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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
Fascinada por outros mundos e uma eterna sonhadora, assim eu sou.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um romance sobre a terceira mulher de Henrique VIII da Inglaterra. Das seis mulheres com quem casou, Henrique VIII teve como rainha predileta Jane Seymour, a única a dar-lhe um herdeiro que sobreviveu aos primeiros meses e que viria a ser o rei Eduardo VI.

Título: A Rainha Predileta
Autora: Pedro Carolly Erickson
N.º Páginas: 272
PVP: 16,60 €
ISBN: 9789895559466

Sinopse:
Filha de uma família nobre e ambiciosa, Jane Seymour é nomeada dama de honor de Catarina de Aragão, a mulher de Henrique VIII. Muito dedicada a Catarina, é com tristeza que Jane assiste às manipulações de Ana Bolena para se tornar rainha, que incluem o assassínio de alguém que sabia um segredo seu. Também Jane se torna vítima do ódio de Ana quando esta descobre o interesse do rei por ela. Como Ana Bolena não lhe consegue dar filhos, o rei pede a Jane que seja a sua próxima rainha. Dividida entre o seu coração e a lealdade ao rei, Jane tem uma difícil escolha a fazer.

«Um delicioso banquete da época Tudor» - Kirkus Reviews

Sobre a autora:
Carolly Erickson é historiadora e tem recebido muitos prémios tanto pelas suas obras de ficção como de não-ficção. Os seus livros têm também o reconhecimento dos leitores e são best-sellers do New York Times. A autora vive no Havai.

Finalista do Orange Prize e Livro do Ano para o New York Times, Lodolândia! integrou a shortlist de três livros que estavam nomeados para o prémio Pulitzer de ficção 2012. Este ano nenhum ganhou mas esta é uma grande distinção para o primeiro romance desta jovem escritora.

Título: Lodolândia!
Autora: Karen Russell
N.º Páginas: 400
PVP: 17,70 €

Sinopse:
Ava Bigtree, de treze anos, viveu a vida inteira na Lodolândia!, a ilha onde a sua família gere o parque temático de luta com jacarés. Mas quando a mãe, a estrela do espetáculo, morre inesperadamente, a família mergulha no caos. O avô tem de ser levado para um lar depois de morder um turista que, por acaso, era um importante advogado. O pai parte para o continente numa «viagem de negócios». A irmã Ossie apaixona-se por um fantasma e foge para se casar com ele, enquanto Kiwi, o irmão de dezassete anos, vai trabalhar para o Mundo das Trevas, o novo parque temático no continente que é o grande rival da Lodolândia!
Sozinha na ilha, até à chegada do estranho Passarinheiro, Ava parece ser a única a manter a esperança e a fibra necessárias para mudar o futuro. Mas poderá a sua ousada odisseia pelos pântanos salvar a família?

«Uma das melhores jovens escritoras americanas.» - Granta
«Melhores 20 autores com menos de 40 anos.» - The New Yorker

Sobre a autora:
Karen Russell nasceu em Miami. Figura nas célebres listas de 20 escritores com menos de 40 anos do New Yorker e de Melhores Jovens Escritores Americanos da Granta. Em 2009, recebeu o prémio 5 Under 35 da National Book Foundation. Os seus contos têm sido publicados na Granta, no The New Yorker, na Oxford American, entre outros, e em coletâneas de The Best American Short Stories. É atualmente escritora residente no Bard College.

Partindo de factos reais, Cristina Rivera Garza constrói uma novela inspiradora, numa viagem aos limites do desejo e da loucura.

Título: Ninguém me há de ver chorar
Autora: Cristina Rivera Garza
N.º Páginas:216
PVP: 15,50 €

Sinopse:
Estamos no ano de 1920 e Joaquín Buitrago, cuja atormentada vida o levou a tornar-se fotógrafo de pacientes do manicómio mexicano La Castañeda, encontra entre as mulheres que retrata Matilda Burgos. Obcecado com a identidade desta doente, uma vez que está convencido de que a conheceu anos antes no célebre bordel La Modernidad, trata de reunir informações sobre ela. Tal como Joaquín vai descobrindo a pouco e pouco, Matilda, que nasceu nos campos onde se cultivava a perfumada baunilha, chegou de pequena à capital para cair nas mãos de um familiar que a usou para pôr em prática uma singular teoria médico-social. A maré de recordações, a partir da qual vai surgindo a turbulenta existência de Matilda, provoca também no fotógrafo uma reflexão acerca da sua própria vida e da sua dependência dos narcóticos.

Sobre a autora:
Cristina Rivera Garza nasceu em Matamoros, no México, em 1964. Doutorada em História, foi professora em várias universidades norte-americanas e, desde 1997, ensina História do México na San Diego State University. É autora de dois livros de relatos: La guerra non importa (Prémio Nacional 1987) e Ningún reloj cuenta esto, do livro de poesia La más mía e dos romances Desconocer (finalista do Premio Juan Rulfo 1994) e La cresta de Ilión. Ninguém me há de ver chorar, o seu segundo romance, mereceu os mais rasgados elogios por parte de escritores como Carlos Fuentes e prémios como o Premio Nacional de Novela, o IMPAC-Conarte-ITESM 1999 e o Sor Juana Inés de la Cruz 2001. Neste romance confluem as duas grandes paixões da autora, a literatura e a história.
http://www.cristinariveragarza.blogspot.pt/
terça-feira, 22 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sinopse:
Jocelyn Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local.
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt, que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém.
Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca antes ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade, decidida a dar um novo rumo à sua vida.
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes se revelam parte da sua própria história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor...
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade e dá início a uma extraordinária série centrada em Edilean.


Entre as muitas formas de distribuir e retribuir amor, a amizade é, possivelmente, a mais inconstante, a que mais nos rouba e gratifica, por breves ou longos períodos de tempo, deixando uma única certeza, a de que é fundamental. Ela teve o gosto e a alegria de conhecer esse afecto ainda na sua mocidade, e de o levar consigo até ao fim, mas os frutos, dessa amizade, foram colhidos maduros, quase tocados, e no final vieram a revelar-se amargos na incerteza de que apesar do amor, da estima, possam ter falhado alguns primores da sua essência.

Jardim de Alfazema foi para mim mais do que uma simples história de amor. Entre as suas páginas sussurrou-me segredos de uma época de guerra que culminou em paixão, confidenciou-me revelações inesperadas e demonstrou, através das suas personagens, muitas formas de se reverenciar aqueles de quem nunca estamos demasiado perto.  
Jude Deveraux tem uma escrita muito bonita que prima pelas descrições e pela forma como nos mantém em suspense por entre mistérios e enigmas das muitas vidas entrelaça ao longo da sua narrativa. A autora procura a beleza nas coisas simples e foi quase sem que eu me apercebesse que me roubou uma lágrima e enterneceu o meu coração.

Não são raras as vezes em que sinto a ânsia de mergulhar num romance, a vontade imensa de me perder na doçura das palavras que nem sempre ouso dizer mas que me sufocam com uma vontade sincera de sentir as muitas maneiras que existem de distribuir emoção, Jardim de Alfazema foi assim, uma janela para comoção que só lamento ter deixado demasiado tempo na estante por abrir.

Oferecendo-nos um passaporte para tempos conflituosos, através de vivências actuais ludibriadas, Joce tem uma inocência pouco comum para a sua idade que irá despertar ao conhecer Luke. Ela é uma mulher doce que, motivada pelo desejo de descoberta, se embrenhará em desígnios passados enquanto luta, no presente, pelo seu próprio coração e persegue os mistérios de uma herança agridoce.
Luke, por seu lado, é o tipo protagonista que nos atrai facilmente, assim como o seu primo Ramsey, no entanto ambos nos deixam a sensação que algo não bate certo perlongando até ao fim do livro o desejo que se envolvam, sempre e um pouco, mais para que possamos descobrir todos os seus segredos.

Para lá do núcleo central de personagens esta narrativa é muito rica no que respeita a intervenientes secundários, como é o caso de Tess, Sarah ou David que, apesar de diferentes, contribuem em igual medida para pontuar o enredo de peripécias e diferentes humores, assim como pequenos mistérios muito próprios de uma comunidade fechada e perdida num paraíso idílico. Sinceramente espero ainda vir a reencontra-los, a todos eles, para descobrir o que o futuro lhe reservou nesta série centrada na prodigiosa Edilean.

Um pormenor crucial, e que marca o livro e todos os que dele fazem parte, são as pistas deixadas por Edi, elas são um pequeno tesouro enterrado por aqueles que deixaram apenas fragmentos de histórias e elevam este romance a um novo patamar que, tenho a certeza, conseguirá surpreender-vos totalmente, da mesma forma que me maravilhou a mim.

Pessoalmente considerei que um dos trunfos desta história é a sua versatilidade que consegue alcançar um publico muito diversificado de leitores de romances pois, apesar de nos apresentar uma narrativa actual e com personagens modernas, consegue também levar-nos a percorrer momentos históricos marcantes oferecendo através destes um pouco mais de amor. Eu da minhas parte admito que ri com prazer na mesma medida em que senti um aperto na garganta repleto de comoção por tudo aquilo que nunca chegou a ser.


No respeita a Jude Deveraux gostei da sua criatividade que desperta nostalgia com a mesma facilidade com que faz nascer sorrisos fáceis e leves com um humor que faz parte de cada um de nós. Os seus cenários e o ambientes fascinantes e são outro dos motivos que nos prendem até ao final deste livro que me provocou palpitações à flor-da-pele e uma imensa vontade de continuar a descobrir o muito que esta autora ainda tem para oferecer.

Este é o primeiro livro de uma série centrada na peculiar Edilean que conta já com três títulos publicados dos quais fazem parte Perfume de Paixão e Dias de Ouro e, ainda este mês, ficará disponível Desejos do Coração pertencente à mesma série. Esta é uma grande aposta Quinta Essência que sugiro sem restrições a qualquer leitora desde género mais feminino. Gostei.

Título: Jardim de Alfazema
Autora: Jude Deveraux
Género: Romance
Editora: Quinta Essência 

O amor é mais escaldante antes do amanhecer..

Vencedor de «Melhor Romance Histórico» nos RITA Awards de 2011

Título: Promessas de Amor
Autora: Sherry Thomas
N.º Páginas: 372
PVP: 15,90 €
ISBN: 9789898228956

Sinopse:
Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar a liberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito?
Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande.
Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma - e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos – poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?
Da mesma autora.


«Thomas não melhora apenas o género, enriquece-o com os seus personagens inteligentes, diálogos brilhantes, uma trama inovadora e surpreendentes histórias de amor. Ler os seus romances é um prazer.» - Romantic Times

Sobre a autora:
Sherry Thomas chegou aos Estados Unidos aos treze anos. No espaço de um ano, com a ajuda do seu fiel dicionário de inglês-chinês, já lia romances históricos de 600 páginas. O vocabulário que respigou dessas histórias marcadas pelo tom de insaciável paixão tornou-se muito útil quando começou ela própria a escrever romances.
Sherry tem um bacharelato em Economia pela Universidade da Luisiana e um mestrado em Contabilidade pela Universidade do Texas. Vive na zona central do Texas com o marido e os dois filhos. Quando não está a escrever, gosta de ler, jogar jogos de computador com os filhos e… ler ainda mais um pouco.

Saiba mais em: Quinta Essência



Agora, uma história de amores próprios onde percebemos que na verdade, nada se sabe sobre os outros.

Título: AGORA – Uma História de Amores Próprios
Autor: Pedro Boucherie Mendes
N.º Páginas: 320
PVP: 14,50 €
ISBN: 9789895559466

Sinopse:
Aos 35 anos, Vasco deixou o amor fugir-lhe para sempre porque não esteve para se chatear. Quem vai pagar pelo maior erro da sua vida é Alexandra, a vizinha divorciada incapaz de perceber qual a intenção deste homem.
 Vasco é insondável, até para os amigos com quem passa a maior parte do tempo: Guicas, a menina rica e cleptomaníaca que gosta demasiado de vodka e não suporta ver ninguém feliz; Miguel, que se casou com ela por dinheiro e estatuto e que agora vê na morte da mulher a solução para todos os problemas; Sofia, que não consegue esquecer Vasco e se tornou numa mãe desesperada por atenção, desconfortável no seu corpo e ressentida com os amigos; e Quico, o inconsequente marido de Sofia, que a trai com Mafalda, uma arrivista disposta a quase tudo para pertencer àquele grupo onde, na verdade, ninguém se conhece e todos estão à deriva.
Um dia, o tarólogo Zé Luís, com os seus dentes demasiado brancos, cruza-se com estes homens e mulheres.
E a vida de todos muda bruscamente.

Sobre o autor:
Pedro Boucherie Mendes nasceu em 1970 e é jornalista. Trabalhou na rádio, imprensa e televisão. Começou a escrever no jornal O Independente e, atualmente, é diretor dos canais temáticos da SIC.
Agora - Uma História de Amores Próprios é o seu primeiro romance.
domingo, 20 de maio de 2012
Tragédia e amor, humilhação e riqueza, clausura e o esplendor da corte de Portugal: a história da admirável mulher de D. João III. Um magnífico testemunho, profundo e dilacerante de Catarina de Habsburgo, Rainha de Portugal.

Título: CATARINA DE HABSBURGO
Autora: Yolanda Schenber
N.º Páginas: 492
PVP: 18,50 €

Sinopse:
Torquemada, 1507. Joana I de Castela dá à luz a sua sexta e última filha enquanto acompanha o caixão do seu amado esposo até Granada. Catarina está destinada a fazer flamejar a divisa dos Habsburgo em Portugal, casada com o primo D. João III de Portugal, mas ninguém poderia pressentir a trágica vida que o destino lhe tinha reservado.
Todo o seu existir foi agitado pelas contradições. Conheceu a pobreza mais extrema e a mais assombrosa riqueza, comendo em pratos de madeira e vendo a marquesa de Denia e as filhas usarem as suas roupas;  o feliz amor de um esposo apaixonado e o calvário das mortes dos seus nove filhos, mas nunca nada, nem ninguém, conseguiu vergar a sua fé inquebrantável, que a ajudou a superar as dores mais extremas com profunda e serena valentia.
Yolanda Scheuber, com o agradável estilo que a carateriza, traça aqui um magnífico relato, profundo e dilacerante, da mais nova das filhas da rainha, Joana I de Castela.

Sobre a autora:
Yolanda Scheuber nasceu a 29 de março de 1953, na Argentina. Enveredou pela carreira universitária na Universidad del Salvador de Buenos Aires, licenciando-se em 1975 em Ciências Políticas e, a partir de 1976, começou a trabalhar como redatora oficial da Gobernación de la Província de La Pampa.
Foi professora titular da Cátedra de Introdução às Ciências Sociais na Faculdade de Humanidades da Universidade Nacional de La Pampa e colaborou em publicações da Administração Pública.
Apaixonada pela história e pela literatura, é autora dos romances: Juana la reina, loca de amor, El largo camino de Olga, Leonor de Habsburgo, Isabel de Habsburgo e Maria de Habsburgo.



Sinopse:
UM LAIRD FASCINANTE
Ele era conhecido por todo o reino como Açor, lendário predador de campos de batalha e alcovas. Não havia mulher capaz de recusar o seu toque, mas mulher alguma lhe fizera jamais estremecer o coração — até uma vingativa fada trazer Adrienne de Simone, aos trambolhões, da Seattle dos tempos atuais para a Escócia medieval. Cativa num século que não era o seu, ousada até mais não, sem papas na língua, ela era um desafio irresistível para o conquistador do século XVI. Coagida a casar-se com Açor, Adrienne jurou mantê-lo à distância — mas a sua doce sedução devastou tal resolução.
UMA PRISIONEIRA NO TEMPO
Ela tinha um perfeito “não” nos seus perfeitos lábios para o famigerado laird, mas Açor jurou que ela haveria de sussurrar o seu nome com desejo, implorando a paixão que ele ansiava por inflamar dentro dela. Nem mesmo as barreiras do tempo e do espaço o deteriam na conquista do seu amor. Apesar da sua incerteza quanto a seguir os impulsos do seu coração apaixonado, as reservas de Adrienne não igualavam a determinação de Açor em mantê-la ao seu lado…

Quando tudo o que ela sempre conheceu desaparece, como se de um sonho mau se tratasse, as surpresas não se fazem esperar. Do pesadelo ao desejo poderá ser apenas um batimento do seu coração mas, para isso, terá de se render a uma nova realidade e, mais importante ainda, à sensualidade de um poderoso e inexplicável Laird.

Highlander para além das brumas é aquilo que caracterizo por romance paranormal leve, envolvente e, indubitavelmente, uma inesgotável fonte de entretenimento. Com personagens repletas de personalidade, cenários de sonho e uma história extramente bem conseguida, tenho a certeza que este é um livro que facilmente vos fará render aos desígnios da paixão e do amor.

Esta é a segunda vez que tenho o prazer encontrar a escrita de Karen Marie Moning e, dentro do género, estou plenamente convencida aos seus atributos. Para além de conceber uma narrativa dotada de humor, algum suspense e bastante fantasia, a autora consegue também transportar-nos para uma Escócia concebida na parte mais fértil e bonita do nosso imaginário.

Algo que me apraz, ao ser adepta leituras muito diversificadas, é o facto de conseguir, regra geral, abstrair-me das histórias anteriormente percorridas e envolver-me, com igual entusiasmo, no contexto particular de cada enredo – seja ele mais ou menos marcante –  enquanto usufruo apenas do momento em questão.

Ao mergulhar em Highlander para além das brumas deixei para trás a complexidade da belíssima língua que me é inata e perfurei o submundo luxurioso que poucas autoras americanas conferem à literatura sensual e embelezada de guerreiros divinos que asseguram o acelerar da minha pulsação, acto aqui caracterizado Açor.
Como protagonista, Açor, é rude nos actos mas dotado de uma generosidade capaz de mudar o mundo. Ele é um Laird do século XVI que foi obrigado a abrir mão dos melhores anos da sua juventude por uma promessa de seu pai. Agora, já na casa dos trinta, a nossa personagem vê o seu restante futuro submetido. novamente, aos caprichos de um matrimónio imposto por um rei mas, felizmente para Açor, o destino e os deuses têm caprichos voluptuosos, até mesmo quanto comparados a um homem que reencarna a palavra tentação, e que tentação!
Adrienne há muito que perdeu a fé na beleza conferida aos homens que deseja. Ultrapassando ainda um desgosto de amor retocado de artimanha e de dor, continua a lamentar o seu medo e a sua mágoa no entanto, certo dia, é escutada por uma fada que vê em si o objecto perfeito para os intentos do seu ciumento rei feérico, e a sua vida, assim como a forma de ver o mundo, nunca mais voltarão a ser iguais.
Assim começa uma história com viagens no tempo, homens de sonho e uma mulher moderna, muito bela por sinal, num país já de si idílico onde tudo pode acontecer e onde tanto o bem como o mal se podem perder no fogo da paixão.

Esta foi uma história que me prendeu logo a partir das primeiras páginas através da ligeireza do seu enredo, que se conexa perfeitamente com os segredos dos intervenientes principais, e do amadurecimento bem trabalhado das personagens que vamos constatando durante o desenvolvimento.
Grande parte da narrativa é centrada nos seus intervenientes que, para mim, são o ponto forte do livro pois quer sejam eles principais ou secundários – como é o caso da mãe de Açor que me conquistou – a forma como estão caracterizados e vincados pelas suas personalidades é tão proeminente que se tornam requisito suficiente para o entretenimento. Os vilões, aos quais admito ter ficado especialmente rendida, são o espelho da cobiça e luxúria, nas suas vertentes menos belas mas bem por isso menos interessantes, muito pelo contrário.

No que respeita aos pormenores estes encontram-se latentes e também eles nos cativam, são disso exemplo o cenário, rural com nuances medievais e características de época, e a vertente do fantástico que nos oferece ousadas fadas com deliciosos requintes de malvadez.

O âmago do texto é evidente, girando em torno das complexidades do desejo e do medo de entrega que se encontram, neste caso em particular, recalcados pelo passado e que agora se extravasam nas vivências dos actuais protagonistas, conferindo, desta forma, algo de magnífico ás cenas de sedução a que muitas leitoras não ficarão indiferentes.

Pessoalmente, talvez por não ter expectativas, terminei a leitura com um gosto especial de satisfação, pois como um todo, e para o género em questão, penso que o livro tem uma qualidade acima da média.  

Karen Marie Moning convence não só pelo ambiente que cria como pelo divertimento que nos concede e que interligalindamente, com momentos de maior tensão. Quando à escrita não é particularmente descritiva e, na minha opinião, onde mais se revelou foi através dos diálogos mordazes que, não raras vezes, me fizeram rir com gosto. 

Este livro é uma aposta Saída de Emergência uma editora que aposta fortemente no fantástico, em todas as suas vertentes e para todos os gostos, e de que vos confesso ser fã. Gostei.




Opinião anterior:


Título: Highlander para além das brumas
Autora: Karen Marie Moning
Género: Romance Paranormal
Editora: Saída de Emergência
Título: A Brisa do Oriente Vol.2
Autora: Paloma Sánchez-Garnica
N.º Páginas: 384
Preço: 18,97 €
ISBN: 9789896374235

Sinopse:
Um fresco soberbo da Europa medieval.

Alguns anos depois, Umberto de Quéribus reencontra o seu amigo, o cavaleiro Esteban de Clary, em Cinca. Na sua busca pelo conhecimento de outras doutrinas e pelas suas próprias origens, Umberto vai deparar-se com perigos constantes e situações arriscadas. Que segredo guardam os monges acerca da identidade da sua mãe?
Que é feito de Constanza, o amor da sua vida, a mulher que o fez pôr em causa toda a sua crença eclesiástica? Em 1204, acompanhando o seu abade, Umberto de Quéribus, um jovem monge de Cister, inicia uma viagem que o levará a Constantinopla. A partir desse momento, arrastado para perigos e situações extremas, em que perde a candura infantil, a sua vida muda completamente. Durante a viagem de regresso ao mosteiro, conhece a insensatez da guerra, a violência desmedida e a imoralidade da avareza. Questiona a obediência cega e luta constantemente com a dualidade do que lhe ensinaram e o que sente. Aprende a amar e o sentido mais profundo da amizade. A sua aproximação inconsciente à heresia acaba por colocá-lo em perigo, ao ponto de se ver obrigado a abandonar o mosteiro depois de ver a catástrofe semeada à sua volta.

O bestseller que acolheu a melhor critica literária espanhola chega agora a Portugal.
Considerado o livro perfeito para quem gostou de O Nome da Rosa

Sobre a autora:
Paloma Sánchez-Garnica nasceu em Madrid, no ano 1962. É licenciada em Direito e História. Actualmente dedica--se a absorver o fascinante mundo da literatura, que entrou na sua vida por acaso. A Alma das Pedras é o seu terceiro romance, e aquele que acolheu a melhor crítica literária. Conquistou também os leitores e os tops de vendas em Espanha, tornando-se um dos maiores bestsellers de 2010.

Saiba mais em: Saída de Emergência

sábado, 19 de maio de 2012

Título: A Trama da Estrela
Autor: Vasco Ricardo
N.º Páginas: 240
Preço: 14,50 €
ISBN: 9789899759077

Disponível a 25 de Maio.

Sinopse:
Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistérios e crimes até então irresolúveis.
Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de crimes vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas.
O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado d e estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos.
Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos parecem tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinária, onde todos os seus passos são criteriosamente preparados, na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.

Sobre o autor:
Vasco Ricardo nasceu no ano de 1981, em França mas é em Portugal que gosta de estar. Nem sempre viveu em Famalicão; cresceu em Matosinhos e formou-se em Viana do Castelo. Pratica Aikido, uma arte marcial japonesa. Raramente se sente cansado, se bem que certas particularidades do quotidiano o vão arreliando. Acha piada a moralistas, principalmente os que são imorais. Ainda não descobriu a verdadeira razão pela qual sente vontade de escrever, mas jura que um dia o fará.


Acabei de ler este livro ontem e, admito, é possivelmente o melhor que já li dentro do género! 
Aqui fica o book trailer para os meus curiosos. 
terça-feira, 15 de maio de 2012



Chega ao fim mais um fantástico passatempo com a colaboração da Editorial Presença.


Para oferta tínhamos um exemplar autografado da mais recente novidade do autor nacional Filipe Faria, O Perraultimato. Um livro que dá início à colecção Felizes Viveram Uma Vez.

Leia a minha opinião deste livro: Aqui! 

Agradeço a todos a vossa colaboração e se não foi o feliz contemplado não desanime, mais oportunidades surgiram!

Sem mais delongas, quem receberá em casa este exemplar é:
126 * Joana (…) Nunes – Rio Tinto

Muitos parabéns à vencedora!
Boa leituras!

segunda-feira, 14 de maio de 2012
Sinopse:
No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?

Não há muito tempo, quando a mão do homem geria todas as leis e a morte toldava a mente dos mais sãos, a palavra amor era proibida, era apenas uma dádiva para ser sonhada e, unicamente, assim era pelas mais tolas resistentes. Era um tempo de lágrimas, era um tempo de confissões e segredos onde o medo se fazia senhor da razão.

Alma Rebelde caracteriza-se por ser um fidedigno romance tradicional de época que facilmente nos transporta para um Portugal convencional. As suas personagens, fiéis temporalmente, têm a capacidade de transmitir emoções puras enquanto lentamente se afundam em presságios e proibições que nos fazem ansiar por um verdadeiro amor.
Carla M. Soares estreia-se e dignifica-se através de uma escrita magistral que me cativou logo na primeira página introdutória. Narrando em jeito de prosa, a autora aprimora-se exclamações e cuida com desvelo cada momento da acção que nos embala, cadenciadamente, para um final extremamente emotivo.

São diversificados os motivos que nos atraem para uma história que, independentemente do seu género, deve retractar e personalizar zelosamente para atingir o público que pretende. Neste caso em particular, para lá das suas personagens, penso que os leitores ficarão marcados pela transparência da carga afectiva transmitida de diferentes formas e por diferentes vozes que retractam, ainda que ficcionalmente, de forma justa o passado lusitano.

Grande parte do romance é dado a ver por Joana, a protagonista, e se é facto que esta bela jovem quase inocente, quase perdida, nos inunda com os seus pensamentos, para lá dela foi um Santiago, o seu futuro marido, e uma Ester, a mais leal das amigas, que me conquistaram e clamaram ao meu coração de leitora.
Santiago é um jovem nobre e simples nos afectos, nos gestos, mas preso à tirania do pai que abrange todos os que lhe são queridos e agora também, quem sabe, a sua Joaninha. Oferecendo algumas peripécias e extravasando, quase tempestivamente, os seus sentimentos ele afaga a alma feminina de quem cuidamos, independente do seu nome, e até ao fim deste enredo.
Para lá dos nomes ficam latentes as relações, sempre conturbadas, que dominam as várias fachas etárias de tempos em que geração, após geração, a mulher pouco mais era do que um pertence, do que uma moeda de troca pelo bom nome e consagração social.

Um dos pormenores que facilmente me cativou são as cartas e as confissões que dominam boa parte da narrativa, as mais perfeitas, de tão tocantes, são as que nos dão a conhecer Ester a amiga de Joana que carrega a cruz de um casamento que, por si só, deveria pecar até mesmo quando visado por Deus. Juntas, Joana e Ester, mergulham numa troca de palavras que traduzem dor, mas que também transmitem força, para as suas vidas que fazem imensas para suportar, sendo este um retoque, muito especial, que marca a escrita da autora.

O desenvolvimento breve do cenário em que se desenrola a acção, de Lisboa a Pero da Moça, permite a integração do leitor mas confesso-vos, mais do que as imagens é a noção do que aí se desenrola que nos permite sentir um pouco mais de cada interveniente.

Para lá do espaço, sobeja o tempo que me fez reflectir sobre as ligações e os tratados que outrora comandavam estas vidas. Foram anos demasiado extensos para as mulheres, quase crianças, injustamente presas a homens e costumes rígidos. Foram anos demasiados extensos para os tantos que temeram e os que feneceram sob as febres que devoraram Lisboa

Pessoalmente tenho a noção que existe um ou outro pormenor que roubou uma pequena parte do quão grande se poderia revelar este livro, falo-vos de Joana que, como protagonista, impõe uma carga dramática muito elevada à primeira metade da história. Se foi intencional, para deixar latente o pesar da época, não sei, no entanto é impossível não evidenciar os restantes pormenores que nem por uma Joaninha, demasiado menina, demasiado temerosa e quase sufocante, se deixaram apagar.

Carla M. Soares tem o dom da palavra e, como portuguesa que é, trabalha magnificamente a nossa língua que à sua voz fica um pouco mais encantatória. Proporcionando diferentes métodos de exposição de texto, diferentes formas de abordar a afeição, a autora soube deixar a sua marca com um final que para lá se surpreendente é muito bonito e que, com folhas e tinta, enterneceu o meu coração.

Este romance de estreia é uma excelente aposta Porto Editora que louvo por apostar no que de novo por cá se vai produzindo, sendo uma narrativa que sugiro aos amantes da boa escrita e aqueles que facilmente disfrutam dos desígnios do amor. Gostei.

Título: Alma Rebelde
Autora: Carla M. Soares
Género: Romance
Editora: Porto Editora

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