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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sinopse:
Numa noite quente de verão, a apenas algumas horas do seu casamento, a discreta Lady Jessica Sheffield testemunhou uma cena da qual nunca irá recuperar. Vê o jovem Alistair Caufield numa cena ferozmente íntima com uma mulher muito mais velha. Chocada, mas estranhamente excitada, ela manteve silêncio sobre o que viu, e caminhou até ao altar como esperado. Mas, ao longo de anos de um casamento sereno e normal, a imagem de Caulfield continuou na sua imaginação, alimentando sonhos muito ilícitos...
Alistair fugiu da tentação da debutante recatada com o fogo da paixão nos olhos para as Índias Ocidentais. Enquanto comerciante bem-sucedido, tem pouco em comum com o jovem libertino que ela conhecia. Mas quando, sete anos depois, a recém-viúva Jessica sobe a bordo do seu navio para uma viagem até à Jamaica, os sete anos de prazeres negados são mantidos em xeque apenas por algumas camadas de seda… e pela certeza de que renderem-se irá consumir os dois...

Não sei se o amor à primeira vista existe, eu não tenho essa ilusão, mas uma forte atracção é certamente possível, que o diga o casal protagonista desta história.

Irreverentemente audaz, Sylvia Day preparou uma narrativa repleta de erotismo num tempo em que reinavam restrições sociais, uma narrativa com temáticas pertinentes, bem trabalhadas, equilibradas com uma escrita leve e romance previsível mas intenso.

Redenção. É a primeira palavra que me ocorre quando penso nas relações afectivas que florescem ao longo de Pecado, uma história de amor que contrariou o destino, as convenções e se rendeu ao prazer, como primeiro e fundamental passo para a felicidade.
Em relação ao par principal, gostei de Jessica pela sua evolução durante os desenvolvimentos, gostei da sua postura combativa para vencer os seus medos e da sua capacidade para sair da sua área de conforto e encontrar o seu verdadeiro Eu. Já em relação a Alistair, adorei o seu passado e a forma como este homem se moldou ao presente. Apesar de ser possessivo, este cavalheiro tornou-se sensível e compreensivo sem que os traços mais ternos da sua personalidade o desvinculassem da sua natureza apelativamente irreverente e dissonante – muito bom.

As figuras secundárias são igualmente interessantes, tanto as mais queridas, Hester e Michael, como as que o leitor será capaz de repudiar. Todas contribuíram para a narrativa com apontamentos significativos e influenciaram, mesmo que indirectamente, a relação em destaque valorizando de forma efectiva o entretenimento.

Day foi cuidada nos pormenores de época, sendo particularmente primorosa nas condutas e restrições sociais. No entanto, confesso que gostava de ter assistido a mais descrições sobre Inglaterra e, principalmente, sobre a Jamaica, de que desconheço o passado.

As problemáticas abordadas são um dos pontos fortes da leitura e peço desculpa se ao nomeá-las corro o risco de spoiler.
Desde a forma como é retratada a figura do bastardo à esterilidade, o trato é adequado e permite uma imagem clara e sem floreados das dificuldades para quem possuiu os estigmas de outros tempos. Mais interessante ainda, é a maneira como estão expostas as questões associadas à violência que outrora existia em educações extremamente rígidas, bem como entre casais, algo que era remetido para segundo plano no universo de aparências.


Em suma, apesar de se tratar de um livro doce e de folhear simples, esta obra consegue ter momentos mais sóbrios que a enriquecem sem que, de forma alguma, sejam maculadas as aprazíveis características de quem procura diversão, amor e sensualidade.
Como nota final, gostaria de vos dizer que gostei muito mais de Sylvia Day neste registo histórico – apenas tinha lido textos seus contemporâneos –, pois creio que a autora conseguiu aliar o melhor da sua escrita sem dificuldades, o erotismo e o romance.

Esta é mais uma boa aposta da Quinta Essência no seu catálogo que tende a adoçar o coração de todas as leitoras. Uma história que recomendo sem restrições a quem procure romance de época sem tabus.


Título: Pecado
Autora: Sylvia Day
Género: Romance Erótico




Personagens com que sentimos afinidade, e muito riso e lágrimas.

Título: Um Amor Perdido
Autor: Anna McPartlin
N.º Páginas: 356
PVP: 15.90 €
ISBN: 9789897261428
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre.
Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir.

Leia um excerto – AQUI

«Personagens com que sentimos afinidade e muito riso e lágrimas.» - Prima
«Fácil de ler, divertido e emocionalmente cativante.» - The Irish Times
«Perspicaz e irresistível, às vezes profundo, comovente e muito divertido.»  - Image
«O quarto romance de McPartlin é um espelho brutalmente sincero que reflete o intrigante modo como a tristeza e a felicidade coexistem.» - Booklist

Da mesma autora:
Estarás Sempre Comigo – Opinião
Sempre Que Dizemos Adeus – Opinião
Ninguém Me Conhece Como Tu – Informações

Sobre a autora:
Anna McPartlin nasceu em Dublin, em 1972. Estarás sempre Comigo, o primeiro livro publicado pela Quinta Essência, é inspirado na própria experiência de perda da autora e na capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos da vida. Em 2007, foi vencedor do prémio Revelação do Ano nos Irish Book Awards. Anna McPartlin viveu parte da infância em Dublin, até se mudar para Kerry, na adolescência, onde foi criada pelos tios. Após concluir o ensino secundário, entrou para a faculdade onde estudou Marketing, mas manteve o seu amor pela stand-up comedy e pela escrita. Enquanto trabalhava nas artes conheceu o marido, Donal. Actualmente vivem em Dublin.

Saiba mais em: Quinta Essência


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Rainha do Romance Sensual
Um belo desconhecido… um coração destroçado… o amor de uma vida.

Título: Meu Único Amor
Autor: Cheryl Holt
N.º Páginas: 392
PVP: 15.90 €
ISBN: 978989726138
Disponível para compra – AQUI
Disponível em eBook – AQUI

Sinopse:
A jovem Maggie Brown viajou até uma estância balnear, com a esperança de esquecer a dor causada pela recente morte da mãe. Nunca imaginou que a sua agridoce estada a submetesse ao abraço mágico de um misterioso desconhecido, ou que ele apenas lhe deixasse recordações. Contudo, em seguida, por ironia do destino, reuniu-se ao homem que tanto amava – que lhe tinha dado o coração, mas não o seu nome.
Para escapar a pressões familiares, o marquês de Belmont disfarçou-se de plebeu a fim de passar umas férias à beira-mar – e perdeu o coração para uma mulher com quem nunca poderia casar. No entanto, determinado a que nenhum outro homem a possuísse, arrastou-a para um amor apaixonado que em breve se transformou em mágoa. Agora, embora receie que possa ser demasiado tarde, jura convencer Maggie de que trocará sem hesitar o seu legado por toda a vida nos braços dela.

Nomeado para Melhor Livro de 2000 pela revista Romantic Times

Leia um excerto – AQUI

 «... cuidadosamente tecido e trabalhado, rico em todos os pormenores, e lembrando os mestres do género.» - Romantic Times
 «...uma nova voz no romance histórico que é realmente deliciosa. Bravo!» - Affaire de Coeur

Sobre a autora:
Cheryl Holt é advogada, romancista e uma mãe de família que vive em Los Angeles. Formada em Direito pela Faculdade de Wyoming, trabalhou num escritório de advogados e no gabinete do promotor distrital em Denver antes de se dedicar exclusivamente à escrita. 
A autora, considerada a rainha do romance sensual, foi distinguida com vários prémios, designadamente o de Melhor Romancista do Ano, atribuído pela revista Romantic Times Book Reviews. Noites de Paixão, também publicado pela Quinta Essência, foi eleito Top Pick pela publicação Romantic Times e esteve na lista dos livros mais vendidos do jornal USA Today.

Saiba mais em: Quinta Essência


  
sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Com um fim-de-semana chuvoso à porta e as férias de todos a terminar, este parece-me um óptimo momento para lançar mais um magnífico passatempo com a maravilhoso apoio da Planeta Manuscrito.


Para sorteio, está disponível um exemplar do título Quando o Ódio Matar de Carina Bergfeldt.
«Um thriller que rompe com os estereótipos do género, diferente de tudo o que já leu.»

Para se habilitarem a este exemplar, terão unicamente de responder às fáceis questões abaixo colocadas, ter atenção as regras de participação e ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.

Descubra a sua resposta aqui no Blogue ou em Planeta Manuscrito.

Boas leituras*



Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 26 de Setembro de 2014 (sexta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
4. Ser seguidor do blogue e/ou fazer GOSTO na página do Facebook do blogue.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
5. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
6. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
7. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

8. Boa Sorte!



Terminou mais um grande passatempo no blogue, com o maravilhoso apoio Planeta Manuscrito.


Para sorteiro encontrava-se disponível a trilogia da autora Josephine Angelini, Predestinados, composta pelos livros:
Predestinados (Opinião)
Sonhos Esquecidos (Opinião)
Deusa (Opinião)

Gostaria, como sempre, de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime, haverá mais oportunidades em breve.


Sem mais demoras, das 265 participações, quem receberá este exemplar é:

135* - Nuno (…) Santos, Gondomar

Os meus sinceros parabéns, espero que usufrua de uma excelente leitura.
E o meu muito obrigado à Planeta Manuscrito por me oferecer a possibilidade de realizar este passatempo.

Saiba mais em: Planeta Manuscrito

Boas leituras*


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sinopse:
Este romance de estreia de Barbara Mutch tem vindo a conquistar os meios literários internacionais, pela peculiar delicadeza e a sensibilidade que a sua escrita revela.
A história inicia-se nas terras do Karoo, na África do Sul, onde uma jovem irlandesa chega para desposar o noivo que não vê há cinco anos e aí constituir família. O livro revela-nos as pouco ortodoxas ligações que se vão tecendo entre os diferentes personagens. Com o rebentar da Segunda Guerra Mundial tudo muda dolorosamente naquela casa, até que uma guerra se instala no próprio país - o apartheid -, dilacerando ainda mais as já fragilizadas relações.

*Não é por acaso que a opinião que se segue não tem as cores habituais do blogue, simplesmente há nada a destacar quando toda a história é importante e, em grande parte, por causa da cor.*

Apenas com uma pequena noção do que poderia encontrar nesta narrativa, nada me poderia ter preparado para os factos revelados e como são revelados, para as verdades recentes, ainda e para sempre latentes de tão cruas, aqui tecidas, expostas, com uma voz singular e que me tocou profundamente.

Não quero falar deste livro, tenho vergonha de falar deste livro porque tenho vergonha de partilhar o embrulho daqueles que permitiram a inspiração para este magnífico livro. Por outro lado, gostava que as palavras nestas páginas chegassem mais longe e me fosse permitido o dom de mostrar tudo o que elas contêm, todas as emoções belas e os valores que evidencia. Gostava que me fosse permitido transparecer a fortuna agridoce de quem presenciou o melhor nos piores momentos e sobreviveu para deixar um legado de valor incalculável.

Estou a ser confusa, perdoem-me. A Cor do Coração é um livro sobre amor e música, sobre ódio e gritos, sobre nascimento e morte, sobre amizade, saudade e racismo. É a história de duas mulheres que partilham o mesmo lar em pólos opostos da sociedade, duas mulheres que crescem de formas diferentes e unidas por um estreito laço em consequência da situação, naquela época, do país em que residem e do mundo e do Homem.
Esta é a história de uma África do Sul explorada por homens que vieram de outros países e tentaram fazê-la sua através da subjugação dos que sempre a habitaram. É a história de homens vencidos por um país que não era seu e por uma luta que também não era sua e também dos que foram vencidos na sua luta, lutas diferentes e as mesmas lutas, lutas que não deveriam ter existido. É a História do passado de muitos de nós tornada ficção para espelhar a realidade e é uma história de ficção que explora laços e afectos que enterneceram o leitor. Por fim, esta é uma história brilhante sobre cor, paixões e coragem, uma história de liberdade, algo que julgamos garantido mas que, se reflectirmos, nunca possuímos.

Desde a Liesel de Zusak que uma personagem não me emocionava tanto como Ada, uma árvore que sustenta todas as ramificações de intervenientes, interligando-os de forma improvável.
Ada nasceu em Cradock House e, apesar de ser filha da criada, é atrás das portas, escutando o senhor e a madame, e no diário da última que aos poucos vai conhecendo o mundo, aprendendo-o. Esta criança, jovem, mulher e idosa, que conhecemos em todas as estações, vai evoluindo ao sabor do próprio texto, tocando-nos com a sua inocência e, mais tarde, com a sua sabedoria. Não consigo descrever Ada, confesso, ela é demasiado, é a essência pura de algo que não existe no meu mundo.
Madame, Lindiwe e Dawn também representam os seus papéis cruciais, três mulheres, três cores e três vidas dissonantes que completam a vida de Ada. E eles, o senhor e o menino, e elas, a menina e a sua filha, também lá estão, para as lágrimas e para os sorrisos, para mostrar que há de tudo um pouco em todo o lado, sementes de dor mas também de esperança.

Gostei da profundidade alcançada pela música e pelas palavras. Da força de dois elementos tão singelos e comuns a tatuar momentos, a marcar a diferença e a união quando tudo o resto parece desabar. Não gostei dos previsíveis actos de crueldade mas percebo como tornam importante a benevolência e não gostei da miséria mas compreendi como é possível ser-se feliz com tão pouco e abracei interiormente tudo o que a vida me oferece.

A Segunda Grande Guerra e o Apartheid são as duas problemáticas mais enfatizadas, de uma forma muito íntima, pela forma como foram interiorizadas por Ada. A família também tem especial relevância, nos seus vários contornos e de forma tão extensa quanto o coração alcança. E depois existe a sociedade, as sociedades, o retrato de diferentes povos vincados e que se distinguem pelas diferenças, sob o olhar dela, que mescla, de alguém para quem a distinção está actos e que levou demasiado tempo a descobrir determinados traços da natureza humana.


Para terminar, creio que este poderia ser apenas mais um livro sobre o Apartheid, na eventualidade de perante tal questão algo poder simplesmente ser, mas a voz magistral que Barbara Mutch deu à sua obra torno-a única, apaixonante, conseguindo que a ficção transcendesse a realidade e tocasse o mais duro coração.
A cadência, o ritmo que se apodera da escrita num crescendo singular, amarra-nos às suas descrições mesmo quando estas são um apêndice do foco central e a experiência de vida da autora está tão vincada nas personagens que os nossos afectos não são apenas destas figuras mas de todos, amarelos, brancos, castanhos, negros, de todos os que um dia se depararam com algo tão repugnante, com o racismo.

Não me iludo, a temática desta história vai muito além da cor, vai ao encontro do que significa ser gente e as gentes nunca foram algo que eu levasse em grande consideração. Talvez por isso esta opinião nunca chegará nem perto de transmitir o que eu gostaria, porque o que eu gostaria não existe. Não existe um mundo sem religiões, facciosismos ou ideologias, porque enquanto animais inteligentes tudo isto nos compõe, nem que sejam meros ideais. Somos o que somos e felizmente existem livros como este, para que não esqueçamos do passado e do que poderemos ser no nosso futuro, a começar a partir de agora, do nosso presente.

Esta é mais uma das grandes apostas da Editorial Presença em 2014, provavelmente um dos melhores livros que li este ano e que vou ler. Recomendo-o a todo o género de leitor que aprecie uma boa história e a todos os que permitam que diferentes melodias lhes toquem os corações.


Título: A Cor do Coração
Autora: Barbara Mutch
Género: Romance
Editora: Editorial Presença

Para comprar o livro A Cor do Coração, clique aqui.







Às vezes encontro livros que me tocam de forma impressionante, inesperada… histórias que me embalam e condensam na bolha das suas palavras e me levam mais longe. Esta é uma delas.

Curiosos?

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sinopse:
Neste terceiro volume da série juvenil iniciada com o título Sou o Número Quatro, a história é retomada a partir do ponto em que termina O Poder de Seis. Das nove crianças que conseguiram escapar à destruição do seu planeta de origem, Lorien, pelos cruéis Mogadorianos restam apenas seis. Estas crianças são os Garde, que se refugiaram na Terra em diversos continentes. À medida que crescem e desenvolvem poderes especiais, ou Legados, vão sendo preparados para um confronto final com os seus inimigos. Para conseguirem salvar o seu mundo e o nosso, têm de se reunir porque só juntos são suficientemente poderosos para enfrentar os seus inimigos. Mas entretanto, mais uma menina conseguiu escapar de Lorien…

Embora dedicada aos mais novos, eu não consigo ficar indiferente às fortes nuances de acção e aventura que caracterizam série Lorien Legacies.
Repleta de adrenalina, a narrativa de Pittacus Lore tem vindo a conquistar uma legião de fãs desde a publicação do seu primeiro livro, o bestseller Sou O Número Quatro já adaptado ao pequeno ecrã, e com o evoluir da história os motivos de entusiasmo não param de aumentar.

Mais intenso e complexo, este universo ficcional que descreve extraterrestres em fuga no nosso planeta não pára de surpreender, com novos intervenientes de destaque a surgirem constantemente e situações cada vez mais arriscadas para o futuro de todos, Lóricos e humanos.
Novas batalhas extraordinárias avizinham-se e os perigos estão onde menos se espera, com este crescendo emocional paralelo ao dos protagonistas, em contagem decrescente para o final desta guerra transcendente promete um desenlace brilhante. É o princípio do fim ou um novo começo, tudo pode acontecer e ganha novo ânimo em A Ascensão do Nove.

*Os desenvolvimentos durante estas páginas, que se iniciam onde o livro antecedente terminou, são um verdadeiro spoiler, pelo que vou aproveitar para vos falar das personagens e de alguns pormenores que me agradaram bastante.*

Foi óptimo ficar a conhecer melhor Nove e fui completamente conquistada pelo seu humor cáustico, quase irritante mas impossível de julgar. Creio que esta personagem é companhia perfeita para Quatro, que tende a dar mais atenção à emoção do que à razão. Igualmente interessante foi a apresentação de Oito, também ele dissonante na sua personalidade e tão singular nos seus Legados – é uma mais-valia consecutiva. E, por fim, gostei de Dez, o Garde inesperado, o último sobrevivente com os poderes ainda por desenvolver mas que apresenta a coragem do seu povo e uma olhar cuidado para com os seus – é uma jovem que tal como Cinco quero vir a conhecer melhor.
Ainda em relação a intervenientes, Quatro continua a irritar-me ligeiramente mas, para compensar, Seis e Sete continuam a ser as minhas eleitas por diferentes razões, são verdadeiras heroínas à sua maneira.

Personagens à parte, gostei imenso das lutas, suficientemente violentas, e dos momentos de acção e incerteza que se fizeram sentir durante a leitura. Tudo graças aos Mogadorianos, feios, ligeiramente burros e muito maus, em particular o seu líder deplorável, cruel e mestre na ilusão, Setrákus Ra, um grande vilão.

Também agradáveis foram as paisagens percorridas pelo planeta Terra, algumas ligações à nossa História, que conferiram pormenores interessantes ao texto, assim como conhecer os novos Legados dos Garde, cada vez mais fascinantes, e a faceta científica da narrativa, com muita tecnologia idealizada a tornar tudo mais cativante.
Vale a pena destacar, ainda, os objectos, a herança, provenientes de Lorien e a forma como o governo humano acaba por se envolver, cegamente, neste drama interplanetário.


Em suma, é uma boa continuação que responde a algumas questões anteriormente levantadas e que dá abertura para novos desenvolvimentos, ao mesmo tempo que proporciona empatia constante com os intervenientes e nos oferece novas informações sobre o planeta de sonho, Lorien.

Pessoalmente gostei, embora a minha opinião possa estar um pouco confusa e não ser tão clara como eu gostaria. Acho que é mesmo o melhor livro da série até ao momento, não só por todas as surpresas e novidades, mas também pela forma como o texto está estruturado, com capítulos intercalados pelas diversas personagens e destacados com diferentes fontes de letra, existindo assim a possibilidade de criar afectividade com todas elas.

Esta é uma aposta agradável da Editorial Presença, que já tem o quinto livro publicado no original, e que certamente vai ao encontro dos fãs de literatura juvenil fantástica.


Sou O Número Quatro (Opinião)
O Poder de Seis (Opinião)


Título: A Ascensão do Nove
Autora: Pittacus Lore
Género: Ficção Científica; Juvenil
Editora: Editorial Presença

Para mais informações sobre o livro A Ascensão do Nove, clique aqui.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Hoje, a partir das 21h00, no Jardim da Estrela, sejam todos bem-vindos à Clareira!
Uma das antestreias mais esperadas deste ano! Entrada livre!




O FOX Movies e a Junta de Freguesia da Estrela, em colaboração com a Big Picture Portugal, apresentam-lhe a 11ª edição do Cine Lapa, que se realizará de 9 a 14 de Setembro, no Jardim da Estrela, em Lisboa, com entrada livre.
A abertura do evento, a 9 de Setembro, pelas 21h00, irá consistir na antestreia exclusiva de um dos filmes mais esperados do ano: Maze Runner, Correr ou Morrer, de James Dashner, cuja obra homónima é publicada em Portugal com a chancela da Editorial Presença.




O Livro:
Thomas percebe então que se encontra num elevador e que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico. Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de rapazes adolescentes como ele. As suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama a Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como acontece com Thomas, não se lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar. No fim desse primeiro dia de Thomas naquele lugar, acontece algo inesperado — a chegada da primeira e única rapariga, que traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo.
Uma série de grande sucesso, que agradará tanto aos fãs de Os Jogos da Fome como a todos os apreciadores do género fantástico ou de distopias apocalípticas.

O Filme:




domingo, 7 de setembro de 2014

Sinopse:
Enquanto relações públicas de uma empresa de organização de casamentos, Parker Brown tem um talento excecional para realizar os sonhos das noivas mais exigentes. Mas é incapaz de sonhar sobre o seu próprio futuro.
O mecânico Malcolm Kavanaugh adora descobrir como funcionam as coisas. E perceber os segredos de uma mulher complexa e deslumbrante como Parker é um desafio.
Parker e Malcom, quando estão juntos, fazem faísca. Mas ambos sabem que passar de um pequeno flirt a uma relação séria é um passo muito importante. Os riscos que Parker correu nos negócios sempre valeram a pena, mas arriscar o seu coração é algo que a jovem não sabe se pode fazer... Felizmente, Malcom irá mostrar-lhe que a vida é demasiado curta para não ser vivida ao máximo.

É com a assertividade e leveza habitual da sua escrita que Nora Roberts termina a sua série Quarteto de Noivas, histórias românticas e divertidas, com uma pitada de sensualidade, que prometem boas horas de entretenimento a todas as fãs deste género contemporâneo.

Tendo por base o amor e a amizade, a autora elaborou um retrato perfeito de quatro amigas de uma vida inteira, amigas que sonham com finais Felizes para Sempre. Assim, ao longo de todo o enredo, tivemos oportunidade de ver florescer os seus sentimentos e assistir ao adoçar das suas formas de sentir, vidas que agora, finalmente, se organizaram harmoniosamente como prometiam desde o começo.

A acção desenvolveu-se, uma vez mais, em torno da empresa Votos que, entre outros eventos, se dedica especialmente à concretização de casamentos – de dias perfeitos. Depois de Mac, Emma e Laurel, é chegado o grande momento de Parker, uma protagonista agradável que complementa com primor este grupo desigual e, ao mesmo tempo, homogéneo no seu conjunto.
Como sempre, foi muito bom observar como funciona a relação destas mulheres, plena em química e cumplicidade, mulheres unidas de uma forma quase instintiva que lhes permite alcançar a requinte e esmero no trabalho e em belos momentos de confiança e amor quando se dedicam ao lazer. São, efectivamente, melhores amigas, algo de valor e importância incalculáveis nas suas vidas e que mostra mais uma das múltiplas formas que existe de amar.

Relativamente ao par romântico principal, a relação tempestiva entre ambos é um dos maiores destaques em relação aos casais dos livros anteriores. São verdadeiramente como gato e rato apesar da evidente atracção física que partilham, o que deixará o leitor a suspirar por cada encontro entre estes dois.
Confesso-vos que não sou propriamente fã de Mal, da forma cliché como lida com o seu passado, apesar de todas as suas qualidades no trato dos que o rodeiam – não é, de todo, o meu tipo de bad boy. Quanto a Parker, eu sempre gostei imenso desta protagonista e continuei a gostar. A sua audácia e os seus medos fazem todo o sentido para mim, dão-lhe uma credibilidade afectiva e em relação às suas fragilidades muito interessante. Como par, no entanto, acabo por dar a mão à palmatória e admitir que fazem bastante sentido, principalmente pela partilha de problemáticas.
Ainda em relação a personagens, adoro a senhora G. e fiquei muito contente por, finalmente, ver reconhecido o mérito desta personagem ao longo da série, por conhecer o seu passado e a por ver identificado o seu valor como pilar da Votos e das restantes vidas ficcionais, tão subtilmente dependentes de si.


Felizes para Sempre ofereceu, essencialmente, mais pormenores sobre a empresa através de Parks, visto ser ela que trata da sua gestão e organização. O momento alto da acção foi, para mim, assistir ao casamento de uma das quatro amigas, podendo observar as suas emoções enternecedoras e, claro está, apreciar a forma como coordenaram a logística sem as suas presenças activas nos bastidores – ficará para a imaginação dos leitores os próximos casamentos.

A nível de problemáticas, as diferenças sociais e a violência doméstica foram os grandes destaques, bem como a importância que a morte de alguém próximo pode ter na forma como encaramos a vida, o futuro. Mas, essencialmente, este é um livro feliz, da primeira à última dança, do atirar do bouquet ao cortar do bolo, todo ele regado com a alegria do champanhe e promessas de amor e companheirismo eternos. 

Pessoalmente a história foi exactamente o que eu esperava, sem surpresas mas com o conforto aprazível da previsibilidade de Nora para proporcionar bons momentos entre páginas.

Esta é uma aposta do Grupo Saída de Emergência, da sua colecção Chá das Cinco, que fará as delícias das fãs de romance.

Livros 1, 2 e 3, da série Quarteto de Noivas
Um Dia Perfeito (Opinião)
Um Mar de Rosas (Opinião)
O Sabor do Momento (Opinião)

Da mesma autora, no blogue:
Irmãos de Sangue – Trilogia Signo dos Sete, livro 1 (Opinião)
Ritual do Amor – Trilogia Signo dos Sete, livro 2 (Opinião)
Pedra Pagã – Trilogia Signo dos Sete, livro 3 (Opinião)

A Cruz de Morrigan – Trilogia do Círculo, livro 1 (Opinião)
O Baile dos Deuses – Trilogia do Círculo, livro 2 (Opinião)
O Vale do Silêncio – Trilogia do Círculo, livro 3 (Opinião)


Título: Felizes para Sempre
Autora: Nora Roberts
Género: Romance Contemporâneo


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