busca é determinada pelo desejo de experimentarem uma liberdade absoluta. A viagem, bastante atribulada, vai tecer entre ambos uma indestrutível amizade. Este romance tão divertido quanto comovente já foi comparado a obras como As Aventuras de Huckelberry Finn, de Mark Twain e Uma Agulha no Palheiro, de J. D. Salinger.

Embora este seja considerado por muitos um livro de culto e esteja enquadrado numa colecção juvenil da Editorial Presença, Noites Claras, esta história de dois adolescentes que resolveram rebelar-se através de uma viagem única tem, na minha perspectiva, muito mais para oferecer. Esta história complexa e de texto descritivo é, isso sim, uma narrativa que fará os graúdos reflectirem sobre a sua essência, é uma história que vai muito além dos infindáveis mistérios da terrífica fase hormonal que marcou tantos de nós, levando-nos a pensar sobre o que originou as emoções e os comportamentos dos invulgarmente comuns Maik e Tschick.

Anti-sociais, excluídos e inadaptados, são três bons adjectivos para definir os dois protagonistas deste livro. Na escola são um número onde, por detrás de um rosto igual a tantos outros, se escondem sonhos, paixões, anseios da adolescência. Um mais resignado que outro. Um mais apaixonado que outro.
Quando Maik julga ser o único rapaz da sua turma a não ser convidado para o aniversário de uma rapariga, rapariga para quem passou os últimos dois meses a fazer uma prenda, deprime primeiro e acaba por ser resgatado depois. Tschick, o russo pé descalço que aparece alcoolizado nas aulas é o mesmo russo que acabará por o convidar - convencer e forçar são provavelmente termos mais indicados -, para fazer uma viagem que o marcará para sempre, dando início a uma jornada reflexiva sobre temas variados e situações incomuns.

Tudo nesta obra poderia girar em torno das suas personagens, em particular do narrador Maik que, através de uma exposição lenta, pontuada de recordações passadas e muitas observações, nos vai contando as peripécias de uma aventura invulgar que começou pelo roubo de um automóvel e uma ligação directa. Mas isso ficaria muito aquém destas páginas, páginas onde vidas, umas verdes e outras tantas maduras, acabam por nos relatar o sentido da existência humana, ou parte desta.

Talvez eu, enquanto leitora, ande oferecer demasiada profundidade ao que leio, mas a verdade é que neste livro encontrei retratos de famílias disfuncionais, almas perdidas que se encontraram e peculiaridades raras em personagens estranhas, mas credíveis, e tudo isto apenas na infinidade que alguns quilómetros deste planeta azul podem espelhar.

Álcool, abandono, depressão e mágoa, a par com a traição, seriam questões que usualmente abordaria neste meu texto - elas estão presentes -, mas surpreendo-me a mim própria ao recordar antes a meninice, os sorrisos desconfiados e o valor da amizade marcada pela diferença. Jóias raras que escolheram ficar nas minhas recordações após digerir aquela que não foi uma leitura assim tão fácil, uma leitura que me fez pensar até na mais caricata das situações aqui representadas. Porque é que estas duas crianças, Maik e Tschick, sentiram a necessidade de viajar sozinhas? Puro desejo e sonho infantil? Desilusão? Falta de atenção? A resposta não está, a meu ver, na solução mais simples, tentem recordá-lo quando efectuarem a vossa própria leitura.


Resumindo, este é um suposto livro de adolescentes onde um leitor adulto encontrará questões comuns ou reflexões mais profundas e, não sendo de entendimento fácil, creio que acaba por alcançar o tal espaço na memória, aquele espaço apenas reservado para obras desiguais.

Wolfgang Herrndorf tem uma escrita diferente da que eu esperava encontrar e que não é, de todo, simples ou fluida, proporcionando a que no final de quase todos os capítulos eu procurasse a reflexão e entendimento sobre o que tinha acabado de ler.
As suas descrições são emocionalmente bem trabalhadas embora sejam breves, equiparadas por mim a uma extensa manta de retalhos soltos que quando unidos nos aquecem por dentro. E, por fim, nem sempre considerei que as suas palavras fossem coerentes, mas gostei do resultado final, pelo que, embora tenha sido uma leitura difícil, não seria correcto da minha parte considera-la uma má leitura.

Pessoalmente creio que gostei deste livro quando o compreendi, mas não foi simples conectar-me com a história e encontrar a sua essência. Penso que o facto de se tratar de um autor alemão teve alguma influência, principalmente na estrutura e sequência adoptada para o enredo e, sinceramente, não consigo dizer que não fui tocada pela sua sensibilidade, por vezes curiosa, escolhida para falar de temas pertinentes e muito importantes na adolescência e muito para além desta.


Esta história é uma aposta Editorial Presença que, embora seja considerada Young Adult, prevejo ser aceite por um público bastante mais alargado.

Título: Adeus, Berlim
Autor: Wolfgang Herrndorf
Género: Juvenil
Editora: Editorial Presença
Para comprar o livro Adeus, Berlim - clique aqui.

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