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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quanto maior é a mentira, maior é a dor.
Sinopse:
Já teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente daqueles que a rodeiam?
É isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada.
Harri perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas irão mudar para sempre.

Existem erros, pecados, que embora possam ser serenados deixam as suas marcas permanentes, nem sempre visíveis, mas sempre presentes.
Um casamento por consumar, um amor perdido e uma família unida serão a chave para um mistério que remonta a um lugar nunca antes visitado, a uma jovem perdida e a uma verdade qua nunca deveria ter sido escondida.

Sempre Que Dizemos Adeus é uma história intensa no que respeita ao amor, mas também relativamente às variantes deste sentimento, como é exemplo a família. Explorando diversos tipos de relacionamentos, e com uma componente misteriosa interessante, este é o livro ideal para um público apaixonado, mas também para todos os que procuram uma bonita narrativa sobre a vida.
Anna McPartlin tem uma veia dramática forte o que torna a sua escrita bastante emotiva. Com palavras doces e um ritmo embalador, a autora consegue chegar ao coração dos leitores proporcionando lágrimas e sorrisos, assim como uma reflexão profunda a respeito do peso que cada escolha pode acarretar.

Após ter lido Estarás Sempre Comigo fiquei completamente encantada com esta autora pelo que, quando soube que a Quinta Essência iria publicar um novo título, fiquei inevitavelmente ansiosa por mergulhar nas suas páginas. Confirma-se, Anna McPartlin é uma maravilhosa contadora de histórias, e não sendo obrigatoriamente uma romancista, cativa-nos com os seus retractos reais de vida e pelos seus intervenientes, com os quais nos identificando e criando o laços.

Procurando explorar a descoberta e o crescimento individual, este livro traz-nos a história de uma família com a ilusão de perfeição que esconde um segredo com raízes no passado que, se descoberto, poderá alterar para sempre as ligações, aparentemente inquebráveis, de confiança e ternura.
Tudo se inicia quando, pela segunda vez, Harry cancela o casamento com o amor da sua vida devido uma estranha crise de ansiedade que se apodera de si e, ao contrário do que a família indica aos médicos, George, o seu irmão gémeo, sabe que este mal não ocorre apenas às portas do altar e resolve confrontar os pais. Assim se levanta a ponta de um véu sem precedentes onde, entre choros e gargalhadas, não faltarão amigos fiéis e muitas peripécias que nos envolvem num presente repleto de segredos antigos, espelhados através de um diário que tocará muitos corações.

No geral os intervenientes, mais ou menos relevantes, encontram-se cuidadosamente trabalhados e, embora os protagonistas tenham um desenvolvimento muito superior, não consegui deixar de me deliciar com o grupo de amigos de Harry que, não sendo crucial, dá um brilho especial à leitura e permitem-nos disfrutar de bons momentos de humor e reflexão.

Dos muitos temas explorados, as relações emocionais evidenciam-se através de todos os intervenientes que, de uma maneira ou de outra, atravessam fases conturbadas nos seus relacionamentos e com os seus pares. Algumas destas personagens têm momentos hilariantes e destaco Melissa, que mulher! Ela é mãe, trabalhadora e está quase a ter um esgotamento quando resolve tomar uma opção que eu aconselho a todas as mulheres casadas que não conseguem dar voz às suas frustrações.

Mais susceptível, mas igualmente importante, é a abordagem feita à violência doméstica que contrasta com a leveza com que a autora expõe questões como a homossexualidade e religião, disfunção sexual, ou mesmo a traição. É de facto um livro muito rico em todos os sentidos que me deu a oportunidade de pensar atentamente em cada um destes objectos de discussão e encara-los com um novo olhar descontraído.

Pessoalmente, achei interessantes as diversas abordagens que a autora consegue conjugar na obra, assim como toda a emoção que expressa. É envolvente sentir oscilações de humor com o folhear o que, no fundo, serve apenas para retractar, uma vez mais, a comparação com a realidade que podemos fazer no final da leitura. Nem tudo é positivo mas, sem dúvida, o valor que dedicamos ao que realmente importa faz a diferença entre a alegria e a tristeza com que dirigimos a nossa vida. Quase me esquecia, chorei.

Anna McPartlin é já figura obrigatória na minha estante pela sua escrita sincera e simplificada que sabe chegar ao leitor e deixar a sua marca no final. A sua narrativa flui com naturalidade e permite um ritmo de leitura constante, a que a autora junta beleza e frontalidade na exploração da complexidade que é estar vivo.

Esta é a segunda outra da autora publicada pela Quinta Essência e como tal, para todos aqueles que se apaixonarem por este enredo, poderão também encontrar bons momentos de entretenimento em Estarás Sempre Comigo. Um livro que sugiro a todos os leitores de romance e, em particular, aos que procuram reflexos reais na ficção. Gostei.

Da Mesma Autora





Opinião:




Título: Sempre Que Dizemos Adeus
Autora: Anna McPartlin
Género: Romance
Editora: Quinta Essência

Com o precioso apoio da Quinta Essência chega ao fim mais um passatempo no blogue.

Para sorteio encontrava-se um exemplar do livro Sempre Que Dizemos Adeus da autora Anna McPartlin, que eu confesso gostar bastante.

Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime haverá mais oportunidades em breve.

Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*55 – Rita (…) Carmo – Seia

Os meus sinceros parabéns à vencedora, espero que disfrute de uma excelente leitura.
Boas leituras a todos. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Já Conhecem?
Um livro simplesmente maravilhoso! 
(Opinião para breve.)
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Sinopse:
Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se apaixona por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo e que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama ou acabar por destruí-la.

No dia fatídico... O pressentimento implantou a dúvida. A dúvida implantou o medo. O medo obrigou a uma escolha. Uma escolha mudou, para sempre, completamente, a sua vida.
O dia em que Beatrice teve de escolher o seu futuro foi o dia em que arriscou, pela primeira vez, o seu último sopro. Foi nesse mesmo dia que despertou, revelou, o princípio da coragem que desconhecia dentro de si, e que passaria a fazer parte constante de todos os seus dias.

Divergente caracteriza-se como sendo absolutamente arrebatador devido sua narrativa intensa, uma narrativa onde a barreira entre o bem e o mal é quase inexistente, onde as personagens nos conquistam pelos seus extremos repletos de emoção e onde a vida, a sociedade, se encontra distorcida aos limites do inimaginável.
Veronica Roth tem uma escrita simples que, através de um discurso directo, nos permite saber na primeira pessoa as emoções, transparentes, da sua protagonista. O ritmo de leitura é avassalador e o seu enredo flui sem momentos mortos de acção mantendo um suspense, constante, que nos domina até à constatação, reflexão, do último parágrafo.

Eu leio muita ficção, mesmo muita, e livro após livro ainda me sinto fascinada com a capacidade que novos mundos e realidades têm de entrar em mim, de espalhar a sua magia no meu universo lucido e fazer-me explorar locais muito além do meu espaço, pela capacidade de me envolver para além das palavras… Divergente encaminhou-me para uma cidade de medo, para uma cidade dividida por um ideal de perfeição, fez-me chegar a mentes pequenas de grandes vidas repletas de vontades, repletas da necessidade de serem fiéis a si mesmas e, até, pequenas grandes vidas que nunca chegaram a ser.

Existe na morte algo de tão assombroso como fascinante. Existe na morte uma finitude que por vezes se torna simples pela sua previsibilidade. Existe na capacidade de Veronica Roth expor a morte algo que me maravilhou por completo.

As suas personagens são marcantes, tal como todo o meio que nos envolve, dos protagonistas aos intervenientes secundários cada um marca, pontua, a leitura de forma diferente e mesmo aqueles que nos retêm apenas por algumas linhas, acabam por desenvolver cenas tão essenciais que é impossível ficar-lhes indiferentesNo entanto, aqueles que se distinguem, como principais, prevalecem após terminada a leitura, falo-vos claro de Tris e Quatro. Estas duas personagens formam um par singular, com uma ligação instintiva, quase rebelde, quase misteriosa, quase apaixonante, que mantém a veia romântica da leitura repleta de suspense.
Entre mim e Quatro houve uma espécie de amor à primeira vista. Amei-o e repudie-o, compadeci-me e agradeci-lhe por tudo aquilo que fez por esta história e por Tris. Adorei o seu lado frio, rude, que em determinados momentos transborda uma ternura temerosa, que nos faz ansiar por mais de si e, não tenho dúvidas, que é dos melhores protagonistas que já li.
Tris é diferente e é essa mesma diferença, desigualdade, num mundo tão mecânico, previsível, que a torna tão fascinante. As suas intuições, os seus receios e a sua coragem distinguem-na de qualquer uma das fações que dominam a sociedade e, embora se venha a tornar uma intrépida, contrariando possíveis destinos, ela provará ser muito mais do que qualquer um que a tente refrear.

O cenário do enredo é quase brutalizado em alguns momentos, passando facilmente de absolutamente inóspito a uma beleza incompleta que deixa prevalecer a indiferença, a superficialidade forçada que nunca permitirá a permanência de felicidade, que nunca permitirá a sensação de se estar completamente vivo ainda que, atenção, a autora eleve a palavra adrenalina a um novo patamar.

Algo que eu prezo muito, num livro, são as sensações que a sua leitura me consegue transmitir e Divergente, como poucos, tocou em algo íntimo dentro de mim.
A sensação de medo e a desvalorização da morte, chocou-me. A ausência de consciência pelo próximo. O terror das experiências. A crueldade face à dor. A tensão limite, sempre presente. O risco, o constante risco na luta pela sobrevivência… num todo, são um conjunto imenso de factores que reflectem muito mais do que palavras, e que me fizeram reflectir sobre a humanidade ficcional e real.

Pessoalmente, considerei que o livro foi muito além do que eu ousei imaginar e algum dia ousaria conceber. Notei a ausência de pessoas com qualquer tipo de deficiência, fui a única? Ainda assim, enquanto leitora, fui surpreendida de tantas formas e tão intensamente que a vontade de continuar a ler é sufocante. Espero mesmo que o segundo título seja publicado em Portugal em breve. Para já fica a lembrança deste mundo quase perfeito, tão pequeno em valores mas imenso nas suas personagens avassaladoras que me arrebataram por completo. Afirmo que foi uma das melhores leituras que tive o prazer de disfrutar até hoje e, embora seja ficção, embora seja uma distopia, distorcida, com a pureza mais heterogenia que se possa apreciar, o seu efeito em mim foi extremamente tangível.
 
Por tudo o que foi dito, Veronica Roth é magistral na sua criatividade e concebeu um enredo futurista que ultrapassara todas as expectativas. Do ambiente estéril à infinidade de possibilidades dos seus intervenientes, tudo se concilia para formar algo maravilhoso. Descritiva na medida certa, com diálogos assertivos e dando a ver o que é essencial, são pormenores cruciais que fazem desta autora um marco na ficção científica para jovens adultos, e, creio eu, ficará na vossa memória com a mesma intensidade que ficou na minha.

Esta é uma publicação Porto Editora que sugiro a qualquer leitor pela experiencia que proporciona e em particular aos adeptos de novas realidades. Adorei.

Espreite o site do livro: Aqui!

Título: Divergente
Autora: Veronica Roth
Género: Ficção Cientifica, Romance.
Editora: Porto Editora

domingo, 3 de junho de 2012

Eu não leio muitos policiais mas este parece espectacular!


«Encontro um botão e pressiono-o com delicadeza.
E outro. E mais outro.
Um instante ou mil anos depois, a explosão é um trovão sem tempestade, a terra que acolhe o céu, um momento de libertação.
Depois os gritos e a poeira e o barulho dos carros que chocam uns contra os outros e as sirenes que me avisam que, para muitas das pessoas que estão atrás de mim, chegaram ao fim os oito minutos.
Este é o meu poder.
Este é o meu dever.
Este é o meu querer.
Eu sou Deus.”


Título: Eu Sou Deus
Autor: Giorgio Faletti
N.º Páginas: 376
Preço: 17,70€

Sinopse:
Um serial killer aterroriza a cidade de Nova Iorque. As suas ações não seguem os padrões conhecidos pelos criminalistas, sendo a escolha das vítimas totalmente aleatória. Não lhes olha nos olhos enquanto morrem, mas também não o poderia fazer, pois ataca massivamente. As autoridades procuram desesperadamente um rosto, mas o assassino não tem rosto, nem nome, nem passado, nem futuro.
Vivien Light, uma jovem detetive que esconde os dramas pessoais sob uma sólida imagem profissional, e Russel Wade, um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, são a única esperança para deter este homicida – um homem que não pode ser responsabilizado pelos seus atos… um homem que acredita ser Deus.

«Um fenómeno literário.» - Financial Times

Do Mesmo Autor

Sobre o autor:
Giorgio Faletti. Licenciado em Direito, foi um cómico de grande sucesso da televisão italiana e mais tarde um cantor de êxito de música popular, chegando a ganhar o Prémio da Crítica no Festival de Sanremo de 1994.
Eu Mato (Contraponto, 2011) foi a estreia de Faletti na literatura, que se revelou, à semelhança de outras aventuras na sua carreira, um retumbante sucesso. Vendeu mais de 11 milhões de exemplares da sua obra só em Itália, e trouxe-lhe o reconhecimento da crítica e do público internacional.
www.giorgiofaletti.net
sábado, 2 de junho de 2012

Tempo de feira é para mim o momento ideal para completar colecções ou autores que gosto e dos quais me faltam alguns livros mais antigos.
Não compro novidades! E só compro livros com 50% de desconto ou mais!
Muitos foram ainda os livros que deixem para uma próxima oportunidade mas para já sinto-me muito satisfeita com as minhas aquisições que foram, literalmente, a metade do preço! 


Quinta Essência:

O Feitiço da Lua - Sarah Addison Allen
Paixão Numa Noite de Inverno - Eloisa Hames
O Fruto Proibido - Sherry Thomas
Alguém Para Amar - Jude Deveraux








Ficarei à Tua Espera - Michael Baron
Antes de te Esqueçer - Melissa Hill








Uma Voz na Noite - Sandra Brown
Calafrio - Sandra Brown






Vogais:
Especiais - Scott Westerfeld
Excecionais - Scott Westerfeld






Editorial Presença:
Rumores - Anna Godbersen
Rebeldes - Anna Godbersen








ASA
:
Uma Villa em Itália - Elizabeth Edmondson




E se de repente descobrires que és um vampiro?
Lisa Jane Smith, autora best-seller da série As Crónicas Vampíricas, adaptada para televisão, está de volta às livrarias nacionais com o terceiro volume da trilogia Damon, O Regresso.

Título: Damon, O Regresso. Meia-Noite.
Autora: L. J. Smith
N.º Páginas: 396
Tradução: Carlos Pereira
PVP: 19,95 €

Sinopse:
Com a ajuda do fascinante e tortuoso Damon, Elena salvou o seu amor, Stefan, das profundezas da Dimensão das Trevas. Mas nenhum dos irmãos regressou incólume.
Stefan encontra-se fraco devido ao longo tempo que esteve aprisionado e necessita de mais sangue do que aquele que Elena lhe pode dar, enquanto uma estranha magia transformou Damon num humano.
Selvagem e desesperado, Damon fará tudo para voltar de novo a ser vampiro, incluindo viajar de regresso ao inferno.
Mas o que poderá acontecer quando, acidentalmente, levar Bonnie consigo?


Sobre a autora:
Lisa Jane Smith, cujas obras são uma combinação de género de terror, ficção científica, fantasia e romance, obteve o reconhecimento do público com a série Crónicas Vampíricas, cujo primeiro volume é Despertar.
Publicado nos anos de 1990 e convertido numa referência da literatura juvenil de terror, retoma o clássico tema da luta entre Luz e Sombra, dos seus adorados C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien. L.J. Smith já escreveu mais de duas dezenas de livros para crianças e adultos.
Saiba mais sobre a autora em www.ljanesmith.net.


Título: Incarceron
Autora: Catherine Fisher
N.º Páginas: 304
Preço: 16,60 €

Sinopse:
Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.
Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.
Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.
Incarceron é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre Incarceron. Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas Incarceron vigia-os − e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.

«Um dos melhores livros de fantasia dos últimos tempos.» - The Times
«Uma das melhores autoras contemporâneas de fantasia.» - The Independent

Sobre a autora:
Catherine Fisher nasceu em Newport, no País de Gales. Licenciada em Literatura Inglesa pela Universidade de Gales foi professora e arqueóloga antes de se dedicar exclusivamente à escrita. Inúmeras vezes nomeada para prémios recebeu alguns dos mais importantes galardões, como, por exemplo, o The Times Children’s Book of the Year. Incarceron está a ser traduzido para 25 países e a ser adaptado ao cinema pela 20th Century Fox.
Página da autora: www.catherine-fisher.com

Sinopse:
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?

As reflexões de um avô sobre influência da ditadura. Relatos de um pai, com escassez de lucidez, sobre as memórias de uma guerra sem vencedores. O crescimento de um menino, perspicaz, que brilha com a sua inocência enquanto se faz homem, enquanto escuta e aprende, por si, a juntar as peças de uma cicatriz que marcou três gerações de uma família.
                             
O Teu Rosto Será o Último fala-nos das reacções do povo lusitano face a liberdade alcançada com a chegada de Abril. Mais do que retractar o absolutismo, e posterior liberalismo, esta história narra-nos as memórias, as esperanças, de uma família ficcional que, mesmo a viver democracia, retém os seus segredos e os seus traumas que lentamente vão sendo revelados ao leitor.
João Ricardo Pedro tem um estilo de escrita singular, evidenciado por uma pontuação que confere um ritmo crescente à leitura. Sem meias palavras, o autor soube causar impacto e, pouco a pouco, surpreender acabando por revelar que, para lá do tema abordado, a sua frontalidade é merecedora de louvor.

O livro encontra-se dividido em sete partes que dividem e acentuam momentos marcantes, bem como, diferentes espaços temporais da história, o que me permitiu, acima de tudo, fazer uma reflexão e seguir em frente no relato da vida de Duarte.
Como leitora, considero que após o aparecimento desta personagem a leitura ganhou um novo ímpeto e, embora continuasse a ocorrer o aparecimento de acontecimentos independentes, é inegável a sua intervenção com fio condutor a uma trama que acaba por alcançar diversas proporções muito emotivas, sento que, a quinta parte do livro me marcou bastante.

Se nos debruçarmos sobre a história particular dos três homens que representam esta família, o último descendente é quem tem o papel fundamental no enredo, no entanto sem o contributo de Augusto Mendes, que assistiu às consequências da repressão na primeira pessoa, e de António que por duas vezes esteve na guerra em África presenciando horrores que o marcaram para lá do fim deste conflito, o livro não causariam o efeito pretendido.
Quanto a Duarte, muito possivelmente por o acompanharmos logo a partir dos primeiros passos, acaba por se tornar o protagonista do livro, não só pela sua própria história, pela qual nos compadecemos e apaixonamos, como pela aquisição de conhecimentos que  nos permitem a visualização de vidas que ultrapassam o próprio.

Fundamentalmente, penso que esta história dá voz a muitos factos que conseguirão mexer com o leitor, factos de vida sem floreados, sem a subtileza que muitas vezes se encontra na literatura.
Apelando à meditação, as emoções encontram-se ao virar de cada página, repletas de esperança e de medo, de dor e de conquista mas, acima de tudo, com o retracto de gentes que não podem ficar esquecidas.

Para mim é muito complicado falar deste livro sem me alongar, sem divagar, sem deixar escapar pormenores, porque é disso mesmo que a obra se trata. São extremamente diversificados os acontecimentos espelhados que, embora nem sempre sejam coesos, encontram o seu elo de ligação a tudo o resto e acredito que será esse facto a suscitar o interesse de um público abrangente. Morte, doença, pobreza, amor e desejo são, por exemplo, sentimentos presentes e, quanto aos seus intervenientes, do sobredotado ao menos privilegiado, do alienado ao mais sensato, não poderiam expressar imagens mais variadas.

Pessoalmente não fiquei cativada logo nas primeiras páginas mas, quando tal aconteceu, senti-me arrebatada. Emocionei-me mais do que uma vez e a vontade de continuar a ler, e a saber mais, perdurou depois de terminada a leitura. Admito que não fui conquistada pelos relatos da história portuguesa, mas sim pelas consequências destes na vida de cada um. Acredito no entanto, com a certeza de quem nunca vivenciou e pouco ou nada sabe do nosso antigo regime, que esta obra ajudará tanto avós como netos a ponderar sobre o passado e a actualidade, chegando a todos de uma forma muito particular.

João Ricardo Pedro surpreendeu-me pela frieza, quase rude, quase cruel das suas palavras. Quase consegui senti-lo a matraquear a teclas dando vida aquilo que poucos ousam dizer e, muito menos, da forma que ele ousou escrever. Apreciei em particular a pontuação e a estrutura do seu texto, a sua magnífica capacidade e inteligência de dizer tanto com tão poucas palavras e com palavras tão simples que é impossível ficar indiferente.
 
Esta obra venceu o Prémio Leya 2011 e é sem dúvida uma excelente aposta para todo o género de leitores que se interessam por Portugal, por retractos de vida, ou simplesmente por tudo aquilo que é a nossa realidade, por tudo aquilo que significa ser gente indiferentemente da cor, género ou estatuto social. É um livro para todos. Gostei muito.


Título: O Teu Rosto Será o Último
Autor: João Ricardo Pedro
Género: Ficção
Editora: Leya

Um dos raros thrillers de intriga internacional escritos pela rainha do crime, Destino: Frankfurt, foi publicado no ano em que a autora completou oitenta anos.

Título: Destino: Frankfurt
Autora: Agatha Christie
Tradução: Francesco Mai
N.º Páginas: 272
PVP: 10,50 €

Sinopse:
Durante uma escala no aeroporto de Frankfurt, o diplomata Sir Stafford Nye conhece uma misteriosa mulher que lhe confessa correr perigo de vida.
Todavia, este não será o único encontro entre ambos. Já em Londres, os seus caminhos parecem cruzar-se constantemente e, de todas as vezes, a mulher tem uma identidade diferente. Sir Nye percebe então que se envolveu involuntariamente numa rede de espionagem internacional.
Num mundo onde ninguém confia em ninguém e nada é o que parece, Sir Nye tem pela frente um inimigo poderoso… e invisível!  

Sobre a autora:
Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mystery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

Para mais informações pode consultar o site oficial da autora em www.agathachristie.com.

Premiado com o Batello a Vapore, é autor de verdadeiros sucessos editoriais em Portugal.

Título: Maydala Express
Autores: P. D. Baccalario e D. Morosinotto
Tradução: Francesco Mai
N.º Páginas: 376
PVP: 10,99 €
ISBN: 9789722635127

Sinopse:
É meio-dia na estação ferroviária da Cidade Cinzenta. A pequena e ruiva Finally, munida do seu bilhete, apresenta-se na plataforma 1001 para apanhar o Maydala Express e começar uma viagem extraordinária rumo ao sul, até à Estação Mais Longínqua do Mundo. Maydala Express é o novo livro de Pierdomenico Baccalario, autor das coleções juvenis Will Moogley – Agência de Fantasmas e Os Detetives da Viela Voltaire, verdadeiros sucessos editoriais em Portugal. As ilustrações são do premiado Davide Morosinotto.

Sobre os autores:
Pierdomenico Baccalario nasceu a 6 de março de 1974 em Acqui Terme, uma pequena e bonita cidade piemontesa. Começou a escrever no liceu. Quando frequentava Jurisprudência na universidade, ganhou o prémio Batello a Vapore (em 1998) com o romance La Strada del Guerriero, e a partir desse momento começou a publicar romances. Depois da licenciatura encarregou-se de museus e projetos culturais. Começou a viajar e a mudar de horizontes: Celle Ligure, Pisa, Roma, Verona. Adora ver novos lugares e descobrir modos de vida diferentes, embora, no fim, se refugie sempre num albergue no Val de Susa.
Davide Morosinotto nasceu perto dos Colli Euganei em 1980. Começou a escrever quando andava na escola, enquanto fingia que tomavam apontamentos durante as aulas mais aborrecidas, viajando, na verdade, com a fantasia por mundo longínquos, inventando contos e aventuras. Mais tarde, ganhou o Mondadori Junior Award com o romance La Corsa della Bilancia. Gosta de viajar, apesar de não o fazer com muita frequência, e sonha dar a volta ao mundo viajando de mota.

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