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A Elphaba...

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sinopse:
Quando cai a noite, Claire Roth foge de casa, impelida por uma feroz ameaça que parece ter saído do próprio inferno. Então, de entre as chamas e as cinzas, aparece um guerreiro vampiro. Ele é Andreas Reichen, o seu antigo amante, agora um estranho consumido pela vingança. Apanhada no fogo cruzado, Claire não pode escapar da sua fúria selvagem, nem da fome que a arrasta para o seu mundo de eterna escuridão e infinito prazer.
Nada impedirá Andreas de destruir o vampiro responsável pelo massacre dos seus irmãos de Raça… mesmo que isso signifique utilizar a ex-amante como isco na sua missão mortífera. Ligada pelo sangue ao seu perigoso adversário, Claire pode conduzir Andreas até ao inimigo que ele procura, mas é um caminho repleto de perigos… e de profundos e inesperados prazeres. Pois Claire é a única mulher que Andreas não deve desejar, e a única que amou. Inicia-se assim uma perigosa sedução que dilui a linha que separa presa e predador e aviva as chamas de uma ardente paixão que pode consumir tudo no seu caminho…

Quando sou questionada, por uma amiga ou leitora, a respeito da série Raça da Meia-Noite, tenho por costume nomeá-la como original e sensual, perfeita para quem procure entretenimento dentro dos géneros fantástico e romance.
Sem ser uma especialista nesta matéria, confesso-me culpada por me sentir consecutivamente atraída pelos machos desta Raça alienista, seres repletos de intensidade, perigo e dramas, que juntamente com as suas Companheiras, mulheres quase comuns que criam familiaridade com quem lê, oferecem à narrativa pares disfuncionais que se mesclam de forma sublime, prendendo automaticamente a minha atenção.

Conciliando, uma vez mais, a honrada luta da Ordem pela paz com dois protagonistas irremediavelmente atraídos um pelo outro, Lara Adrian proporciona em Cinzas da Meia-Noite uma história de extrema importância relativamente aos desenvolvimentos que têm origem em Dragos, um vilão que acompanhamos ao longo da série. Já no que respeita ao romance, embora a fórmula utilizada no texto seja a mesma que dos volumes anteriores, gostei bastante das nuances particulares deste enredo, que contém uma segunda figura aliada ao mal bastante perversa e poderes singulares e extraordinários por parte do sofrido par principal.

Andreas e Claire, os protagonistas, reencontram-se após 30 anos de afastamento, 30 anos que não apagaram uma forte paixão e que não foram suficientes para esquecer aqueles que foram os melhores momentos das suas vidas. No entanto, muito mudou no tempo em que se julgavam afastados para sempre e, agora, encontram-se em lados opostos daquela que aparenta ser uma guerra em nome de algo maior, ou assim parece, tornando-se apenas indiscutível a infelicidade que têm vindo a suportar devido aos seus destinos. Mas nada é certo e a sua aproximação poderá mudar, fatidicamente, radicalmente, tudo o que tinham planeado para o futuro.

Relativamente a personagens, acho que este foi dos guerreiros que mais se destacou até ao momento, devido à ténue linha que o separa de tender completamente para o lado negro da sua espécie. O seu poder singular, uma verdadeira arma que consome tudo à sua passagem, inclusive o próprio, é arrebatador e as suas acções, nem sempre correctas, injustificáveis apesar do seu desejo de vingança, foram um dos pontos positivos do livro. Claire, por sua vez, representa na perfeição o papel de Companheira de Raça, equilibrando o temperamento impulsivo daquele que lhe está predestinado. A sua inocência, para o bem ou para o mal, distingue-a entre todas as outras, algo que aliado a alguns momentos de coragem ou doçura, a torna bastante especial.

A maior vantagem de ler uma saga longa, na minha perspectiva, está relacionada com o acompanhamento, um saboroso reencontro, de personagens que já são familiares pelos seus papéis em algum dos seis livros já publicados até ao momento, bem como o facto de existir uma segunda história, comum a todas as obras, paralela ao enredo principal – algo que autora consegue sempre conciliar prodigiosamente. Neste sentido, Dragos aliado a Roth, o marido de Claire igualmente vil, encontra-se mais perverso que nunca, permitindo rever e antever maquinações arrepiantes que espelham o pior que pode haver entre a Raça. O perigo aumentou exponencialmente para os que captaram os afectos do leitor, pois o mal parece estar cada vez mais audaz, cada vez mais próximo de concretizar os seus planos seculares. 

Para além do que já referi, em relação ao que irão encontrar nesta narrativa, considerei ainda que, entre todos os livros sobre Raça que folhei até ao momento, este é o que contém menos cenas eróticas mas, por sua vez, é aquele que é mais intenso no que respeita a emoções, algo que acredito dever-se aos perfis traçados e au grande avanço relativamente à história comum a todos os livros.

As problemáticas abordadas não diferem das que comentei em opiniões anteriores, merecendo ainda assim destaque a brutalidade com que algumas cenas, alguns horrores, são evidenciadas e relevo também os pormenores associados ao vínculo de sangue, neste caso em particular o facto de se efectuar este ritual, único e intrínseco, com alguém que não se ama e não se espera acompanhar até ao fim da nossa existência.


Somatizando, Cinzas da Meia-Noite é um livro bastante agradável que consegue captar totalmente a atenção do leitor pela diversidade de desenvolvimentos que expõe, trazendo uma lufada de ar fresco à série com os seus protagonistas invulgares e adensando o enredo em torno da batalha da Ordem. É ideal para quem procura algo leve e certamente não irá desiludir os fãs de Lara Adrian.

Não me vou dedicar novamente a falar da escrita desta autora, tema que facilmente encontrarão nas minhas opiniões anteriores, mas quero apenas reafirmar que as suas palavras são envolventes, existindo o cuidado de dar a ver todos os cenários e detalhes da acção, bem como um esmero particular no que respeita a descrever e caracterizar as personagens e as suas emoções.

Da minha parte gostei muito deste livro. Sem o saber, acho que tinha bastantes saudades da Raça da Meia-Noite.

Esta é uma aposta da Quinta Essência, uma editora que com esta obra se mantém fiel ao romance, aqui numa vertente paranormal e urbana.
Aproveito também para informar que no corrente mês de Outubro será publicado o próximo livro da série, Sombras da Meia-Noite. Estejam atentos!

Série Raça da Meia-Noite
O Beijo da Meia-Noite (Opinião)
O Beijo Carmesim (Opinião)
O Despertar da Meia-Noite (Opinião)
Ascensão À Meia-Noite (Opinião)
O Véu da Meia-Noite (Opinião)


Título: Cinzas da Meia-Noite
Autora: Lara Adrian
Género: Romance; Fantasia
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