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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sinopse: 
Maddie é bonita e talentosa, pelo que todos esperam que ela se case em breve. Mas Maddie é muito tímida em relação aos homens, além de ter um medo terrível de espaços públicos e multidões.
Para se livrar de ter de ir a festas e ser cortejada, ela inventa um noivo imaginário: um capitão escocês de nome MacKenzie, muito apaixonado e dedicado, a quem escreve cartas onde revela os seus mais íntimos desejos e anseios. Aproveitando as prolongadas ausências do capitão, que vive convenientemente longe por causa da guerra, Maddie vai conseguindo escapar à pressão de se apresentar à sociedade.
Anos depois, porém, o inimaginável acontece: o capitão, produto da sua imaginação, aparece em carne e osso à porta do seu castelo. Este capitão Logan MacKenzie é um soldado atraente, mas rude e selvagem. E o pior de tudo é que tem na sua posse as cartas de Maddie, aquelas que ela escreveu ao seu noivo fictício, e que contêm segredos inconfessáveis.
Agora, o capitão pretende fazê-la cumprir todas as promessas que ela lhe fez e que nunca esperou ter de concretizar?

Como fã incorrigível de romances de época sensuais, histórias em que o humor prevalece entre fantasias de saiotes, tornozelos revelados e olhares capazes de abalar as almas mais inocentes, fiquei completamente rendida a Tessa Dare desde que foi publicado o primeiro volume da sua trilogia Castles Ever After pela Topseller, Romance Como Duque. O feitiço durou e quando soube que iria ser publicado este último livro, A Prometida do Capitão, passou directamente para o topo da minha lista de leituras prioritárias. Conclusão? Adorei!

Nem sempre acontece, mas neste caso basta um breve olhar sobre a sinopse para perceber o quão divertida esta narrativa é, com a sua protagonista irremediavelmente colocada perante o “cavalheiro” que sempre idealizou na esperança de que este nunca transcendesse a sua imaginação. 
Finalmente emancipada e livre das amarras impostas pela sociedade, Maddie vai descobrir que a encruzilha criada inocentemente por si, muitos anos antes, voltará para assombrar o seu estável presente e, entre peripécias e muita sedução, o leitor pode contar com mais uma bonita história de amor e atracção. 

É muito difícil fugir a padrões neste tipo de enredos, sem que se perca o encanto pela ficção, quando se toca uma realidade sensível da qual nos afastámos. Ainda assim, dentro dos protótipos, é a capacidade de tornar especiais os seus intervenientes que destaca esta autora revelando as singularidades dos protagonistas logo nas primeiras páginas e desenvolvendo-as ao longo do livro. 
A timidez e inocência de Maddie equilibradas com o seu espírito arrojado e generosidade oferecem de imediato empatia ao leitor, que acompanhará com um sorriso o seu crescimento emocional, enquanto se surpreende com as peculiaridades dos seus gostos e personalidade. Já Logan, um magnífico que escocês que fará as leitoras suspirar, é tudo o que promete, sendo bastante primitivo nos gestos e afectos aos quais junta um toque de humor e sensibilidade que lhe conferem o charme que deixará a protagonista fascinada. 
No que respeita a intervenientes secundários, uma tia excêntrica com um passado que promete apimentar a história, e um grupo de soldados desorientados e mutilados são um bom complemento ao casal principal, alguns deles com intervenções significativas e que proporcionaram, no geral, largas gargalhadas. 

Já em relação às temáticas, as perturbações afectivas centralizam a acção e cada personagem tem os seus próprios “monstros” para combater. Relativamente a Maddie, esta sofre de uma fobia que influencia toda a sua vida social e é interessante analisar a sua maneira de lidar com a questão. Já o Capitão de serviço, remete uma questão mais comum mas também mais profunda que não irei abordar por se tratar de um claro spoiler. 
Além das temáticas singulares que citei, através de uma abordagem ligeira é igualmente interessante ver como alguns escoceses, em particular os soltados, lidaram com o pós-guerra napoleónico e alterações sociais causadas no seu país de origem pelos anos passados em combate. 

Em suma, esta é típica história, romance, que eu sugiro a quem procura entretenimento de qualidade, algo leve que distraia depois de um dia de trabalho ou, talvez, numas pausas entre férias para espairecer. É importante ainda referir que, embora pertencente a uma trilogia, este título pode ser lido independentemente de se ter ou não percorrido as páginas antecedentes e numa ordem aleatória, pois a única ligação entre os três é o facto de o enredo se desenvolver sempre em torno de um castelo, remetendo para os doces contos-de-fadas.

A meu ver, uma aposta assertiva Topseller que, a mim, preencheu as medidas do que procurava. Diverti-me imenso. 

Da mesma trilogia: 
Romance Com o Duque – Opinião
A Noiva do Marquês – Opinião

Título: A Prometida do Capitão
Autora: Tessa Dare
Género: Romance de Época; Comédia
Editora: Topseller


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sinopse:
Daisy Becker é uma actriz de segunda, a sua carreira está acabada e a vida pessoal é um caos. A ponto de ficar na rua porque não consegue pagar a renda.
Daisy conhece a estrela de Hollywood do momento, o arrogante Marc Barton, que está em Berlim a rodar o novo filme de James Bond. A sua relação começa da pior maneira.
E piora quando, depois de morrerem num acidente de carro, recebem o castigo por acumularem mau durante a vida: voltam a nascer como formigas.
Nenhum deles tem muita vontade de partir para a guerra como insectos. Além disso inteiram-se que o melhor amigo de Daisy e a mulher de Marc estão a sair juntos.
Que fazer? Ir em busca de bom e subir os degraus da escada da reencarnação até voltarem a ser humanos. Mas não é assim tão fácil, principalmente com as armadilhas amorosas.

Eu já sabia que esta seria uma leitura muito divertida, afinal a sua antecedente, Maldito Karma, figura no topo das minhas recomendações quando me pedem umas boas gargalhadas entre páginas. O que eu não poderia imaginar é que este livro fosse, quiçá, ainda melhor do que o seu homónimo e se transformasse, também ele, numa das comédias que mais gozo me deu ler em muito tempo. 

Eu já conheço David Safier de outras sátiras e sei que o seu talento para o trocadilho emocional é inegável, mas quando o tema é reencarnações e o próprio Buda tem papel de destaque na equação é como se um verdadeiro milagre acontece-se. Enfim, preparem-se para rir até às lágrimas enquanto assistem a reviravoltas inteligentes, para que, surpresa após surpresa, a vossa alma seja elevada a um novo sentido… ou não! 

Qual é coisa qual é ela que pode fazer uma alma perdida acumular bom karma? Martirizá-la até ganhar juízo! E o que é que é melhor que uma alma perdia? Duas almas perdidas! E é isto que trata esta história queridos leitores; duas entidades repletas de defeitos e com uma existência facilmente julgável serão postas à prova e tentadas pelo nirvana, reencarnação após reencarnação, até aprenderem que a resposta para as múltiplas e complexas perguntas que vão colocando a si mesmas está em algo tão simples como o amor. É bonito e lindo de se ver, no sentido mais hilariante que consigam imaginar para esta expressão.

Daisy e Marc odeiam-se um ao outro e, como tal, só poderiam estar unidos para toda a eternidade. Muito sucintamente, quando conhecemos a nossa protagonista ela é uma criatura tão insuportável e limitada que me faltam adjectivos para a descrever e, após várias peripécias, acaba por morrer de acidente e nascer como formiga. Quanto a Marc, com uma arrogância suprema, só poderia sofrer a mesma “piiiii” de destino e renascer, também ele, bem abaixo na escala de ascensões. No entanto, parece que nada dá tanto sentido à vida como a morte e é delicioso assistir a este par, vê-los superarem-se, conhecerem-se a amadurecerem, vê-los aprender com os seus erros e tornarem-se pessoas melhores quando estão tão distantes da humanidade e, muito mais tarde, descobrirem também o verdadeiro sabor da felicidade. Se são grandes personagens, não sei leitores, sei apenas que são muito bem conseguidos nos papéis que desempenham. 

Igualmente, gostei dos diversos intervenientes secundários e todos sem excepção aprimoram narrativa e o seu sentido de humor. Uma mãe, o Casanova e um Homem da Idade da Pedra são pormenores engraçados e só quando rasgos de normalidade entram na acção é que nos apercebemos do imenso sentido que o absurdo está a fazer, não fosse o Buda, neste enredo, uma personagem definitivamente sobrevalorizada – só o Safier para me fazer sentir vontade de ralhar com o Buda. 

Seguindo uma linha bastante idêntica ao livro anterior, Mais Maldito Karma procura essencialmente explorar o amor nas suas várias acepções, com bastante perspicácia e uma abordagem incomum. E, sem meias palavras, do principio ao fim, quem lê assiste a variadas críticas às mais variadas temáticas, como a alta sociedade ou o comércio da imagem. 
Assim, com uma abordagem já conhecida mas que consegue ser refrescante, voltam a ser expostos estigmas e preconceitos, enfatizando falsos moralismos e ideais pré-concebidas a que, em algum momento, todos somos tentados, mas tudo retratado de forma divertida pois o humor é, em definitivo, uma constante. 

Pessoalmente, Safier não desiludiu e a sua genialidade não deixa de me cativar e surpreender, continuo a ser uma grande fã do seu trabalho. Em suma, para mim é título perfeito para quem procura algo com qualidade e diferente, para leitores de mente aberta mas também para abrir algumas mentes (perdoem-me o trocadilho) – obrigado Planeta Manuscrito!


Do mesmo autor, no blogue: 
Maldito Karma – Opinião
Jesus Ama-me – Opinião 
Uma Família Feliz – Opinião

Título: Mais Maldito Karma
Autor: David Safier
Género: Comédia


sábado, 9 de janeiro de 2016

Sinopse: 
Matthew Fisher é um banqueiro bem-sucedido, posição que lhe permite desfrutar dos prazeres materiais e morar num apartamento com vista para o Central Park. Matt sempre foi um sedutor e um mulherengo incorrigível. Ele admite que, enquanto não encontrar a «mulher certa», se vai divertindo com todas as «mulheres erradas». Apesar disso, ele quer assentar.
Delores Warren é uma mulher diferente. O seu trabalho como engenheira espacial não a impede de ser sensual, extravagante e espontânea. Dee (como é conhecida) é decidida, principalmente no que respeita aos homens. Por ter vivido uma sucessão de relações que correram mal, resolve desistir dos compromissos sérios e aproveitar apenas os encontros casuais pelas noites de Nova Iorque.
Quando se conhecem, Matt acredita que encontrou finalmente a pessoa certa. Conseguirá ele fazê-la mudar de ideias e levá-la a aceitar um relacionamento sério?

Quem me lê há algum tempo já conhece o meu apreço por esta autora capaz de me colar um sorriso no rosto, da primeira à última página, e esta foi, definitivamente, mais uma leitura muito feliz.
Não sei se é a sua perspicácia, mordaz nos diálogos e assertiva nas personalidades, ou o espírito sagaz do seu enredo, capaz de me cativar instantaneamente, mas a verdade é que o humor de Emma Chase, mesmo nos relatos mais dramáticos, faz de me mim uma adoradora das suas histórias cruas e simples, de apontamentos singulares, em que revejo emoções comuns a cada um de nós. 

Depois de Envolvidos e Enrolados, títulos em que ficámos a conhecer a pormenor a atribulada relação de Drew Evans e Katherine Brooks, finalmente temos a oportunidade de descobrir como é que Matthew Fisher e Delores Warren, os seus amigos íntimos, tiveram direito a um final quase perfeito – sendo o quase, neste relacionamento, a chave para a felicidade deste par delicioso. Assim, e como seria expectável numa narrativa em que a protagonista é a extravagante Dee, esta é uma comédia romântica com direito a gritos de raiva e a gargalhadas desarmantes, a lágrimas e a corações partidos, mas também a um entusiasmo contagiante de quem encontra a alegria nas pequenas coisas. Ou seja, Enlaçados é pleno em efusividade e peripécias, entretenimento puro para os fãs deste género literário. 

Apesar dos personagens principais já serem conhecidos do leitor, confesso que me consegui surpreender com as peculiaridades de cada um, ambos marcados pelo passado e com perspectivas de futuro bastante distintas do que se faria prever. 
Para quem acreditava que Matt seguia as pisadas de Drew, fugindo de relacionamentos, este irá espantar-vos quando acredita ter encontrado a mulher certa, bem como pelas suas capacidades de entrega e metamorfose enquanto luta pelos seus intentos. Não é perfeito, isso é certo, e em momento algum assume a postura de herói capaz de sustentar sozinho uma relação, mas a forma como conduz o seu lado desta batalha emocional é admirável e esta vossa leitora não se importava nada de o ver passar da ficção para a realidade. Dee, por outro lado, revela fraquezas inesperadas e traumas que a sua postura jamais faria antever. Tal não a torna menos interessante, de todo, simplesmente tem muito mais que trabalhar até encontrar a estabilidade e confiança necessárias para um compromisso. Desta feita, apesar da química entre este par, são muitas as diferenças que os separam mas que, igualmente, tornam a sua ligação mais atractiva. 

Embora este livro possa ser apreciado sem a necessidade de folhear os antecedentes da série Tangled, para quem o fez há pormenores das narrativas anteriores que, juntamente com o revisitar de intervenientes que nos são queridos, tornam a leitura ainda mais agradável. Afinal, este é mais um romance bastante simples numa análise geral de conteúdos – relações afectivas de todo o tipo, os seus fracassos, medos, conquistas e desenvolvimentos –, atraindo principalmente pela forma como se apresenta e pelos seus personagens.  

Quando à escrita, discurso, temos uma vez mas um narrador do sexo masculino, o Matt, o que para mim continua a ser um estimulante ponto-chave, permitindo não só apimentar e aprofundar o olhar das leitoras sobre si mesmas, assim como levar os restantes leitores a observar de fora comportamentos e emoções com os quais coaduna. Resumindo, existem olhos brilhantes, sim, mas tal não implica falsos lirismos, através de um texto que vai directamente às sensações na sua componente mais luxuriosa, impulsionando o lado mais literal, físico, das relações e compensando com sentimentos sinceros que, por nem sempre serem romanceados, nos fazem reflectir à séria sobre um relacionamento. 

Enfim, entre gargalhadas e tomadas de consciência, é evidente que Emma Chase continua a somar pontos e a cativar-me, como uma das minhas apostas Topseller de eleição - venha o próximo. Sem dúvida, uma das minhas primeiras sugestões para quem gosta de romances. 

Enrolados – Opinião
Envolvidos – Opinião

Título: Enlaçados
Autora: Emma Chase
Género: Comédia Romântica
Editora: Topseller



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sinopse:
Anne Blythe tem razões para sorrir: acaba de receber uma aliciante proposta para publicar o seu primeiro livro. Mas no que toca a relações amorosas, a situação é muito pouco animadora. Após mais um relacionamento falhado, Anne encontra na rua um cartão de uma empresa que ela julga ser de promoção de encontros românticos. Interpretando-o como um sinal, acaba por guardá-lo.
Farta de ver as pessoas à sua volta felizes no amor, Anne decide, num impulso, experimentar a empresa que a poderá ajudar a encontrar, finalmente, o homem da sua vida. Mas esta empresa não é bem o que parecia.
Trata-se afinal de um sofisticado ? e caro ? serviço que proporciona aos seus clientes um casamento arranjado, com tudo incluído. Anne começa por rejeitar a ideia, mas quanto mais pensa no assunto mais entusiasmada fica. Se os casamentos arranjados resultam para milhões de mulheres em todo o mundo, porque não haveria de resultar com ela? Além disso, o serviço afirma que só fracassou em 5 por cento dos casos.
Meses depois, Anne encontra-se num resort mexicano pronta para casar com Jack, o seu «par perfeito». E tudo parece correr bem. Mas será possível encomendar o amor verdadeiro?

Das histórias mais simples, com enredos mais previsíveis e personagens mais comuns podem, por vezes, florescer as obras mais encantadoras e Amor Por Encomenda é o espelho disso mesmo.
Catherine McKenzie pegou numa temática secular e conferiu-lhe contornos actuais que dão efectivamente que pensar enquanto, com uma boa dose de humor, explora relações afectivas e personalidades empáticas em que o leitor se irá rever.

Na sociedade ocidental actual o amor vem, ou deveria vir, sempre antes do casamento que, por sua vez, pode ser encarado como a celebração desse mesmo amor. Certo? Errado! Este enredo reverte a ordem desta tradição e serve-se desta premissa para nos contar a história de Anne, uma jovem mulher que acredita ser ela própria a razão do fracasso das suas relações afectivas resolvendo, assim, inscrever-se numa agência de casamentos que, por meio de probabilidades, lá lhe encontra o par ideal.
Uma comédia romântica diferente, quase em jeito de paródia, onde a irresistível Anne nos mostra os conflitos pessoais e emocionais que muitas vezes se apoderam de nós na busca pela felicidade.

Com um núcleo de intervenientes pequeno, neste livro é muito fácil deixarmo-nos cativar por aqueles que dominam grande parte da acção, mesmo que as suas altitudes nem sempre vão ao encontro do que podemos considerar mais correcto. Foi o que senti relativamente a esta protagonista, uma mulher descrente nos desígnios do coração e que vai contra aquilo em que acredita para tentar encontrar o amor. Ela é ciumenta, precipitada e ilude-se facilmente perante o caminho mais fácil mas, por outro lado, é uma romântica incurável que apenas deseja estar apaixonada, tem um humor quase cáustico que a torna adorável e que faz com que seja impossível não torcer por si, até ao último momento.  
Quanto às personagens secundárias, confesso que a melhor amiga e o seu editor – Anne é escritora, mais um ponto a favor – foram aqueles que mais me atraíram pelo bom senso e sentido de humor, respectivamente. mas infelizmente o par da protagonista não conseguiu o mesmo efeito, pois não acredito que fosse necessário fazer o jogo do príncipe e do sapo com esta personagem. Existem ainda outras figuras com apontamentos interessantes, a família de Anne e uma amiga que faz no dito resort mexicano, mas o texto é tão centrado na protagonista que são facilmente esquecidos.

O que mais gostei neste enredo foi, efectivamente, a forma como aborda o casamento enquanto negócio, enquanto instituição que oferece um produto comerciável quando, actualmente, na cultura ocidental, tantas vozes se insurgem contra casamentos arranjados, etc.. A autora mostra que, mesmo num nicho de formação superior, informado e liberal esta opção poderia ser uma escolha e sendo-o, que direito temos de julgar os que optam por este caminho. Eu confesso que não fui pesquisar, mas parece-me viável que este negócio exista com diferentes contornos e é realmente interessante ver um ensaio sobre o tema.

Igualmente, gostei muito da forma como estão expostas as emoções da protagonista, muito realistas, assim como da diversidade de relacionamentos afectivos que são possíveis de analisar. É curioso como o sentir é tão distinto, entre diferentes pares, mas no entanto não deixa de haver um padrão contínuo, coerente, do qual temos tanta dificuldade em libertar-nos.

Enfim, esta é, como referi anteriormente, uma comédia romântica diferente mas interessante que, embora não seja perfeita, me encheu as medidas com a sua base e muitos pormenores, deixando-me com vontade de ler outros títulos da autora, por exemplo o já publicado Em Segredo pela mesma editora, pois que creio estar perante uma escritora que tem mais mérito e talento do que aquele eu poderia imaginar numa primeira análise.

Esta é uma aposta Topseller, mais uma boa aquisição para o seu catálogo de que, como bem sabem, esta vossa leitora é fã.


Título: Amor Por Encomenda
Autora: Catherine McKenzie
Género: Comédia Romântica
Editora: Topseller



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sinopse:
Mas porque é que ele tinha de fazer 24 anos? Porque é que há robôs que insistem em tentar matá-lo? Porque é que a banda está a separar-se? Porque é que a Ramona anda tão estranha? Porque é que aqueles gémeos japoneses brilhantes mas letais não o deixam em paz?

Que saudades que eu tinha do jovem Scott, vocês não têm noção!
Eu gosto imenso desta série, desta personagem e da sua história alucinante. A banda desenhada de culto de Brian Lee O'Malley conquistou-me e viciou-me plenamente, com a certeza de que qualquer livro seu é uma aposta de sucesso.
Cada página é como uma janela para um novo mundo divertido, surpreendente e repleto de criatividade, exceptuando se tender para a reflexão – afinal de contas a maturidade está a chegar – mas acreditem que até nesses momentos haverá algo que vos fará sorrir.
Digam-me que conhecem estes livros! Digam-me que não estão cegos para este universo maravilhoso!

Finalmente os 24 anos – este rapaz está a ficar crescido! Mas como todos os adultos aposto que o bom do Scott deseja voltar à velha infância, longe de responsabilidades, dramas e relacionamentos complicados.
Scott Pilgrim: Contra o Universo é pura ironia, acreditem, porque o universo é que está, literalmente, contra o este herói, este colosso das novelas gráficas que nunca viu o futuro tão negro. Será o princípio do Game Over do Scott? Tenho a certeza que não e estou a roer as unhas para o próximo livro pois, como sempre, está tudo a acontecer! Desde as festas parvas a namorados maléficos aos pares, de lutas com robôs aos abusos com fartura, há tudo para todos os gostos. É uma narrativa brilhante onde mundos paralelos, jogos de vídeo e problemáticas bem reais se juntam para dar vida a algo único, é o penúltimo livro de uma série de seis títulos que já começou a deixar saudades nesta vossa leitora.  


As personagens são as de sempre, mas cada vez mais requintadas nas suas qualidades e defeitos. 
Ora vejamos... A Ramona traz para a cena dois namorados maléficos de estética invejável, ou seja, andou com um par de gémeos – tirem as vossas conclusões… atrevida! E apesar de finalmente mostrar algum sentimento, não percebo a moral desta miúda para algumas das suas atitudes para com o meu herói. Não está certo, estou amuada com ela apesar das sua roupa super cool!
Senti falta do Walace, mas perdoei o autor nas parcas aparições deste interveniente, foram cheias de estilo e a Kim, bem a Kim esteve no seu melhor, embora toda a pandilha me tenha feito arregalar os olhos.  


Agora o meu Scott… que orgulho! O meu homem está tão responsável, a trabalhar e dedicado à namorada. Claro que continua um preguiçoso, distraído e só faz porcaria nos tempos livres, mas é irresistível, um verdadeiro quebra corações. Eu sou sua fã, completamente!
Por oposição, continuo a ter vontade de espancar a Knifes e a Julie, mas estas emoções tal como o meu sentimento pelo Scott são um clássico ao longo de todos os livros.

Outras coisas boas – as personagens são pessimamente boas, entenda-se –, as lutas com robôs foram cinco estrelas, cheias de efeitos e, é de referir, sem os devidos créditos para o meu menino, que se farta de levar pancada por amor. Bónus decentes que é bom, nem vê-los! Até parece que a crise chegou ao mundo da BD!
A banda, os míticos SEX BOB-OMB, vai de mau a pior, resumindo, melhor para o leitor. Vamos ver no final, ou ficam famosos ou acabam literalmente a tocar campainhas de porta. E por fim, um pequeno apontamento para referir o Gato Gideon… eu adoro gatos mas este faz-me arrepios, juro-vos. É tão anormalmente normal!



Quanto a Brian Lee O'Malley, argumentista e desenhador, um ser claramente iluminado, estou muito agradecida pela sua existência, afinal de contas é graças a ele (e aos conselhos de uma amiga, tu sabes quem és), que voltei a ler BD. Adorei o excerto final, as notas, onde revela o processo de produção da sua brilhante ficção. Também ele está, como sempre, no seu melhor.

Para terminar, uma nota pessoal. Este livro tem muitos abusos, alguns apenas possíveis na ficção e outros não. Sinceramente? Encarem tudo isto como uma espécie de distopia cómica à actualidade da juventude… é o que eu faço e assim lido muito bem com o gozo muitas vezes descrito.

Esta é uma aposta do Booksmile e, acreditem, irá certamente fazer-vos sorrir! Sugiro sem qualquer tipo de restrição.

Opinião anteriores:
Scott Pilgrim: na Boa Vida (Vol. 1) – Opinião
Scott Pilgrim; Contra o Mundo (Vol. 2) – Opinião
Scott Pilgrim: e a Tristeza Infinita (Vol. 3) – Opinião
Scott Pilgrim: Agora é a Sério (Vol. 4) – Opinião

Próxima – e última... God que sofrimento! – leitura:
Scott Pilgrim: No Seu Melhor (Vol. 6)


Título: Scott Pilgrim: Contra o Universo
Autor: Brian Lee O'Malley
Género: Banda Desenhada; Humor

Editora: Booksmile


terça-feira, 24 de março de 2015

Sinopse:
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções – casar ou esperar que um parente rico morra – as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais “difíceis”, apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso...

De todos os géneros literários light que me dão prazer, as comédias românticas de época são aquele que mais facilmente me faz sorrir, que mais facilmente me consegue encantar de forma permanente ao longo do folhear, e a nova aposta da ASA soube efectivamente cativar-me em ambos os requisitos na perfeição.

Num contexto histórico esta narrativa não irá oferecer algo novo ao leitor, no entanto em relação ao entretenimento Marion Chesney montou um cenário original e mirabolante em que as suas personagens, ligeiramente loucas, se superam peripécia atrás de peripécia com um sentido de humor extraordinário.

O que têm em comum duas solteironas de meia-idade díspares e casmurras à beira da pobreza extrema, uma jovem debutante mimada e rebelde e um marquês de nariz empinado mas com um grande coração? Aparentemente nada, bem sei, mas na verdade são os três ingredientes desta deliciosa aventura, A Educação de Felicity, que dá início à série Academia de Etiqueta e que promete muitas e divertidas horas entre páginas.

Para mim, sem dúvida alguma, o trunfo desta história está nas suas personagens que, de uma forma ou de outra, agarram quem lê à acção e fazem com que este deseje saber o seu próximo passo e até onde cada uma delas está disposta a ir para conseguir os seus intentos.

O par romântico, não tão romântico assim, funciona através do princípio do gato e do rato, sendo Felicity uma fera com as garras de fora, maria-rapaz de criação e que faz tudo o que uma donzela não deve fazer afugentando todos os pretendentes, até que um dia, na tentativa de provar que consegue ser uma senhora, acaba por se render aos desígnios do coração. Já o marquês Ravenswood está mais que predisposto ao matrimónio, só que nunca com a selvagem Felicity mas, também ele, irá descobrir que até no mais agreste dos terrenos pode nascer uma bonita flor.
Desta feita, o mais interessante relativamente ao romance é ver o jogo de forças entre estas personagens, mesmo com a certeza desde o início de que estão destinados a surpreenderem-se mutuamente.

Quanto às protagonistas Amy e Effie Tribble, que creio serem efectivas ao longo de toda a série, são sem dúvida alguma o trunfo do texto – absolutamente hilariantes. Estas duas matronas espalhafatosas, mentirosas, sonhadoras e plenas de emoções, conquistaram-me desde o primeiro capítulo. Muito diferentes, estas gémeas falsas são a prova viva de enquanto há vida há esperança e há coragem para viver. Elas exemplificam a terrível condição a que muitas senhoras da nata social, já sem dinheiro e sem marido, têm de enfrentar, no entanto nunca perdem a pose e a dignidade, nunca perdem a vontade de encontrar a sua felicidade, nem que seja pelo olhos de uma jovem, e isso fez-me torcer por elas até ao último momento e muito para lá deste – estou desejosa de pegar na continuação.


Como não quero cometer nenhum spoiler relativamente a este enredo simples, digo-vos apenas que boa parte deste é passado em torno das tropelias e do refinamento de Felicity e dos dramas subtis e encarados com muita ligeireza das irmãs Tribble.

Quando à senhora Marion Chesney, actualmente com 79 anos, tem quase 100 livros publicados entre os géneros romance de época e mistério e se tiverem todos a escrita simples e directa que encontrei nesta obra, muito próxima do leitor sem perder os preceitos de época, esta descobriu em mim uma nova admiradora.
As suas descrições são superficiais e creio que é no ênfase das caracterizações que a autora se destaca; é sem dúvida a aposta assertiva para quem procura ler para descontrair… como foi o meu caso.

Esta é uma aposta da ASA que me agradou de forma bastante positiva, com uma edição muito bonita e que eu recomendo aos apreciadores deste género literário.


Título: A Educação de Felicity
Autora: Marion Chesney
Género: Romance de época; Comédia
Editora: Edições ASA







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sinopse:
Ela é linda e ambiciosa. Ele é atraente e convencido. Juntos formam um par incrível. Mas algo inesperado vai deixá-los enrolados em mal-entendidos sem fim!
Katherine Brooks sempre foi metódica e cautelosa. Até ao dia em que conheceu Drew Evans, o seu atual namorado, um homem persistente e muito seguro de si.
Juntos formam um casal ambicioso, dedicado às suas carreiras, mas que nunca perde uma oportunidade para desfrutar das delícias da vida a dois. Até que surge um contratempo que abala a relação, e o conto de fadas transforma-se numa crise conjugal.
Ela muda-se para casa da mãe, e ele faz tudo, mas mesmo tudo, para a esquecer? Poderá uma série de mal-entendidos pôr fim ao romance mais tórrido de sempre?

É definitivo, Emma Chase é a minha autora favorita no seu género! O seu humor brilhante, a sua frontalidade natural e as suas personagens loucas tornam realidade tudo o que eu desejo encontrar numa comédia romântica de qualidade, sem lirismos mas com toda a sensualidade e química necessária para que a sua narrativa seja tão divertida quanto cativante.

Anteriormente, o mais empedernido dos mulherengos, Drew Evans, foi atingido em cheio pela seta do cupido e, doente de amor, fez absolutamente tudo o que estava ao seu alcance para conquistar a lutadora Katherine Brooks. Através do relato delicioso deste “cavalheiro”, percebemos que nem sempre jogou limpo, que nem sempre foi correcto e muito menos coerente mas, já diz o ditado, no amor e na guerra vale tudo e Drew acabou por encontrar a redenção nos braços da sua amada.
Passados dois anos, na actualidade, um equívoco vai pôr à prova os afectos deste casal desigual que mantém uma paixão desenfreada e, quando tudo parecer perdido, sem perfeições ou promessas de eternidade, este enigmático par volta a mostrar que quem se ama consegue contornar as dificuldades e encontrar a felicidade.

Se em Envolvidos o leitor ficou a conhecer profundamente as lamentações e as ambições de Drew, agora em Enrolados é a vez de Kate tomar posse da voz da acção e abrir-se com o leitor – não se preocupem, Chase é igualmente genial.
Relativamente aos protagonistas estes continuam melhores do que nunca, com o seu forte orgulho, os seus dramas emocionais e com todas as asneiras a que têm direito, ou seja, irresistivelmente sedutores, teimosos e engraçados. Sinceramente, gostei particularmente da forma como se adaptaram à presente relação sem perderem o seu carácter genuíno, mantendo as sua atractivas singularidades paralelamente a um lado mais doce e apaixonado.

Uma das mais-valias deste segundo título é, na minha opinião, a perspectiva de Kate sobre outras personagens e a relação. Assim, foi maravilhoso perceber como a diabólica Delores é… diabólica mas também uma pessoa maravilhosa e atenta ao próximo, bem como Billy que, apesar de todos os defeitos, acabou por justificar o porquê de Kate ter passado tantos anos ao seu lado – os melhores amigos por vezes podem ser insuportáveis mas são os melhores do mundo, certo?


A nível de enredo e problemáticas não há nada particularmente marcante ou surpreendente, tal como eu previa tendo em atenção o livro antecedente. Esperava, isso sim, divertir-me muito, o que aconteceu ao longo de todas as páginas. Agradavelmente, também foi bom saber notícias de personagens secundárias próximas do casal principal, que pontuaram o texto com revelações, evoluções e pequenas surpresas nas suas próprias relações.

Na ausência de melhor elogio, adorava escrever um livro com os traços e contornos utilizados por Emma Chase. Gosto de tudo nesta escritora, da simplicidade da sua escrita, da naturalidade com que aborda o sexo, da forma como explora as personagens e da sua perspicácia para falar de questões comuns mas fundamentais entre homens e mulheres, dando brilho aos seus textos com situações e diálogos mirabolantes. Enfim, tal como a vida, esta história até poderia ser bastante séria mas o seu carácter ligeiro e a capacidade de transmitir leveza às situações mais complexas tornam-na muito mais saborosa, tornam-na numa hilariante história de qualidade e uma excelente opção para quem procura entretenimento.

Uma aposta de sucesso Topseller que me conquistou plenamente e que me deixou, uma vez mais, ansiosa pela continuação, Tamed, já publicada no original. Têm de ler!

Livro anterior:
Envolvidos (Opinião)



Título: Enrolados
Autora: Emma Chase
Género: Comédia Romântica; Sensual
Editora: Topseller


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sinopse:
Os Normandos vêm do Norte para que os Gauleses lhes ensinem o que é o medo e, por uma vez, os Romanos não são os maus da fita. A música «moderna» de Cacofonix será a chave da aventura, de tal modo que o bardo até é autorizado a participar no banquete final.

Nem me consigo lembrar da última vez que tinha pegado num livro do da colecção Astérix mas, muito provavelmente, tinha menos quinze anos do que aqueles que tenho agora e devo ter lido uma dezena exemplares de uma só vez – não me perguntem quais.
Este menino é habitante do meu lar por causa do meu pai, que no passado era viciado em BD. Para terem noção, esta é uma impressão de 1973, da adolescência da minha mãe, do tempo em que, segundo me conta o meu estimado pai, lia os livros repetidamente enquanto aguardava, ansioso, pela publicação do próximo. (Curiosidades.)

Adiante. Com sabor a saudade, li Astírix e os Normandos para tentar compreender um pouco o passado deste povo para uma cadeira de Cultura Medieval, mas, sinceramente, o que acabou por acontecer foi meia hora de divertimento puro com o olho clínico abandonado, trocado pelo prazer da leitura e observação.

A história não poderia ser mais hilariante, ela própria um trocadilho típico dos que Goscinny costuma fazer com os seus diálogos peculiares que nos deixam sempre na expectativa relativamente ao quanto ainda nos irá surpreender. E em relação ao verdadeiro herói desta história... bem, esqueçam os melhores amigos, a dupla que marca gerações, porque também ele é o mais improvável possível.

Como alude a sinopse, os normandos são uns bravos, eu devo dizer selvagens, que não conhecem o medo e – pasmem-se – querem conhecer esse sentimento, resolvendo então fazer uma incursão à famosa Aldeia Gaulesa. Bem, o que o leitor sabe e os normandos não é que os gauleses, com a sua poção mágica, não são muito dados a medo – são loucos! – e assim começa mais uma aventura, 50 anos antes de Jesus Cristo.

No que respeita a personagens, Obélix e Astérix dispensam comentários, um mais tonto que outro, mas sempre no seu melhor, mas quem eu adorei rever foi Assurancetourix (actualmente Cacofonix) e Melenix, o moderno e convencido sobrinho do chefe que vai para a aldeia para ser educado e acaba por ajudar à festa.

Enfim, através de traços de Uderzo que já são uma imagem de marca, o leitor encontrará mais uma história bem concretizada, com a animação habitual e todas as alusões culturais da praxe que deixam rendidos os milhares de fãs destes maravilhosos gauleses.


Podem encontrar estas e outras aventuras, actualmente, editadas pelas ASA, páginas que eu recomendo a leitores de todas a idades que procurem entretenimento de qualidade.

Título: Astérix e os Normandos
Autor e Ilustrador: René Goscinny & Albert Uderzo
Género: BD; Comédia
Editora: ASA


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